KISS vs. HUG

Este artigo é uma reflexão sobre dois princípios, opostos, que costumamos encontrar, em maior ou em menor grau, nas palavras de muitos usuários GNU/Linux.

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Por: Xerxes em 15/03/2013 | Blog: https://static.vivaolinux.com.br/imagens/dicas/comunidade/300.jpg


Segunda parte



Linha de comando vs. GUI?!

Nesta etapa, eu gostaria de fazer uma distinção, nem sempre KISS significa usar linha de comando ao invés de uma GUI.

Na verdade, se KISS significasse usar só linha de comando, Slackware não seria uma distribuição KISS, já que a mesma possui vários ambientes completos, em especial o KDE, com todas as "frescuras" que este ambiente concede, incluindo Networkmanager, efeitos especiais, e toda "frescura" que se possa imaginar para enfeitar a área de trabalho.

Isso mostra algo interessante, apesar de ser uma distribuição KISS, Slackware tem também muito de HUG. Como não teria? A própria interface gráfica, e o conceito WYSIWYG, implica em usabilidade e facilidade para o usuário, encobrindo tudo o que seria feito com linha de comando e edição de arquivos de texto.

Mais uma observação sobre Slackware: durante muito tempo não tinha Slackpkg oficialmente, e usar gerenciadores de terceiros, como Swaret e Slapt-get, podia ser considerado heresia pelos mais puristas, pois fugia do princípio KISS, mas depois a distro evoluiu e adicionou um gerenciador de pacotes que baixa e instala pacotes automaticamente (o próprio Slackpkg), coisa que o Debian (ruim ou não) já fazia há muito tempo.

Agora, Slackware deixou de ser uma distro KISS por causa dessa "mamata"? Claro que não. E duvido que algum usuário de Slackware reclame que o slackpkg estragou a filosofia KISS do sistema. Aposto que muitos dão graças a Deus (ou a Piter Punk, que seja).

KISS, na prática, é um conceito bonito e útil quando a questão é minimizar erros e bugs, mas vai de encontro com uma simples realidade: muito do que se usa no computador, foi feito para ser entendido pelos seres humanos. Isso quer dizer que quanto mais intuitivo/rápido/fácil, melhor.

E se algo precisa ser complexo para ser mais fácil para o usuário, deixe complexo, e se tem bug por ser complexo, que corrijam o bug!

Deixando a questão de bugs de lado, o que é mais agradável na sua opinião, ou melhor dizendo, o que é mais intuitivo? Arrastar um diretório para a lixeira ou abrir um terminal, executar "rm diretório" e receber uma mensagem de que não pode excluir, aí usar "rm -fr" e apagar o diretório errado sem querer?

Se eu pudesse comandar meu notebook com a voz, apenas dizendo: "ligar... Exclua diretório tal... Escreva isso". Eu usaria esse recurso. Se eu pudesse usar gestos para abrir e mover arquivos, como se manipulasse arquivos físicos, eu usaria esse recurso! Como neste trecho do filme "Iron Man":
Mas como não posso, eu uso o ponteiro do mouse. Gestos são mais intuitivos que usar comandos para executar operações no computador, mas esse recurso ainda vai chegar, porém, hoje o melhor que temos são GUI, botões e cliques do mouse.

Ou você realmente acha mais intuitivo digitar linhas de comando e consultar man pages de tempos em tempos?

O próximo passo da usabilidade, após os cliques com o mouse, será o uso de gestos naturais. A informática evolui para FACILITAR a vida dos usuários, para permitir que os usuários se conectem com dois cliques ao invés de editar arquivos de texto.

Talvez você goste de usar os comandos, talvez tenha muita intimidade com eles, mas duvido que faça tudo por comandos. Por outro lado, muitos usuários fazem praticamente tudo sem usar comandos diretamente no terminal.

Quando Steve Jobs, viu a Interface Gráfica, ele percebeu que aquilo seria o futuro e por isso investiu pesado nisso. Mesmo que tenha levado uma rasteira do Bill Gates, e mesmo que tenha pirateado a ideia da Xerox, ele reconheceu a importância da interface gráfica.

A interface gráfica não eliminaria a linha de comando, mas a colocaria numa posição diferente. Linha de comando passaria a ser usada apenas quando a GUI não funcionasse, como ferramenta e não como modo principal de operação. E isso é perfeitamente compreensível.

Mas este artigo não é sobre "Linha de Comando vs. Interface Gráfica" e sim sobre "KISS vs. HUG". Embora os termos estejam relacionados, são conceitos diferentes.

Conclusão

Onde eu queria chegar, parece-me meio idiota defender um princípio com unhas e dentes, e isso costuma ser feito com maior vigor pelos usuários KISS, porque de fato, no final das contas, a prioridade que todos querem, é que o sistema/software funcione e que seja possível se aprofundar em seu funcionamento, caso se deseje, mas que isso não seja requisito para usar o sistema!

Enquanto esse dia não chega, o que podemos fazer é contornar os bugs e viver escolhendo qual é o menos ruim: mais trabalho ou menos conhecimento. Uma decisão pessoal onde um não pode julgar o outro por pensar diferente.

Sem falar que as necessidades diferentes alteram as prioridades. Por exemplo, para um determinado servidor, talvez seja melhor que funcione apenas por linha de comando. Mas para uso diário em casa, quanto mais HUG melhor, pois pode-se aumentar o risco de falhas.

HUG ou KISS, tem a ver com o que o usuário escolhe fazer, as ferramentas que o sistema disponibiliza e suas necessidades.

E você, prefere KISS ou HUG?

Abraço, caro amigo(a)!

P.S.: ao ler sobre KISS na Wikipédia, percebi que esta visão de simplicidade foi adotada ou, de certa forma, parafraseada por pensadores, como Einstein, Da Vinci e outros. Então, para não deixar HUG em desvantagem, escolhi frases famosas que, acredito eu, sustentam a ideia do HUG:
  • "Qualquer tecnologia suficientemente avançada, é indistinta de magia." - Arthur C. Clarck
  • "Design é a alma fundamental de uma criação humana, que acaba se expressando em camadas externas sucessivas do produto ou serviço." - Steve Jobs
  • "A beleza é uma forma da genialidade, aliás, é superior à genialidade na medida em que não precisa de comentário." - Oscar Wilde
  • "A melhor visão é a intuição." - Thomas Edson
  • "Uma imagem vale mais que mil palavras." - Confúcio
  • "Bem feito, é melhor do que bem explicado." - Benjamin Franklin


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Comentários
[1] Comentário enviado por pael em 15/03/2013 - 13:27h

Eu vejo KISS como algo simples e que funciona, como o menu de som do Gnome 3.X, que com o pulseaudio versão >=2, finalmente me possibilitou a colocar meu notebook na tv e poder assistir a um filme com som! Antes eu passava vergonha tentando configurar o alsa( eu tenho apenas uma saída de áudio hdmi, mas ele insiste em dizer que tenho 4 ¬¬ ), me irritava fazendo várias gambiarras pra coisas simples funcionarem, e hoje não mais :P
Em suma, vejo KISS num sentido mais de usuário do que de programador, afinal, do que adianta milhões de linhas de código ou poucas linhas se a bagaça não é simples na hora de usar? :P

[2] Comentário enviado por Fellype em 15/03/2013 - 15:16h

"... porque de fato, no final das contas, a prioridade que todos querem, é que o sistema/software funcione e que seja possível se aprofundar em seu funcionamento, caso se deseje, mas que isso não seja requisito para usar o sistema!"
Acho que este tipo de abordagem é a mais adequada, podendo ser aplicada a praticamente todos os casos.

Só pra "trolar" um pouco: *algumas* coisas são mais fáceis e rápidas quando feitas em linha de comando. Ex.:
$ mkdir -p pasta/dentro/de/outra/pasta
:-)

[3] Comentário enviado por pmartelotta em 15/03/2013 - 16:04h

Bom texto!

