Por que não migram

Há muito se fala que o Linux não está pronto para o desktop, ou seja, para o usuário comum. Isso já foi tema de muitas discussões, e nunca se chega a um consenso, uma vez que especialistas da área dividem suas opiniões sobre o assunto. Afinal de contas, quem está certo?

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Por: Davidson Rodrigues Paulo em 04/10/2006 | Blog: http://davidsonpaulo.com/


Pra começo de conversa



Há muito se fala que o Linux não está pronto para o desktop, ou seja, para o usuário comum. Isso já foi tema de muitas discussões, e nunca se chega a um consenso, uma vez que especialistas da área dividem suas opiniões sobre o assunto. Afinal de contas, quem está certo? O Windows é uma opção melhor para o usuário comum? E se, pelo contrário, o Linux é melhor, por que seus adeptos têm tão pouco sucesso quando tentam convencer um usuário a migrar para o software livre?

Para responder a essas perguntas, é necessário, primeiramente, definir com precisão quais são os tipos de usuário que estamos considerando.

Tipos de usuário


O primeiro tipo de usuário é o usuário comum. Muitos usam constantemente esse termo sem saber, exatamente, o que significa. Comum é aquilo que é típico de todos, ou seja, algo que todo mundo possui. Então, o usuário comum é o usuário que realiza as tarefas que todos os tipos de usuário realizam, e nada mais, de forma que todos os demais tipos de usuário fazem o mesmo que o usuário comum faz e mais outras coisas. E, se pararmos para pensar quais usos todos os tipos de usuário, sem exceção, fazem de seus computadores, chegaremos a uma conclusão rapidamente: o uso que todos fazem do computador é a execução de aplicativos, sendo aplicativos os softwares que permitem ao usuário executar uma ou mais tarefas específicas.

Sendo assim, a definição de usuário comum está diretamente relacionada às tarefas que ele executa no computador e aos aplicativos utilizados para tal. E, se o usuário é comum, suas tarefas também o são, de modo que o usuário comum é aquele que utiliza o computador para para executar tão somente as tarefas que todos os demais tipos de usuário executam.

O segundo tipo de usuário é o usuário técnico. Técnico refere-se àquele que estuda, ensina ou pratica a tecnologia. A tecnologia, por sua vez, é o estudo de um conjunto de técnicas. Sendo assim, o técnico é aquele que estuda, ensina ou pratica um conjunto de técnicas aplicadas a uma determinada área do conhecimento humano.

Técnicas são utilizadas para fins práticos, para fazer alguma coisa. Os usuários técnicos são, portanto, aqueles que procuram saber como e qual a melhor forma de se fazer as coisas no computador, ou seja, são as pessoas que farão as coisas funcionarem, para que os usuários comuns possam executar as suas tarefas em seus computadores.

Esses são os tipos básicos de usuários. Os que não se enquadram nesses perfis são os profissionais e pesquisadores do ramo de informática. Um desenvolvedor de sistemas, por exemplo, não pode ser considerado um usuário, pois ele utiliza o computador para desenvolver softwares para o próprio computador, sendo que esse software atenderá às necessidades de outras pessoas, e não a própria.

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Páginas do artigo
   1. Pra começo de conversa
   2. O culpado
   3. A vontade do usuário é a lei
   4. A prática do discurso
   5. O profissionalismo é a chave
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Comentários
[1] Comentário enviado por celta em 04/10/2006 - 07:28h

Excelente artigo... vc auxiliou muito o meu trabalho!!!

[2] Comentário enviado por removido em 04/10/2006 - 08:20h

Parabéns pelo artigo... Excelente!!!

Atenção, moderadores...

Há um erro de ortografia, no caso, palavras repetidas. No título "Tipos de Usuários", no segundo parágrafo, a palavra "para" está repetida:

"Sendo assim, a definição de usuário comum está diretamente relacionada às tarefas que ele executa no computador e aos aplicativos utilizados para tal. E, se o usuário é comum, suas tarefas também o são, de modo que o usuário comum é aquele que utiliza o computador para para executar tão somente as tarefas que todos os demais tipos de usuário executam."

