Biblioteca Linux - Mais além do desktop

Esse artigo contém uma boa parte dos comandos do Linux e suas opções, recomendado para usuários iniciantes no sistema, pode-se chamar de biblioteca de comandos.

[ Hits: 25.203 ]

Por: Andrei Piuco em 19/10/2007


Para que introdução? Vamos ao que interessa!



Comandos de inicialização:

Login: Cancela a sessão do usuário atual e inicia uma nova sessão. Exemplo:

$ login
Logout ou Ctrl + D: Finaliza a sessão do usuário atual. Exemplo:

$ logout

Comandos para desligar e reiniciar o computador (Só funcionam com o usuário root):

Desliga o computador:

# halt

Reinicia o computador:

# reboot

Comandos de ajuda - como o próprio título diz, servem para exibir ajuda sobre algum componente ou comando.

$ man
Consulta as páginas de um manual.

man (opções) comando

Opções:
  • -a : Exibe todas as paginas de um manual;
  • -h : Mostra uma mensagem de ajuda.

Exemplo:

$ man -a ls

Mostra todas as páginas do manual do comando ls, quando quiser sair do manual basta apertar a letra "Q".

info: Mostra as informações do comando.

info [opções] comando

Opções:
  • -h : Mostra uma mensagem de ajuda.

Exemplo:

$ info ls

LS

O comando ls exibe arquivos ou o conteúdo de um ou vários diretórios.

Sintaxe:

ls [opções] [arquivo]

Opções:
  • -a: Exibe arquivos ocultos;
  • -A: Não exibe os diretórios . e ..;
  • --author: Mostra o autor (criador) de cada arquivo;
  • -b: Exibe caracteres de escape octais no lugar dos caracteres que não podem ser vistos, como o espaço em branco;
  • --block-size=[tamanho]: Exibe o tamanho dos arquivos em múltiplos do número de bytes especificado nesse parâmetro;
  • -B: Não exibe arquivos de backup (terminados com ~);
  • -c: Lista os arquivos por ordem da data da última modificação;
  • -C: Exibe a listagem em colunas;
  • --color=[quando]: Controla quando as cores devem ser usadas para distinguir os tipos de arquivos. Os valores aceitos são:

    never: Não usa cores pra nenhum tipo de arquivo;
    always: Usar cores para todo tipo de arquivo;
    auto: Seleciona quais arquivos serão exibidos em cores.

  • -d: Exibe o diretório especificado, e não o seu conteúdo;
  • -f: Ativa os parâmetros -a e -U e desabilita os parâmetros -l, -s e -t;
  • -F: Acrescenta um caracter gráfico ao final de cada arquivo para identificar o seu tipo;
  • -G: Não exibe informações dos grupos a que os arquivos pertencem;
  • -h: Exibe os tamanhos dos arquivos em uma forma legível (2K, 21M, 1G);
  • --si: Semelhante ao -h, mas usa múltiplos de 1000 bytes ao invés de 1024;
  • -H: Exibe os arquivos para os quais os links simbólicos apontam, ao invés de listar só o link;
  • -i: Exibe o número de índice (I-node) dos arquivos;
  • -I: Não exibe entradas que contiverem o padrão informado;
  • -k: Equivalente a --block-size=1k;
  • -l: Listagem detalhada, com diversas informações sobre os arquivos;
  • -L: Quando listar links simbólicos, lista o local para onde o link aponta, e não o link propriamente dito;
  • -m: Lista os arquivos em linhas, separando cada item com uma vírgula;
  • -n: O mesmo que o parâmetro -l, mas mostra as UID's e GID's ao invés dos nomes dos grupos;
  • -o: O mesmo que o parâmetro -l, mas não exibe as informações sobre o grupo;
  • -p: Adiciona um caracter para identificar o tipo do arquivo. O mesmo que -F, mas não utiliza o caracter * (asterisco);
  • -Q: Exibe os nomes das entradas entre " (aspas duplas);
  • -r: Organiza a lista na ordem inversa;
  • -R: Lista recursivamente o conteúdo dos diretórios e subdiretórios do diretório atual;
  • -s: Exibe o tamanho de cada arquivo, em múltiplos de blocos (especificados com o parâmetro --block-size=[tamanho]);
  • -S: Organiza a lista de acordo com o tamanho do arquivo;
  • -t: Lista pela data de modificação;
  • -u: Organiza a listagem pela data do último acesso;
  • -U: Não organiza a listagem, exibindo os arquivos na seqüência em que estão gravadas no diretório;
  • -w: Ajusta o tamanho da tela para o número de colunas especificado;
  • -X: Organiza a listagem em ordem alfabética;
  • -1: Lista apenas um arquivo por linha;

Em [arquivo], devemos informar quais arquivos (arquivos, diretórios, dispositivos, links, etc.) devem ser listados. Se não for informado nada, será listado o conteúdo do diretório atual (.).

