Guia para iniciantes no Linux

Este artigo pretende ser um guia para iniciantes no Linux, apresentando tópicos que são úteis e de interesse para esses usuários.

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Por: - em 12/12/2018


Particionamento



Vamos supor que alguém esteja ofertando-o um novo imóvel e você deseja visualizá-lo. Ao adentrar na residência, você nota que não existem banheiros, quartos nem cozinha, apenas quatro paredes e um piso, formando uma sala nesse imóvel, e mais nenhum outro espaço. Provavelmente você não compraria o imóvel, não é? Mas e se fosse possível contratar uma equipe para adicionar paredes dentro dessa sala e fazer os outros cômodos? Aumentaria e muito a chance de você comprar o imóvel, certamente.

Um disco rígido de um computador, seja ele HDD (Hard Disk Drive) ou SSD (Solid State Drive), pode ser dividido em "cômodos", os quais são chamados de partições. Por padrão, ele vem "vazio", "seco", mas ao possibilitar a existência de partições, garante ao usuário que o espaço seja dividido e melhor aproveitado. Um usuário pode particionar o disco da forma como ele achar mais conveniente, exemplo: criando uma partição para distribuição Linux A, outra para distribuição Linux B, outra para o Windows, uma para área de transferência (swap), uma para ter seus dados pessoais e, por fim, uma para boot. Ou pode, inclusive, ter somente uma partição, para instalação de um único sistema operacional.

Cada partição terá seu sistema de arquivo e ponto de montagem, que definem do que se trata a partição.
  • O sistema de arquivo pode ser NTFS, FAT32, ext2/3/4, Btrfs, XFS dentre muitos outros. Os dois primeiros são destinados para uso em Windows, sendo o primeiro bem mais recente e desenvolvido que o segundo, ext2/3/4 são os sistemas de arquivos mais utilizados em Linux e estáveis, sendo a versão 2 sem journaling (recuperação de arquivos ao desligar repentinamente a máquina), a 3 com, e a 4 a versão 3 mais desenvolvida, o Btrfs um sistema copy-and-write focado em velocidade e o último caracterizado pelo uso empresarial, lidando melhor com arquivos grandes em comparação com pequenos.
  • O ponto de montagem é o diretório onde o sistema montará a partição. /boot é para partição de boot, que geralmente possuem até 500 MB, lembrando que podem ocupar menos espaço, /home para os arquivos pessoais do usuário, e / é para o sistema Linux em si.
  • Swap é área de transferência, serve como memória RAM adicional caso o sistema precise. Se seu sistema possuir menos de 4 GB, use 4 GB. Se possuir de 4 GB para cima, 2 GB atende às necessidades.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Particionamento
   3. Gerenciadores de pacotes
   4. Estrutura de diretórios
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Comentários
[1] Comentário enviado por removido em 12/12/2018 - 13:13h

Ótimo guia, apenas discordo na escolha do Fedora e openSUSE com distros adequadas a usuários novatos.

[2] Comentário enviado por xerxeslins em 12/12/2018 - 15:31h

Muito didático.

Vou favoritar.

Só senti falta de uma conclusão do tipo: "Essas são as informações básicas sobre Linux. Espero que tenha gostado."

Ou algo assim. Mas isso é besteira.

--
"There are lots of Linux users who don't care how the kernel works, but only want to use it. That is a tribute to how good Linux is." - Linus Torvalds

[3] Comentário enviado por izaias em 13/12/2018 - 08:29h

Linguagem simples e direta. Gostei. Linux tem muito assunto e não precisa enrolar.

Na lista de distros para iniciantes, a única realmente user-frendly é o Linux Mint.
Manjaro, Fedora e openSUSE requer um pouco mais de prática, mas não a nível de usuário médio, não precisa tanto para lidar com estas distros. openSUSE, por exemplo, tem um instalador um pouco confuso para iniciantes. Manjaro e Fedora são bem evoluídos e tranquilos para instalar.