[4] Comentário enviado por dzm_linux em 15/03/2013 - 17:05h

Bom texto!

Seria legal uma votação : KISS ou HUG

Abraços

[5] Comentário enviado por madrugada em 15/03/2013 - 19:59h

Mais uma vez você detonou ao explicar assuntos polêmicos da comunidade.
Eu sou slacker e defensor do KISS, mas também sou usuário do KDE, que como foi descrito, não é nada KISS.

[6] Comentário enviado por M4rQu1Nh0S em 15/03/2013 - 22:15h

Simples, ou puro. acho que "puro" seria uma definição mais haver com a filosofia KISS pois "simples" pode gerar mais significados diferentes e que fogem da filosofia KISS que usando a definição "puro".

Muito bom o seu artigo e na minha opinião a filosofia KISS tem mais haver com desempenho e baixo requisito de CPU e RAM!

e só tenho a discordar sobre a extensão dos "Dinos", pois se a questão for o desempenho que muitos procuram essa ideia para mim não teve tanto haver.

10+

abraços!

[7] Comentário enviado por albfneto em 16/03/2013 - 17:51h

Eu gosto das duas coisas, gosto de usar comandos e também as interfaces. O que acontece é que se você tiver máquina, os recursos gráficos são tantos e tão bonitos, que é pena não usar. Kwin, Compiz, animações, E17 são tão bonitos.
Por exemplo, copiar um arquivo com comando é bem tranquilo e rápido, mas se você for copiar, por exemplo 600 fotos e for olhar as fotos,selecioná-las etc... um gerenciador de arquivos é mais prático.

Também acho que HUG serve para aprender. Não para o usuário comum,mas para o avançado, ele usar a interface, implica que precisa mantê-la funcionando, o que é mais complicado até que um sistema KISS.isto o avançado, de vez em quando tem que consertar o KDE, e isso pode ser mais complicado que usar um Linux KISS sem nenhuma interface gráfica.

Resumindo, acho que o usuário comum pode usar o HUG e não usa o KISS,mas o usuário fuçador e com conhecimento, o Dinossauro, usa o KISS, consegue usar usa o HUG e consegue consertar e manter os dois., quando precisa.

[8] Comentário enviado por nicolo em 17/03/2013 - 10:41h

QUOTE Mas a mentalidade está a mudar e a hostilidade já não é tão grande. QUOTE

Eu que o diga. Escrevi um artigo "Porque o Linux é difícil" e fui apedrejado.
Mais além: Coisa que não funciona não é nem KISS nem HUG, é mal feita mesmo.
O Sr autor é fera do Linux , profissional e obviamente prefere o KISS e está apalpando para entender porque a maioria prefere o
HUG, afinal o Ubuntu e o MINT são imbatíveis na popularidade , apersar do maldito Unity.

A ordem de preferência vem da ordem de importância: Os doutores da academia acham que eu devo entender o que tem dentro de um programa
ultra sofisticado que resolve equações com seno e cosseno hiperbólicos. Eu simplesmente respondo: Se eu tiver que entender tudo que uso não faço nenhum projeto de engenharia.
Se o padeiro precisar programar a planilha CALC ele morre de fome.

È pra isso que existem os profissionais de informática, para facilitar as coisas e não para chamar os outros usuários de BURRO.
Quando o bamba de informática vai ao médico o médico não fica ensinando medicia ao paciente e nem chama ele de PODRÃO.

[9] Comentário enviado por nicolo em 17/03/2013 - 10:48h

Informação
KISS ficou famoso após uma entrevista de Henry FORD, antes que Einstein entrasse na escola.
O significado dado por Henry Ford era diferente. O simples era simples para quem faz e não necessariamente para quem usa.
Os carros da época eram todos iguais e tinham que ser simples para serem fabricados numa linha de montagem, invenção de
Henry Ford. Com isso ele conseguir reduzir o preço de venda dos carros d US$950.00 para algo como US$450.00. e aumentar a produção em escala astronômica para a época.
Hoje é praxe dos Gurus de gerenciamento esculachar com Henry Ford, mas na época dele , Henry Ford foi o maior gênio do gerenciamento.

[10] Comentário enviado por removido em 17/03/2013 - 12:02h

"A perfeição não é alcançada quando já não há mais nada para adicionar, mas quando já não há mais nada que se possa retirar."

Antoine de Saint-Exupéry

Bem próximo da filosofia KISS, mas a dita perfeição contrasta completamente com usabilidade|facilidade, onde para cada "frufru" trocentas coisas devem ser instaladas.

Embora dito, sabemos que hoje é difícil viver de computadores sem interface gráfica (navegar na internet, ler arquivos textos, ver imagens e vídeos e etc), mas para as coisas realmente importante PARA o sistema, nada melhor que a velha CLI.

[11] Comentário enviado por lcavalheiro em 17/03/2013 - 14:07h

Excelente artigo, Xerxes! O tema é polêmico e tal, e é claro que vai suscitar muitas opiniões - mesmo porque o tema é exatamente esse, questão de gosto e opinião.
De minha parte, eu penso que quanto mais camadas de software são adicionadas ao sistema, mais pesado ele se torna e maiores probabilidades de se apresentar um bug aparecerão. Simplicidade é elegância, como o Duque de Chou escreveu em um dos seus comentários ao I Ching.

"Para quê criar uma GUI de configuração de rede se editar um arquivo de texto funciona?"

Rapaz, se a frase não é minha eu a assumo com toda a alegria!

[12] Comentário enviado por wopgan em 17/03/2013 - 19:29h

Perfeito seu artigo, a distinção abordada entre KISS e HUG, linha de comando e GUI, foi perfeita, seu artigo esta dos mais legais que eu já vi sobre mentalidade e separação de usuários ... fui usuário HUG por muito tempo, tanto q muitas das minha dicas no site são sobre ubuntu, hoje sou KISS, não por achar q estou mais experiente e sim por sede de aprender já que em uma distribuição KISS você é obrigado a ter um pouco mais de esforço em tudo o q vai fazer, mais nein sempre é só ralação, uso o Arch a um ano e pouquinho e já consigo aplicar muito do conceito HUG na distribuição, já q minha esposa resolveu pular fora da janela e vir para o mundo livre! Mais mesmo assim show de bola sua publicação, contenteza irei utilizar em uma palestra que vou fazer na empresa onde trabalho pra explicar melhor o que é o linux!! Um forte abraço pra vc mano!

[13] Comentário enviado por slacker em 17/03/2013 - 21:35h

Ótimo artigo Xerxes. É...eu sou o amigo citado. Eu sempre defendi o Slackware com unhas e dentes, mas com o passar do tempo deixei de ser usuário avançado para ser usuário final, eu até reinstalei o Slack no meu laptop i3 um dia desses mas confesso que me decepcionei. O sistema travava e as teclas de funçao do laptop não funcionavam e quando fui procurar suporte fiquei sendo empurrado do canal #slackware para o #kde com cada um dizendo que o problema era com o outro. Enfim, voltei para o Ubuntu e tudo voltou a funcionar out of the box, sem post intalls, sem post setups, etc e com o Steam funcionando de primeira sem a necessidade de se passar horas procurando pelas libs faltantes no Slack. Mesmo depois desses problemas, eu não deixei de gostar do Slack, ele simplesmente não atende mais às minhas necessidades e o Ubuntu as atende sem esforço; e com a máquina que tenho hoje em dia, a performance realmente é irrelevante.

Hoje em dia eu agradeço ao Slack por tudo o que ele me ensinou sobre linux e agradeço ao Ubuntu por toda a facilidade que ele me provém. ;)

--cris

[14] Comentário enviado por Rei Tenguh em 17/03/2013 - 21:50h

Não concordo nem de longe em colocar o Slack como "principal representante da filosofia KISS"; sim, sem dúvidas segue a tal filosofia, mas nem de longe é tão "faça você mesmo" quanto o Gentoo ou o Arch.

