Quer entrar no mundo de Tux ou está ajudando alguém a fazê-lo?

Veja a minha experiência de entrada no "Mundo de Tux", o que mudou um ano depois e como, hoje, espero ajudar os novatos e mesmo os já experientes para que repensem ao ajudar na escolha de "distros de entrada".

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Por: Eduardo Querido em 30/11/2015


Repensando a estreia no "Mundo de Tux"



Olá Linuxers e futuros Linuxers...

Agora que já estou aqui, no Mundo de Tux há pouco mais de um ano, já posso, com a pouca experiência adquirida, contribuir com as minhas impressões a respeito de como escolhemos uma distro pra migrar do Windows.

Até acredito que o certo seria que nosso primeiro contato com um computador fosse no GNU/Linux (aprenderíamos muito mais). E depois, por curiosidade, ou necessidades no serviço, usaríamos o concorrente.

Bom, mas voltando...

Tomando o meu próprio caso como exemplo... Quando entrei em contato com o Linux pela primeira vez, agosto/2014, pesquisei no Google e tive interesse em conhecer o ArchBang sem nem saber de que se tratava.

O próximo passo foi conhecer o VOL, onde além de ser muito bem acolhido, fiz ótimas amizades que perduram até os dias atuais. Muito obrigado a todos vocês que hoje fazem parte da minha história.

Aqui no VOL, verifiquei os conhecimentos necessários para começar a aprender. ArchBang, me disseram, é distro difícil e me explicaram várias razões para tanto.

Daí, lá do gargarejo, veio um crescente por distros Windows-like, com ambientes como o Cinnamon que são "boas para iniciantes".

Àquela altura, talvez por medo do porvir, e ainda por acreditar que se o sistema famoso já havia saído da linha de comandos, nenhum outro tinha o direito de querer usá-lo.

Daí, falei muita bobagem. Cada um na sua, né?

Às vezes, a facilidade das distros Windows-like que tanto atraem os novatos, torna-se um complicador no aprendizado. Não há desafio, fica chato. Realmente um Windows-like!

Mas essa semana... lembrando de um desafio feito por um amigo Slacker, resolvi estudar a respeito, e descobri que, essa sim, deveria ter sido minha distro de entrada. Hehehe!

As razões? São muitas, dentre elas o fato de chamarem a responsabilidade toda para si mesmas, ao invés de empurrá-la para a comunidade (como aos meus olhos) haviam feito Arch e seus "filhos".

Outro motivo poderia ser que ensinam, tanto em seu site oficial:
Como em publicações como o Slackbook, tudo que qualquer newbie precisa para conhecer o Slackware de A a Z.

Isso posto, fica aqui um apelo a você colega Linuxer.

Quando for indicar a um novice um modo de começar... por favor repense! E, ao indicar uma "distro de entrada", pelo menos ao meu ver, tente não fazer pelo "modo Windows-like" e sim pelo "modo Linux".

Afinal, não foi pra isso que mudamos de sistema?

   

Páginas do artigo
   1. Repensando a estreia no "Mundo de Tux"
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Comentários
[1] Comentário enviado por nosdiat em 30/11/2015 - 13:01h


Sinceramente não acho que seja mais produtivo entrar no universo Gnu/linux usando o slack talvez seja a melhor forma para alguém que quer realmente aprender sobre o sistema, mas existe uma grande porcentagem de usuários que querem apenas usar um sistema que atenda suas necessidades e se for de graça melhor. Não me entenda mal mas nem todos querem entender logo de principio o funcionamento do linux, para estas pessoas uma explicação básica de como funciona a instalação de uma distro pode desmotivá-las completamente, tendo em vista que a grande maioria tem como base de instalação o sistema next->next->next.
O exemplo que posso dar de como iniciar novos usuários Gnu/linux-->linux, foi o que fiz com meus irmãos e alguns amigos, primeiramente percebi que alguns tinham bastante curiosidade sobre o sistema para estes mostrei um pouco das características de algumas distros Slack, Ubuntu, Fedora, Kali com isto notei uma fascinação pelo Kali quase unanime naquelas pessoas mais curiosas; já as pessoas mais acomodadas incentivei a utilizar o Ubuntu. Depois de algum tempo é fácil perceber que os que realmente mostravam-se curiosos conseguem uma evolução rápida na utilização dos recursos da distro que adotam já os acomodados a partir do momento que encontram outras pessoas próximas a elas discutindo sobre aspectos do sistema começam a desenvolver uma curiosidade que pode levá-las a adoção do sistema e da filosofia do software livre.

[2] Comentário enviado por removido em 30/11/2015 - 19:37h

Desculpa dizer isso, mas seu artigo é simplista demais. E essa questão, que Linux usar?, não é tão simples assim.
Existem interesses variados para tipos de usuários variados. É como o nosdiat falou aí... distribuições diferentes vão atender a tipos de usuários diferentes.

