Como NÃO crackear um programa

Tanto se ensina em sites, fóruns, blogs e confins da Internet, as mil e uma maneiras de crackear jogos, programas, sistemas e até aparelhos eletrônicos. Então, resolvi fazer diferente, vou ensinar aqui um método para não precisar crackear.

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Por: Wilker Azevedo em 09/04/2014


Introdução



Este artigo não foi inspirado no artigo do nosso amigo Jorge Roberto: ...onde ele fala sobre a pirataria.

Na verdade, eu estava escrevendo este artigo e acabei encontrando o dele, achei muito interessante.

Outro detalhe muito importante: resolvi escrever este artigo utilizando um estilo bem descontraído, nada formal, como se estivesse conversando com você. Também não vou usar termos técnicos e um monte de dados de pesquisas ou estatísticas.

OK! Vamos lá!

Um fato que não se pode negar, é o uso massivo de programas proprietários de forma gratuita. Graças aos cracks, serials e keygens, o mundo do software proprietário se mantém sólido no mercado e alimenta o sistema operacional Windows da insistente Microsoft.

Mas, como um serial usado para desbloquear um programa, a fim de não pagar pela sua licença, pode fortalecer o software ao invés de direcionar o desenvolvedor rumo à falência?

A resposta é simples, usando o mesmo conceito que leva a Microsoft a comprar empresas que possuem muitos computadores trabalhando. Ou seja, "ganhar terreno".

Muitas empresas destinadas à pesquisas, catalogam a quantidade de máquinas que estão rodando um determinado sistema operacional em empresas. Com isso, a Microsoft se destaca devido à estratégia de adquirir empresas e instalar Windows em servidores e estações de trabalho.

Também realiza acordos com Governos, Faculdades e muitas outras empresas, vendendo as licenças a um preço simbólico e, algumas vezes, até isenção total. No entanto, sabemos que é impossível desbancar a quantidade de servidores rodando GNU/Linux, pois, quando se trata de servidores, a questão não é o preço, mas a confiança, segurança e desempenho. Itens que superam até mesmo a necessidade de suporte.

Mas, um detalhe interessante aumenta ainda mais o sucesso dos softwares proprietários, o mundo hacker e cracker. Pois, a facilidade de se "licenciar" sem pagar, leva milhões de pessoas a utilizarem os programas de forma desordenadas e sem limites.

Vamos imaginar, por um único minuto, como seria a realidade se não houvesse como crackear um programa..., ..., "todas" as pessoas pagariam pelas licenças? Teríamos a mesma quantidade de instalações hoje, mas de forma legal? Usaríamos menos softwares?

NÃO! NÃO! NÃO! NÃO! NÃO! MIL VEZES, NÃO!

O resultado de um mundo sem cracks, seria o crescimento INCOMPARÁVEL do software livre, seria algo tão natural, que nem mesmo pensaríamos em batalha GNU x CORP. Seria algo tão comum, que o software livre estaria da mesma forma que estiveram o Windows 95, 98 e XP na época em que reinaram. É como se aqueles sistemas fizessem parte do computador.

Usamos programas proprietários, porque é simples crackeá-los (este é um novo verbo, kkkk). Não pagamos nada por eles. Pois, se formos calcular, Windows, Office, Corel, Photoshop, Premiere, Zend, CAD, Inventor, SolidWorks, CATIA e muitos outros... resultam em um preço absurdo para qualquer brasileiro pagar.

Sei que existem várias empresas que pagam por estes softwares para várias estações, mas, pergunte a elas se foi "docinho". Então, temos uma avalanche de softwares proprietários por todos os lados a custo zero. A propaganda pirata em cada computador.

Mas, porque continuamos? Costume, economia, influência, já conhecemos, compatibilidade..., tudo contribui para que usemos software pirata.

Vou usar o Photoshop como exemplo, porque ele é mais utilizado que o GIMP? Porque funciona melhor? NÃO! O Photoshop é mais utilizado porque teve uma mistura de benefícios. Como é mantido por uma empresa, que injetou capital nele, entrou no mundo dos profissionais.

