Hierarquia do Sistema de Arquivos GNU/Linux

Tomando a liberdade de explicar este assunto, veremos neste artigo, que a hierarquia de diretórios do GNU/Linux é muito
interessante, em minha opinião. Fazendo com que tenhamos mais segurança e organização ao mesmo tempo, dentro de
um Sistema Operacional.

[ Hits: 23.473 ]

Por: elvis em 11/04/2012


Explanação inicial



Tomando a liberdade de explicar este assunto, veremos neste artigo, a hierarquia de diretórios do GNU/Linux, que é muito interessante, na minha opinião. Fazendo com que tenhamos mais segurança e organização ao mesmo tempo, dentro de um Sistema Operacional.

Também é um dos pontos chaves da robustez deste fantástico Sistema Operacional. Vou tentar passar as informações técnicas da forma mais didática possível.

E estou aberto a comentários construtivos sobre mim e o tema que estou abordando. Levando em consideração, que este tema é voltado para iniciantes, que não conhecem a hierarquia de diretórios do GNU/Linux. E que é de suma importância, para a compreensão deste sistema.

Temas deste artigo, veremos:
  1. O que é um sistema de arquivos;
  2. Inodes;
  3. Hierarquia de diretórios;
  4. Detalhamento inicial dos diretórios que compõem o sistema de arquivos.

1- O que é um Sistema de Arquivos?

As pessoas, em geral, sempre tivemos a necessidade de guardar informações: documentos, fotos, vídeos, músicas e etc.

E este hábito é cada vez mais frequente, pois a tecnologia está cada vez mais acessível às pessoas. E para organizar esta infinidade de arquivos, os principais sistemas operacionais criaram o sistema de arquivos.

Que é um conjunto de diretórios e subdiretórios, que tem a função de organizar e armazenar tudo o que é salvo no computador, e o GNU/Linux se destaca neste quesito. Pois possui um sistema de arquivos, ou hierarquia, bem organizada; onde além da organização dos arquivos, este sistema provê segurança ao mesmo tempo.

É que é um dos pontos fortes da robustez deste grande sistema.

2- Inodes?

Quando guardamos uma informação no computador (ou arquivo, como queira chamar), o mesmo é armazenado no HD do micro, certo ou errado?

Certo. Porém, as coisas levadas mais afundo, é que no GNU/Linux, os arquivos são gravados num pequeno bloco ou pedaço do disco, onde o mesmo é denominado 'Inode'.

Cada arquivo precisa de pelo menos um Inode. Este camarada serve como GPS, que utilizamos para localizar determinado local e nos guiar até lá.

Falando tecnicamente, eles armazenam informações sobre o arquivo que está no nosso disco rígido, tais como: informações de segurança, permissões, data de criação e modificação dos arquivos e etc.

Funcionando como um guia, mostrando para o GNU/Linux cada pedaço da informação no disco rígido, por isso, fiz essa comparação, pois os Inodes mostram ao GNU/Linux onde está localizado o arquivo, e o GPS mostra o caminho para o motorista.

Tenha em mente o seguinte, quando formatamos um HD para usar o sistema de arquivos do GNU/Linux, é reservada uma quantidade finita de Inode. Que pode ser no início ou no final do disco, que é diretamente proporcional à quantidade de arquivos que este disco poderá armazenar, levando em consideração o tamanho dele: 80GB, 500GB, e por ai vai.

É bom lembrar que cada arquivo, precisa de pelo menos um Inode.

3- Hierarquia de diretórios:

Bom, agora vou apresentar a hierarquia de diretórios do GNU/Linux, não vai ser uma explicação bem a fundo, na minha opinião, não é necessário um detalhamento completo dos diretórios para os iniciantes, mas sabermos as partes principais e como vamos usar no nosso dia a dia, da nossa profissão.

O GNU/Linux usa uma hierarquia de diretórios, um pouco mais complicada comparado ao Windows. Esta hierarquia é como se fosse uma árvore, só que invertida, ou de cabeça para baixo.

No alto da árvore, ou topo dela, temos o diretório raiz, ou também chamado de root, que é representado com a ( / - barra). Bom, à medida que vermos os diretórios, teremos uma breve descrição sobre o mesmo, como já foi dito.

