XFCE - quase um Gnome ou Plasma mas muito mais leve

Nesse artigo procuro desmontar críticas (e que eu mesmo já fiz) em relação a outras interfaces gráficas mais completas e uma dessas interfaces "menosprezadas" é a XFCE. Com um pouco de boa vontade dá pra deixar o ambiente desktop bem adequado e sem o peso de firulas "forçadas" de outras DEs.

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Por: Sidnei Serra em 03/02/2026 | Blog: https://www.youtube.com/channel/UCRgokKtNlttdmg2RJEa2VYw


XFCE: leveza real sem abrir mão da funcionalidade



O XFCE é uma das interfaces gráficas mais tradicionais e populares do mundo Linux. Ele se destaca por oferecer um equilíbrio interessante entre desempenho, personalização e familiaridade, especialmente para quem busca algo que funcione bem em máquinas mais antigas ou com recursos limitados, sem se sentir "ultrapassado" ou minimalista demais, ainda mais "aquela galera mais nova" que fica babando nos efeitos do GNOME ou nos brilhos do KDE.

O maior problema do XFCE - se é que se pode dizer isso - é como ele é apresentado em distribuições que já venham com ele instalado. No Debian - que usa Gnome como padrão - por exemplo, ele pode vir assim:

Linux: XFCE - quase um Gnome ou Plasma mas muito mais leve

E em outras distribuições normalmente vem mais incrementado, com temas, ícones, widgets e efeitos mais elaborados (dentro do possível) e que dá outro ar de sistema já que, quem vê o do Debian, com certeza vai achar feio pra caramba a despeito de ser plenamente funcional.

Leveza e performance

Um dos pontos fortes do XFCE é sua leveza. Ele consome muito menos RAM e CPU do que ambientes mais pesados como GNOME ou KDE Plasma, o que o torna ideal para notebooks antigos, PCs modestos ou até mesmo para quem só quer gastar menos recursos com a interface e mais com aplicativos. Ainda assim, ao contrário de algumas interfaces minimalistas tipo LXDE e até o LXQt, o XFCE mantém recursos visuais e práticos que realmente fazem diferença: painel configurável, menu de aplicativos funcional, gerenciador de janelas decente com suporte a múltiplos monitores e, para quem gosta - como eu, lógico - papagaidas e firulas que não pesam no uso.

Modularidade e independência

Diferente do GNOME, que exige várias dependências próprias e segue um ecossistema rígido, o XFCE é quase totalmente independente. Ele não precisa do GNOME nem do KDE para funcionar, embora possa integrar algumas ferramentas externas se você quiser. Isso significa que você não será obrigado a instalar dezenas de pacotes só para ter funcionalidades básicas, o que é ótimo para quem gosta de manter o sistema enxuto ou quer ter controle absoluto sobre o que entra no PC.

Personalização: simples, mas suficiente e com resultados que até surpreendem

O XFCE não é tão "brilhante" quanto o KDE Plasma em termos de efeitos visuais, mas oferece uma personalização consistente e funcional. Você consegue trocar temas, ícones, ajustar painéis e menus e até adicionar plugins no painel e no menu de contexto do mouse sem precisar de gambiarras. A curva de aprendizado é suave: qualquer usuário que venha do Windows ou de outros Linux verá a interface familiar, com barra de tarefas, área de trabalho e menu clássico, mesmo que "feia" a princípio.

Recursos nativos

Alguns destaques que mostram que o XFCE não é apenas "leve e feio" - dependendo do contexto funcional:
  • Thunar, um gerenciador de arquivos rápido, limpo e eficiente;
  • Painéis personalizáveis com suporte a múltiplos monitores;
  • Gerenciador de janelas Xfwm, que apesar de simples, oferece sombras, transparências e atalhos eficientes;
  • Suporte sólido a desktops virtuais e múltiplos workspaces.

Contras: onde o XFCE "faz feio"

Apesar de todos os pontos positivos, o XFCE também tem suas limitações:
  • Estética de "meio termo": mesmo com temas modernos, ele nunca vai parecer tão "polido" ou futurista quanto GNOME ou KDE;
  • Efeitos visuais limitados: transparências, animações ou composições complexas não são o forte do XFC;
  • Atualizações mais lentas: ele evolui lentamente, o que é bom para estabilidade, mas menos empolgante para quem gosta de novidades constantes;
  • Menos integração nativa: algumas funcionalidades modernas exigem ferramentas externas ou ajustes manuais.

XFCE x outros ambientes

Se compararmos com Cinnamon, o XFCE é mais leve e modular mas menos visualmente moderno. Comparado ao LXQt, o XFCE é mais robusto e maduro, oferecendo mais recursos "de fábrica" sem sacrificar a performance. Em relação ao GNOME, o XFCE é claramente menos dependente e mais personalizável, mas perde nos efeitos e integração de apps GNOME mas roda sem problemas aplicativos do Gnome e KDE.

Para quem é o XFCE?

  • Usuários que valorizam desempenho e estabilidade ou querem experimentar outros ares;
  • Quem gosta de interfaces clássicas e funcionais e sem surpresas do tipo "ai caramba, fechou tudo!";
  • Computadores antigos ou sistemas que precisam ser enxutos e rápidos;
  • Usuários que querem controle total sobre as dependências do sistema.

Em resumo, o XFCE é uma aposta segura para quem quer eficiência sem sacrifícios desnecessários. Ele não vai impressionar pelos efeitos ou modernidade visual (hummm, nesse aqui, sei não...), mas entrega uma experiência limpa, confiável, prática e até surpreendente, com baixa dependência de outros sistemas e ótimo suporte a múltiplos ambientes. É o tipo de interface que você instala e sabe que vai funcionar bem por anos, sem frescura, até você fizer alguma besteira. E o bom disso tudo é que os temas que se usa no Gnome (ou para o Gnome) podem ser usados no XFCE também, inclusive alguns deles costumam ser "xfwm-manager" compatíveis, com funcionalidades tipo blur e transparências que podem não ter em outros temas GTK2/GTK3.

Seja como for, o XFCE pode ser uma ótima interface gráfica e quer experimentar outras opções sem ter que usar certas interfaces de que tão leves não oferecem quase nada de funcionalidades e ainda tem usuário que diz que "Linux tem que ser simples e funcional"; concordo mas dá pra fazer isso com estilo: quem tem Fusca ou Fiat 147 não quer ser atingido numa batida por outro Fusca e sim por uma Ferrai ou Porsche...

E, por último, não queira ter exatamente TODAS as funcionalidades que você já está acostumado no Gnome e KDE: eu mesmo fiquei indignado por não haver widgets decentes para mostrar dados em números da máquina (temperatura, uso do processador e RAM, etc) e também um modo direto de ações no menu de contexto e, depois de colocar tais recursos achei bem satisfatório o uso na mesma máquina que tem o Plasma 6 com Debian. Se achar que falta algo que você não possa abrir mão, permaneça da sua DE anterior, não adianta brigar com o XFCE, ele é o qué.

Linux: XFCE - quase um Gnome ou Plasma mas muito mais leve
Abaixo o vídeo de instalação e configuração básicas do XFCE para um uso funcional:
   

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   1. XFCE: leveza real sem abrir mão da funcionalidade
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