Software livre, interoperabilidade, padronização e usuários leigos

Hoje me deparei com uma discussão um tanto acirrada com um usuário leigo sobre o OpenOffice. Tentei deixar de demagogias e o lado ideológico da coisa de lado, então algumas afirmações fui obrigado a analisar.

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Por: Willian Itiho amano em 27/01/2007 | Blog: http://underlinux.com.br


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Dificuldades todos temos, seja com um sistema ou aplicação, serviço ou algo do gênero. Se nós administradores de sistema ou mesmo "hard users" temos dificuldades, imagine um usuário leigo. Com isso vem a pergunta: "Até que ponto devemos tentar quebrar paradigmas e alterar o que já virou padrão? Novas implementações com mais opções e recursos logicamente são bem vindos, mas alterar o anterior? Será que nos preocupamos com nós mesmos ou com usuários na hora de desenvolvermos aplicações que eles utilizarão?".

Não podemos ser demagogos. Temos de admitir que alguns sistemas tornaram-se padrões, como é o caso da suite de escritório da Microsoft. Como foi largamente utilizada, algumas coisas tornaram-se padrões. Se é melhor ou pior não é o caso. A questão é o usuário. Para ele o que é mais importante? Para o usuário o que mais interessa é que ele possa utilizar o sistema sem pensar. Utilizar como ele já utilizava. Se aprender algo novo já é difícil, mudar isso é quase impossível. Como eu posso dizer para um usuário que tudo que ele aprendeu até o momento deve ser esquecido e reaprendido, pois o novo sistema trabalha de outra forma?

Devemos nos preocupar em desenvolver soluções novas, mas mantendo a facilidade de operação para os usuários e isso implica, sim, em utilizar de padrões. Se em um sistema para fazer tal procedimento o usuário seguia tal passo, em outro esse passo deve ser mantido.

Talvez não nos preocupemos em sistemas simples, mas em sistemas complexos onde a produção do usuário deve ser mantida. Logicamente que mudar a forma de se fazer um procedimento vai despender um esforço maior do usuário, o que conseqüentemente vai diminuir o seu rendimento.

Padronização. Esta palavra deve estar na mente dos desenvolvedores e administradores de sistemas. Vejamos um exemplo:

Você possui um teclado no padrão ABNT2 (meu preferido) e então a empresa em que trabalha decide só comprar teclados modelo alemão porque são mais baratos. O que ocorre quando o seu teclado quebra e é obrigado a trocar por um novo disponibilizado pela empresa?

Reposta: você perde mais tempo procurando a localização das teclas do que produzindo seu trabalho.

Então voltamos a nossa análise. Até que ponto a fuga dos padrões deve ser buscada? Os padrões devem ser alterados e se devem, quem deve definí-los? Ao alteramos padrões, os usuários devem ser consultados e estarem em conformidade com as mudanças. Eles utilizarão as funções.

Já ouvi de alguns técnicos que usuário não sabe o que quer. Discordo. Eles sabem o que querem, apenas não sabem como fazê-lo. Devemos ouví-los e saber abstrair as informações e nunca tirarmos opções que eles utilizavam anteriormente.

Interoperabilidade é outra questão importante para os usuário. De maneira alguma o usuário deve ser incapaz de consultar e alterar dados que já possuía. A alteração de um sistema deve manter a capacidade de utilizar as informações que ele já possuía. Nestes casos a importância de um sistema poder abrir as outras informações é gigantesca. Neste ponto voltamos a importância do padrão. Padronização de formatos e não só de processos e funções.

Neste ponto os adeptos do software livre querem a padronização. Apenas querem que seus produtos sejam padrões, mas não querem seguir uma padronização de outros apenas por preconceito e ideologia. A expressão que melhor caracteriza a situação é hipocrisia. É exatamente isso que o Software Livre está sendo. Hipócrita.