Pode-se também utilizar curingas para filtrar os arquivos que serão listados. Por exemplo, podemos usar ls *.sxw para listar somente os arquivos terminados em .sxw.

cd

O comando cd, sigla de change directory (selecionar diretório), serve para acessar um determinado diretório.

Sintaxe:

cd [diretório]

Lembrando a lista dos diretórios do sistema:
  • ..: Diretório acima do atual. Se você estiver no diretório /home/aluno/ e quiser acessar o diretório /home/, digite cd ... Se quiser acessar o diretório /home/davidson/, digite cd ../davidson/;
  • ~: Diretório pessoal do usuário atual, ou seja, /home/[usuário]/;
  • -: Diretório anterior. Se você estava no diretório /etc/ e mudou para o diretório /home/, digite cd - para voltar ao diretório /etc/.

Se for usado sem parâmetro, ou seja, apenas cd, você será redirecionado para o diretório pessoal do usuário atual.

mkdir

O comando mkdir, abreviatura de make directory (criar diretório), é usado para criar um novo diretório.

Sintaxe:

mkdir [opções] [novo diretório]

Opções:
  • -m: Especifica as permissões que do novo diretório terá;
  • -p: Cria todos os diretórios e subdiretórios necessários;
  • -v: Exibe uma mensagem para cada diretório criado.

Em [novo diretório] devemos colocar os diretórios que queremos criar. Não é necessário digitar o caminho completo, caso queiramos criar um diretório dentro do diretório atual. Podemos criar vários diretórios com um único comando, bastando separá-los com espaços. Se quiser que o nome do novo diretório tenha espaços em branco, escreva-o entre aspas duplas, dessa forma:

$ mkdir /home/davidson/"diretório com espaços em branco"

rmdir

Esse comando é utilizado para apagar um diretório vazio.

Sintaxe:

rmdir [opções] [diretório]

Opções:
  • -p: Remove os diretórios-pai do diretório selecionado, se possível. Assim, o comando rmdir -p a/b/c/ vai apagar o diretório a/b/c/, depois o diretório a/b/ e por fim o diretório a/, se possível;
  • -v: Mostra os detalhes da remoção dos diretórios.

Podem ser especificados mais de um diretório por vez. O rmdir só remove diretório vazios.

pwd

O pwd, sigla de print working directory (exibir diretório de trabalho), exibe o diretório atual. É equivalente a echo $PWD.

Uso:

$ pwd

cat

O comando cat concatena arquivos e imprime na saída padrão (exibe na tela). Em arquivos, usamos o cat para listar seu conteúdo na tela. Com o uso de direcionadores, podemos usá-lo para unir diferentes arquivos em um só, dentre outra funções.

Sintaxe:

cat [opções] [arquivo]

Opções:
  • -b: Numera as linhas, com exceção das linhas em branco;
  • -E: Mostra um "$"? (cifrão) para indicar fim de linha;
  • -n: Numera todas as linhas, incluindo as em branco;
  • -s: Não mostra mais do que uma linha em branco. Se houver duas ou mais linhas em branco consecutivas, elas são truncadas e apenas uma é mostrada;
  • -T: Substitui tabulações pelos caracteres "^I"?;
  • -v: Substitui os caracteres não imprimíveis por símbolos, exceto tabulações e final de linha.

Exemplos de uso:

$ cat [arquivo1 arquivo2 arquivo3 ... arquivoN] > [arquivo]

Isso pode ser usado em qualquer tipo de arquivo, inclusive arquivos binários. É prática comum utilizar isso para juntar arquivos de vídeo grandes, como filmes, que muitas vezes são divididos em várias partes.

Veja no exemplo abaixo, como unir as 2 partes do filme Matrix em um único arquivo:

$ cat the-matrix_part-1.mpeg the-matrix_part-2.mpeg > the-matrix.mpeg

Vale lembrar que tal procedimento não é corretamente executado com arquivos AVI.

tac

O tac faz o mesmo que o cat, mas exibe o arquivo pela ordem inversa, ou seja, começando pela última linha e terminando com a primeira.

Uso:

tac [arquivo]

touch

O comando touch é usado atualizar as informações sobre as datas de último acesso e última modificação de um arquivo.