Com isso, qualquer pessoa que queria um software decente, logo teria que usar o que os profissionais usam. Mas, tem que pagar. Então, surgem os cracks. Agora não precisa mais pagar, então, a peste se espalha rapidamente. É agora que inicia a fama, já que espalhou, ficou mais conhecido e agora todos sabem seu nome. Surgem plugins para o software mais utilizado... soma mais fama.

O impacto crava na cabeça das pessoas o GRANDE PHOTOSHOP. Existe gente que lê revistas e olham uma foto de uma modelo e diz: "O milagre do Photoshop". Mas, essa pessoa NUNCA VIU O PHOTOSHOP. Então, a fama é tão grande, que pessoas que nunca viram o programa, já o conhece.

Os programas mais difíceis de crackear, são os menos conhecidos. O povo só quer moleza. As empresas de softwares têm capacidade para dificultar a licença ilegal, mas, isso seria ruim para os negócios. Afinal, a pirataria é quem faz a propaganda.

Quem já trabalhou com formatação, instalações e reparos, sabe muito bem. A maioria dos clientes nem mesmo sabem como funciona essa questão de licença, nem mesmo sabem que estão usando software pirata, que estão cometendo crime, que existe uma multa e o risco de prisão.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. A punição do crime
   3. Como não crackear
   4. Minha história
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Comentários
[1] Comentário enviado por itamarnet em 09/04/2014 - 09:39h

Grande história, ou melhor, prosa.
É um fato real que a existência da pirataria é endêmica e arraigada, mas concordo com você que os rumos farão a seleção natural.
Voltaremos aos primórdios da informática, onde o software era meramente um commodity, e nesse caso o que prevalecerá é a melhor implementação.

Eu adoro sacanear também meus irmãos nesse sentido, nada melhor que ver a cara de paisagem que fazem quando descobrem que o que possuem não é mais um "Windows" em seus dispositivos.

Parabéns e obrigado por compartilhar seus "causos"

[2] Comentário enviado por nicolo em 09/04/2014 - 09:45h

Neste artigo antigo, publiquei o texto abaixo, mais por ironia. Esse artigo causou certo frisson.
Nele eu listo os vários tipos de usuários e s comportamentos típicos:

http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Porque-o-Linux-e-dificil/
ABRASPAS
O usuário tem o direito de pensar como um orangotango, pelo simples fato que é ele que escolhe o sistema operacional:

Se é um usuário sovina, escolhe um Windows pirata.
Se é um usuário normal, adquire um Windows legal e um MS Office pirata.
Se o usuário com mais discernimento, adquire um Windows legal e aplicativos freeware ou open source.
Se o usuário tem dinheiro e bom gosto, escolhe um MAC.
Se não é usuário, escolhe Linux.

FECHASPAS


O artigo propõe que todos usuários sejam do tipo que tem discernimento. Isso acontece numa porcentagem menor que um a cada dez.

Denunciar pirataria de software? Sei não! Eu só faria isso se estivesse sendo bem pago para isso. Sei não, acho que tem risco.


A lei brasileira do software software foi passional e espetaculosa. O prazo de 50 anos é chacota, deboche, porque os gringos estavam criticando o Brasil por pirataria. Um software de 50 anos vai causar multa por poluição com lixo. As patentes de produtos industriais duram muito menos, as patentes de remédios são quebradas, no software saiu essa pérola.

A violação de licença de software é um problema comercial, de dinheiro, onde precisa da reclamação do dono com ação judicial. Fizeram uma salada bem brasileira. Os casos terminam. geralmente em acordos, tipo "não mate a galinha dos ovos de ouro". O problema é que não interessa dar porrada no manézinho da esquina, isso desgasta e não rende lucro. Do outro lado interessa pressionar as empresas grandes ou médio-grandes, e aí a conversa é só dinheiro, afinal ninguém vai dizer que o cliente é criminoso.
Tem as empresas que pagam uma parte e pirateiam a outra, e isso deixa o dono do software numa situação delicada. De vez em quando o mafagafo licencia mais um par de cópias para acalmar a fera.

