O Filho à Casa Torna

Minha primeira distribuição foi o SUSE 9.2 no ano de 2006, mas depois dela parti para outras aventuras e fui cativado pelo mundo Ubuntu-based. Mas agora resolvi experimentar o openSUSE 15.1 Leap. Como será que o mundo SUSE está após tanto tempo?

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Por: Bilufe em 19/06/2020 | Blog: https://www.vivaolinux.com.br/~bilufe


A primeira experiência até chegar ao Ubuntu



Minha primeira experiência com Linux foi numa feira de exposições que ocorreu na região, um provedor de internet disponibilizou computadores para acesso do público. Não sei qual distribuição do Linux estava rodando naqueles computadores, a única coisa que sei é que estava escrito KDE numa faixa vertical do menu. A única coisa que fiz, e que me parecia óbvia naquele momento, foi usar o navegador Konqueror. Essa primeira experiência foi algo normal, foi como sentar na frente do computador e simplesmente usá-lo. Só fui descobrir que aquele computador estava rodando Linux algum tempo depois, quando realmente passei a usar Linux.
Eu já conhecia outro sistema operacional que não era o Windows, trata-se do BeOS 5 Personal Edition. Sem internet em casa, baixei o BeOS 5, que foi me recomendado em uma pesquisa sobre como corrigir problemas com o Windows, na lan house. A bem da verdade, eu não estava tendo problemas com o Windows mas de hardware (meu HD estava com vários setores defeituosos). Instalei o BeOS 5 Personal Edition e felizmente não houveram dados essenciais do sistema escritos em blocos defeituosos, o que me permitiu usar o computador alguns jogos próprios do BeOS e alguns emuladores.
Excetuando o primeiro contato, conheci o Linux em 2006 quando iniciei um curso de montagem e manutenção de computadores, o instrutor me apresentou ao Kurumin em uma aula. Logo nos dias seguintes visitei uma banca de revistas e encontrei uma revista, da qual não me recordo o nome, que carregava consigo um CD-ROM do Suse Linux 9.2. Comprei imediatamente a revista e levei para casa.

A revista era bem explicativa, o único matéria dela era sobre como instalar o SUSE 9.2. Segui as etapas, demorou horas e horas, e pasmem: não instalou nada, mesmo dizendo que a instalação estava prosseguindo, quando senti que estava demorando demais meti o dedo no reset do computador e ele iniciou o Windows. Não havia feito nenhuma modificação no meu sistema! Várias horas rodando o instalador e nada foi feito? Estava tudo lá: a partição do Windows estava com o mesmo tamanho, sem nenhuma alteração como era o prometido pelo instalador do SUSE 9.2!

Demorou mais uma ou duas semanas, não lembro o tempo exato, para tentar novamente. Desta vez, sistema instalado! A primeira impressão é que o SUSE 9.2 era mais pesado que o Windows, mas relevei isso por considerar que era um sistema mais moderno e com muito mais aplicativos disponíveis.
Como relatei anteriormente, não tinha internet em casa, então a busca por softwares era feita em uma lan house. Baixava os pacotes .rpm na lan house e trazia-os em um pendrive, sempre buscava baixar todas as dependências mas por vezes faltava alguma. Anotava os pacotes faltantes e corria para a lan house fazer o download de novos pacotes. Foi assim que consegui instalar o Mplayer, Kaffeine, alguns emuladores, digikam, alguns jogos.

Depois, comprei mais uma revista que trazia consigo o CD-ROM do Mandriva 2006. Instalei no lugar do SUSE 9.2 e verifiquei um sistema mais rápido e que me ofereceu vários aplicativos pré-instalados que me pouparam tempo, esforço e dinheiro na lan house. Claro que eu já havia montado um repositório de pacotes RPM e pude aproveitar alguns deles no Mandriva. Não lembro por quanto tempo usei o SUSE 9.2, mas ele foi minha primeira distribuição Linux, me causou uma ótima impressão do sistema.

Na sequência tive diversas experiências com outras distribuições, como o Kurumin que foi ótimo por vir com muitos aplicativos pré-instalados. Usei também o Slackware, não me lembro a versão, e esse foi muito bom pois na falta de internet eu possuía três ou quatro CD-ROMs com inúmeras aplicações. Além disso, aprendi a reutilizar os pacotes .RPM e .DEB que eu já havia guardado anteriormente, e pude aproveitar bem o Slackware. Passei pelo Biglinux 4.2, depois passei a usar somente distros oficiais do Ubuntu, quando não o próprio Ubuntu.

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Comentários
[1] Comentário enviado por dcsdarlan em 19/06/2020 - 14:44h

" Terminal pra quê? openSUSE tem o YaST que torna o terminal praticamente desnecessário"
Pegou pesado aí... hehe
Mas, bom artigo. =]

[2] Comentário enviado por Fabio_Farias em 19/06/2020 - 14:50h

.

[3] Comentário enviado por madrugada em 19/06/2020 - 16:39h

Em casa estou usando o 15.2 Beta, a atualização do 15.1 para o 15.2 foi suave. Tudo funcionando como deve.

[4] Comentário enviado por willian.firmino em 19/06/2020 - 18:09h

Eu comprava a revista PC Master que por um período se chamou Linux PC Master. Comecei com Conectiva 8, depois Red Hat 8 e então Slackware 9 " uso o Current hoje", openSUSE meu primeiro teste foi no
Leap 15, gostei bastante. Uso a 15.2 no PC do trabalho hoje.

[5] Comentário enviado por removido em 21/06/2020 - 11:22h

o openSUSE é uma excelente distribuição, utilizo ela a quase 5 anos e uma excelente distribuição, muito estável e o trabalho que eles fazem com o KDE e fantástico.

[6] Comentário enviado por pinduvoz em 27/06/2020 - 02:21h

OpenSuse é uma bela distro e o KDE Plasma é um excelente DE.

Não fosse o processo judicial eletrônico e suas dificuldades fora do mundo Debian, eu usaria OpenSuse.


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