Para quem quer realmente aprender e se aprofundar no Linux é claro que o melhor é começar com uma distro "hardcore", tipo Slackware, Gentoo, Arch Linux e por aí vai... essas são distribuições que exigem muito do usuário e com muito esforço inicial a curva de aprendizado vai ser grande. No entanto, para aqueles usuários que só querem USAR o computador e optam pelo Linux por mera curiosidade ou recomendação de um amigo, uma distro "hardcore" pode ser bastante frustrante e vai ser abandonada na primeira dificuldade. Para esses usuários casuais, o melhor é começar por algo mais simples, fácil, automatizado... a partir daí, se o cara quiser evoluir, ele vai naturalmente procurar as distros "hardcore".

Moral da história: quando alguém te perguntar com qual Linux começar, vc tem que perguntar antes, pra quê que ele quer usar Linux?! ;-)

[3] Comentário enviado por removido em 01/12/2015 - 16:38h

É interessante ver como as opiniões divergem dentro do mundo GNU/Linux. Diria que é isso que faz o GNU/Linux, a diversidade.
Mas falando de "Por onde começar?" acho que se deve começar devagar, aos poucos, a primeira impressão pode ser a que vai fazer uma pessoa se tornar um user GNU/Linux ou odiar "esse tal de Linux".
Nem toda pessoa que tem um computador quer estudar informática, programar..., a grande maioria quer mesmo é jogar, navegar em redes sociais, imprimir documentos, quer que aquilo facilite sua vida.
E essas pessoas não são obrigadas a conhecer profundamente seus sistemas, eles só querem que funcione de forma produtiva e fácil.
Para estes users "preguiçosos" podemos indicar o mais curto caminho das pedras, como Ubuntu(indicar, não levá-los), e para aqueles users que mostram um interresse maior podemos dar uma força maior, levá-los a um Slack, Gentoo....
Enfim, acho que não se pode generalizar dizendo que deve-se começar por aqui ou por lá, cada pessoa é uma pessoa, cada uma tem suas abilidades e dificuldades, é necessário observar isto no momento em que for "evangelizar" possíveis novos GNU/Linux users.

[4] Comentário enviado por lcavalheiro em 02/12/2015 - 12:02h

Eu já discordo dos demais comentaristas. O Slackware é desde 1993 a melhor distro de entrada no mundo GNU/Linux, e por uma razão simples: ela força o aprendizado. GNU/Linux é bem diferente de outros ambientes, e possui características de configuração e manutenção próprias, além de requerer por parte do usuário uma perícia quase morta hoje em dia: leitura e interpretação de textos. Quando colocamos um usuário recém-chegado em uma distro "Windows-like", para citar o autor do artigo, o privamos de um fator essencial para o aprendizado, a constatação da existência da diferença.

Resultado: milhares de tópicos nos fóruns do VOL perguntando coisas já bem documentadas como "como instalar drivers nVidia no Ubuntu". Isso acontece porque a distro "Windows-like" não estimula o aprendizado do usuário. Não estou dizendo que todo mundo deva ser programador C, C++ e Assembly (eu uso Slackware há dezenove anos e só manjo bash script), mas defendo veementemente que o usuário deva tratar o computador como ele é: uma ferramenta. Usar uma ferramenta sem ter lido o manual de instruções é um absurdo.

Outra coisa: o usuário, por seu desconhecimento, acaba se fascinando com as superestruturas e ignora os fundamentos. Isso explica porque tantos recém-chegados se interessam pelo Kali, uma distribuição que os próprios desenvolvedores não recomendam para uso diário (mais em http://docs.kali.org/introduction/should-i-use-kali-linux). É mau-caratismo, para dizer pouco e não ofender a mãe de ninguém, oferecer o Kali para um usuário recém-chegado no mundo GNU/Linux, e vejo essa boçalidade aos montes por aqui no VOL mesmo. Espero não ter que explicar o porquê disso ser mau-caratismo.

Ao contrário das demais distros, o Slackware é manual. Isso obriga o usuário a ler, conhecer, entender o que está fazendo. Que depois ele migre para uma distro mais fácil de usar, como o openSUSE, mas antes ele deveria ter os fundamentos mínimos para operar um sistema GNU/Linux.
--
Luís Fernando Carvalho Cavalheiro
Public GPG signature: 0x246A590B
Só Slackware é GNU/Linux e Patrick Volkerding é o seu Profeta

[5] Comentário enviado por clodoaldops em 02/12/2015 - 17:58h

Eu comecei com Ubuntu, mas logo em seguida descobri LinuxMint que passou ser minha distribuição principal pq eu queria um SO fácil de instalar , facil de usar , estável e imune a vírus.
Isso não me impediu de testar mandriva, fedora, suse e Debian. Que hoje conseguiria usar sem grandes problemas.
Se um novato me pergunta eu contínuo a sugerir distribuição out-of-box como linuxmint, pq sei que depois de um tempo o cara vai usar outras distribuições

[6] Comentário enviado por xerxeslins em 09/12/2015 - 11:49h


A decisão é muito pessoal.