A lei deu instrumento para o dono do software pressionar, mas não muda as regras do comércio. Dinheiro é dinheiro e isso é raciocínio de homens de negócio. De qualquer forma, em última instância , um homem de negócios não aceita risco para fazer gracinha. Já houve firma que adotou o Linux e disse aos empregados: Use o Linux ou arrange outro emprego.

O mundo dos negócios, tem leis estranhas, no Brasil elas são ainda mais estranhas.

[3] Comentário enviado por asandrob em 09/04/2014 - 09:47h

Achei a tua opinião bem formada e teu ponto de vista bem defendido aqui.
Inclusive já fui direto conhecer os softwares livres mencionados aqui (GIMP, Cinelerra e Jahshaka).
Você ainda usa esses mesmos sotfwares? Ou já achou versões livres substitutas?
Trabalho dando suporte, e o linux é só la no servidor mesmo, até por que o sistema corporativo não roda no GNU/Linux.

[4] Comentário enviado por cytron em 09/04/2014 - 10:41h

Como não trabalho mais com produtora, não uso mais esses softwares profissionalmente. Mas ainda uso em casa para editar os vídeos e as fotos da família.

Apesar do Cinelerra e Jahshaka estarem engatinhando (são velhos mas ainda engatinham), ainda não tem substitutos equivalentes. No nosso mundo, free, infelizmente os softwares são muito frágeis, definham e morrem com facilidade, exatamente por ser free. O desenvolvedor tem que sobreviver e com isso acaba sendo funcionário de alguma empresa e tem que desenvolver o software nas horas vagas, ainda tem a vida pessoal e outros projetos pra tocar. Como ninguém faz muita doações, acaba ficando desmotivado, com isso as versões vão ficando cada vez mais distantes, não traz grandes novidades ou novas técnicas. Daí, programas como Kde-n-live, kino e outros vão sumindo do mundo.

[5] Comentário enviado por DavidsonDFGL em 09/04/2014 - 12:19h

De fato, e o mais engraçado disso tudo é que se extende até mesmo para nós desenvolvedores, na faculdade (Ciencia Computação) todos os meus amigos e conhecidos do curso usam software pirata, é a coisa mais irônica do mundo. Como que futuros programadores e que utilizarão disto para seu ganha pão usam programas crackeados?,seria simplesmente lindo ver um programa dos mesmos com crack disponível em um site qualquer não é mesmo? aquele programa que você ralou semanas/meses para desenvolver e todo o seu custo indo para o ralo em 20s; -não vou falar que minha faculdade tem parceria com MSDN e disponibiliza gratuita e legalmente softwares da M$ para alunos-.

Como muito bem dito pelo autor, a facilidade em se obter softwares caros gratuitamente simplesmente desmotivam a qualquer usuário a buscar uma forma alternativa e gratuita ao programa pago; creio que há também uma certa dificuldade em enchergar o software como um bem material, não é algo que uma criança vê e fala com a mãe: - A lá um software, então há essa falta discernimento e simplesmente não vêem como um produto.

[6] Comentário enviado por JFurio em 09/04/2014 - 15:59h

Simplesmente concordo com todo o contexto desse artigo!

Sou um usuário novo no Linux (Praticamente uns 2 meses) e estou aprendendo muita informação! Antes o desktop era um Windows 7 (100% pirata . . .) e muita coisa passei a pensar melhor, passei a utilizar só softwares livres e aprendi a gostar, então comecei a instalar no meu notebook com windows 7 (Esse é original, mas também só o windows mesmo) e alem de funcionar muito bem, atende tudo o que eu preciso.

Lendo esse artigo, lembrei de uns fatos interessantes. Já formatei muito desktop e também já instalei muito software e agora percebo, como tem gente que instalar vários softwares piratas e simplesmente não utiliza, um exemplo bom é o MS Project, acho que todos que eu já instalei, nem sequer foram abertos pelos usuários. Vários outros softwares mais completos foram instalados para que o usuário utilize apenas 1% do software, sendo que possuem outros softwares mais incompletos do que o software pago, mas a funcionalidade desses 1% funciona perfeitamente. Olhe os softwares que você possuí instalado no seu Windows, você realmente usa tudo?!?! E os que você tem instalado que só usa quase que uma vez por mês, será que não seria possível você instalar um software livre que te atenderia perfeitamente?!?! E se caso não gostei de Linux em geral, para o Windows, também tem algumas coisas Free que tenho certeza que te atenderia muito bem!!

