Sucata - Evite gargalos de hardware

Gargalos de hardware são muito comuns, sobretudo quando se está aproveitando peças de computadores antigos em computadores modernos. Para melhorar o desempenho de sua máquina, não deixe de observar as peças para garantir a máxima velocidade. Este artigo trata de alguns gargalos de hardware comuns e maneiras de evitá-los.

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Por: Fernando de Sá Moreira em 18/07/2007 | Blog: http://lattes.cnpq.br/2269235326367932


Evite gargalos



1) Memória e memória swap (também chamada memória virtual): Esse é o gargalo mais comum de todos. Memória swap é um espaço no HD reservado para funcionar como uma memória auxiliar; quando a memória RAM está cheia ou próximo de seu limite, as informações são transferidas para a memória swap. Assim, mesmo que um computador tenha por exemplo apenas 128MB de memória RAM, é possível usar mais do que isso através de armazenamento de dados pouco utilizados da memória RAM para a memória virtual.

O problema: a velocidade de transferência de dados do HD é muito inferior à de uma memória convencional. Esse processo deixa o computador muito lento. As empresas que montam computadores, sabendo disso, fazem computadores com pouca memória, pois os compradores normalmente importam-se apenas para a velocidade do processador e o tamanho do HD. Deste modo a memória do computador torna-se insuficiente muito rapidamente, incentivando a compra de um computador inteiramente novo (quando na verdade a necessidade é apenas de expansão da quantidade de memória).

2) RPM do HD: A velocidade de giro de um HD pode ser o motivo da lentidão do seu PC. Drives de armazenamento antigos costumam girar à 3600 RPM ou 5400 RPM, enquanto que HDs modernos giram à 7200 RPM.

Por isso, sempre que estiver aproveitando um HD antigo, evite inserir nele arquivos grandes, importantes para o sistema operacional ou de acesso constante. Use-o para armazenar arquivos pequenos, como documentos, músicas e imagens. Em um pc-matusalém com Linux, como normalmente as placas-mãe não reconhecem HDs de grande capacidade, instale o HD antigo como primary master e o HD novo como primary slave, na hora de instalar o sistema, monte uma partição do HD antigo como "/boot" e o HD novo como "/". Assim o HD antigo, que é reconhecido pela placa-mãe, permite que o gerenciador de boot (Grub ou LiLo) possa rodar o sistema no HD mais rápido, que com Linux não precisa do reconhecimento do HD novo no BIOS.

Além disso é interessante usar um cabo flat de 80 vias em HDs novos, eles evitam interferência, garantindo a possibilidade de configurar U-DMA acima de 33 MB/s;

3) Placas de rede: Computadores em rede conversam na velocidade da placa mais lerda, evite placas de 10 Mb/s. Hoje as placas mais usadas são de 100 Mb/s, sendo elas o suficiente para a maioria das situações. Placas gigabit (1000 Mb/s) são, por enquanto, sub-utilizadas; assim, por exemplo, apesar de todas as placas da rede inteira serem capaz de trabalhar à 1000 Mb/s, o resto do hardware dos computadores limita a velocidade, não sendo possível trabalhar à 1000 Mb/s (há exceções); mesmo quando o hardware permite a utilização máxima de placas gigabit (computadores atuais), as oportunidades para aproveitar ao máximo uma placa como essa geralmente são poucas (vide próxima página para mais esclarecimentos).

4) Gravadores de mídia: Não há necessidade de preocupar-se com drives de disquete, por outro lado há de se atentar com gravadores de CD e DVD. Para gravar uma mídia qualquer é preciso que os dados passem do HD para a memória e para a mídia, a velocidade e quantidade de memória é essencial para a velocidade da gravação.

Um 233 MHz com 64 MB de memória, por exemplo, dificilmente conseguirá gravar CDs velocidades superiores a 10x. Em computadores arcaicos mantenha o mínimo de aplicações abertas para maximizar a velocidade da gravação. Em computadores novos isso não costuma ser um problema. É importante observar também a velocidade que a própria mídia aceita.

5) Aquecimento: Computadores esquentam. A regra geral é, quanto mais frio melhor. Quanto mais novos os PCs, mais o aquecimento deve ser preocupante; o aquecimento, além de diminuir o desempenho geral, causa travamentos e, em último caso, queima de peças. Se for preciso, encha seu gabinete de ventoinhas. Em computadores antigos, quase não há problemas com aquecimentos; já vi um 233 MHz funcionar horas com o cooler parado, sem qualquer problema (não faça isso em casa).