:::... Viva o Linux ...:::

[3] Comentário enviado por thelinux em 04/10/2006 - 08:28h

A migração é um processo complicado. Não é fácil.
Todas as aplicações tem que ser desenvolvidadas para que funcionem tanto no Linux quanto no Windows. Não é simples e é muito complicado.

E a decisão é da empresa se quer ou não migrar. Migrar é muito caro.

Mas é isso. Linux é bom e Windows também e é por isso que funciona nas empresas.

Mas o processo de migrar para o Linux já está acontecendo. Mas muitas empresas não vão migrar.

[4] Comentário enviado por pools em 04/10/2006 - 08:50h

Excelente artigo!!

Tenho a experiência de instalar o Slackware na sala para meus pais usarem.
Fazem 8 meses e hoje digo que eles se acostumaram muito bem.

A chave do sucesso? Suporte técnico sempre por perto...
Me identifiquei muito com o artigo, qualquer coisa mais complicada eu crio um ícone e informo sobre pra que este serve, normalmente resolvendo uma dificuldade deles.

Um abraço,

[5] Comentário enviado por leoberbert em 04/10/2006 - 09:18h

Fala BOZO.... Excelente trabalho.. perfect!!!

[6] Comentário enviado por roanfranklin em 04/10/2006 - 09:55h

Show de bola. "VIVA O LINUX"

[7] Comentário enviado por fmpfmp em 04/10/2006 - 10:02h

Muito texto, mas a resposta é muito simples. O usuário comum quer rodar os jogos de última geração e não quer ter que fazer coisas complicadas, como compilar, só pra instalar um programa. Por isso o Linux não é vantajoso pra ele. O usuário técnico é diferente, ou ele é um curioso, que quer saber como funciona o Linux, ou então é um administrador de sistemas que sabe a importância do Linux como servidor.

[8] Comentário enviado por leoberbert em 04/10/2006 - 10:28h

Caro fmpfmp existem jogos muito bons para linux, inclusive o wine e o CEDEGA rodam estes jogos muito bem. :)

[9] Comentário enviado por tpramos em 04/10/2006 - 11:23h

Otimo artigo parabéns..
Eu cada vez mais penso que o problema de usuarios leigos usarem linux não está associado a dificuldade, e sim um problema cultural, o linux surgiu para esses usuarios recentemente ( ao contrario de para nós ), a pouco tempo atráz vocês conheciam alguma escolinha de informatica que ensina unix, openoffice?. Um pai que aprendeu numa dessa escolas a usar windows e office não vai ensinar seu filhinho de 5 anos a usar linux. Também se criou um "esteriotipo" de que linux é coisa para nerd's , mas creio que issu irá mudar e um dia escolher entre linux e windows ou outro SO seja uma simples questão de gosto mesmo, sempre existirão pessoas que usaram windows e outras linux.
VIVA A LIBERDADE

[10] Comentário enviado por coffnix em 04/10/2006 - 14:30h

Parabéns Bozo!!! falou tudo

[11] Comentário enviado por removido em 04/10/2006 - 15:20h

putz...Esse Bozo escreve cada artigo que dá inveja. A comunidade PRECISA e NECESSITA de um artigo como esse. Para quem quer que o Linux vá para o desktop de vez, este é um must-to read. Fantástico.

[12] Comentário enviado por agk em 04/10/2006 - 15:58h

Realmente muito bom o artigo, parabéns Davidson.
Existem muitas coisas boas no Linux e são essas que devemos mostrar para nossos usuários.
Ficar tentando imitar o Windows é inútil, deixem o Windows, o Linux é diferente e temos que nos conscientizar disso.
Não há jogos e aplicativos bons em abundância para Linux como há para Windows, isso é fato e talvez o maior problema para o Linux seja que muitos se utilizam de softwares piratas no Windows e querem rodar esses mesmo softwares em Linux usando algum emulador, isso não funciona bem, esqueçam, pode até quebrar um galho.
Se querem mesmo usar Linux é preciso mudar de atitude e encarar que Linux é diferente e não vai ser igual ao Windows nunca.

[13] Comentário enviado por bestlinux em 04/10/2006 - 17:05h

Fala cara...blzzzz...

Ficou muito show o artigo. Parabéns ;-)

[14] Comentário enviado por fdettoni em 04/10/2006 - 17:10h

Concordo com boa parte do artigo, claro. Mas em certo ponto, tbm, achei ridículo.

