GNU/Linux: Depois dele o mundo não é mais o mesmo!

O que você conhece da informática atual tem influências relacionadas à trajetória do desenvolvimento do Linux, veja alguns pontos determinantes e trace os caminhos que você quer percorrer para seu futuro.

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Por: Jefferson Estanislau da Silva em 08/05/2009


Introdução



Para quem esta conhecendo o Linux hoje, com toda desenvoltura e reconhecimento de suas habilidades atuais, não sabe o quão importante ele foi e está sendo no cenário mundial, no que diz respeito a sistemas operacionais, softwares e hardwares.

É certo que no caso de hardwares precisamos quebrar alguns paradigmas para que determinados fabricantes forneçam drives para o nosso uso, mas isso já está acontecendo e posso até citar como exemplo pessoal a Samsung, que me surpreendeu, pois recentemente na aquisição de 2 modelos de impressoras laser multifuncionais para uso em rede para o parque de impressão de minha empresa, vimos que elas eram totalmente compatíveis com o Linux.

Contudo, percebe-se que o mercado atual está favorável e a oferta está aumentando cada vez mais.
Linux: GNU/Linux: Depois dele o mundo não é mais o mesmo.

O Linux

Alguns não sabem e muitos se esquecem que o Linux não é um Sistema Operacional, ele na verdade é o kernel, isto é, é ele que faz a comunicação entre o hardware e o sistema operacional que administra ou comporta os softwares instalados em sua máquina para uso de seus usuários.

O Linux caiu como uma luva nas pretensões da Free Software Foundation (FSF), que desde 1985 buscava um kernel que fosse compatível com seus ideais de liberdade, o que veio a ser o casamento perfeito quando em 1991, no dia 5 de outubro, um certo finlandês chamado Linus Torvalds anunciou a liberação da primeira versão oficial do Linux, que teve seu processo de desenvolvimento iniciado em 1989 com o aprimoramento do kernel do Minix numa empreitada pessoal e que posteriormente foi relatado a um grupo de discussão do qual ele fazia parte, onde ele envia uma mensagem informando que estaria abrindo o código para que outros desenvolvedores ajudassem a melhorá-lo. Daí deu no que deu, e vocês já sabem o quão feliz se tornou essa união.

Leia mais em: História do GNU/Linux: 1965 assim tudo começou!

Uma revolução

A Internet só foi dar as caras no Brasil, isto é, a Internet como a conhecemos hoje, em 1995, antes disso a comunicação era limitada ao conhecimento de poucos nerds via BBS. Essa limitação de comunicação era responsável pelo grande buraco negro entre os fabricantes de softwares e o mercado dos poucos usuários de computadores. O que marcou uma era de muita mala-direta em papel "só para quem se registrasse via carta", o que fazia seus sistemas serem pouco conhecidos.

Somente as grandes empresas, devido ao seu poder financeiro para investir em marketing ou em suas habilidades de negociação, que foi o caso da Microsoft, junto aos fabricantes de hardware, eram capazes de atingir o público que começava a se manifestar na utilização dos computadores.

Nisso, um outro mercado começava a se formar, a Pirataria de Software, pois qualquer pessoa poderia adquirir uma licença e depois distribuí-la para uma cidade inteira e o fabricante nunca iria saber, porque praticamente não havia controle.

Pois bem, a partir de 1995 uma nova forma de divulgação de software passou a se difundir, era o surgimento dos "Demos", isto é, softwares em versão de demonstração.

Em 1997, com a internet um pouco mais estruturada, o Linux começou a ganhar espaço no mercado tupiniquim a partir das universidades e junto com ele um novo pensamento começou a se formar ao redor de uma palavra em inglês "Free".

A liberdade que o Linux propôs fez com que muitos desenvolvedores começassem a dedicar algumas horas para criar softwares e sistemas, isso semeou pequenos projetos que foram abraçados por mais e mais desenvolvedores e assim estes projetos se tornaram grandes, como é o caso do Apache e do Mozilla Firefox.

Isso idealizou muitas novas empresas e pequenos desenvolvedores a investir neste conceito de "Software Livre", e graças a isso e ao crescimento de linguagens que poderiam ser utilizadas em multiplataforma, a internet veio possibilitar a oferta de downloads conhecidos hoje como "Freeware", onde antes só existiam os Demos, Trials etc.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. A nova era
   3. O futuro
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Comentários
[1] Comentário enviado por adrianoturbo em 08/05/2009 - 10:17h

Ainda bem que não é o mesmo ,porque seria muito chato ficarmos presos apenas uma plataforma fechada .
Essa liberdade é fascinante e dar uma segurança e respaldo para o desenvolvimento de nossas criatividades.
Parabéns pelo artigo ,registros são bem vindos para os esquecidos e bem lembrados para os ativistas por software livre.