Espero que em um futuro bem próximo a mentalidade e convicções "religiosas" dos desenvolvedores sejam deixadas para trás em busca de satisfazermos nosso clientes. Em algum lugar da vida (internet) eu li algo assim: "Todas as pessoas tem clientes. Apenas analista de sistemas e traficantes têm usuários". Acho que isso explica porque a classe é tão mal vista. Não tratamos nossos usuários como clientes e sim como simples usuários, que são obrigados a utilizar os sistemas da forma como disponibilizamos para eles, sem a menor preocupação com seus interesses, vontades e necessidades.

Que Alá, Buda, Jesus, Deus e Jeová ajudem nossos usuários a terem paciência e clareie a mente dos administradores e analistas de sistemas.

   

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Comentários
[1] Comentário enviado por dbahiaz em 27/01/2007 - 10:29h

Acho que padronizar certamente ajudaria muitos "usuarios" leigos e ajudaria popularizar mais, porém, é um pouco dificil padronizar algo desenvolvido por varias cabeças pensantes, o termo ja diz "software livre", livre inclusive nos seus padrões, acho que a maiorias dos sistemas livres estaveis, exite padronização dentro do proposto,ou estou errado?E entraria na seguinte discursão, qual o melhor padrão a ser usado por todos , aquele já imposto pelo mercado? Tb vejo o lado da preguiça e acomodação, a maioria dos pessoas tem preguiça em aprender algo novo, sei que alguns não tem disponibilidade para isso, mais a maioria sim, tem é preguiça.

Abraço e parabens pelo artigo!

[2] Comentário enviado por removido em 28/01/2007 - 01:40h

sobre o OpenOffice eu digo que.. usar o M$ office no wine é mais rapido que usar o OpenOffice... talvez seja por causa do uso da excelente linguagem que é o Java hehehehe

[3] Comentário enviado por White_Tiger em 28/01/2007 - 14:19h

Gustavo, o java é uma linguagem extremamente poderosa, mas que aquela tranquera podia ser 4 vezes mais leve isso podia. Rodar openoffice em máquina velha é impossível.

[4] Comentário enviado por fdettoni em 29/01/2007 - 10:44h

O java é um pouco mais lento por rodar em cima de uma máquina virtual. É o preço que se paga pela multi-plataforma. Rodar OpenOffice em máquina velha é realmente impossivel, mas o Office XP ou o 2003?

Não entendi direito o que vc quis dizer com ser hipocresia o software livre não seguir outros padrões.

Se acaso está falando de seguir padrões do software proprietário, o software livre segue e até demais. Mas o fato de não gostarmos de utilizarmos padrões fechados é simplesmente o fato de ele ser propriedade de uma empresa, que em qualquer momento pode simplesmente descontinuar aquele padrão, além de os padrões fechados simplesmente não estarem disponiveis para serem implantados facilmente em sistemas abertos.

[]'s

[5] Comentário enviado por White_Tiger em 29/01/2007 - 11:50h

O java não é só lerdo por causa da máquina virtual. Para compilação ele não utiliza máquina virtual e é extremamente lerdo do mesmo jeito. Gosto por linguagem de programação não se discute. Eu não gosto de programar, mas como usuário não gosto de coisa feita em java. O problema é uma coisa chamada máquina virtual da SUN.

Leia esse artigo: http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=5106

É do nosso nobre colega cabelo. Ele mostra como o java pode ser bem mais leve (ateh 50%), sem perder as funcionalidades.

Quanto a comparação com o office é natural. O office 2003 ou XP é pesado mesmo. Não rodamos eles em máquina pesada mas hoje o openoffice bate de frente com o office 2000 que é consideravelmente mais leve (por causa do java).

Agora quanto aos padrões, eu não falo de mudar, desde que seja pra melhor. Se existe uma coisa que é difícil e as vezes quase impossível é fazer usuário leigo desaprender algo pra aprender outra coisa. Impor o padrão do software livre vai funcionar com meu irmão que tem 3 anos e só brinca no linux. Agora pra minha irmã que tem 16 e aprendeu a mexer no computador com windows eu tive que fazer uma śerie de modificações para ela conseguir usar. Isso pq eu estou sempre em cima para resolver as dificuldades que ela tem. Instalar programa? No linux ela nunca vai conseguir fazer no slack (que uso lah em casa por ser mais leve). Quanto a isso nem o debian bate o suse. Ow trocinho fácil que eh instalar programa.