E sou da opinião pessoal de que a coisa toda se resume ao seguinte: sacrificar estabilidade e segurança em prol de automatização é furada. Não precisa ser um Arch (um Slack tá bão, se quiser ^^) mas já existem sistemas que fazem esses sacrifícios, não precisam que sistemas Linux decaiam pra fazerem igual.

Ao invéz de botãozinho mais bonito podiam por exemplo fazerem driver que funciona pra minha placa wireless, que não existe já a 6 anos.

[15] Comentário enviado por lcavalheiro em 17/03/2013 - 22:16h


[14] Comentário enviado por Rei Tenguh em 17/03/2013 - 21:50h:
(...) Ao invéz de botãozinho mais bonito podiam por exemplo fazerem driver que funciona pra minha placa wireless, que não existe já a 6 anos.


Tirou as palavras da minha boca, meu caro!

[16] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:50h


[1] Comentário enviado por pael em 15/03/2013 - 13:27h:

Eu vejo KISS como algo simples e que funciona, como o menu de som do Gnome 3.X, que com o pulseaudio versão >=2, finalmente me possibilitou a colocar meu notebook na tv e poder assistir a um filme com som! Antes eu passava vergonha tentando configurar o alsa( eu tenho apenas uma saída de áudio hdmi, mas ele insiste em dizer que tenho 4 ¬¬ ), me irritava fazendo várias gambiarras pra coisas simples funcionarem, e hoje não mais :P
Em suma, vejo KISS num sentido mais de usuário do que de programador, afinal, do que adianta milhões de linhas de código ou poucas linhas se a bagaça não é simples na hora de usar? :P


Legal! Obrigado pelo comentário =)

[17] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:51h


[2] Comentário enviado por Fellype em 15/03/2013 - 15:16h:

"... porque de fato, no final das contas, a prioridade que todos querem, é que o sistema/software funcione e que seja possível se aprofundar em seu funcionamento, caso se deseje, mas que isso não seja requisito para usar o sistema!"
Acho que este tipo de abordagem é a mais adequada, podendo ser aplicada a praticamente todos os casos.

Só pra "trolar" um pouco: *algumas* coisas são mais fáceis e rápidas quando feitas em linha de comando. Ex.:
$ mkdir -p pasta/dentro/de/outra/pasta
:-)


Verdade! heheheh!

Abraço!

[18] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:51h


[3] Comentário enviado por pmartelotta em 15/03/2013 - 16:04h:

Bom texto!


Valeu!

[19] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:52h


[4] Comentário enviado por dzm_linux em 15/03/2013 - 17:05h:

Bom texto!

Seria legal uma votação : KISS ou HUG

Abraços


Olá! hehehe essa ideia poderia gerar muitas brigas =P

[20] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:53h


[5] Comentário enviado por madrugada em 15/03/2013 - 19:59h:

Mais uma vez você detonou ao explicar assuntos polêmicos da comunidade.
Eu sou slacker e defensor do KISS, mas também sou usuário do KDE, que como foi descrito, não é nada KISS.


Valeu, amigo!

Abraço!

[21] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:53h


[6] Comentário enviado por M4rQu1Nh0S em 15/03/2013 - 22:15h:

Simples, ou puro. acho que "puro" seria uma definição mais haver com a filosofia KISS pois "simples" pode gerar mais significados diferentes e que fogem da filosofia KISS que usando a definição "puro".

Muito bom o seu artigo e na minha opinião a filosofia KISS tem mais haver com desempenho e baixo requisito de CPU e RAM!

e só tenho a discordar sobre a extensão dos "Dinos", pois se a questão for o desempenho que muitos procuram essa ideia para mim não teve tanto haver.

10+

abraços!


Boa reflexão! Gostei!

Abraço!

[22] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:55h


[7] Comentário enviado por albfneto em 16/03/2013 - 17:51h:

Eu gosto das duas coisas, gosto de usar comandos e também as interfaces. O que acontece é que se você tiver máquina, os recursos gráficos são tantos e tão bonitos, que é pena não usar. Kwin, Compiz, animações, E17 são tão bonitos.
Por exemplo, copiar um arquivo com comando é bem tranquilo e rápido, mas se você for copiar, por exemplo 600 fotos e for olhar as fotos,selecioná-las etc... um gerenciador de arquivos é mais prático.

Também acho que HUG serve para aprender. Não para o usuário comum,mas para o avançado, ele usar a interface, implica que precisa mantê-la funcionando, o que é mais complicado até que um sistema KISS.isto o avançado, de vez em quando tem que consertar o KDE, e isso pode ser mais complicado que usar um Linux KISS sem nenhuma interface gráfica.

Resumindo, acho que o usuário comum pode usar o HUG e não usa o KISS,mas o usuário fuçador e com conhecimento, o Dinossauro, usa o KISS, consegue usar usa o HUG e consegue consertar e manter os dois., quando precisa.


Verdade! Ainda não tinha visto dessa forma!

Valeu!

[23] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:56h


[8] Comentário enviado por bakunin em 17/03/2013 - 10:41h:

QUOTE Mas a mentalidade está a mudar e a hostilidade já não é tão grande. QUOTE

Eu que o diga. Escrevi um artigo "Porque o Linux é difícil" e fui apedrejado.
Mais além: Coisa que não funciona não é nem KISS nem HUG, é mal feita mesmo.
O Sr autor é fera do Linux , profissional e obviamente prefere o KISS e está apalpando para entender porque a maioria prefere o
HUG, afinal o Ubuntu e o MINT são imbatíveis na popularidade , apersar do maldito Unity.

A ordem de preferência vem da ordem de importância: Os doutores da academia acham que eu devo entender o que tem dentro de um programa
ultra sofisticado que resolve equações com seno e cosseno hiperbólicos. Eu simplesmente respondo: Se eu tiver que entender tudo que uso não faço nenhum projeto de engenharia.
Se o padeiro precisar programar a planilha CALC ele morre de fome.

È pra isso que existem os profissionais de informática, para facilitar as coisas e não para chamar os outros usuários de BURRO.
Quando o bamba de informática vai ao médico o médico não fica ensinando medicia ao paciente e nem chama ele de PODRÃO.


Verdade, alguns chamam o usuário comum de burro... mas muitas vezes não é burrice e sim falta de conhecimento especializado (que não tem obrigação de ter)!

Abraço!

[24] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:57h


[9] Comentário enviado por bakunin em 17/03/2013 - 10:48h:

Informação
KISS ficou famoso após uma entrevista de Henry FORD, antes que Einstein entrasse na escola.
O significado dado por Henry Ford era diferente. O simples era simples para quem faz e não necessariamente para quem usa.
Os carros da época eram todos iguais e tinham que ser simples para serem fabricados numa linha de montagem, invenção de
Henry Ford. Com isso ele conseguir reduzir o preço de venda dos carros d US$950.00 para algo como US$450.00. e aumentar a produção em escala astronômica para a época.
Hoje é praxe dos Gurus de gerenciamento esculachar com Henry Ford, mas na época dele , Henry Ford foi o maior gênio do gerenciamento.


Gostei dessa informação! Valeu!

[25] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:58h


[10] Comentário enviado por nowhereman em 17/03/2013 - 12:02h:

"A perfeição não é alcançada quando já não há mais nada para adicionar, mas quando já não há mais nada que se possa retirar."

Antoine de Saint-Exupéry

Bem próximo da filosofia KISS, mas a dita perfeição contrasta completamente com usabilidade|facilidade, onde para cada "frufru" trocentas coisas devem ser instaladas.

Embora dito, sabemos que hoje é difícil viver de computadores sem interface gráfica (navegar na internet, ler arquivos textos, ver imagens e vídeos e etc), mas para as coisas realmente importante PARA o sistema, nada melhor que a velha CLI.


Yes!

