Guia para iniciantes no Linux

Este artigo pretende ser um guia para iniciantes no Linux, apresentando tópicos que são úteis e de interesse para esses usuários.

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Por: - em 12/12/2018


Gerenciadores de pacotes



Quando um usuário que sempre utilizou o Windows como sistema operacional migra para alguma distribuição Linux, uma das dúvidas mais recorrentes é como é feita a instalação dos programas. Ao pesquisar sobre, esse usuário tem seu primeiro contato com os gerenciadores de pacotes, que são os programas disponíveis nas distribuições responsáveis, dentre outras tarefas, pela instalação, remoção e atualização dos mais diferentes serviços e aplicações.

O conceito de pacote pode parecer confuso à primeira vista, mas para fins de assimilação, basta imaginar uma caixa. A caixa é um objeto que permite o armazenamento de vários itens dentro dela. Um pacote no Linux é como se fosse uma caixa, onde dentro dela haverá informações como o modo de instalação da aplicação ou serviço, as dependências, a versão, a descrição do pacote, a arquitetura do sistema para o qual foi designada dentre outras coisas.

Um programa, como um editor de texto ou um navegador, pode ser considerado um pacote, assim como uma biblioteca e um módulo do kernel, e gerenciador de pacote, como o próprio nome sugere, é a ferramenta pensada para manusear os pacotes do sistema, como por exemplo, instalá-los, removê-los e atualizá-los.

Cada gerenciador de pacotes irá apresentar um repositório, que é o local onde estão armazenados os pacotes para download. Novamente para fins de assimilação, esses repositórios são como se fossem depósitos contendo os pacotes, que são as caixas. Quando se quer obter a caixa referente a uma calculadora, por exemplo, o gerenciador de pacotes irá buscar esse pacote no seu depósito, o qual é o repositório.

Cada distribuição irá apresentar um gerenciador diferente, podendo ser escolhido devido a fatores como a filosofia do sistema ou a preferências dos desenvolvedores. Abaixo, uma lista com o nome dos gerenciadores de pacotes de algumas distribuições mais um link para um breve tutorial sobre seu uso.

Debian/Linux Mint/Ubuntu: APT (Guia rápido de uso do APT [Dica])

Fedora: DNF (DNF - saiba mais sobre o novo gerenciador de pacotes do Fedora | Linux Descomplicado)

openSUSE: Zypper (Usando e abusando do Zypper [Artigo])

Arch Linux/Manjaro: Pacman (Conhecendo e usando o gerenciador de pacotes pacman [Artigo])

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Particionamento
   3. Gerenciadores de pacotes
   4. Estrutura de diretórios
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Comentários
[1] Comentário enviado por removido em 12/12/2018 - 13:13h

Ótimo guia, apenas discordo na escolha do Fedora e openSUSE com distros adequadas a usuários novatos.

[2] Comentário enviado por xerxeslins em 12/12/2018 - 15:31h

Muito didático.

Vou favoritar.

Só senti falta de uma conclusão do tipo: "Essas são as informações básicas sobre Linux. Espero que tenha gostado."

Ou algo assim. Mas isso é besteira.

--
"There are lots of Linux users who don't care how the kernel works, but only want to use it. That is a tribute to how good Linux is." - Linus Torvalds

[3] Comentário enviado por izaias em 13/12/2018 - 08:29h

Linguagem simples e direta. Gostei. Linux tem muito assunto e não precisa enrolar.

Na lista de distros para iniciantes, a única realmente user-frendly é o Linux Mint.
Manjaro, Fedora e openSUSE requer um pouco mais de prática, mas não a nível de usuário médio, não precisa tanto para lidar com estas distros. openSUSE, por exemplo, tem um instalador um pouco confuso para iniciantes. Manjaro e Fedora são bem evoluídos e tranquilos para instalar.

** Concluindo, o que pode ser fácil de entender para mim, pode não ser para outros e vice-versa. :)

[4] Comentário enviado por hrcerq em 13/12/2018 - 22:09h

Muito bom. Um dos poucos artigos sobre o assunto dedicados a iniciantes cuja leitura eu recomendaria a um iniciante. A maioria dos artigos do tipo comete um dos dois erros (às vezes ambos):

1. Falar só sobre trivialidades e omitir tópicos importantes;
2. Usar uma linguagem difícil ou até mesmo imprecisa.

Algumas pessoas confundem iniciante com gente que não quer aprender e outras confundem iniciante com gente que já deveria saber. No primeiro caso, omitem coisas importantes (no intuito de facilitar), mas acabam tornando-o superficial demais. No segundo caso, não estruturam as ideias de uma forma acessível para alguém que está começando, o que acaba desanimando mesmo.

Artigos para iniciantes devem abordar os tópicos fundamentais de uma maneira didática e acho que seu artigo segue bem nessa linha. Bem escrito, com bons exemplos e analogias, sem deixar de falar sobre o kernel, conceito de software livre, conceito de distribuições, ambientes gráficos, partições, pacotes, sistema de arquivos, estrutura padrão de diretórios, enfim. Acho que seria legal falar um pouco mais do UNIX, mas enfim, está muito bom assim.

Sobre as recomendações de distros eu discordo em parte. Isso não é totalmente subjetivo, porque é importante saber o objetivo do iniciante. Alguns precisam para trabalho, outros apenas para aprendizado, outros apenas estão curiosos, enfim... cada um vai ter critérios diferentes, e isso vai ajudar a direcionar melhor a distro. Agora, eu evitaria o máximo recomendar distros que usam systemd como PID 1.

Não é pedantismo, isso realmente é um problema (veja isso https://nosystemd.org/ e isso http://without-systemd.org/wiki/index.php/Arguments_against_systemd ). Algumas distros que não o usam são Devuan, Void, Slackware, Gentoo, Funtoo, Alpine e Artix. Mas também não vou ser radical de dizer que não recomendaria outras se percebesse que se encaixariam melhor no perfil da pessoa. A cabeça humana é algo muito complexo e diversificado e nem sempre é guiada pela lógica.

---

Atenciosamente,
Hugo Cerqueira

Devuan - https://devuan.org/

[5] Comentário enviado por pinduvoz em 16/12/2018 - 00:34h


Manjaro não é uma distro para quem não conhece Linux. Eu tenho um bocado de experiência e meu Manjaro quebrou e não consegui fazer com que ele subisse novamente.

Muito melhor para iniciantes é o Ubuntu, ou o Xubuntu se for para usar numa máquina fraca. Até o Debian é mais fácil de usar e mais estável do que o Manjaro.

Até entendo a preferência pelo Linux Mint, que é mesmo muito bom. Mas o Linux Mint é um *buntu também, sendo injusto esquecer do "pai" dele (Ubuntu, Xubuntu, Kubuntu e Lubuntu), ou do pai de ambos (Debian).


[6] Comentário enviado por pinduvoz em 16/12/2018 - 00:38h

Em tempo: estou usando Ubuntu e Debian, apenas. Cheguei à conclusão, após anos usando Linux, que distros baseadas no Debian são as melhores distros em todos os aspectos. E para novatos, o Linux Mint é mesmo a melhor opção.

[7] Comentário enviado por xerxeslins em 16/12/2018 - 03:01h


[6] Comentário enviado por pinduvoz em 16/12/2018 - 00:38h

Em tempo: estou usando Ubuntu e Debian, apenas. Cheguei à conclusão, após anos usando Linux, que distros baseadas no Debian são as melhores distros em todos os aspectos. E para novatos, o Linux Mint é mesmo a melhor opção.


Tenho essa mesma impressão hoje, pinduvoz.


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