Claro que a culpa é de quem instala o sistema, e como foi falado em computadores publicos, facilmente pode-se colocar um linux e não haverá problemas s eestiver bem configurado.

Mas o problema é muito mais embaixo, qualquer usuário usa o computador apenas para abrir programas e mexer em seus arquivos, mas que programas e que arquivos? Um usuário que se conscientiza da utiização do software livre se adapta as mudanças, mas um que está acostumado com seu windows, tão grátis quanto o Linux, não vê razão em mudar.

A culpa não pode cair em cima do técnico, pode ser e pode não ser. Do mesmo modo que temos técnicos bons e ruins em Linux, temos técnicos bons e ruins no mundo Windows, e quando ocorrem problemas por erro técnico o usuário não deixa de usar o windows.

O usuário é burro, mas acho que a filosofia do linux e do software livre, é mudar isso transformando um usuário em um ser humano, e não em clicadores de icones. Pergunte a uma costureira, se ela não sabe exatamente como funciona a máquina em que trabalha, provavemente ela não saberá resolver um problema sério ou coisa assim, mas certamente ela não terá problemas para trocar uma agulha.

Existe muitos problemas distintos e muitos tipos de usuários distintos com pensamentos bem distintos. Achei que o artigo está generalizando demais.

Junto com a pergunta "Pq migrar?" devia ter sempre a pergunta "Pq não migrar?".

Tirando isso, o artigo está muito bom.

leoberbert, sabe que as coisas não são bem assim. É complicado emular jogos e outros programas, e sempre eles ficam muito piores do que no windows. Se vc me indicar um modo eficaz de se rodar um software feito em Delphi 2005, além do próprio Delphi 2005, eu ficaria muito feliz por não usar mais o rdesktop, e migraria pelo menos 15 maquinas aqui na empresa para linux.

Acho que devemos fazer apologia ao linux sempre, mas com moderação, pois senão vamos apenas passar por chatos, existe casos em que o Linux é melhor e muitos outros em que o Windows, ou Solaris, ou Mac, ou o FreeBSD, ou qquer outro, são melhores.

Não quero falar contra o Linux, mas acho que é hipocresia pensar "O Linux é perfeito, o Linux está acima de tudo, o Linux está acima de td, blablabla". É graças a esta filosofia da Microsoft que o Linux está tomando tanto lugar do Windows hoje.

Acho que escrevi demais, e espero não ser mal entendido. Gostei do seu artigo, só acho que deveria ser um pouco menos imparcial.

[]'s

[15] Comentário enviado por freirej em 04/10/2006 - 18:22h

Olá a todos,
gostei muito do artigo e concordo em parte com ele, a única coisa que acho que foi esquecida é que ainda existem três problemas (além dos que foram comentados no artigo) que fazem com que o Linux não tenha uma popularidade tão grande.
1) Ainda não existem tantos programas que rodem no Linux quanto existem no Windows e que são extremamente uteis, posso dar alguns exemplos como o Power Translator (Tradutor de textos), o AutoCAD entre outros, isso dificulta a migração para muitos que não podem viver sem essas ferramentas.
2) Ainda existem problemas sérios com relação a hardware, principalmente os softmodems (tendo em vista que a maioria da população que possui computador acessa a internet pela linha telefonica), talvez esse seja o principal problema para uma adesão maior ao Linux.
3) Apesar de o linux ter mais opções de uso do que o Windows, muita coisa ainda tem que ser feita via linha de comando e a instalação de programas às vezes é complicada (instalar um arquivo deb sem o auxilio da internet por exemplo). Pode até ser que o usuário comum só queira utilizar o computador, mas algumas vezes ele também vai ter que instalar programas para atender as suas necessidades.

Gostaria ainda de dizer que mais importante do que o Sistema Operacional é os programas que rodam nele, um exemplo é o proprio Windows (que é muito ruim diga-se de passagem) mas que possui uma quantidade enorme de programas feitos para o seu ambiente e que por causa disso é ainda o mais popular.

Desculpe se falei algo que não agradou, e obrigado.

[16] Comentário enviado por fernoliv em 04/10/2006 - 23:27h

Olá Davidson,

Não concordo com boa parte de seu artigo. Aonde está a imparcialidade?