=)

[26] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 06:59h


[11] Comentário enviado por lcavalheiro em 17/03/2013 - 14:07h:

Excelente artigo, Xerxes! O tema é polêmico e tal, e é claro que vai suscitar muitas opiniões - mesmo porque o tema é exatamente esse, questão de gosto e opinião.
De minha parte, eu penso que quanto mais camadas de software são adicionadas ao sistema, mais pesado ele se torna e maiores probabilidades de se apresentar um bug aparecerão. Simplicidade é elegância, como o Duque de Chou escreveu em um dos seus comentários ao I Ching.

"Para quê criar uma GUI de configuração de rede se editar um arquivo de texto funciona?"
Rapaz, se a frase não é minha eu a assumo com toda a alegria!


Valeu, amigo!

Olhe, eu acho que li algo parecido com essa frase em algum artigo seu, viu? hehehe
Foi parte da inspiração para fazer o artigo!

Abraço!

[27] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 07:00h


[12] Comentário enviado por wopgan em 17/03/2013 - 19:29h:

Perfeito seu artigo, a distinção abordada entre KISS e HUG, linha de comando e GUI, foi perfeita, seu artigo esta dos mais legais que eu já vi sobre mentalidade e separação de usuários ... fui usuário HUG por muito tempo, tanto q muitas das minha dicas no site são sobre ubuntu, hoje sou KISS, não por achar q estou mais experiente e sim por sede de aprender já que em uma distribuição KISS você é obrigado a ter um pouco mais de esforço em tudo o q vai fazer, mais nein sempre é só ralação, uso o Arch a um ano e pouquinho e já consigo aplicar muito do conceito HUG na distribuição, já q minha esposa resolveu pular fora da janela e vir para o mundo livre! Mais mesmo assim show de bola sua publicação, contenteza irei utilizar em uma palestra que vou fazer na empresa onde trabalho pra explicar melhor o que é o linux!! Um forte abraço pra vc mano!


Uhull! Que legal!!!

Torço para que dê tudo certo na sua palestra!

Abraço!

[28] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 07:01h


[13] Comentário enviado por slacker em 17/03/2013 - 21:35h:

Ótimo artigo Xerxes. É...eu sou o amigo citado. Eu sempre defendi o Slackware com unhas e dentes, mas com o passar do tempo deixei de ser usuário avançado para ser usuário final, eu até reinstalei o Slack no meu laptop i3 um dia desses mas confesso que me decepcionei. O sistema travava e as teclas de funçao do laptop não funcionavam e quando fui procurar suporte fiquei sendo empurrado do canal #slackware para o #kde com cada um dizendo que o problema era com o outro. Enfim, voltei para o Ubuntu e tudo voltou a funcionar out of the box, sem post intalls, sem post setups, etc e com o Steam funcionando de primeira sem a necessidade de se passar horas procurando pelas libs faltantes no Slack. Mesmo depois desses problemas, eu não deixei de gostar do Slack, ele simplesmente não atende mais às minhas necessidades e o Ubuntu as atende sem esforço; e com a máquina que tenho hoje em dia, a performance realmente é irrelevante.

Hoje em dia eu agradeço ao Slack por tudo o que ele me ensinou sobre linux e agradeço ao Ubuntu por toda a facilidade que ele me provém. ;)

--cris


Muito obrigado mesmo!

Sem sua ajuda eu não teria me desenvolvido muito no mundo GNU/Linux!


[29] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 07:07h


[14] Comentário enviado por Rei Tenguh em 17/03/2013 - 21:50h:

Não concordo nem de longe em colocar o Slack como "principal representante da filosofia KISS"; sim, sem dúvidas segue a tal filosofia, mas nem de longe é tão "faça você mesmo" quanto o Gentoo ou o Arch.

E sou da opinião pessoal de que a coisa toda se resume ao seguinte: sacrificar estabilidade e segurança em prol de automatização é furada. Não precisa ser um Arch (um Slack tá bão, se quiser ^^) mas já existem sistemas que fazem esses sacrifícios, não precisam que sistemas Linux decaiam pra fazerem igual.

Ao invéz de botãozinho mais bonito podiam por exemplo fazerem driver que funciona pra minha placa wireless, que não existe já a 6 anos.


Ok... já eu acho que Slackware é mais KISS que gentoo e funtoo. Mesmo sabendo que gentoo, arch e funtoo dão mais trabalho para montar o sistema.

Também seria melhor um driver, do que um botão, acontece que a equipe que trabalha no driver é outra diferente da equipe que faz o botão, hehehe. Então o fato de nçao ter o driver não é culpa da equipe que faz o botão.

Abraço!

[30] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 07:09h


[15] Comentário enviado por lcavalheiro em 17/03/2013 - 22:16h:


[14] Comentário enviado por Rei Tenguh em 17/03/2013 - 21:50h:
(...) Ao invéz de botãozinho mais bonito podiam por exemplo fazerem driver que funciona pra minha placa wireless, que não existe já a 6 anos.

Tirou as palavras da minha boca, meu caro!


Realmente seria melhor o driver que o botão, porque funcionar é a prioridade!

Mas normalmente quem desenvolve o botão é uma equipe diferente da que deveria desenvolver o driver. Então não é responsabilidade da equipe que cria o botão, criar o driver. Linux tem dessas coisas fragmentadas... cada projeto foca numa coisa. Enquanto a equipe que deveria desenvolver o driver nçao cria o driver, não adianta ter botão mesmo.

Abraço!

[31] Comentário enviado por nicolo em 18/03/2013 - 08:17h

O Slack repete a história do KISS de Henry Ford. Ficou simples muito barato e obsoleto na forma, na apresentação e em algum grau em conteúdo também.
A idéia do pacote pronto self-contained com as dependências satisfeitas está esbarrando no gigantismo da arvore de depéndências, a medida que essa árvore cresce e os galhos se multiplicam.
Era um santo graal quando o Linux tinha menos de 10.000 pacotes. Hoje o Debian tem 28.000 pacotes e o ubuntu se aproxima de 40.000 mil.
A consequência óbvia é que a simplicidade se mantem maravilhosa dentro de um escopo base e despenca a medida que se caminha para as pontas da copa da árvore, onde é evidente a dificuldade de gerenciar os galhos e as flores das pontas.
A cada ano ele desce na escala de popularidade, mas o pessoal o transformou em Totem da tribo e não enxerga as brumas que se adensam a sua volta.

O archlinux e o gentoo são propostas diferentes do slack. A idéia de roller distro do archlinux é uma promessa de paraíso, manter updated indefinidamente sem formatar nada. Com o advento das bandas largas a promessa fica menos distante, mas o futuro ainda é incerto.
Esqueceram-se do CRUX, uma distro didática a la escandinávia para ensinar os fundamentos, mas está longe de uma distro para ser usada por todos. Há mais de 20 usuários como eu e menos conhecedores para cada expert. Nós somos maioria O MINT e O UBUNTU provam que nós decidimos (óbvio, na vida real quem sabe menos é que decide KKKKK).

[32] Comentário enviado por jwolff em 18/03/2013 - 09:00h

Muito bom o Artigo.

Gostaria de ressaltar:
O resultado Final para um usuário KISS é muito melhor,fato,pois ele aprende na "unha" e consequentemente adquire experiência.
O que não impede um usuário HUG de chegar ao mesmo Lugar por um caminho diferente,pois o HUG não é "forçado" a aprender na "unha".

Eu não USO só distros KISS pois não tenho tempo para me dedicar a uma,mas este não é o principal motivo de não ser um adepto.

O principal motivo para Desmotivar a mim e outros usuários:
Grande parte da comunidade de distros KISS são egoístas e arrogantes.