4- Detalhamento inicial dos diretórios que compõem o sistema de arquivos:

- Diretório rais ( / Barra):

/ : É o diretório raiz do sistema. Ele hospeda, ou acomoda, todos os outros diretórios. Como se fosse o coração de mãe, sempre cabe mais um.

Veja toda a hierarquia que está listada na imagem abaixo, e tem mais algumas coisas além do que é proposto neste artigo:

- Diretório ( /bin):

/bin: Aqui temos todos os executáveis, comandos e programas que são utilizados para o funcionamento do sistema. Tive que cortar e resumir nesta imagem. Então, caso você tenha digitado o comando, e apareceu mais executáveis que esta imagem, é normal.
- Diretório ( /boot):

/boot: Bom, como todo o sistema tem um kernel, é neste diretório que é armazenado a imagem do kernel. Veja que uso o Debian 6 na versão estável, com o kernel 2.6.32-5-amd64.
- Diretório (/dev):

/dev: Nós responsáveis pela TI, usamos muita vezes gravadora, pendrive, cartão de memória e outros, para formatar instalar e gravar arquivos.

Estes dispositivos têm um diretório exclusivo no GNU/Linux. Para a montagem e desmontagens dos dispositivos citados, nesta imagem tive que cortar o máximo que pude, porém, se em seu terminal aparecer mais do que na imagem mostrada, é normal.
- Diretório (/etc):

/etc: Arquivos de configuração do sistema, único para cada serviço no sistema, é aqui que fazemos as configurações nos Servidores, programas e no sistema como um todo.

Veja que tem o CUPSs (Servidor de Impressão), APT (onde fica o arquivo dos repositórios) e outros.
- Diretório (/home):

/home: Nem sempre está presente nas distribuições, porém, é nele que fica, geralmente, o diretório do usuário, ou dos usuários, caso tenha mais que um cadastrado.

Quando adicionamos um usuário, é padrão do sistema, adicionar o seu diretório correspondente no diretório "/home".

- Diretório (/lib):

/lib: Onde ficam as bibliotecas. Fazendo uma comparação com o Windows, estas bibliotecas são como os arquivos de DLL do sistema da Microsoft. Mais uma vez tive de cortar a imagem.
- Diretório (/mnt):

/mnt: Este é muito utilizado como ponto de montagem para os dispositivos, gravadora, pendrives, e outros. Veja que não tenho nenhum dispositivo montado neste diretório.
    Próxima página

Páginas do artigo
   1. Explanação inicial
   2. Continuação
Outros artigos deste autor

Concatenação, conexão e recursividade de comandos no GNU/Linux

Filtros de Texto no Linux

Shell do GNU/Linux

Leitura recomendada

Software Livre - Melhor você ir se acostumando

Adicionando um atalho na área de trabalho a um compartilhamento de rede no Ubuntu

Três distros inspiradas no Mac OS

O papel do GNU/Linux na atualidade

Montando um Debian Etch - Para técnicos

  
Comentários
[1] Comentário enviado por ezequiel.ezb em 11/04/2012 - 12:00h

Muito bom o artigo, resumiu bem o assunto, de uma forma fácil de entender...

[2] Comentário enviado por izaias em 11/04/2012 - 14:18h

Rapaz, muito bom seu artigo!.

Aprendi muito com ele.

Abração!

[3] Comentário enviado por phrich em 11/04/2012 - 14:56h

Bom artigo parabéns!

[4] Comentário enviado por alan.redes em 12/04/2012 - 09:30h

Parabéns pelo artigo! Simples e bem direto!

[5] Comentário enviado por henriquejp em 14/04/2012 - 15:09h

boa elvis

[6] Comentário enviado por albfneto em 16/04/2012 - 16:23h

Muito bom artigo. Artigos com Teoria básica e clássica, sempre são interessantes.

[7] Comentário enviado por ricardoolonca em 18/04/2012 - 09:59h

Uma correção: /usr é usado para programas binários.


Contribuir com comentário




Patrocínio

Site hospedado pelo provedor RedeHost.
Linux banner
Linux banner
Linux banner

Destaques

Artigos

Dicas

Tópicos

Top 10 do mês

Scripts