Mas por quê? [RESOLVIDO]

49. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Luís Fernando C. Cavalheiro
lcavalheiro

(usa Slackware)

Enviado em 08/02/2016 - 22:24h

Sobre o problema proposto, SamL... Tirando uma dobra espacial que sobreponha as cidades A e B não há razão para eu supor um método não mágico para que eu esteja nas duas cidades ao mesmo tempo. Isso estaria além do conhecimento humano, ou seja, além da área de interesse de alguém formado em Filosofia.
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50. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Perfil removido
removido

(usa Nenhuma)

Enviado em 08/02/2016 - 23:41h

Eu pensei em uma superfície esférica com as cidades diametralmente opostas.
Também serve (eu ia ficar quieto...)?

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http://24.media.tumblr.com/tumblr_m62bwpSi291qdlh1io1_250.gif

# apt-get purge systemd (não é prá digitar isso!)

Encryption works. Properly implemented strong crypto systems are one of the few things that you can rely on. Unfortunately, endpoint security is so terrifically weak that NSA can frequently find ways around it. — Edward Snowden



51. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Luís Fernando C. Cavalheiro
lcavalheiro

(usa Slackware)

Enviado em 08/02/2016 - 23:43h

Cito o que você disse na pergunta:
Tem que ser exatamente você inteiro, não vale usar um irmão gêmeo, não vale se dividir em pedaços, como você fez com o conhecimento humano.

No que eu entendi, apelar para a teoria das cordas e partir para universos paralelos seria uma maneira de trapacear nos termos que você expôs, por isso nem cogitei essa saída. Recorri à dobra espacial com sobreposição das cidades A e B (transformando a estrada de linha reta em uma toróide de Riemman) pois assim garantir-se-ia a minha unicidade e minha ubiquidade ao mesmo tempo.

Interessante esse garoto, o pequeno Luís. Tem futuro ele rsrsrsrs
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52. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Arthur J. Hoch
Arthur_Hoch

(usa FreeBSD)

Enviado em 09/02/2016 - 00:14h

Eu pensando sobre os pontos A e B.

É só uma reflexão, acho que não é uma resposta válida, imagine que eu paro o tempo, vou e volto entre os pontos, mesmo que o tempo estivesse parado, teria um tempo gasto dentro da parada de tempo para a locomoção entre os pontos, então seria no mesmo tempo?

Um objeto parado pode estar em múltiplos lugares?


53. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Perfil removido
removido

(usa Nenhuma)

Enviado em 09/02/2016 - 00:18h

Tem também o entrelaçamento quântico, ou "O Fantasma de Einstein".
https://pt.wikipedia.org/wiki/Entrela%C3%A7amento_qu%C3%A2ntico

Você entrelaça as partículas e ... pronto.

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http://24.media.tumblr.com/tumblr_m62bwpSi291qdlh1io1_250.gif

# apt-get purge systemd (não é prá digitar isso!)

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54. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Luís Fernando C. Cavalheiro
lcavalheiro

(usa Slackware)

Enviado em 09/02/2016 - 00:18h

Arthur_Hoch escreveu:
(...)
Um objeto parado pode estar em múltiplos lugares?


Segundo o princípio da incerteza de Heisenberg, pode. Se você sabe o local da partícula, você não tem como saber nada sobre seu movimento. Se você sabe como ela se move, você não tem como saber onde ela está.

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55. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Arthur J. Hoch
Arthur_Hoch

(usa FreeBSD)

Enviado em 09/02/2016 - 00:45h

SamL escreveu:
Deixa eu tentar explicar, é que não sei colocar com palavras. Tipo, imagina que enquanto você ia pela estrada os universos continuavam se dividindo e em um deles tinha uma versão de você que estava numa posição inversa em relação a sua posição na estrada. Então, a cada instante que você se movia, uma infinidade de possibilidades (universos) apareciam derivados do seu universo. E mesmo que você esteja parado, há uma versão de você que também está parado no ponto inverso da estrada. É como se você estivesse em todos os pontos da estrada, mas você não vê isso, não tem acesso direto.


Eu entendi, já li sobre isso em algum lugar, vi um anime que trata a repeito disso também :|, mas não acredito em multiplos universos dentro de um universo. Da mesma forma que acredito que exista uma partícula indivisível, um universo não pode se quebrar para sempre, mas se isso ocorresse infinitamente, o tempo estaria parado em todos os lugares, e nunca teria acontecido nada.

Segundo o que o lcavaleiro falou, sobre o objeto em multiplos lugares, se eu dizer que fui e voltei, mesmo permanecendo na sua frente, você tem que provar que não aconteceu, não eu. Logo não preciso dar uma explicação lógica, pois eu fui e voltei!


56. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

57. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Arthur J. Hoch
Arthur_Hoch

(usa FreeBSD)

Enviado em 09/02/2016 - 01:07h



Não sei porque, mas não consigo acreditar nisso.


58. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Luís Fernando C. Cavalheiro
lcavalheiro

(usa Slackware)

Enviado em 09/02/2016 - 01:16h

Cara, quando você modela uma tabela verdade para um determinado conjunto de variáveis você está nisso criando uma interpretação de mundo possível. Uma interpretação de mundo possível é, de modo simplificado, um subconjunto de variáveis e seus valores de verdade P do conjunto universo U formado por todas as variáveis disponíveis e seus valores de verdade. Por exemplo, o céu ser azul é uma interpretação de mundo possível. Pegue a propriedade cor da variável céu e altere seu valor (por exemplo, verde), e pronto, uma nova interpretação de mundo possível foi criada. Vocês de TI usam isso mais do que imaginam...
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59. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Arthur J. Hoch
Arthur_Hoch

(usa FreeBSD)

Enviado em 09/02/2016 - 01:43h

A matéria não desaparece, logo não é possivel alterar o universo, sempre será composto pela mesma matéria.
Você pode pintar uma pedra, mas você estará colocando materia por cima da pedra e não alterando a pedra.

Não acredito que uma escolha altere o mundo, porque ela já aconteceu, assim como tudo o que fizemos já aconteceu, a decisão humana é uma ilusão. Você está escolhendo na escolha? Não faz sentido.

O azul pode ser verde, e o verde azul, mas isso é só um nome de uma característica. João é azul, o céu é joão.

EDIT: %#@%! de dislexia.


60. Re: Mas por quê? [RESOLVIDO]

Luís Fernando C. Cavalheiro
lcavalheiro

(usa Slackware)

Enviado em 09/02/2016 - 02:01h

Arthur e Sam, vocês não estão se ligando em um detalhe. Vocês não criam novos mundos possíveis alterando as variáveis, vocês criam novas interpretações de mundos possíveis. Logo, se eu interpreto (lembrem-se que atribuir valor de verdade para uma variável é interpretá-la) que o céu é azul eu tenho uma interpretação de mundo possível. Se outra pessoa interpreta que o céu é verde, ela tem uma outra interpretação de mundo possível. Porém, nem a minha interpretação, nem a interpretação da outra pessoa são mundos em si, mas são leituras e interpretações de um mesmo mundo.

Peguemos um exemplo mais prático. Eu, lcavalheiro, tenho uma condição oftalmológica rara chamada acromatopsia total: eu (e 0,3% da população mundial) só enxergo em tons de cinza, nenhuma cor. Eu interpreto a cor do céu como sendo cinza. Isso muda a interpretação da cor do céu dos senhores, que não têm essa condição? Não. Se a cor do céu for na verdade verde vômito, mas eu a interpreto como cinza e vocês como azul... a cor do céu factualmente vai deixar de ser verde vômito só porque uns a interpretam como azul e outros como cinza? Não.

Interpretações de mundos possíveis são apenas isso: interpretações. As variáveis não vão mudar, apenas o valor de verdade atribuídos a elas. Modus ponens (em notação prefixada: and(if(p,q),p)=q), por exemplo, sempre vai ser modus ponens não importa o valor das variáveis. Se eu só saio de casa com um guarda-chuva quando vai chover e eu saí de casa com um guarda-chuva, então vai chover. Se todo profissional de TI engana um trouxa e eu fui enganado por um profissional de TI, então eu sou um trouxa. Se (p → q)^p, então q. Sempre. Modus ponens é uma forma proposicional para* descrever fenômenos do mundo, independente do valor de verdade atribuído a p e q. Ou seja: ainda que a interpretação de modus ponens mude, modus ponens em si não muda.

Outro exemplo: portas lógicas (isso, agora estamos em eletrônica digital). Imaginem uma porta lógica AND com duas entradas e uma saída. As duas entradas recebem um sinal qualquer e sinalizam por meio da saída quando as duas entradas estão recebendo sinal simultaneamente. A porta AND vai funcionar sempre da mesma maneira, não importa de onde venha o sinal das entradas. Não importa se as entradas são 00, 01, 10 ou 11, a porta AND vai ter sempre as mesmas saídas (respectivamente, 0, 0, 0 ou 1). Se a porta AND estiver conectada em um controle de esgotos ou em um controle remoto de televisão, tanto faz.

São apenas interpretações. E cada leitura gera uma nova interpretação de mundo possível, não um novo mundo possível.

*EDIT: quase quarenta litros de Heineken desde sexta... é claro que eu ia dar um molezinho besta como dizer que modus ponens é uma proposição, e não uma forma proposicional... enfim, corrigido.
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