Uma análise do software livre e de sua história

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Uma breve análise de toda a conjuntura histórica e social que culminou com o desenvolvimento do software livre. Quem estava envolvido? Quais suas motivações? O por que do software livre? Linux? Copyleft? Tudo de forma simples e objetiva.

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Por: Lucas Lira Gomes em 15/10/2010 | Blog: http://lucasrefuge.blogspot.com/


Nascimento do Projeto GNU



Linux: Uma Análise do Software Livre e de sua História A partir de 1984, Richard Stallman, membro de longa data da comunidade hacker, anunciou o projeto GNU no laboratório de inteligência artificial da MIT, dizendo estar frustrado com os efeitos na mudança de cultura na indústria do software e de seus usuários.

O objetivo inicial anunciado, com as próprias palavras de Richard Stallman, era o de se desenvolver "uma base de software livre suficiente [...] para que fosse possível sobreviver sem qualquer software que não fosse livre" e para que esse objetivo fosse conquistado, o Projeto GNU começou a trabalhar em um sistema operacional chamado GNU(GNU's Not Unix), que deveria ser compatível com o UNIX, mas que ao contrário deste seria possível qualquer pessoa ter direito de usar, estudar, modificar e redistribuir o software e seu código fonte, desde que garantindo para todos que o tivessem, os mesmos direitos.

A partir de 1984, Richard Stallman e vários programadores, que abraçaram a causa do projeto GNU e de sua filosofia do software livre, vieram desenvolvendo as partes principais de um sistema operacional, como um compilador, um editor de texto, um debugador etc.

Visando manter o software livre sempre alimentando e incentivando a comunidade fez-se necessário ter mecanismos legais que protegessem a modificação e redistribuição de software livre, com isso em mente, Stallman começou a popularizar o conceito de copyleft, que foi publicado por Stallman no GNU Manifesto e que foi feito para garantir a liberdade nos softwares para todos, permitindo que fosse possível o direito de distribuir cópias e modificações das mesmas, mas que mesmo assim continuariam livres.
Linux: Uma Análise do Software Livre e de sua História
Para ajudar nessa empreitada, Richard Stallman fundou a FSF (Free Software Foundation), que se dedica à eliminação de restrições sobre a cópia, redistribuição, estudo e modificação de programas de computadores e para promover o desenvolvimento e uso do software livre em todas as áreas da computação.

Os valores pregados pelo copyleft do projeto GNU foram então condensados, em 1989, na GNU General Public License (GPL), que nada mais era do que uma licença de software que garantia as liberdades que o projeto GNU defendia, a mesma foi inaugurada no mesmo ano de sua criação com o lançamento do editor de texto EMACS.

Em 1990, os membros do projeto GNU começaram a desenvolver o GNU Hurd que seria o kernel do sistema operacional GNU e que ainda precisava de muito trabalho para chegar a um estágio de uso em larga escala, tendo em vista que a maioria dos aplicativos que funcionariam sobre o kernel já estava pronto.

Atualmente, o GNU Hurd ainda está em fase de desenvolvimento, em grande parte devido a ambiciosidade pretendida pelo projeto GNU à seu kernel e também devido ao pequeno número de colaboradores e distribuições que os disponibilizam.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Nascimento do Projeto GNU
   3. GNU/Linux
   4. O software livre
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Comentários
[1] Comentário enviado por removido em 15/10/2010 - 16:26h

Seu artigo está primoroso! Parabéns.

Foi o artigo mais esclarecedor que eu já li sobre esse assunto.

Mas uma coisa ainda não está clara pra mim.

Os softwares do projeto GNU ainda são usados amplamente juntamente com o Linux?

Se sim, Stallmann tem toda a razão em exigir a nomenclatura GNU/Linux.

Mas se esses softwares já não são mais tão usados, ou se já foram substituídos por programas mais recentes, eu tb acho que o nome Linux já é suficiente.

Abraço, e mais uma vez parabéns pelo artigo.