** Concluindo, o que pode ser fácil de entender para mim, pode não ser para outros e vice-versa. :)

[4] Comentário enviado por hrcerq em 13/12/2018 - 22:09h

Muito bom. Um dos poucos artigos sobre o assunto dedicados a iniciantes cuja leitura eu recomendaria a um iniciante. A maioria dos artigos do tipo comete um dos dois erros (às vezes ambos):

1. Falar só sobre trivialidades e omitir tópicos importantes;
2. Usar uma linguagem difícil ou até mesmo imprecisa.

Algumas pessoas confundem iniciante com gente que não quer aprender e outras confundem iniciante com gente que já deveria saber. No primeiro caso, omitem coisas importantes (no intuito de facilitar), mas acabam tornando-o superficial demais. No segundo caso, não estruturam as ideias de uma forma acessível para alguém que está começando, o que acaba desanimando mesmo.

Artigos para iniciantes devem abordar os tópicos fundamentais de uma maneira didática e acho que seu artigo segue bem nessa linha. Bem escrito, com bons exemplos e analogias, sem deixar de falar sobre o kernel, conceito de software livre, conceito de distribuições, ambientes gráficos, partições, pacotes, sistema de arquivos, estrutura padrão de diretórios, enfim. Acho que seria legal falar um pouco mais do UNIX, mas enfim, está muito bom assim.

Sobre as recomendações de distros eu discordo em parte. Isso não é totalmente subjetivo, porque é importante saber o objetivo do iniciante. Alguns precisam para trabalho, outros apenas para aprendizado, outros apenas estão curiosos, enfim... cada um vai ter critérios diferentes, e isso vai ajudar a direcionar melhor a distro. Agora, eu evitaria o máximo recomendar distros que usam systemd como PID 1.

Não é pedantismo, isso realmente é um problema (veja isso https://nosystemd.org/ e isso http://without-systemd.org/wiki/index.php/Arguments_against_systemd ). Algumas distros que não o usam são Devuan, Void, Slackware, Gentoo, Funtoo, Alpine e Artix. Mas também não vou ser radical de dizer que não recomendaria outras se percebesse que se encaixariam melhor no perfil da pessoa. A cabeça humana é algo muito complexo e diversificado e nem sempre é guiada pela lógica.

---

Atenciosamente,
Hugo Cerqueira

Devuan - https://devuan.org/

[5] Comentário enviado por pinduvoz em 16/12/2018 - 00:34h


Manjaro não é uma distro para quem não conhece Linux. Eu tenho um bocado de experiência e meu Manjaro quebrou e não consegui fazer com que ele subisse novamente.

Muito melhor para iniciantes é o Ubuntu, ou o Xubuntu se for para usar numa máquina fraca. Até o Debian é mais fácil de usar e mais estável do que o Manjaro.

Até entendo a preferência pelo Linux Mint, que é mesmo muito bom. Mas o Linux Mint é um *buntu também, sendo injusto esquecer do "pai" dele (Ubuntu, Xubuntu, Kubuntu e Lubuntu), ou do pai de ambos (Debian).


[6] Comentário enviado por pinduvoz em 16/12/2018 - 00:38h

Em tempo: estou usando Ubuntu e Debian, apenas. Cheguei à conclusão, após anos usando Linux, que distros baseadas no Debian são as melhores distros em todos os aspectos. E para novatos, o Linux Mint é mesmo a melhor opção.

[7] Comentário enviado por xerxeslins em 16/12/2018 - 03:01h


[6] Comentário enviado por pinduvoz em 16/12/2018 - 00:38h

Em tempo: estou usando Ubuntu e Debian, apenas. Cheguei à conclusão, após anos usando Linux, que distros baseadas no Debian são as melhores distros em todos os aspectos. E para novatos, o Linux Mint é mesmo a melhor opção.


Tenho essa mesma impressão hoje, pinduvoz.


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