VLC no openSUSE 13.2

Publicado por Luís Fernando C. Cavalheiro em 27/07/2015

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VLC no openSUSE 13.2



Defensores da Monarquia e adeptos da Instrumentalidade (que foi, nunca leu Dreadstar não?), aqui começa mais uma Dica do Dino® trazendo para todos vocês as tecnologias secretas da Comuna. No cardápio de hoje teremos mais uma dose de openSUSE, uma distro que está me surpreendendo nos testes de impacto que eu faço. Vamos aprender a instalar o VLC Media Player.

Mantido pela VideoLAN, o VLC é um player famoso por reproduzir praticamente qualquer arquivo multimídia se os codecs corretos estiverem instalados. Porém, por causa da licença da maioria deles, o VLC geralmente se encontra no repositório não-livre (ou restrito) da maioria das distros - isso quando ele chega a figurar nos repositórios. No openSUSE, por exemplo, ele não está. Mas não se aflija, nunca tema, pois com a Dica do Dino® nunca há problema!

Para instalar o VLC no Camaleão é preciso habilitar um repositório de terceiros adicional. Porém, são dois os repositórios que fornecem o programa: o famoso Packman, um dos mais tradicionais da distro; e o próprio repositório da VideoLAN. Para piorar, esses repositórios geralmente entram em conflito, e não é, em cenário nenhum, uma boa ideia mantê-los ativos ao mesmo tempo. Como o repositório Packman tem mais coisa, prefere-se mantê-lo habilitado no sistema, e a Dica do Dino® vai aderir a essa mentalidade.

Para habilitar o repositório, rode o comando:

# zypper ar -f http://ftp.halifax.rwth-aachen.de/packman/suse/openSUSE_13.2/ packman

Para instalar o VLC, após habilitar o repositório Packman rode o comando:

# zypper in vlc vlc-codecs

Aguarde um pouquinho e voilá, VLC instalado! E com essa termino mais uma Dica do Dino® desejando a todos vocês uma compilação longa e próspera.

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Comentários
[1] Comentário enviado por hrcerq em 27/07/2015 - 10:17h

Bom dia!

Até onde sei o problema com os codecs não é especificamente a licença deles, pois são todos implementados com licenças livres. No entanto, são cobertos por patentes, então eles não são incluídos nos repositórios para que não haja ilegalidades na distribuição.

Aqui no Brasil patentes de software não são reconhecidas (e espero que continue assim!), portanto não há ilegalidade em usar esses codecs. Se por acaso, num futuro distópico o Brasil passa a reconhecer tais patentes, teríamos que pagar pelas patentes que cobrem esses codecs para usá-los legalmente. Por isso é que sou a favor do uso e difusão de codecs livres, como vorbis, opus, theora, etc.

Acredito que seria interessante se o VLC tivesse num primeiro momento suporte apenas para estes formatos, mas tivesse uma forma fácil de instalar plugins que dessem suporte aos formatos cobertos por patentes. Assim ele poderia ser mais facilmente incluído nos repositórios oficiais das distros.

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Atenciosamente,
Hugo Cerqueira

[2] Comentário enviado por lcavalheiro em 27/07/2015 - 14:36h

O que atrapalha no VLC é a quantidade de dependências que precisam estar presentes na hora da compilação. Ele não é baseado em GStreamer, então ele tem que ser compilado com elas. E é aí que quebra.
--
Luís Fernando Carvalho Cavalheiro
Public GPG signature: 0x246A590B
Só Slackware é GNU/Linux e Patrick Volkerding é o seu Profeta

[3] Comentário enviado por hrcerq em 28/07/2015 - 12:50h

Tem razão. Talvez a saída nesse caso fosse a distribuição de duas versões do VLC: com e sem as dependências problemáticas. Mas acho que a VideoLan não vai chegar a esse ponto. O mais próximo disso seriam as distros compilarem versões modificadas, removendo essas dependências.

---

Atenciosamente,
Hugo Cerqueira



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