[33] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 09:07h


[31] Comentário enviado por bakunin em 18/03/2013 - 08:17h:

O Slack repete a história do KISS de Henry Ford. Ficou simples muito barato e obsoleto na forma, na apresentação e em algum grau em conteúdo também.
A idéia do pacote pronto self-contained com as dependências satisfeitas está esbarrando no gigantismo da arvore de depéndências, a medida que essa árvore cresce e os galhos se multiplicam.
Era um santo graal quando o Linux tinha menos de 10.000 pacotes. Hoje o Debian tem 28.000 pacotes e o ubuntu se aproxima de 40.000 mil.
A consequência óbvia é que a simplicidade se mantem maravilhosa dentro de um escopo base e despenca a medida que se caminha para as pontas da copa da árvore, onde é evidente a dificuldade de gerenciar os galhos e as flores das pontas.
A cada ano ele desce na escala de popularidade, mas o pessoal o transformou em Totem da tribo e não enxerga as brumas que se adensam a sua volta.

O archlinux e o gentoo são propostas diferentes do slack. A idéia de roller distro do archlinux é uma promessa de paraíso, manter updated indefinidamente sem formatar nada. Com o advento das bandas largas a promessa fica menos distante, mas o futuro ainda é incerto.
Esqueceram-se do CRUX, uma distro didática a la escandinávia para ensinar os fundamentos, mas está longe de uma distro para ser usada por todos. Há mais de 20 usuários como eu e menos conhecedores para cada expert. Nós somos maioria O MINT e O UBUNTU provam que nós decidimos (óbvio, na vida real quem sabe menos é que decide KKKKK).


Faz sentido!

Slackware já foi bem mais popular... porque antigamente, creio eu, o Slackware era como se fosse um Ubuntu ou Linux Mint em relação as distros de hoje. Ou seja, antes usar Linux era tão difícil, que Slackware era uma das mais fáceis.

Veja, Slackware surgiu como uma modificação do SLS Linux, que era bem popular (a mais popular do mundo!) É como se o Slackware fosse o Linux Mint, que é baseado no Ubuntu. Só que naquela época! Agora, nos dias de hoje, surgiram outras distros... e slackware ficou meio com jeito de antigão... mas na verdade, no princípio, eu acho que slackware era uma distro considerada fácil. Afinal, naquela época (sei lá, no início dos anos 90), as distribuições eram praticamente só o kernel! Aí veio o SLS Linux, que tinha (vejam só!!!) Ambiente gráfico! Depois, Patrick fez uma gambiarra no SLS e daí foi surgindo o Slackware.

kkkKKKKkkk

Só falei por especulação... não sei se foi assim que aconteceu. Mas se não me falhe a memória, foi por aí oque eu já li.

Abraço!

[34] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 09:15h


[32] Comentário enviado por jwolff em 18/03/2013 - 09:00h:

Muito bom o Artigo.

Gostaria de ressaltar:
O resultado Final para um usuário KISS é muito melhor,fato,pois ele aprende na "unha" e consequentemente adquire experiência.
O que não impede um usuário HUG de chegar ao mesmo Lugar por um caminho diferente,pois o HUG não é "forçado" a aprender na "unha".

Eu não só distros KISS pois não tenho tempo para me dedicar a uma,mas este não é o principal motivo de não ser um adepto.

O principal motivo para Desmotivar a mim e outros usuários:
Grande parte da comunidade de distros KISS são egoístas e arrogantes.


Sim, sim! Para quem quer aprender sobre o sistema, o caminho KISS é o melhor. Eu acho isso também.

[35] Comentário enviado por lcavalheiro em 18/03/2013 - 11:17h

Falei que o artigo ia ser polêmico...

Cara, eu uso o Slack desde o 3.0 (o vício começou em 1996, eu acho). Na época ele era muito mais simples do que as outras "distros" (com exceção do Debian, que já existia na época). Tinha uma, que eu não lembro o nome, que exigia que você ressoldasse vários fios na placa-mãe, e tinha outra que exigiaa troca de um CI da placa-mãe por outro! Na época, o KISS era uma necessidade, já que o cara se sentia o nerd do pedaço se seu computador tivesse 16MB de RAM e 1GB de HD! O WindowMaker (que hoje se chama Window Maker) era considerado pesado nesses dias... Nessa época eu lembro que o apt-get conseguia travar o Debian dependendo da quantidade de atualizações!
Com o tempo as máquinas melhoraram muito. Camadas adicionais de software se tornaram possíveis, pois o peso extra no processamento não seria incapacitante para a máquina. Ao mesmo tempo, mais pessoas passaram a usar computadores nos seus dia-a-dia, e nem todas eram técnicas em informática ou tinham o espírito slacker (um self-made man digital, por assim dizer). O KISS simplesmente se tornou inviável, já que houve a necessidade de um nivelamento por baixo. Eu não me lembro o ano, mas quando o RedHat surgiu ele foi uma revolução literal, pois ele conseguiu implementar de maneira viável o conceito de "instalação à Redmond" (next > next > ... > next < install) no GNU / Linux.
Claro, o KISS é ótimo se você tem o saco do tamanho do caixa dois do PT e gosta de informática. Você aprende a deixar o sistema redondinho, do seu jeito, e aprende a realizar vários malabarismos mentais (mesmo fora do conjunto universo de TI - foi com o Slack que eu implementei em minha vida como um todo o princípio "na dúvida, POG resolve"). Claro, nem todo mundo tem saco pra ficar um mês ou mais configurando os pentelhos de um computador, mas aí é questão de saco. Digo que o KISS não é eficiente no ambiente corporativo porque os usuários padrão, por assim dizer, mal sabem formatar um texto no Word. A diretora de uma escola que eu dou aula me pediu pra configurar o wireless do computador dela - na verdade, conectar ao wireless, coisa que ela não sabia fazer!
Eu prefiro o KISS. Com ele o computador faz o que eu quero, quando eu quero e se eu quero (desinstalar o kernel com o sistema rodando, eu não me canso desse exemplo). Mas tenho que reconhecer que não funciona pro usuário padrão, e aí entra o HUG. Camadas de processamento e bugs adicionais são o preço para que a inclusão digital ocorra. Se isso é bom ou não, não entro nesse mérito.

E jwolff, o pessoal das distros KISS não é arrogante ou egoísta. Qualquer um teria essa mesma auto-confiança que um slacker de dez anos de carreira tem se fosse obrigado a memorizar a mesma quantidade de coisa que ele memorizou, e portanto pode fazer tipo o que eu faço, que passo umas 10h por dia em sistemas Windows e oriento o pessoal aqui no VOL de cabeça. Aliás, aquele artigo meu sobre o pós-instalação do Slackware foi escrito de cabeça em meia hora durante uma insônia que já passava de uma semana em um computador Windows sem acesso à internet (estava na casa de uma amiga que têm Net Virtua e por alguma razão tinha caído no dia). Se isso é arrogância ou egoísmo, sou arrogante e egoísta com orgulho! Mesmo porque humildade e sorrisos não pagam minhas contas...

PS.: e antes que perguntem, sim, eu tinha uns dez anos nessa época, sim, joguei muita bolinha de gude e rodei muito pião (nunca aprendi a soltar pipa), sim, roubei muita manga no quintal dos vizinhos, e de noite eu brincava com computadores. Talvez por isso que eu hoje em dia não seja nada normal rsrsrs

[36] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 11:43h

para mim, arrogância depende da pessoa em si e não é algo que se restringe aos usuários que preferem KISS ou não.

Mas deve ser mais difícil ser um arrogante HUG, porque ele sabe que o usuário KISS faz o que ele faz e ainda faz mais coisas ainda, brincando.

mas como eu creio, depende muito da pessoa.

por exemplo, o lcavalheiro, ele fala em seus artigos com autoridade de quem entende e que quer compartilhar, e é até engraçado, mas ao mesmo tempo não quer mimar o leitor.. quer que o leitor, pelo próprio bem dele, saiba se ajudar. Não creio que seja arrogância, mas mesmo se fosse, seria um direito dele.