[2] Comentário enviado por llg em 15/10/2010 - 16:53h

Obrigado ^^. Sobre a sua pergunta, a resposta é sim. Temos o famoso gcc(GNU Compiler Collection), o gdb(GNU Debugger), o wget, o make, o nano, o midnigth commander(mc e mcedit), o nautilus, o tar, GRUB, BASH, Emacs, Gimp, GNOME(The GNU Desktop). Além das bibliotecas gráficas NCURSES, o gtk+(Usada no Gnome) e o Window Maker. Esses eu creio, que são os mais famosos para os usuários normais, fora isso temos toda a base que o projeto GNU deu aos progamadores, ferramentas e bibliotecas que foram usadas inclusive pelo próprio Linus Torvalds no desenvolvimento do Linux.

Para ver a lista completa de progamas do Projeto GNU: http://directory.fsf.org/GNU/

Atenciosamente, Lucas Lira Gomes.

[3] Comentário enviado por removido em 15/10/2010 - 16:59h

Poxa vida, nesse caso, Stallmann está certo. E linus está dando uma de ingrato. Aliás, o kernel dele precisa do projeto GNU para existir.

Pena que já viciamos em sempre dizer LINUX.

Até o nome desse site é Viva o Linux, quando deveria ser Viva o Gnu/Linux.

Pelo menos lá em cima está escrito: O que é Gnu/Linux.

Abraço e obrigado pela sua resposta, acabei de vez com minhas dúvidas sobre esse assunto.

[4] Comentário enviado por pink em 16/10/2010 - 11:13h

Meus parabéns pelo artigo, simples e objetivo... muito bem escrito....
Simplesmente amei!!! São por esses motivos que amo o Software Livre e a minha profissão.
Tem uma frase minha que sempre gosto de citar: Se liberdade não tem preço, logo GNU/Linux é livre!
[]'s

[5] Comentário enviado por mcnd2 em 17/10/2010 - 19:56h

Breve, esclarecedor e objetivo.

Parabéns!
Ótimo artigo.

[6] Comentário enviado por izaias em 17/10/2010 - 21:07h

Excelente artigo!
Ortografia correta, sem dispersão, direto e objetivo.
O assunto é delicado e requer atenção e estudo minucioso da história.
Será referência como objeto de estudo.

Parabéns!

[7] Comentário enviado por magnolinux em 18/10/2010 - 07:31h

Parabéns..

O artigo está excelente, é sempre bom relembrar a história e filosofia do GNU/Linux.

Liberdade Sempre!!!

[8] Comentário enviado por nicolo em 18/10/2010 - 11:39h

O artigo está bom. Liberdade que o Stallman proclama não parece só liberdade de expressão, uma proclamação típica de jornalista para poder mentir a vontade e à conveniência.
Liberdade do software livre é liberdade de controle, independência de intituições e por fim acaba em independência de custo também.

A doutrina religiosa das patentes parece um dogma do capitalismo ou algo sagrado enunciado pelos papagaios de plantão.

Não é nada disso. Patentes e privilégios são polêmicos nas suas origens, e os opositores são tão capitalistas como os defensores.

Os que detestam patente tem um ponto de vista que o capitalismo representa a liberdade e as patentes representam privilégios feudais que atrasam o desenvolvimento material e espiritual da humanidade.
Os nossos jornalistas não nos contam isso.
Parabéns pelo artigo.

[9] Comentário enviado por meinhardt_jgbr em 18/10/2010 - 16:33h

Lucas,

Excelente artigo. Parabéns!


[10] Comentário enviado por valterrezendeeng em 21/10/2010 - 10:49h

Parabéns pelo Artigo !!!

Tudo muito bem feito, concordo com o nosso amigo acima virou referencia de estudo.

Para tornar-se uma referencia para os Universitário faltou apenas a Bibliografia, algo obrigatório para citar um artigo em trabalhos.


Forte Abraço e Sucesso em sua Graduação de Engenharia.

Por Eng Valter

[11] Comentário enviado por llg em 06/12/2010 - 00:07h

Desculpem pela demora, mas agradeço a todos pelo feedback. Escrever este artigo me inspirou muito para continuar escrevendo, aguardem ...


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