6) USB: Plugue sempre dispositivos USB que podem, e devem, trabalhar em alta velocidade (como pendrives, HDs externos, leitores e gravadores de CD, Modens ADSL com velocidades superiores à 2 Mb/s, etc) em controladores USB 2.0. A diferença entre a velocidade do USB 1.1 e o USB 2.0 chega a ser 40 vezes para o segundo. Para mais informações sobre USB, vide quarta página.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Evite gargalos
   3. Mais sobre placas de rede
   4. Mais sobre USB
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Comentários
[1] Comentário enviado por fabio em 18/07/2007 - 04:26h

Bela aula de hardware, parabéns!

[2] Comentário enviado por darkjeff em 18/07/2007 - 09:06h

Muito legal esse tuto sobre gargalos blehhh ... gostei mesmo!!
Parabéns..

=)

[3] Comentário enviado por removido em 18/07/2007 - 10:27h

cara, seus artigos de hardware me fascinam... muito bom...
vou comprar uma placa 10/100/1000 pra min... hehehe...

falouw

[4] Comentário enviado por removido em 18/07/2007 - 18:29h

gostei,mais fico devendo explicar um pouco do barramento pci, ja que uma placa de rede gigabit em slot pci não conseguirá tirar proveito, e o barramento acaba sendo um gargalo para a placa, o mesmo para placas de video.

[5] Comentário enviado por fsamoreira em 18/07/2007 - 21:54h

icarooo,
posso estar enganado quanto aos barramentos pci em computadores antigos (pois não tenho nenhum manual disponível agora, nem placas para testes), mas a velocidade teória de um barramento PCI 32bits à 33MHz (o que creio que é a frequência minima em qualquer PCI) é de aproximadamente 132 MB/s, ou seja superior à da placa gigabit que é de aproximadamente 125MB/s. Mas, evidentemente, a velocidade real suportada depende do restante das especificações da placa mãe. Em geral, em computadores um pouco mais novos, não há gargalos em placas gigabit PCI (se houvesse não teria qualquer sentido existir placas gigabit PCI - elas não seriam gigabit então)

[6] Comentário enviado por .frank. em 18/07/2007 - 23:41h

Se me permite fazer uma correção: o correto é "1000 mbps = 125 Mb/s" e nao "1000 mb/s = 125 mb/s" onde o uso da barra (/) faz-se intender que é sobre Bytes.
Um bom exemplo poder ser o de uma internet discada onde aparece 45 kbps esta falado em 45 kilobit por segundo, e nao em 45 kilobyte. Por isso que voce nao consegue fazer downloads a 45 kb/s, pois se dividirmos 45 kbps por 8 para acharmos o valor em Kb/s chegaremos em +ou- 5 kb/s que é a taxa maxima de transferencia que vc vai conseguir fazer de download por uma net discada (conectado na velocidade acima)

[7] Comentário enviado por janio.barros em 19/07/2007 - 11:25h

Parabéns, boa explicação

[8] Comentário enviado por fsamoreira em 19/07/2007 - 15:53h

.frank.,

Realmente não acredito que há uma maneira certa de dispor as velocidades de transferência de dados. Tanto faz usar "/" ou "p", já que tem o mesmo significado. A diferença entre megabytes e megabits é o "B" ou "b". A letra maiúscula sempre se refere à Bytes e a letra miníscula sempre se refere à bits. Assim, "Mbps = Mb/s" e "MBps = MB/s".

Eu gosto de usar a barra, pois referencia melhor a divisão efetuada entre a unidade de tamanho (Mb ou MB) e a unidade de tempo "s" (segundos), é uma notação matemática universalmente aceita. Por outro lado, o uso do "p" é mais comum nos EUA (com a sua mania de fazer diferente) e também para evitar problemas de codificação (já que letras são mais bem compatíveis entre os sistemas de codificação atuais do que os símbolos); essa letra faz referência à "per" (em inglês) ou "por" (em português) - termos usados para significar divisão (como o simbolo "/").

Eu já vi em vários lugares ambas as notações, sem qualquer problema. Mas, posso estar errado, caso haja alguma convenção de notação que diga o contrário. Entretanto, não conheço nenhuma.

[9] Comentário enviado por removido em 19/07/2007 - 23:55h

Gostei do artigo, parabéns. Pelo que percebi, você não mencionou um componente muito importante também nas transferências, ou talvez eu não tenha prestado atenção. O chipset, que é o responsável por coordenar os I/Os da placa mãe.

[10] Comentário enviado por fsamoreira em 20/07/2007 - 02:33h

nao mencionei o chipset porque não sou tão bom assim para ter estudado o seu funcionamento mais a fundo e fazer um comentário proveitoso. sobre os componentes específicos das placas fico devendo para uma próxima ocasião

[11] Comentário enviado por GilsonDeElt em 22/07/2007 - 12:07h

Cara, d+
Muito bem explicado!

[12] Comentário enviado por py9mt em 10/02/2008 - 12:57h

Lembrando que a nomeclatura da AMD é baseada no athlon 1ghz e não no concorrente


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