Menos emoção, mais razão. Ninguém é obrigado a ter o mesmo conhecimento que você diz ter e nem por isso é menos profissional que o senhor.

A discussão é sádia, mas partes do seu artigo incitam usuários com menos experiência a desistir. "Se não completam uma migração, não são profissionais". Pelo contrário, cada um sabe aonde o calo aperta e não sabemos que tipo de migração foi realizada e para qual tipo de usuário/cliente.

Em relação a emulação de softwares, realmente ela quebra um galho, mas ainda está muito crua. Como o nosso amigo "fdettoni" citou, no caso dele especificamente é impossível por enquanto rodar Delphi 2005 em Linux, e não acho que ele esteja mentindo. Poucos softwares são emulados com perfeição.

Mas esse é meu ponto de vista. Prefiro ser mais realista e saber que ainda há muito a trabalhar e a desenvolver para que nosso Linux seja insubstituível, mas ainda estamos caminhando... Chegamos a um nível invejável de amadurecimento e se não encontrarmos mais pontos de melhoria, irá acabar o encanto.

Não me levem a mal, mas como frequentador assíduo deste ótimo site, tenho o direito a dar minhas opiniões e fazer críticas construtivas.

No geral, parabéns pela grafia impecável.

Abraço,

Fernando.

[17] Comentário enviado por rasxr3 em 04/10/2006 - 23:39h

Muito bom, toca num ponto muito incomodo pra quem passa pela experiência da migração. E o pior de tudo, da migração em ambiente doméstico, pois dentro de uma mepresa se usa uma meia dúzia de softwares voltados para as necessidades da empresa e pronto, além de geralmente contar com suporte técnico de plantão. Mas pra usuário doméstico a coisa é muito diferente. Agora lhe pergunto, se é tão difícil migrar pra linux é tão mais fácil assim trabalhar meio mês e entregar o dinheiro todo em uma lojinha simplismente pra botar o Windows pra rodar. Segue a lista:

Orçamento: 30,00
Desinfecção: 45,00
Reinstalação do sistema Windows: 125,00

Preços obtidos em uma loja de Duque de Caxias em Setembro de 2006, ou seja, o Windows não é tão simples, sinal de que existe gente pagando 45,00 só pra passar um simples anti-virus, que pode ser agendado para passar automaticamente enquanto aquele seu Download do eMule (ou aMule, já que temos o clamav e vários outros que podem rodar direto do linux pelo cron) é concluído na madruga! Acho o Windows XP Profissional ótimo (já que o Windows starter edition é uma chacota pra qualquer um que saiba o que é teclado) e o linux também!

Só pra concluir, devemos nos lembrar de duas coisas. A primeira delas é que o linux defende a liberdade e portanto o usuário tem que ter liberdade de escolha inclusive quano ao SO. Outra coisa é que daqui 15 ou 20 anos o que nós conhecemos hoje como computador não vai funcionar nem como calculadora, e estou me referindo a software e hardware!

Desculpem pela mensagem enorme.

[18] Comentário enviado por diegotosco em 05/10/2006 - 00:22h

Olá,

Primeiramente parabéns pelo artigo, acho que já está na hora de parar com os artigos do tipo "Porquê Linux não emplaca no Desktop", que mostram um monte de desvantagens que o linux tem em relação ao windows, e indicar, como você fez, soluções para as diversas dificuldades que o usuário final pode enfrentar.

Achei infeliz a sua afirmação de que o profissional que não atende as necessidades de um usuário final não é profissional. Talvez a migração não foi bem feita, mas a profissionalidade do sujeito não depende de um ou outro trabalho, mas sim de toda a sua vida.

Na parte dos tipos de usuários, o termo "usuário comum" não deveria ser empregado pois rebaixa o usuário. Acredito no uso do termo "usuário final", que indica o usuário que não tem E NÃO QUER TER conhecimento para manter o compudador por si só. Achei interessante a denominação de "usuário técnico", mas acho que a classe de profissionais da informática deveria estar inclusa no termo.

Valeu pelo ótimo artigo

--diegotosco

[19] Comentário enviado por sangreal em 05/10/2006 - 03:38h

Parabéns!

Vc me chamou de preguiçoso, mas muito obrigado!