Quando falo em utilizar padrões já consolidados por softwares proprietários eu digo algo como abilitar (desculpem os termos) a merda da opção do openoffice calc que faz com que imprima apenas a planilha atual. Essa simples alteração vindo como padrão faria minha usuária imprimir 2 páginas em vez de 150 (sim, isso ocorreu aqui).

Reiventar a roda é perda de tempo. Se o padrão mundial de vídeo é wmv e avi, comprem a licença do formato de arquivo e coloquem as tranqueras dos plugins. Eu falo, se o usuário não conseguir ver um simples vídeo sem ter de fazer mil e umas loucuras pra rodar, o linux nunca (eu disse NUNCA) vai ser bom para desktop.


[6] Comentário enviado por fdettoni em 29/01/2007 - 14:53h

Claro que vai ficar mais rapido com o gcj, e é exatamente o que eu comentei, o java é mais lento para ter portabilidade. Compilando com o gcj lógicamente vai ficar mais lento, afinal os bytecodes viram código nativo e adeus portabilidade.

Imagina um software do tamanho do OpenOffice feito em c++ e compatível com linux e windows, pelo menos. Seria quase impossivel manter o projeto.

Um usuário linux não consegue ver videos avi e wmv?? Consegue sim, e até melhor do que o windows.

Um usuário linux não consegue trabalhar e gravar arquivos doc e xls?? E um usuário Windows, consegue trabalhar e gravar arquivos OpenDocument??

O software livre é o exemplo vivo da interoperabilidade. Se existe algum formato proprietário em que o linux não trabalhe bem é pq esse padrão é fechado e não abre caminhos para utilizar ele no linux.

No caso de videos, vou dar exemplo na distro que eu uso, que não é nada user-friendly, o ArchLinux. Tudo que o usuário precisa fazer para rodar qualquer formato de video é executar o comando:

pacman -S mplayer-plugin

E pronto, em alguns minutos estará instalado o software com tds os adicionais necessários para ver quase todos os tipos existentes de video. Faz isso no windows? Eu acho que não.

Quanto a instalar softwares, usar o synaptic, ou mesmo o apt-get, o pacman, ou o yast é muito mais fácil do que instalar programas no windows. Claro, compare desde o processo de se adquirir um cd de instalação de um programa para windows ou baixa-lo da internet, afinal os gerenciadores de pacote no linux fazem td pra vc.

O slackware não é feito para um usuário leigo instalar programas. Eu, com 4 anos de experiencia técnica em Linux tenho problemas para instalar algum software no slackware. Mas existe outras distribuições que não terão esse problema.

Enquanto padrões fechados continuarem fechados, enquanto sites continuarem sendo feitos apenas para IE, enquanto grandes empresas lançarem sistemas apenas em versões windows, enquanto as pessoas continuarem com suas mentes fechadas, querendo usufruir de todas as vantagens do software livre sem querer mudar nada em suas rotinas, eu também concordo que o Linux não será bom para desktop. Mas isso não significa que linux não é bom para todo desktop, linux apenas é ruim para alguns desktops. Para o meu desktop ele é ótimo. Para os computadores na pequena empresa da minha mãe, com usuarios bem leigos, o linux tbm foi muito melhor do que o windows. Mas para muitos não é bom, mas o software livre é escolha, inclusive a escolha de não usar o software livre. Se o Windows se adapta melhor a realidade, usemos o Windows.

[]'s

[7] Comentário enviado por White_Tiger em 29/01/2007 - 15:13h

Concordo que o slack não é pra user leigo PONTO

agora "pacman -S mplayer-plugin" ser pra usuário leigo num é não. Usuário leigo que entrar no superdownloads, escrever codec e baixar um arquivo com 50MB que dah next, next next e ele consegue ver os vídeos dele. É com esse nível de burrice que lidamos quando tratamos com usuário leigo.