[2] Comentário enviado por renato.leite em 08/05/2009 - 10:28h

Muito bom o Artigo, realmente o linux gerou uma grande mudança no mundo... xD

[3] Comentário enviado por joaomc em 08/05/2009 - 12:05h

Era extremamente irritante ter que pagar por todo maldito pequeno utilitário, ou então procurar alternativas freeware que eram, na maioria dos casos, versões restritas do software pago. Quando eu desenvolvia em ASP (urgh), era preciso pagar por qualquer coisinha que fugia do trivial. Isso acabou gerando a mentalidade "se não é pago, é ruim", que dura até hoje na cabeça de muitos desenvolvedores. Isso mudou muito nos últimos anos, e graças ao movimento do software livre.

Aliás, depois que comecei a utilizar o Linux, percebi algo que não havia percebido antes: a cultura de certos desenvolvedores que morrem de medo de qualquer coisa que não tenha uma interface gráfica prontinha. Não que uma GUI seja ruim, pelo contrário, é importante. Porém, se você já ignora uma ferramenta só porque precisaria fazer uma coisinha ou outra em linha de comando, então você é um profissional medíocre. Veja como você está levando 2 horas para fazer algo que o colega ao lado, por se forçar a aprender linha de comando, consegue fazer em 5 minutos. Veja como você fica minutos clicando pra lá e pra cá para fazer um build do sistema enquanto o colega ao lado tem um script prontinho para isso. Veja como você se recusa a usar controle de versão (ou pior, usa SourceSafe), então sofre e se mata para simplesmente lembrar o que foi mudado há 6 meses atrás em uma solicitação específica, enquanto a empresa ao lado simplesmente verifica o log do SVN e têm informações precisas.

A mediocridade não poupa trabalho. Você precisa de mais trabalho ou mais dinheiro para realizar a mesma tarefa.

[4] Comentário enviado por yermandu em 09/05/2009 - 00:22h

Primeiramente Parabens pelo artigo Tanislau,

Lembro me antigamente em meados de 2000, windows 98 no Brasil era a febre, com um computador de ultima geraçao com 32 mb de RAM, puxa e isso era bastante, ganhei um digamos live cd do Corel Linux, que emoçao ver o linux rodar na minha maquina, com muita lida em varios tutos e imprimi o guia de instalacao do foca. Havia instalado minha primeira versao linux sem muito sofrimento. Foi legal. Por força de oficio abandonei o linux com o coraçao apertado, ate que ...
Os anos se passaram e quase uma decada depois, aqui estou, resolvi tomar uma 'postura'. Nao sou programador, nem modifiquei uma linha do kernel, mas, Enquanto muitos partiam para a pirataria, sim pois softwares caros, como Windows, MS Office, MS Project, Photoshop, Dreamweaver, AutoCAD, eram copiados em CDs massivamente.
Resolvi ser 'legal', temos o direito de copiar, temos o direito de distribuir, temos o direito de modificar, Sistema Operacional, Pacotes de Escritorio, Editores de Imagem, etc
Toda uma linha de pensamento filosofico baseado na liberdade sem \pilantrangem\ ou pirataria, Nasceu, o mundo esta mudado, sistemas de busca free, a Google, eh uma das maiores organizaçoes empresariais hoje.
E isso nao acontece somente no mundo virtual, na musica, muitos grupos musicais novos lançam cds totalmente Free Music, mas lembrando que copiamos e damos os creditos aos autores, indicando quem foi o pai da criança.
Nos livros ja encontrei livros impressos com GFDL! Incrivel! O que mais tera por vir ... TV? ... ?

Toda a liberdade de mudar o codigo de um sistema gerou uma nova visao, o linux pode nao ser a grande estrela do momento, mas ele cresce a uma velocidade muito grande, e traz consigo todo um comportamento nas pessoas, nao me espanta a decada seguinte ser marcada pelo avanço do Free World.

Viva o Linux, por que nos amamos a liberdade.

[5] Comentário enviado por bilufe em 09/05/2009 - 17:17h

Eu vivia procurando um programa para DJ que fosse funcional quando utilizava o Windows. Encontrava vários programas gratuitos, mas nenhum deles tinha as opções que eu queria, muitas vezes clicava-se em alguma opção e aparecia a mensagem que para usar aquela opção era necessário comprar outro software da mesma empresa!

Hoje que uso Linux, tenho o programa TerminatorX que é excelente! E o melhor: quando clico em alguma opção ela simplesmente funciona, ao contrário dos softwares para Windows.