Meu pai era projetista e utiliza AutoCad pirata, praticamente tudo na máquina era pirata (Isso exatamente em 2002), e na época eu li um artigo sobre possíveis punições para quem utilizasse de pirataria e fiquei com medo e acabei convencendo meu pai a comprar os softwares, e ele acabou comprando a cada projeto, um software pago.

Para pensar: Você que ganha dinheiro utilizando de softwares piratas, o valor que você gastaria com licenças, com certeza não atrapalharia seu rendimento financeiro (é só fazer a conta) e você simplesmente dormiria tranquilo, pois não estaria prejudicando um desenvolvedor que provavelmente passou horas criando um software que hoje você usa para ganhar dinheiro. Você realmente gostaria que fosse com você, imagine você criando um software simplesmente incrível, que você levou semanas, meses na criação, e gastou até muito dinheiro na expectativa de um retorno financeiro, e finalmente quando você lança (pode ser até que você ganhe bastante dinheiro), mas você acha que seria legal várias pessoas crakearem seu software e usarem de graça . . . (falar que você não se incomodaria é mentira!).

Obrigado!

[7] Comentário enviado por albfneto em 09/04/2014 - 18:46h

Concordo com vc. Veja o Office, a maioria é pirata, mesmo quem usa Windows licenciado, muitas vêzes tem MSOffice pirata.

pq todo mundo usa Office? ,e simples, pq todo mundo conhece Office e compra ele no Camelô da esquina!!!

na USP, os softwares Microsoft são licenciados, autênticos, com licença "barateada" para Universidades, porque?
porque é uma Universidade grande!

A Microsoft combate a Pirataria numa grande emprêsa, dá prejuízo, mas,
não tá nem aí se um carinha ex, de 14 anos usar um windows 8.1 pirata no Brasil ou na China? Faz propaganda, quando ele tiver 25, terá usado Windows e quando for trabalhar vai querer que a firma onde ele está compre windows.

a MS sabe que o usuário do Pirata hoje, é usuário de programa Microsoft amanhã, e assim, ninguém conhece Linux...

se fosse sempre caro, muito caro, e quase impossível piratear.... os Desktops estariam usando Linux, BSD, Android....

[8] Comentário enviado por izaias em 09/04/2014 - 19:49h

Alberto citou o Android no momento certo!

Por que o Google não joga no lixo aquela porcaria do Google OS e não lança (oficialmente) o Android para Desktops?
O Android é o único Linux realmente conhecido e aceito por milhões no mundo todo.

Será que ainda não acordaram pra isso?

[9] Comentário enviado por cytron em 09/04/2014 - 23:01h

Já repararam que o Google não anuncia que o Android é Linux? Poderia se vangloriar falando sobre a estabilidade, segurança e tal... Mas, imagina o que aconteceria, perderia mercado e confiabilidade. Tudo por causa da má fama que o GNU/Linux tem, adquirida nos usuários win_leigos que compram um PC na loja e vem Satux e coisas do tipo, GNU/Linux moldado por malucos inexperientes contratados por grandes lojas. Que ao invés de investir dinheiro fazendo um Linux personalizado (reinventando a roda), deveria ter investido dinheiro no Ubuntu para distribuir nos PCs. O Google foi mais além, criou o Android e não tocou no assunto "Linux" para não se sujar da lama criada pelo Satux e afins (linux vendedores de PC barato). Que no meu ver, o GRANDE GOOGLE, ainda está fazendo pouco caso, pois sabemos muito bem que o Android "deveria" ser bem melhor do que é hoje, inclusive em termos de estabilidade. Pelo sucesso que é hoje, deveria ter mais estabilidade que qualquer window. O Android já é um sucesso, mas o Google parece que ainda está só testando e não leva a coisa a sério.

[10] Comentário enviado por thelinux em 10/04/2014 - 08:31h

Acredito que há mercado para as modalidades proprietário e open source.