Realmente quando tentei migrar a primeira vez para o linux (Mandrake) foi um desgraça. Também tentava tudo por conta própria.

Agora estou fazendo um curso de eletrônica e vejo o linux como o futuro da Automação Industrial.

Sou usuário Windows e quero comprar outa máquina para trabalhar o Linux aprendendo a ser um usuário comum e posteriormente um pseudo técnico.

Seu artigo me ajudou muito...

Valeu! Continue assim...

Leandro Queiroz - Sangreal

[20] Comentário enviado por davidsonpaulo em 05/10/2006 - 09:12h

Salve povo!

A respeito da dita falta de imparcialidade, é preciso usar o bom senso para entender aquilo que não foi explicitado no conteúdo do artigo. Quando se fala em migração, estamos considerando um ambiente em que isso é possível. Embora eu não tenha mencionado isso no artigo (imaginei que os leitores fossem capaz de concluir isso por si próprios, um erro terrível da minha parte), migração para Linux não é algo que possa ser feito em toda e qualquer circunstância.

Há casos em que a migração não pode ser realizada, por exemplo, por causa da dependência do usuário a um software específico e insubstituível (como um jogo que não funcione no Linux nem usando o Cedega). Em outros casos, a migração não pode ser feita porque um hardware que o usuário necessite não tem qualquer tipo de suporte ao Linux.

Há ainda muitos outros casos como esse, onde a migração simplesmente não pode ser executada. Isso é fato. O que dizer, então, de alguém que insista em tentar migrar? Quer sofrer, evidente. Se for alguém que trabalhe na área, está demonstrando falta de profissionalismo, afinal, tentar fazer algo que sabe-se não ser possível apenas por causa da filosofia do Software Livre não é uma atitude sábia.

No artigo, considerei um caso bastante específico, que é aquele do usuário que use o computador para realizar tão somente tarefas que possam ser realizadas no Linux sem prejuízos. Eu nunca fiz uma migração em um lugar onde isso não pudesse ser feito, e é por isso que eu tive sucesso.

Antes de oferecer uma migração, uma pergunta simples deve ser feita: "Qual uso você faz do computador?" Dependendo da resposta, você saberá se a migração pode ou não ser feita. E, uma vez que se saiba que a migração pode ser realizada, aí sim, não é justificável que a tentativa resulte em fracasso. Quem souber fazer a migração, vai conseguir fazer. Se não conseguir, é porque não sabe. E, se não souber, então precisa aprender, e isso todos podem.

Ninguém é obrigado a saber fazer uma migração, apenas aqueles que se dispõem a fazer esse serviço.

Desculpem a longa mensagem, mas vejo que a falta dessas informações fez com que meu ponto de vista tenha sido interpretado de maneira incompleta por alguns leitores.

Abraços a todos,

Davidson

[21] Comentário enviado por marcioviana em 05/10/2006 - 11:39h

Basicamente o problema maior que encontro ao lidar com migração Windows/Linux em ambiente corporativo é o fato de ja existirem softwares proprietários que foram comprados e a valores elevados, que rodam apenas em Windows nestas empresas.

Em usuários comuns o maior problema são os jogos ou algum software da moda, muito recente e que o usuário quer baixar assim como o primo dele fez. Se o cara não liga pra jogos, nem é de se ligar em programinhas da moda que nada fazem alem de entupir o micro de bobeira, então basta configurar o desktop do Linux como já foi comentado aqui, tipo , assim, fiz pra meu irmão que não saca nada de informatica e usa Mandriva 2006:

ícones na area de trabalho ou no painel do kde horizontal e na barra do karamba vertical:

ouvir musica
assistir videos
digitar textos
criar planilhas
fazer calculos
navegar na Internet
baixar fotos da camera
usar webcam
enviar e receber email ... e por ai vai

meu irmão ficou "maravilhado" com a facilidade de usar Linux, muiiiito mais facil que no Windows! Disse ele .

Mas porque? Porque não instalei o default do Mandriva e entreguei o micro, ou seja, é preciso personalizar o Desktop.

[22] Comentário enviado por cycne em 05/10/2006 - 11:49h

mas como migrar um K62 400 ?? KDE??? GNOME??? muito pesado se compararmos ao ruindows 98.... se alguem tiver uma ideia de um bom desktop e leve pra maquinas velhas como esta , ou ate mais... pq estou querendo tirar o rwindows 98 da makina de um amigo , mas devido a maquina ser antiga , estou tendo um pouco de dificuldades com o desktop... ICEwm nao eh lah uma boa idéia pro usuario comum né!?!?!?!?