Assim, o que posso fazer? Apenas discordar ou concordar, (não com a pessoa, mas com alguns pontos) e sempre respeitando as diferenças. Por isso, pra mim, seja HUG ou KISS, arrogante ou humilde, capitalista ou comunista... apenas tendo conviver com as diferenças.

aff já me perdi no assunto kkkk




[37] Comentário enviado por lcavalheiro em 18/03/2013 - 11:46h


[36] Comentário enviado por xerxeslins em 18/03/2013 - 11:43h:

para mim, arrogância depende da pessoa em si e não é algo que se restringe aos usuários que preferem KISS ou não.

Mas deve ser mais difícil ser um arrogante HUG, porque ele sabe que o usuário KISS faz o que ele faz e ainda faz mais coisas ainda, brincando.

mas como eu creio, depende muito da pessoa.

por exemplo, o lcavalheiro, ele fala em seus artigos com autoridade de quem entende e que quer compartilhar, e é até engraçado, mas ao mesmo tempo não quer mimar o leitor.. quer que o leitor, pelo próprio bem dele, saiba se ajudar. Não creio que seja arrogância, mas mesmo se fosse, seria um direito dele.

Assim, o que posso fazer? Apenas discordar ou concordar, (não com a pessoa, mas com alguns pontos) e sempre respeitando as diferenças. Por isso, pra mim, seja HUG ou KISS, arrogante ou humilde, capitalista ou comunista... apenas tendo conviver com as diferenças.

aff já me perdi no assunto kkkk





Tomei muita porrada do GNU / Linux desde os meus primeiros dias nele. Se eu puder ajudar, por mim é a boa. Mas ajudar não significa pensar pelo fulano - isso não é ajudar, é atrapalhar mais ainda ;-)

[38] Comentário enviado por nicolo em 18/03/2013 - 12:54h

De onde vem essa certeza que o KISS é melhor que o HUG? Mellhor pra quem? ÓÒHH Pá!
Quem disse que os usuários HUG querem ficar iguais aos KISS? (Deus nos livre disso!)

Tenho coisa melhor pra enfiar na cabeça que decorar command line.
Eu não quero aprender, quero só apertar botão do mouse.

Eu dirijo automóvel e nunca tive a idéia estapafúrdia de ficar igual ao Ferdinand Porsche, o cara que criou o porsche e o fusca, entre outros carros.

Quem quer aprender mais do que precisa? Pra que ?

Pra quem quer só usar , o HUG é MUUUIIITO MELHOR, mais fácil, traz resultados muito mais rápidos, não perde tempo, não esquenta a cabeça, e sobra mais tempo para outras coisas mais interressantes.

Taí o UBUNTU e o MINT que provam minha teoria: Nóis é maioria absoluta e esmagadora.
Não se esqueçam disso ou vão perder dinheiro.





[39] Comentário enviado por jwolff em 18/03/2013 - 13:10h


[35] Comentário enviado por lcavalheiro em 18/03/2013 - 11:17h:

Falei que o artigo ia ser polêmico...

Cara, eu uso o Slack desde o 3.0 (o vício começou em 1996, eu acho). Na época ele era muito mais simples do que as outras "distros" (com exceção do Debian, que já existia na época). Tinha uma, que eu não lembro o nome, que exigia que você ressoldasse vários fios na placa-mãe, e tinha outra que exigiaa troca de um CI da placa-mãe por outro! Na época, o KISS era uma necessidade, já que o cara se sentia o nerd do pedaço se seu computador tivesse 16MB de RAM e 1GB de HD! O WindowMaker (que hoje se chama Window Maker) era considerado pesado nesses dias... Nessa época eu lembro que o apt-get conseguia travar o Debian dependendo da quantidade de atualizações!
Com o tempo as máquinas melhoraram muito. Camadas adicionais de software se tornaram possíveis, pois o peso extra no processamento não seria incapacitante para a máquina. Ao mesmo tempo, mais pessoas passaram a usar computadores nos seus dia-a-dia, e nem todas eram técnicas em informática ou tinham o espírito slacker (um self-made man digital, por assim dizer). O KISS simplesmente se tornou inviável, já que houve a necessidade de um nivelamento por baixo. Eu não me lembro o ano, mas quando o RedHat surgiu ele foi uma revolução literal, pois ele conseguiu implementar de maneira viável o conceito de "instalação à Redmond" (next > next > ... > next < install) no GNU / Linux.
Claro, o KISS é ótimo se você tem o saco do tamanho do caixa dois do PT e gosta de informática. Você aprende a deixar o sistema redondinho, do seu jeito, e aprende a realizar vários malabarismos mentais (mesmo fora do conjunto universo de TI - foi com o Slack que eu implementei em minha vida como um todo o princípio "na dúvida, POG resolve"). Claro, nem todo mundo tem saco pra ficar um mês ou mais configurando os pentelhos de um computador, mas aí é questão de saco. Digo que o KISS não é eficiente no ambiente corporativo porque os usuários padrão, por assim dizer, mal sabem formatar um texto no Word. A diretora de uma escola que eu dou aula me pediu pra configurar o wireless do computador dela - na verdade, conectar ao wireless, coisa que ela não sabia fazer!
Eu prefiro o KISS. Com ele o computador faz o que eu quero, quando eu quero e se eu quero (desinstalar o kernel com o sistema rodando, eu não me canso desse exemplo). Mas tenho que reconhecer que não funciona pro usuário padrão, e aí entra o HUG. Camadas de processamento e bugs adicionais são o preço para que a inclusão digital ocorra. Se isso é bom ou não, não entro nesse mérito.

E jwolff, o pessoal das distros KISS não é arrogante ou egoísta. Qualquer um teria essa mesma auto-confiança que um slacker de dez anos de carreira tem se fosse obrigado a memorizar a mesma quantidade de coisa que ele memorizou, e portanto pode fazer tipo o que eu faço, que passo umas 10h por dia em sistemas Windows e oriento o pessoal aqui no VOL de cabeça. Aliás, aquele artigo meu sobre o pós-instalação do Slackware foi escrito de cabeça em meia hora durante uma insônia que já passava de uma semana em um computador Windows sem acesso à internet (estava na casa de uma amiga que têm Net Virtua e por alguma razão tinha caído no dia). Se isso é arrogância ou egoísmo, sou arrogante e egoísta com orgulho! Mesmo porque humildade e sorrisos não pagam minhas contas...

PS.: e antes que perguntem, sim, eu tinha uns dez anos nessa época, sim, joguei muita bolinha de gude e rodei muito pião (nunca aprendi a soltar pipa), sim, roubei muita manga no quintal dos vizinhos, e de noite eu brincava com computadores. Talvez por isso que eu hoje em dia não seja nada normal rsrsrs


Eu respeito você cara,inclusive já elogiei você,já respondi perguntas suas e você minhas. Desculpe se você interpretou desta forma,eu não me referia a você. Mas é triste o fato que mencionei,e na minha opinião é uma grande verdade. Não comigo,mas eu vejo com os outros.
Pessoas que podiam ajudar usuários iniciantes que defendem com unhas e dentes distros KISS despediçam seu tempo criticando e "zoando" outras distros HUG ao invés de ajudar. Linux está no mercado e pelo fato de ser Open Source nos torna uma comunidade,comunidades se ajudam e não prejudicam uns aos outros.

[40] Comentário enviado por M4rQu1Nh0S em 18/03/2013 - 13:58h


[35] Comentário enviado por lcavalheiro em 18/03/2013 - 11:17h:

Falei que o artigo ia ser polêmico...