Até MP3 dá trabalho de tocar no linux. Você pode dizer que é só fazer isso, isso e aquilo. Agora me diz. O quanto de páginas você teve de ler para saber isso? O windows média player só pergunta se você quer baixar o plugin e baixa. É tratar usuário leigo como usuário leigo. Eles não tem a menor obrigação de saber o que é um terminal ou módulo do kernel.

Quanto a questão dos padrões de arquivos, sou totalmente contra eles serem fechados também.

[8] Comentário enviado por fdettoni em 29/01/2007 - 16:15h

E quanto eu tive que ler ou ouvir tbm pra saber entrar que o superdownloads tem o programa que eu quero, e que pra instalar basta ir dando next, isso tirando o fato de eu saber mexer no meu navegador, etc. Um usuário leigo vai ter de aprender um dos dois modos, e o modo do linux não é mais dificil de se aprender. Claro, é um jeito diferente, se fosse td igual ao windows não teria razão pra usar linux.

Eu concordo totalmente que é necessário um aprendizado, que não é pouco, para se executar tarefas comuns no Linux. Mas no Windows tbm. A diferença é que no windows sempre tem um irmão, tio, primo, filho que sabe te ajudar, que sabe e ajudar. E se ele não leu as muitas paginas que eu li para aprender linux, que ensinou ele, ou quem ensinou quem ensinou ele, leu muitas páginas para aprender a mexer em windows.

Entre um usuário ouvir de um amigo "Entre no Superdownloads, baixa o programa tal e instala clicando sempre em next", ou ouvir, "Entra no terminal digita ***, e tá instalado" não vai fazer diferença. Mas pra quem tá acostumado com a primeira frase, sente dificuldade na segunda.

O windows não é nada intuitivo, vejo por exemplo os milhares de cursos básicos em que as pessoas ficam totalmente perdidas com o windows. Se fossem dados em linux, não teria diferença nenhuma.

Eu sou totalmente contra um usuário doméstico instalar seu sistema operacional, se isso fosse feito por um técnico que deixasse td configurado, um usuário leigo não precisaria instalar nada, ou quase nada.

Usuário leigo é o usuário realmente leigo, e esse quase nunca terão problemas com linux, desde que o computador chegue nas mãos deles bem configurados. Já vi muitos exemplos de computadores em lan houses, ou terminais, e as pessoas nem notam a diferença. O problema são usuários domésticos que sabem um pouco, e querem mudar sem ter de aprender nada novo.

É essencial para um usuário Linux saber o que é um terminal, do mesmo modo que é essencial para um usuário linux saber o que é um menu iniciar. Já um módulo do kernel, o mesmo usuário que precisa saber o que é precisa saber sobre drivers no windows.

Eu concordo que o linux de um modo geral não está preparado para desktop. Se vc entregar um cd do ubuntu pra um usuario doméstico ele só vai usar o cd pra porta-copos. Mas se vc entregar um computador bem configurado, como o Davidson, se não me engano, já disse em alguns artigos, este usuário não mais problemas do que no windows.

[]'s

[9] Comentário enviado por agk em 29/01/2007 - 17:20h

Se os usuários não conseguem usar os softwares é porque aprenderam da maneira errada.

A grande maioria aprendeu a decorar teclas de atalho, decorar onde fica menu tal, onde fica função tal de aplicativo x ou y e isso está errado (parecem focas adestradas).

O usuário tem que saber os conceitos, daí não fica preso a padrões fechados.

Imagine se você aprendesse a digirir da mesma forma como lhe ensinam a usar windows (decorando a posição dos ícones, teclas de atalho), você teria que fazer um curso de especialização para cada carro que fosse dirigir ou teriam que fazer todos os carros iguais e mudar apenas as corres, pois se mudasse um botão qualquer o usuário não saberia mais dirigir, pois aprendeu naquele padrão e não no conceito.