[11] Comentário enviado por izaias em 10/04/2014 - 11:25h

As pessoas têm que acordar para o fato que Linux, é um motivo de orgulho para a humanidade.

Tem Linux em Marte. Em nossas forças armadas. No sistema de tráfego aéreo. Na medicina e na geração de energia.
Onde está a vergonha nisso?

Pena que aqui no VOL, a maior parte é linuxer, o usuário "comum" não verá isso.

[12] Comentário enviado por xerxeslins em 10/04/2014 - 15:10h

Não quero defender a pirataria nem nada disso. mas acho importante fazer uma distinção.

Acho que a justiça deveria ver, se é que não vê, de forma diferente, duas situações: (a) usuário doméstico que usa programas piratas (e consomem arquivos piratas) e (2) empresas que fazem o mesmo.

Uma empresa tem claramente o intuito de obter lucro. E se for através de software pirata, isso configura algo mais grave (no meu entender) do que um usuário doméstico ter um software pirata para uso pessoal sem querer lucrar com seus serviços.

Uma vez o usuário Pinduvoz, que tem afinidade com as leis, me disse que existe o "princípio da insignificância", onde o juiz pode não aplicar a pena devido à insignificância do ato. Acho que isso deve valer para todos, ou quase todos, os usuários domésticos que usam software pirata. Pois o impacto, ou dano, causado pelo uso do software pirata é nulo à empresa que detém a licença do software.

As pessoas acham que cada software pirata instalado e em uso, automaticamente significa que a empresa detentora da licença deixou de ganhar por aquele software pirata. Mentira! O usuário, se não tivesse a opção de usar software pirata não iria, obrigatoriamente, comprar o software! Não sendo, portanto, um cálculo muito justo dizer que de 100 softwares piratas, a empresa deixou de ganhar 100 concessões de licenças. Alguns comprariam, outros não. Quantos comprariam? Seria a maioria? E quantos dos usuários piratas passam a comprar DEPOIS do uso, por ter se acostumado? As coisas não são tão "preto ou branco". Possuem variáveis que precisam ser colocadas na discussão, mas que muitas vezes são omitidas devido ao interesse de alguns.

Para concluir. Minha pura opinião:

No mundo atual a tecnologia, os softwares, não são apenas ferramentas para trabalhos específicos e especializados. São, principalmente, meios de se obter conhecimento e ter acesso à cultura! Quem detém a licença dos softwares, teoricamente deveria ter um grande controle sobre o acesso ao conhecimento e à cultura. Mas isso não acontece devido, entre outros fatores, à pirataria!

Sim, a pirataria é uma forma de se obter acesso à cultura e ao conhecimento. cada Windows pirata na casa de uma família comum aponta para isso. Ah, mas existe o software livre como alternativa. Sim, existe. Mas não é objetivo do software livre ser GRÁTIS. Nunca foi. Quem já leu sobre o assunto sabe que o Livre, de software livre, nada tem a ver com o preço ou com a ideia de ser algo grátis. Mas AINDA bem que quase todos são grátis. Tem gente que acha que usa Ubuntu ou Slackware, feliz da vida, por estar usando apenas software livre, quando na verdade, de acordo com o Richard Stallman, não estão usando software livre de verdade. Software livre é um conceito, e como tal, é ou deixa de ser, segundo a opinião de quem fala.

A verdade é que as leis de hoje, no que diz respeito aos softwares, estão obsoletas. Prejudicam o acesso ao conhecimento e à cultura. Por isso eu acho que a carta de princípios do Partido Pirata tem algum fundamento:

http://partidopirata.org/documentos/carta-de-principios-v1-0/

Como eu disse, não quero defender a pirataria em si, mas apenas mostrar que a Lei não é imutável; mas ela pode estar desatualizada, pode ser até mais ou menos justa. Pode ser até que precise de uma revisão, para acomodar melhor os vários tipos de usuários e as suas ações "piratas".

[13] Comentário enviado por cytron em 10/04/2014 - 21:22h

Bem falado Xerxeslins!!!

Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído com algumas restrições. A liberdade de tais diretrizes é central ao conceito, o qual se opõe ao conceito de software proprietário, mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível. (fonte: http://www.softwarelivre.gov.br/tire-suas-duvidas/o-que-e-software-livre)

Como o governo e nem a justiça tem poderes ou direitos sobre os produtos das empresas, digo os softwares proprietários / comerciais, o que seria injusto ditar regras de valores e liberações de licenças, o que deveria acontecer é uma melhor conscientização das empresas e facilitar o "direito" ao software para o cidadão. Assim como o governo criou o MEI para que todo comerciante informal pudesse se formalizar, desde o engraxate, catador de lixo até pequenos fabricantes e comerciantes, as empresas desenvolvedoras poderiam fazer algo nesse sentido. Mas se trata apenas de uma ideia... não de uma regra.

Por mais que eu goste de Linux, e eu realmente gosto hehe, não quero que as pessoas passem a utilizar Linux. O que quero é que fiquem "bem" onde lhe mais agradar. Se gosta de windows, tudo bem, mas poderiam ter uma "melhor chance" de ter a licença do sistema e outros softwares de uso importante. As pessoas não usam software pirata porque gostam de ser piratas, elas usam porque é a melhor alternativa.

[14] Comentário enviado por talbas em 12/04/2014 - 19:02h

E ainda vou acrescentar: os "cracks", além de chamariz para a pirataria de software, também costumam ser vírus escondidas, ou então, malware disfarçado. Muito cuidado!

[15] Comentário enviado por LUCASTXS em 16/04/2014 - 17:57h

Excelente texto!

Eu mesmo aboli o Windows pirata. Só "Starter" por necessidade e Linux. Quanto às alternativas ao "Corel", tem o Inkscape que é ótimo e uso em ambas as plataformas, que me deixou sem saudades nenhuma dele.

[16] Comentário enviado por JJSantos em 18/04/2014 - 18:08h

Muito bom seu artigo!

[17] Comentário enviado por JFurio em 19/05/2014 - 09:28h


[9] Comentário enviado por cytron em 09/04/2014 - 23:01h:

Já repararam que o Google não anuncia que o Android é Linux? Poderia se vangloriar falando sobre a estabilidade, segurança e tal... Mas, imagina o que aconteceria, perderia mercado e confiabilidade. Tudo por causa da má fama que o GNU/Linux tem, adquirida nos usuários win_leigos que compram um PC na loja e vem Satux e coisas do tipo, GNU/Linux moldado por malucos inexperientes contratados por grandes lojas. Que ao invés de investir dinheiro fazendo um Linux personalizado (reinventando a roda), deveria ter investido dinheiro no Ubuntu para distribuir nos PCs. O Google foi mais além, criou o Android e não tocou no assunto "Linux" para não se sujar da lama criada pelo Satux e afins (linux vendedores de PC barato). Que no meu ver, o GRANDE GOOGLE, ainda está fazendo pouco caso, pois sabemos muito bem que o Android "deveria" ser bem melhor do que é hoje, inclusive em termos de estabilidade. Pelo sucesso que é hoje, deveria ter mais estabilidade que qualquer window. O Android já é um sucesso, mas o Google parece que ainda está só testando e não leva a coisa a sério.


Deveras . . . Tenho um amigo que tem uma loja de manutenção de aparelhos celulares na Sta Efigênia, e ele andou fazendo umas pesquisas e a conclusão é de que praticamente ninguém (Usuários) sabe que Android é Linux, ele me falou que teve usuários que não acreditaram e falaram que é coisa de política/mídia !! Da para acreditar . . ., teve outro que falou que é estratégia da Apple para prejudicar a Google... (Nessa eu dei risada!), como se "Feito de linux" fosse um termo prejudicial.... É cada um a viu !!!
Concordo com o fato da Google encerrar esse projeto do Google OS e investir no Android OS.

[18] Comentário enviado por agk em 01/07/2014 - 13:43h

Parabéns, excelente artigo. Eu também abandonei o uso de muitos softwares e comecei a utilizar alternativas livre, veja bem livres e não gratuitas. LibreOffice, Smplayer, Firefox são os principais que utilizo. Gimp e inkscape raramente uso, mas tenho eles também.


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