Cara, eu uso o Slack desde o 3.0 (o vício começou em 1996, eu acho). Na época ele era muito mais simples do que as outras "distros" (com exceção do Debian, que já existia na época). Tinha uma, que eu não lembro o nome, que exigia que você ressoldasse vários fios na placa-mãe, e tinha outra que exigiaa troca de um CI da placa-mãe por outro! Na época, o KISS era uma necessidade, já que o cara se sentia o nerd do pedaço se seu computador tivesse 16MB de RAM e 1GB de HD! O WindowMaker (que hoje se chama Window Maker) era considerado pesado nesses dias... Nessa época eu lembro que o apt-get conseguia travar o Debian dependendo da quantidade de atualizações!
Com o tempo as máquinas melhoraram muito. Camadas adicionais de software se tornaram possíveis, pois o peso extra no processamento não seria incapacitante para a máquina. Ao mesmo tempo, mais pessoas passaram a usar computadores nos seus dia-a-dia, e nem todas eram técnicas em informática ou tinham o espírito slacker (um self-made man digital, por assim dizer). O KISS simplesmente se tornou inviável, já que houve a necessidade de um nivelamento por baixo. Eu não me lembro o ano, mas quando o RedHat surgiu ele foi uma revolução literal, pois ele conseguiu implementar de maneira viável o conceito de "instalação à Redmond" (next > next > ... > next < install) no GNU / Linux.
Claro, o KISS é ótimo se você tem o saco do tamanho do caixa dois do PT e gosta de informática. Você aprende a deixar o sistema redondinho, do seu jeito, e aprende a realizar vários malabarismos mentais (mesmo fora do conjunto universo de TI - foi com o Slack que eu implementei em minha vida como um todo o princípio "na dúvida, POG resolve"). Claro, nem todo mundo tem saco pra ficar um mês ou mais configurando os pentelhos de um computador, mas aí é questão de saco. Digo que o KISS não é eficiente no ambiente corporativo porque os usuários padrão, por assim dizer, mal sabem formatar um texto no Word. A diretora de uma escola que eu dou aula me pediu pra configurar o wireless do computador dela - na verdade, conectar ao wireless, coisa que ela não sabia fazer!
Eu prefiro o KISS. Com ele o computador faz o que eu quero, quando eu quero e se eu quero (desinstalar o kernel com o sistema rodando, eu não me canso desse exemplo). Mas tenho que reconhecer que não funciona pro usuário padrão, e aí entra o HUG. Camadas de processamento e bugs adicionais são o preço para que a inclusão digital ocorra. Se isso é bom ou não, não entro nesse mérito.

E jwolff, o pessoal das distros KISS não é arrogante ou egoísta. Qualquer um teria essa mesma auto-confiança que um slacker de dez anos de carreira tem se fosse obrigado a memorizar a mesma quantidade de coisa que ele memorizou, e portanto pode fazer tipo o que eu faço, que passo umas 10h por dia em sistemas Windows e oriento o pessoal aqui no VOL de cabeça. Aliás, aquele artigo meu sobre o pós-instalação do Slackware foi escrito de cabeça em meia hora durante uma insônia que já passava de uma semana em um computador Windows sem acesso à internet (estava na casa de uma amiga que têm Net Virtua e por alguma razão tinha caído no dia). Se isso é arrogância ou egoísmo, sou arrogante e egoísta com orgulho! Mesmo porque humildade e sorrisos não pagam minhas contas...

PS.: e antes que perguntem, sim, eu tinha uns dez anos nessa época, sim, joguei muita bolinha de gude e rodei muito pião (nunca aprendi a soltar pipa), sim, roubei muita manga no quintal dos vizinhos, e de noite eu brincava com computadores. Talvez por isso que eu hoje em dia não seja nada normal rsrsrs


1+, palavras certas em momentos certo :D.

e me desculpem por mencionar o sistema do bill, mas o Windows é totalmento HUG (HUG por interface), pois ele é "interface total" e já vejo semelhança em algumas palavras nos artigos KISS, pois uma interface esconde as coisas de seu conteúdo tornando o sistema sujeito a bugs.

Nesta minha conclusão sobre o Windows, ele é um sistema muito sujeito a bugs e erros pois esta interface total dele esconde o seu conteúdo deixando inacessível aos codigo fonte para tentar resolver o erro por si mesmo, tornando ele muito sujeito a bugs e isto fica obvio nas opiniões daqueles que abandonaram o Windows.

bom, estas são minhas palavras e nem sei se isso fez muito sentido rsrsrs

[41] Comentário enviado por lcavalheiro em 18/03/2013 - 16:35h


[39] Comentário enviado por jwolff em 18/03/2013 - 13:10h:
(...)
Eu respeito você cara,inclusive já elogiei você,já respondi perguntas suas e você minhas. Desculpe se você interpretou desta forma,eu não me referia a você. Mas é triste o fato que mencionei,e na minha opinião é uma grande verdade. Não comigo,mas eu vejo com os outros.
Pessoas que podiam ajudar usuários iniciantes que defendem com unhas e dentes distros KISS despediçam seu tempo criticando e "zoando" outras distros HUG ao invés de ajudar. Linux está no mercado e pelo fato de ser Open Source nos torna uma comunidade,comunidades se ajudam e não prejudicam uns aos outros.


Me desculpe se eu entendi desta forma, amigo. A gente que é kisser é meio escaldado por esse tipo de comentário, por conta do estereótipo. Me desculpe mesmo, não foi a intenção.
Se bem que eu nunca esbarrei um kisser que não tenha me orientado sobre como me resolver (nunca espere uma resposta completa de um kisser, e felizmente essa é a verdade).

[42] Comentário enviado por removido em 19/03/2013 - 13:31h

Como diziam os Gregos: "A virtude está no meio." Ótimo artigo.

[43] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 13:32h


[42] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 13:31h:

Como diziam os Gregos: "A virtude está no meio."


Na verdade, quem disse isso foi Renée Descartes ;-) Os gregos diziam "a virtude está no equilíbrio"

[44] Comentário enviado por removido em 19/03/2013 - 13:47h


[43] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 13:32h:


[42] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 13:31h:

Como diziam os Gregos: "A virtude está no meio."

Na verdade, quem disse isso foi Renée Descartes ;-) Os gregos diziam "a virtude está no equilíbrio"


Para Aristóteles: a virtude está no meio-termo. E o vício é a falta ou o excesso.
Quanto a Descartes, não sei se ele disse isso ou não (ainda estou na filosofia antiga). Mas se disse, Aristóteles já tinha dito antes.

[45] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 13:51h


[44] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 13:47h:


[43] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 13:32h:


[42] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 13:31h:

Como diziam os Gregos: "A virtude está no meio."

Na verdade, quem disse isso foi Renée Descartes ;-) Os gregos diziam "a virtude está no equilíbrio"

Para Aristóteles: a virtude está no meio-termo. E o vício é a falta ou o excesso.
Quanto a Descartes, não sei se ele disse isso ou não (ainda estou na filosofia antiga). Mas se disse, Aristóteles já tinha dito antes.


Segundo a Ethica Nicomachea (mais conhecida como Ética a Nicômaco), Aristóteles equipara o meio-termo ao equilíbrio, não à posição meã (que ele considera um excesso, por incrível que pareça). Nos Segundos Analíticos (eu acho, em todo caso é em algum lugar do Órganon), ele explica que qualquer posicionamento que tenha compromisso de posição (seja uma ponta, outra ponta ou o meio entre as pontas) será diferente do posicionamento equilibrado, que receberá "doses" de cada uma das extremidades.

[46] Comentário enviado por removido em 19/03/2013 - 14:04h


[45] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 13:51h:


[44] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 13:47h:


[43] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 13:32h:


[42] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 13:31h:

Como diziam os Gregos: "A virtude está no meio."

Na verdade, quem disse isso foi Renée Descartes ;-) Os gregos diziam "a virtude está no equilíbrio"

Para Aristóteles: a virtude está no meio-termo. E o vício é a falta ou o excesso.
Quanto a Descartes, não sei se ele disse isso ou não (ainda estou na filosofia antiga). Mas se disse, Aristóteles já tinha dito antes.