[10] Comentário enviado por fhespanhol em 31/01/2007 - 07:25h

É, como sempre um artigo que coloca uma questão séria virou briga entre os aficionados pelo Linux e os defensores do Windows. Enquanto esta rivalidade entre S.Os e distribuições Linux existir o Sr.Bill Gates agradece, porquê vai vender muitas licensas de Windows. Que com a versão Vista dá um show, o programa é inteligente e guarda a forma como o usuário o utiliza ajustando-se a suas características, facilitando ainda mais a vida do usuário. Sem falar que um leigo ou mesmo um profissional não tem tempo de levar 2 horas lendo um manual para descobrir como gravar um disquete, nem as empresas gastar com cusos, preferem pagar a licensa de um sistema fácil de usar onde qualquer um terá uma produtividade padrão.
Querem que o Linux seja popular? Criem algo fácil de usar e que permita a quem utiliza: Ver vídeos, baixar e ouvir músicas, navegar na internet, entrar em salas de bate-papo, jogar qualquer jogo, instalar programas com faciladade e baixar e gravar fotos, é só o que o usuário comum quer. Uma pessoa comum não é desenvolvedora, é uma pessoa iludida pela mídia a comprar um equipamento complexo pensando que funciona como televisão onde é só ligar e já está funcionando.

[11] Comentário enviado por fdettoni em 31/01/2007 - 14:07h

É exatamente este o ponto, como diz neste arquivo:
http://apimente-br.tripod.com/LNW.htm

A idéia do software do linux não é desbancar a Microsoft, não é extinguir o Windows, não é dominar o mundo dos pcs.
O software livre é feito, primeiramente, para atender as necessidades do seu desenvolvedor.

Se o linux um dia for o sistema operacional mais utilizado, e estiver em todos os desktops do mundo. Òtimo. Mas não é isso que a filosofia do software livre busca. Quem quer dominar é o esquema de software proprietário. O software livre quer apenas não ser dominado.

O que as pessoas que realmente gostam de software livre querem é padrões abertos. Para que possamos criar um arquivo qualquer e enviar para um amigo que prefere o software proprietário. Não estamos nem um pouco ligando se o software proprietário domina o mundo.

Imagina se alguém chegasse e patenteasse o esquema de direção "voltante, acelerador, freio, cambio", e cada empresa tivesse de criar um carro totalmente diferente? É isso que fazem com os softwares.

Como diz no artigo do Pimentel, se não quiser montar seu próprio carrinho de brinquedo não compre um lego, compre um pronto.

[]'s

[12] Comentário enviado por fhespanhol em 01/02/2007 - 07:08h

Concordo com você, fdttoni. A liberdade de escolha é o melhor caminho para todos, porém cuidado com discursos popularescos a exemplo de Hugo Chaves que está criando uma ditadura apoiado pelas multidões justamente por fazer um discurso carismático, se quer provar um ponto de vista e quiser que o mesmo seja aceito apoie-o em bases sólidas.
Um bom exemplo de conduta coerente é a de Carlos Morimoto e a dos desenvolvedores do Famelix que criaram 2 Sistemas com interface intuitiva altamente estáveis e funcionais, porém sem trair os ideais do Software livre que é garantir a liberdade de escolha, daquí a algum tempo o Kurumin e o Famelix vão estar tão bons quanto o Windows e aí sim teremos uma competição em pés de igualdade entre S.Os e com certeza os dois Linux levarão vantagem devido as facilidades que apresentam como o reconhecimento automático do hardware e a imensa quantidade de recursos disponíveis para uso que já vem com as distribuições, coisa que um sistema proprietário nunca vai ter. O Windows vem pelado temos que configurar e instalar tudo mesmo o novo Vista ainda tem este defeito, então demos tempo ao tempo e divulguemos as distribuições Linux de maneira consciente para que os usuários optem pelo que melhor lhe convier. Mesmo porquê não é todo mundo que tem R$2000,00 para comprar o equipamento necessário para rodar o novo Windows que consome muito do equipamento, para o usuário comum realmente será mais vantajoso o sistema livre.

