Leve introdução às linguagens de programação

Pretendo mostrar que, aprendendo uma linguagem, você já estará apto a aprender outras linguagens com relativa facilidade, dependendo do aprendiz. Ficarão surpresos em saber que TODAS as linguagens têm em suas bases elementos comuns, que uma vez aprendidos, podem ser usados em qualquer linguagem.

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Por: albert guedes em 03/05/2010 | Blog: http://www.socrates.if.usp.br/~arcguede


Introdução



Muitos vem aos colegas aqui do VOL com a dúvida - como aprender uma nova linguagem de programação?

O que se passa na cabeça do "cadetes" a programadores, é que para cada linguagem que existe, deve ser aprendido um monte de coisas novas, tornando só a ideia de aprender uma coisa cansativa.

Pois bem, venho nesse artigo tentar mostrar o caminho das pedras para aqueles que querem se aventurar na arte da programação. Pretendo mostrar que, aprendendo uma linguagem, você já estará apto a aprender outras linguagens com relativa facilidade, dependendo do aprendiz.

Ficarão surpresos em saber que TODAS as linguagens têm em suas bases elementos comuns, que uma vez aprendidos, podem ser usados em qualquer linguagem.

Compiladores

Existem dois tipos de linguagem de programação, as compiladas e as interpretadas.

As compiladas são aquelas que escrevendo um arquivo de texto com os comandos - o código fonte, ou simplesmente fonte - este dever ser traduzido para um arquivo de texto em binário, de modo que a máquina possa ler, ou seja, um arquivo binário, que é o executável. Exemplo de linguagens compiladas são o C, FORTRAN, PASCAL etc.

As linguagens interpretadas são aquelas que não precisam ser convertidas em um arquivo binário, sendo seu código fonte convertido diretamente em binário para a máquina executar. Nesse caso, o próprio código fonte seria de certo modo o executável, só que não é, não confundam. Esse código é convertido linha por linha em binário na hora da execução para a máquina. Exemplo de linguagens interpretadas são o BASIC, bash, perl, python etc.

Então, quando você for programar, saiba qual o tipo de programa você está querendo fazer, compilado ou interpretado. Se for compilado, conheça o compilador - o programa que transforma código em binário - e se for interpretado, qual é o seu programa "interpretador".

Tendo essas informações em mãos, verifique em qual extensão o compilador/interpretador necessita que seu código fonte deve estar - '.c' para programas em C, '.f' para FORTRAN, '.sh' para shell script, '.pl' para Perl etc.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Preâmbulos
   3. Variáveis
   4. Declarações de controles e loops
   5. Entradas e saídas
   6. Dicas de treino
   7. Conclusão
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Comentários
[1] Comentário enviado por andrezc em 03/05/2010 - 14:40h

Interessante o artigo, ótimo para quem está começando, seria legal falar um pouco sobre algoritmos e estruturados e Pascal na próxima parte (caso tenha).

Um abraço.

[2] Comentário enviado por Teixeira em 03/05/2010 - 15:26h

Concordo apenas parcialmente com a proposição de que se alguém já programa em uma inguagem, terá facilidade em aprender outras.
Em muitos casos isso realmente acontece, mas em outros não.
Vejamos: Comecei com vários dialetos Assembly, dediquei-me a vários dialetos Basic e ao Cobol (aí foi muito mais fácil), depois ao Pascal (mais ou menos), em seguida ao Clipper (infinitamente mais fácil), depois a linguagem PAL do Paradox (tive de estudar bastante os macetes, porque "parece mas não é", ou seja, apesar das semelhanças, há aspectos na execução que se tornam diferentes).

Entretanto quando me deparei com POO e POE senti que tinha de reaprender um monte de coisas, muito mais que as próprias linguagens em si. E também que meus programas ficariam imensos.
E nesse ponto o ato de programar vai de encontro a muitas "bifurcações" quanto ao aprendizado e/ou adequação (qual a linguagem certa para fazer isso ou aquilo).
Depois de alguma prática, consegui fazer joguinhos em Clipper e em HTML (que evidentemente não são as ideais para isso). No entanto, das linguagens ditas "modernas" não se pode dizer nem mesmo que "um deterinado basic" seja adequado para uma deterinada finalidade sem que o tenhamos entendido por inteiro.
Hoje se diz que com J Builder (e outros) se faz "qualquer programa".
É verdade, quando me lembro que fiz joguinhos em Clipper (será que se pode igualmente dizer que com Clipper se faz qualquer programa?). Agora, temos de saber se CONVÉM fazer um programa com a finalidade X utilizando a linguagem Y.

Acho que temos de entender BEM pelo menos duas linguagens e determinar se podemos realmente fazer TUDO apenas com elas.
Senão teremos de aprender uma terceira e talvez venhamos simplesmente a perder tempo e ganhar alguma frustração com esse aprendizado.
É a minha opinião.

[3] Comentário enviado por fernandoamador em 15/07/2010 - 10:56h

artigo bom.


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