Homebrew: o gerenciador de pacotes que faltava para o Linux!
O Homebrew é amplamente conhecido como o gerenciador de pacotes mais popular do macOS. O que muita gente não sabe é que ele também funciona no Linux.
Mas qual seria a vantagem de usar o Homebrew em vez dos gerenciadores tradicionais, como apt, dnf ou pacman?
A principal diferença é que o Homebrew opera em modo user-only. Ele instala os pacotes no diretório do usuário (normalmente em ~/.linuxbrew ou /home/linuxbrew/.linuxbrew), sem interferir nas dependências do sistema.
Isso significa que as bibliotecas e versões instaladas pelo Homebrew não entram em conflito com as versões utilizadas pelo próprio sistema operacional.
Na prática, isso traz algumas vantagens importantes:
É possível manter múltiplas versões de linguagens como Python, Node.js ou Ruby sem risco de quebrar o sistema.
Não é necessário utilizar sudo para instalar pacotes.
Evita-se a contaminação do sistema com dependências que podem afetar outros softwares.
Facilita a experimentação com versões mais recentes de ferramentas sem comprometer a estabilidade da distribuição.
Outro ponto relevante é que o Homebrew costuma disponibilizar versões mais atualizadas de diversos pacotes, sem que o usuário precise recorrer a PPAs, repositórios externos ou compilar manualmente a partir do código-fonte.
Além disso, o Homebrew mantém uma experiência padronizada entre macOS e Linux. Para quem trabalha com múltiplos ambientes ou times heterogêneos, isso pode reduzir fricções e simplificar documentação e automações.
Quando faz sentido usar Homebrew no Linux?
Para desenvolvedores que precisam de versões específicas de ferramentas.
Para quem deseja manter o sistema base mais limpo e estável.
Para ambientes de desenvolvimento isolados sem recorrer a containers.
Para usuários que não querem depender exclusivamente do ciclo de atualização da distribuição.
Quando não faz sentido?
Se você precisa integrar profundamente os pacotes com o sistema, serviços, bibliotecas globais ou gerenciamento centralizado via infra corporativa, o gerenciador nativo da distribuição ainda será a melhor escolha.
Instalação do Homebrew no Linux
O Homebrew pode ser instalado em praticamente qualquer distribuição Linux moderna.
1. Instale as dependências básicas No Debian/Ubuntu:
O instalador criará o diretório padrão em: /home/linuxbrew/.linuxbrew ou, em alguns casos: ~/.linuxbrew. Normalmente, basta adicionar ao seu .bashrc ou .zshrc:
Se aparecer a versão instalada, pronto. Você oficialmente tem um gerenciador de pacotes rodando sem precisar de root.
Instalando múltiplas versões (exemplo com Python)
Uma das grandes vantagens é poder instalar versões específicas:
brew install python@3.11 brew install python@3.12
Você pode alternar entre elas manipulando o PATH do seu usuário. Os links simbólicos de cada pacote instalado pelo brew ficam localizados em: /home/linuxbrew/.linuxbrew/bin
Atualizando pacotes
Atualizar a lista e os pacotes instalados:
brew update brew upgrade
Removendo um pacote
brew remove htop
Simples. Sem sudo. Sem quebrar dependência de sistema.
[1] Comentário enviado por SamL em 24/02/2026 - 00:20h
Nossa que massa! E pensar que uma ideia tão simples como instalar localmente não foi nem mesmo considerada no dev do apt, ne eu tinha pensado em algo semelhante, fiquei surpreso.
[2] Comentário enviado por ru4n em 24/02/2026 - 08:24h
[1] Comentário enviado por SamL em 24/02/2026 - 00:20h
Nossa que massa! E pensar que uma ideia tão simples como instalar localmente não foi nem mesmo considerada no dev do apt, ne eu tinha pensado em algo semelhante, fiquei surpreso.
Ahh então! Isso é uma coisa que deveria ter a tempos nas distros, neh! Evitaria essa bagunça de ter "gerenciadores de pacotes universais" por containers, como Flatpak, Snap, etc.
Enfim, graças a comunidade, sempre temos opções. Depois vou criar uma dica ensinando a criar um pacote próprio com Homebrew. É muito mais simples que qualquer apt ou yum da vida.
Value! (vou comprar uma camiseta com Value! agora! haha)