[13] Comentário enviado por angeloshimabuko em 14/02/2007 - 10:18h

"Neste ponto os adeptos do software livre querem a padronização. Apenas querem que seus produtos sejam padrões, mas não querem seguir uma padronização de outros apenas por preconceito e ideologia. A expressão que melhor caracteriza a situação é hipocrisia. É exatamente isso que o Software Livre está sendo. Hipócrita."
"Usuário leigo que entrar no superdownloads, escrever codec e baixar um arquivo com 50MB que dah next, next next e ele consegue ver os vídeos dele. É com esse nível de burrice que lidamos quando tratamos com usuário leigo."

Você critica de forma muito veemente e defende o "cliente" de forma muito desrespeitosa. Eu não ofendo os meus "usuários" como você fez aqui. Quem está sendo hipócrita?

Hipocrisia e ignorância são características de quem critica o software livre e nem sequer o conhecem. Codecs, em geral, não são distribuídos e instalados nas diversas distribuições Linux por restrição dos codecs, que são proprietários. Será que você(s) já leu(ram) as EULAs?

"Hoje me deparei com uma discussão um tanto acirrada com um usuário leigo sobre o OpenOffice. Tentei deixar de demagogias e o lado ideológico da coisa de lado, então algumas afirmações fui obrigado a analisar."
"Quanto a questão dos padrões de arquivos, sou totalmente contra eles serem fechados também."

Seja coerente. Você não pode acender uma vela para o santo e outra para o demônio e chamar os outros de hipócritas. O padrão ODF (ISO/IEC-26300) não refere-se a um produto - além do OpenOffice.org, o KOffice também o usa. A MS não usa o ODF, dentre outros motivos, porque ele utiliza outros padrões abertos, enquanto a MS prefere usar recursos proprietários para gerar seus documentos.

[14] Comentário enviado por White_Tiger em 14/02/2007 - 10:56h

Angelo, o termo burrice foi porque eu estava escrevendo para pessoas do meio que usam FREQUENTEMENTE a expressão que usuário é burro.

Eu trabalho com procuradores da república. Alguem duvida que eles são inteligentes? Mas tem alguns aqui que são um fiasco na área de informática.

Quanto aos codecs eu sei pq não são distribuídos. O objetivo do artigo é dizer o pq o linux não está pronto para desktop e usuário leigo. Um usuário acima disse que é soh baixar tal pacote e digitar "isso" que vai funcionar mas nós sabemos que não é bem assim. Primeiro que não existe padrão no linux. Cada distribuição funciona de uma forma. O que funciona pra um tem de ser adaptado em outro e as vezes até na mesma versão. Eu bem sei aqui o que eu passei pra funcionar os codecs de vídeo. Até descobrir que o xine da novell era modificado para não aceitar esses codecs foi tempo. Para gravar CD a mesma coisa. A novell alterou o cdrecord e não avisou ninguém. Dae por um acaso esse mod veio com problema e perdi cds pra descobrir isso. O usuário leigo teria reinstalado tudo e teria ficado com o mesmo problema e chingado todo mundo.

Eu acho é que os desenvolvedores linux tem de implementar codecs livres com capacidade de tornar obsoletos os proprietários assim todo mundo fica feliz.

A ultima afirmação sua eu não entendi. Eu sei que o odf não é soh ligado ao openoffice. Eu disse que isso surgiu em uma discução com um usuário por causa do openoffice.

[15] Comentário enviado por brotheroliva em 31/05/2007 - 09:20h

Preciso de ajuda, não consigo me cadastrar no forum do ubuntu aparece uma mensagem para colocar a chave secreta mas não mostra a imagem da mesma.
Site: http://ubuntuforum-br.org/

Por favor me ajuda!!!!! estou perdido nesse linux....


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