Segundo a Ethica Nicomachea (mais conhecida como Ética a Nicômaco), Aristóteles equipara o meio-termo ao equilíbrio, não à posição meã (que ele considera um excesso, por incrível que pareça). Nos Segundos Analíticos (eu acho, em todo caso é em algum lugar do Órganon), ele explica que qualquer posicionamento que tenha compromisso de posição (seja uma ponta, outra ponta ou o meio entre as pontas) será diferente do posicionamento equilibrado, que receberá "doses" de cada uma das extremidades.


Concordo, o meio realmente é diferente do equilíbrio. O equilíbrio no caso seria a imparcialidade, e a posição meio seria uma junção dos lados opostos, formando assim uma outra posição.

[47] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 14:07h


[46] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 14:04h:
(...)Concordo, o meio realmente é diferente do equilíbrio. O equilíbrio no caso seria a imparcialidade, e a posição meio seria uma junção dos lados opostos, formando assim uma outra posição.


E assim acaba uma micro-aula grátis de Filosofia ;-)

[48] Comentário enviado por removido em 19/03/2013 - 14:11h


[47] Comentário enviado por lcavalheiro em 19/03/2013 - 14:07h:


[46] Comentário enviado por Lucas Meneses em 19/03/2013 - 14:04h:
(...)Concordo, o meio realmente é diferente do equilíbrio. O equilíbrio no caso seria a imparcialidade, e a posição meio seria uma junção dos lados opostos, formando assim uma outra posição.

E assim acaba uma micro-aula grátis de Filosofia ;-)


KKKKKKKKK
Valeu!!!

[49] Comentário enviado por andreuebe em 19/03/2013 - 22:40h

Parabéns! Cosneguiu reunir simplicidade e facilidade!

[50] Comentário enviado por sacioz em 21/03/2013 - 18:25h

O homem Excel é uma maravilha ...consegue fazer defuntos escreverem...

Continue assim, vlw !!

[51] Comentário enviado por Teixeira em 21/03/2013 - 19:22h

Gostei do muito texto.
Apenas gostaria de comentar que algo é "simples" ou mesmo "ironicamente genial" dependendo essencialmente do ponto de vista.
Muitos usuários acham o Windows "simples" mesmo quando ele descamba para o lado irônico do "hug".
A mesma coisa acontece com o Corel Draw e tantos outros aplicativos.
Muitas vezes se abandona a forma mais fácil de usar e se complicam as coisas desnecessariamente.
Então, "manter simples" para quem? Para o desenvolvedor ou para o usuário?
Inserir dígitos de controle a esmo é "simples" para o programador, mas é "um verdadeiro inferno" para quem digita.
Seria isso "manter simples"? Seria isso "tornar usável"?

Acontece a mesma coisa com os conceitos de FOB ("free on board", onde uma mercadoria é entregue gratuitamente ao embarcador, e as despesas de frete daí em diante passam a correr por conta do comprador) e CIF ("cost, insurance and freight", onde o preço final das mercadorias inclui o custo, o seguro e o frete). Há momentos em que esses conceitos se fundem, porque a cláusula CIF exige que seja determinado "CIF onde?". Isso porque se eu no Rio de Janeiro vender uma mercadoria "FOB São Paulo" significa que o último trecho - o carreto - ficará por conta do comprador, ainda que eu pague todas as demais despesas até a mercadoria chegar em São Paulo - mas não necessariamente na porta do comprador.
E se eu vender "CIF Rio de Janeiro" significa que eu simplesmente vou carregar as mercadorias ate a transportadora, e que quase da mesma forma o comprador será responsável.
Pelo certo, imagina-se que uma transação dessas deveria ser FOB Rio de Janeiro ou CIF São Paulo, mas nem sempre é assim.
Em transações domésticas isso não faz muita diferença, mas em comércio internacional tudo tem de ser muuuuito explicadinho, nos míiinimos detalhes.

Permita-me fazer uma menção, que sei que muitos não gostam:
Jesus o Cristo deixou para nós apenas 2 mandamentos, em substituição àqueles 10 do velho testamento.
Os 10 mandamentos diziam com exatidão "faça isso, não faça aquilo", e os 2 novos mandamentos exigem de nós um verdadeiro "jogo de cintura" para que possamos enfrentar as adversidades do dia a dia.
Ou seja, "2" é menos que "10".
Mas é mais fácil seguir "uma receita de bolo", "um manual", do que ter de apelar para o bom senso a todo instante e fazermos nossas próprias ferramentas de aferição todos os dias de nossa vida.
Então o que é "mais simples"? Seguir a "10" ou a "2" mandamentos?
Considerem isso não como um texto de natureza religiosa, mas um exercício de raciocínio baseado estritamente no assunto de que estamos tratando.

[52] Comentário enviado por xerxeslins em 21/03/2013 - 19:55h


[50] Comentário enviado por sacioz em 21/03/2013 - 18:25h:

O homem Excel é uma maravilha ...consegue fazer defuntos escreverem...

Continue assim, vlw !!


Uhull, valeu!

[53] Comentário enviado por xerxeslins em 21/03/2013 - 19:57h


[51] Comentário enviado por Teixeira em 21/03/2013 - 19:22h:

Gostei do muito texto.
Apenas gostaria de comentar que algo é "simples" ou mesmo "ironicamente genial" dependendo essencialmente do ponto de vista.
Muitos usuários acham o Windows "simples" mesmo quando ele descamba para o lado irônico do "hug".
A mesma coisa acontece com o Corel Draw e tantos outros aplicativos.
Muitas vezes se abandona a forma mais fácil de usar e se complicam as coisas desnecessariamente.
Então, "manter simples" para quem? Para o desenvolvedor ou para o usuário?
Inserir dígitos de controle a esmo é "simples" para o programador, mas é "um verdadeiro inferno" para quem digita.
Seria isso "manter simples"? Seria isso "tornar usável"?

Acontece a mesma coisa com os conceitos de FOB ("free on board", onde uma mercadoria é entregue gratuitamente ao embarcador, e as despesas de frete daí em diante passam a correr por conta do comprador) e CIF ("cost, insurance and freight", onde o preço final das mercadorias inclui o custo, o seguro e o frete). Há momentos em que esses conceitos se fundem, porque a cláusula CIF exige que seja determinado "CIF onde?". Isso porque se eu no Rio de Janeiro vender uma mercadoria "FOB São Paulo" significa que o último trecho - o carreto - ficará por conta do comprador, ainda que eu pague todas as demais despesas até a mercadoria chegar em São Paulo - mas não necessariamente na porta do comprador.
E se eu vender "CIF Rio de Janeiro" significa que eu simplesmente vou carregar as mercadorias ate a transportadora, e que quase da mesma forma o comprador será responsável.
Pelo certo, imagina-se que uma transação dessas deveria ser FOB Rio de Janeiro ou CIF São Paulo, mas nem sempre é assim.
Em transações domésticas isso não faz muita diferença, mas em comércio internacional tudo tem de ser muuuuito explicadinho, nos míiinimos detalhes.

Permita-me fazer uma menção, que sei que muitos não gostam:
Jesus o Cristo deixou para nós apenas 2 mandamentos, em substituição àqueles 10 do velho testamento.
Os 10 mandamentos diziam com exatidão "faça isso, não faça aquilo", e os 2 novos mandamentos exigem de nós um verdadeiro "jogo de cintura" para que possamos enfrentar as adversidades do dia a dia.
Ou seja, "2" é menos que "10".
Mas é mais fácil seguir "uma receita de bolo", "um manual", do que ter de apelar para o bom senso a todo instante e fazermos nossas próprias ferramentas de aferição todos os dias de nossa vida.
Então o que é "mais simples"? Seguir a "10" ou a "2" mandamentos?
Considerem isso não como um texto de natureza religiosa, mas um exercício de raciocínio baseado estritamente no assunto de que estamos tratando.


Gostei, é algo a se pensar mesmo... 2 mandamentos pode parece mais simples que 10, mas ao mesmo tempo exige mais ponderação e reflexão.

[54] Comentário enviado por removido em 04/03/2017 - 15:44h


Coloquei o artigo nos favoritos.

:)


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