Para iniciantes que querem apenas usar os programas eu recomendo Linux Mint/Ubuntu.

Mas para pessoas com gostos e objetivos mais técnicos recomendaria Slackware.

[7] Comentário enviado por sk4d1nh4 em 09/12/2015 - 17:14h

Minha opnião seria chover no molhado nos comentários (com excessão do Luis Fernando) pois concordo que exitem as pessoas que querem apenas usar um sistema conhecido pela segurança oferecida e também por ser grátis e outro grupo que além de usar no dia a dia quer dominar o sistema operacional para aplicar e desenvolver seus conhecimentos em TI, sejam eles voltados a segurança, programação, manutenção de servidores, análise forense e etc. Assim temos sim o grupo "Windows-like" e o grupo que vai buscar a distro que mais se adapta ao que está buscando.

Discordando do comentário do Luis Fernando, os usuarios comuns tem sim o direito de fazer perguntas que para os profissionais são simples, como no exemplo do driver nvidia, afinal o VOL e seus participantes estão aqui pra ajudar e os usuários não são obrigados a dominar a informática simplesmente por que optaram pelo GNU/Linux como sistema operacional do seu computador. Se assim fosse, nós usuários de vários outros produtos não usariámos serviços como oficina mecanica, lanterneiro, manutenção de eletrônicos, costureira, cabelereiro... Afinal, eu tenho cabelo e não sou obrigado a saber cortá-lo.
Foi citado que a pessoa usa um produto sem ler manual de instrução. Acho que essa comparação não se adequa ao que comentaram. Um Handbook de uma distro é muito além disso... É um estudo quase completo do SO. Manual de instruções é outra coisa. Como exemplo, o manual de um carro ensina a se orientar e operar o seu carro e não como trocar a correia dentada ou o alternador.

[8] Comentário enviado por removido em 10/12/2015 - 10:57h


[7] Comentário enviado por sk4d1nh4 em 09/12/2015 - 17:14h

Minha opnião seria chover no molhado nos comentários (com excessão do Luis Fernando) pois concordo que exitem as pessoas que querem apenas usar um sistema conhecido pela segurança oferecida e também por ser grátis e outro grupo que além de usar no dia a dia quer dominar o sistema operacional para aplicar e desenvolver seus conhecimentos em TI, sejam eles voltados a segurança, programação, manutenção de servidores, análise forense e etc. Assim temos sim o grupo "Windows-like" e o grupo que vai buscar a distro que mais se adapta ao que está buscando.

Discordando do comentário do Luis Fernando, os usuarios comuns tem sim o direito de fazer perguntas que para os profissionais são simples, como no exemplo do driver nvidia, afinal o VOL e seus participantes estão aqui pra ajudar e os usuários não são obrigados a dominar a informática simplesmente por que optaram pelo GNU/Linux como sistema operacional do seu computador. Se assim fosse, nós usuários de vários outros produtos não usariámos serviços como oficina mecanica, lanterneiro, manutenção de eletrônicos, costureira, cabelereiro... Afinal, eu tenho cabelo e não sou obrigado a saber cortá-lo.
Foi citado que a pessoa usa um produto sem ler manual de instrução. Acho que essa comparação não se adequa ao que comentaram. Um Handbook de uma distro é muito além disso... É um estudo quase completo do SO. Manual de instruções é outra coisa. Como exemplo, o manual de um carro ensina a se orientar e operar o seu carro e não como trocar a correia dentada ou o alternador.


Uma outra analogia poderia ser: vc compra um carro e é obrigado a saber dirigir, mas não é obrigado a saber mecânica - para isso existem as oficinas - embora saber mecânica possa de tirar de vários perrengues!!!

Slackware é para quem sabe ou quer aprender a "mecânica da coisa", quem não quer vai de Mint/Ubuntu mesmo! ;-)

[9] Comentário enviado por Creto em 15/12/2015 - 15:33h

Cara, tá que, Slack é tudo o que o lcavalheiro diz e o Arch outra história tão bem documentada que até usuários Windows devem ler (por debaixo do pano), mas indicar essas duas opções a um usuário que mal sabe o que é que ele tem a frente dos olhos é meio ilusório e forçar a barra.
No primeiro caso tem sim que dar o peixe, a vara de pescar e ensinar como pescar, tudo começa do ínicio, não do meio e nem do fim para o começo, ah mas no meu tempo o Linux era assim e assado, sim era, disseste bem, não é mais.
Uso GNU/Linux sou livre, papa-chibé e açai (mas é açai mesmo aqui do Pará)


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