[6] Comentário enviado por dastyler em 09/05/2009 - 22:02h

Excelente artigo e comentarios idem!!
A minha história com o pinguim começou há muito tempo, ainda nos tempos que fazia um curso de hardware e redes no SENAI e meu professor estava com uma revista que tinha uma distro do Linux, que agora nao lembro qual era.
Tempos depois eu abri um pequeno negocio com meu pai e vi em uma banca de jornal uma distribuição linux (Conectiva Linux 3 - Guarani). Apanhei igual a mulher de malandro para usar o sistema e larguei de mao um pouco, para testar mais tranquilamente em ksa. Depois usei varias distros e hoje a evolução do Linux permite exemplos como aqui em ksa leigos como meu irmão usem o sistema e na opinião do proprio ele acha muito melhor do que o Windows. Isso atualmente.
No trabalho sofri para fazer com que meus superiores aceitassem o Linux como plataforma segura de servidores. Comecei apontando as falhas em servidores que nao seguravam a demanda dos usuarios, que em primeiro caso, foi o ftp. Mesmo assim eles preferiram ficar com a estrutura antiga usando windows do que tentar uma solução melhor. Entao na época tinhamos um servidor Red Hat 9 rodando samba para compartilhamentos gerais para todos. Implantei o ftp neste mesmo servidor, interligando com acesso de ftp via senha na net em um segundo link da empresa, com autorização de um outro diretor da mesma. Com o tempo todos passaram a usar o ftp rodando no Linux, e acabamos abolindo o servidor de ftp do windows. Este sistema ficou em produção até pouco tempo, até que uma falha de hardware (que infelizmente era de baixa qualidade) forçou uma troca de equipamenteo e uma atualização de SO.
O resultado hoje é a adoção do Linux em 80% dos servidores da empresa. Uma migração para desktops e workstations é mais complexa, pois ainda existe uma certa resistencia a tecnologias open source, principalmente no tocante a SO's. Mas estou dando exemplos usando o Windows e Linux ao mesmo tempo na empresa e provando que é possível usar o Linux com rendimento melhor do que no windows, mas é uma coisa que demanda tempo e que precisa de um pouco mais de mudança na mentalidade do pessoal e do foco de desenvolvimento da empresa para adoção do Linux.

[]'s

[7] Comentário enviado por felipe73 em 10/05/2009 - 18:10h

Exelente artigo, tenho a mesma visão sobre o Linux. Linux é o futuro....

[8] Comentário enviado por riesdra em 10/05/2009 - 20:58h

Primeiramente meus Parabéns pelo artigo,
concordo com você que o gnu/linux evoluiu muito desde o seu lançamento, e que seu artigo como você mesmo disse que mesmo sendo de alguns meses atrás ele continua atual, hoje o linux já domina o mercado de servidores web, e caminha no mercado geral de servidores também, mas algo que não podemos negar é que no desktop isto é bem diferente, pois as pessoas são acomodadas e tem medo do novo e querendo ou não existe uma imagem negativa sobre linux ser para geek e hackers, e tem medo de conhecer um sistema novo, que hoje é tão amigável quanto ao windows, não vou dizer que não existe alguns probleminhas, mas que já pode ser usado como desktop por usuário comum.

[9] Comentário enviado por The fabio em 11/05/2009 - 23:19h

Parabéns pelo seu artigo.
Realmente o linux é um sistema excelente, que chegou a este nível graças ao desenvolvimento colaborativo, e concordo plenamente na parte que foi citado que se um desenvolvedor desistir, alguém do outro lado do mundo irá continuar seu trabalho com entusiasmo, o que por consequência aumenta a qualidade do software.
E falando sobre o futuro do linux, tudo me leva a pensar que ele certamente irá estar presente em muitas outras áreas além de apenas servidores, super computadores, equipamentos embarcados e algumas outras áreas específicas, já que é software de baixo custo e é desenvolvido de forma aberta, o que faz com que tenha menos bugs, ja que "dada a quantidade de olhos suficientes, todos os erros serão corrigidos".

[10] Comentário enviado por cabrulcs_ em 14/05/2009 - 22:56h

O que nos resta é continuar 'feedando' a comunidade, seja colaborando na programação das atualizações das distros, seja traduzindo para mais idiomas, ou até mesmo contribuindo financeiramente.

Belo artigo!!!

VOL!!!!

[11] Comentário enviado por airtonbjunior em 21/05/2009 - 21:10h

GNU/Linux!!!!!!!

[12] Comentário enviado por facb69 em 01/06/2009 - 10:49h

os artigos desse autor são realmente excelentes, já li quase todos.
além do alto conhecimento técnico tem opiniões bem claras e firmes sobre o assunto informática em geral.
concordo com tudo o é dito no artigo, 100%.
parabéns.

[]s
fábio

[13] Comentário enviado por guest19 em 03/06/2009 - 09:14h

essa é a revolução do mundo GNU , e viva o Linux


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