[23] Comentário enviado por removido em 05/10/2006 - 12:39h

cycne, o ICEwm realmente é complicado pra usuário final, mas... quem disse q o kde é pesado??? Isso vai depender da versão q vc ta usando... pq tentar instalar a ultima versão do kde é loucura, porém vc ainda pode usar uma versão anterior, mais leve e ainda sim amigável. Depois de algumas mexidas pra deixar ele mais bonitinho e colocando os devidos atalhos no desktop, a vida do usuário final vira uma verdadeira maravilha.
Eu mesmo vou essa semana fazer o grande teste e instalar o debian no micro da minha cunhada (sem ela saber..hehehe) e deixa-lo com cara d XP e aguardar pra ver se ela vai notar alguma grande dificuldade. Depois passo o resultado.
Valeu

[24] Comentário enviado por gabriel.bezerra em 05/10/2006 - 13:21h

Um pouco fora da "tread":
Me lembrou um sermão do padre Antônio Vieira (http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/autores/peantoniovieira/sermao1/sermao1_texto.html) Parte III

Bem escrito, parabéns a quem fez.

[25] Comentário enviado por fdettoni em 06/10/2006 - 08:44h

Amigo cycne, esse assunto foge totalmente da discução, e se fosse perguntado nas comunidades, ou em perguntas, reberia uma qualidade bem melhor de respostas. O KDE e GNOME mais novos se equiparam graficamente a, pelo menos, o Windows XP. Vc pode tentar usar outras interfaces mais leves como o fluxbox. Ou como disse o lordhulk, usar uma versão mais antiga. Poderia tentar conseguir um cd com algum amigo que goste disso e mantenha guardado cds mais antigos. Algumas distros disponibilizam versões antigas mas não são todas.

Voltando a discução do artigo, realmente entendi mal o que quis dizer, Davidson, e agora com seu comentario eu posso dizer que concordo com o que disse. Realmente em um ambiente em que tenhamos ferramentas do mesmo nivel que as temos no windows. Eu cheguei a migrar algumas máquinas aqui na empresa, não tive problema nenhum. Já a máquina do meu pai, tentei faze-lo mas logo começaram a sentir falta de activeX, e outras coisas que tive de voltar. Com certeza o erro foi meu, por não conseguir analizar o uso da máquina, mas não acho que foi um erro por não saber instalar e configurar o sistema.

Com certeza, como vc falou, a parte mais importante da migração é analizar se esta migração pode ou não ocorrer. Se for bem analizado, os erros diminuirão para pertod e zero.

Me desculpe por ter julgado o artigo sem a devida interpretação, e obrigado pelo esclarecimento.

[]'s

[26] Comentário enviado por bebeto_maya em 03/11/2006 - 02:19h

Boa noite,

Um amigo falou sobre a falta de aplicativos como Delphi e AutoCAD, e tenho que concordar com ele, mas também tenho que concordar que esses aplicativos são para fins e usuários específicos, na realidade um computador com Internet, MSN básico(sim nós temos), e um Office simples atende as necessidades de boa parte da população de usuários.

A culpa da não migração nunca é do usuário, que fique bem claro, é em parte nossa, porque não entendemos a interação Homem Máquina, design de hipermídia e acessibilidade, e é dos técnicos de informática, em geral, no nosso país, porque bitolados que estão com um único modelo, não querem mudanças que "compliquem suas vidas" e acabam, com isso, prejudicando o usuário final.

Como bem citado, se devidamente configurado o Linux atende a necessidade da maioria dos usuários. Porque no Windows, mesmo quando as coisas não estão configuradas, sempre tem o sobrinho do vizinho, que "entende" de informática e vai lá instalar um Office pirata e meia dúzia de softwares proprietários. Então é preciso perceber que as necessidade do usuário devem ser bem atendidas.

[27] Comentário enviado por tralsl em 27/03/2010 - 21:19h

muito bom !

[28] Comentário enviado por guidoseverus em 24/11/2011 - 00:15h

Ótimo artigo


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