Sintaxe:

touch [opções] [arquivo]

Se o arquivo não existir, ele é criado, por padrão. Isso faz o touch ser muito utilizado para criar arquivos vazios, através do comando touch [arquivo].

Opções:
  • -a: Modifica apenas a data do último acesso;
  • -c: Não cria arquivos, caso eles não existam;
  • -m: Modifica apenas a data de modificação;
  • -t: A data e hora a ser utilizada para o último acesso ou última modificação. O formato utilizado é MMDDhhmm (mês, dia, hora e minuto);

cp

O cp, abreviação de copy (copiar), é utilizado para copiar arquivos e diretórios de um local para outro, com o mesmo nome ou com nome diferente.

Sintaxe:

cp [opções] [origem] [destino]
  • -b: Cria um arquivo dos arquivos de destino se eles estiverem para ser sobrescritos;
  • -P: Quando tratar de links simbólicos, copia o link, e não o local para onde o link aponta;
  • -f: Operação forçada. Se um dos arquivos de destino não puder ser aberto, apaga-o e repete a operação;
  • -i: Pede confirmação antes de sobrescrever um arquivo;
  • -L: Quando tratar de links simbólicos, copia o local para o onde o link aponta, e não o link;
  • -p: Preserva as propriedades do arquivo (permissões, dono e datas); --preserve=[propriedade]: Escolhe quais propriedades preservar, separadas por vírgula. Podem ser:

    mode: Preserva as permissões;
    ownership: Preserva a informação de dono do arquivo;
    timestamp: Preserva as datas de acesso e modificação.

  • --no-preserve=[propriedade]: Escolhe quais propriedades não devem ser preservadas. As opções são as mesmas que do parâmetro --preserve;
  • -R ou -r: Modo recursivo, copia todos os arquivos e subdiretórios do diretório especificado. Esse parâmetro deve ser usado para copiar diretórios inteiros;
  • --target-directory=[diretório]: Especifica para qual diretório devem ser copiados os arquivos/diretórios especificados;
  • -u: Copia apenas os arquivos novos. Se um arquivo que estiver sendo copiado já existir no diretório de destino, sua cópia será ignorada;
  • -v: Mostra os detalhes da cópia dos arquivos.

Exemplos de uso:

Para copiar o arquivo file.gz para o diretório /tmp/:

$ cp file.gz /tmp

Para para fazer uma cópia do arquivo file.gz com o nome file-copia.gz:

$ cp file.gz file-copia.gz

Para copiar os arquivos file1, file2 e file3 para o diretório /home/davidson/doc/:

$ cp file1 file2 file3 /home/davidson/doc

Para copiar o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ cp -r img /tmp/upload

Para copiar os arquivos file1, file2 e file3 e o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ cp -r file1 file2 fil3 img /tmp/upload

mv

Utilizamos o mv mover ou renomear arquivos.

Sintaxe:

mv [opções] [destino]

Opções:
  • -b: Cria um backup dos arquivos de destino, se eles forem sobrescritos;
  • -f: Força as operações, sem fazer perguntas caso seja necessário sobrescrever arquivos e outros;
  • -i: Modo interativo, pede confirmação para sobrescrever arquivos;
  • --target-directory=[diretório]: especifica o diretório de destino para os arquivos;
  • -u: Só move os arquivos novos. Se o arquivo que está sendo movido já estiver presente no diretório de destino, ele é ignorado;
  • -v: Mostra os detalhes do processo de movimentação.

Exemplos de uso:

Para mover o arquivo file1 para o diretório /home/davidson/doc/:

$ mv file1 /home/davidson/doc

Para mover o diretório /home/davidson/doc/ para /tmp/upload/:

$ mv /home/davidson/doc /tmp/upload

Para renomear o arquivo package.tar.gz para pacote.tar.gz:

$ mv package.tar.gz pacote.tar.gz

Para mover o arquivo file1 e o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ mv file1 img /tmp/upload

rm

O rm é utilizado para excluir arquivos.

Sintaxe:

rm [opções] [arquivo]

Opções:
  • -f: Modo forçado, não pede confirmação para realizar as operações;
  • -i: Pede confirmação antes de remover qualquer arquivo;
  • -R, -r: Exclui recursivamente todo o conteúdo do diretório e o próprio diretório. Quando quiser excluir um diretório que não está vazio, utilize esse parâmetro;
  • -v: Mostra os detalhes das exclusões.

ln

Esse é o comando utilizado para criar links, simbólicos ou absolutos.

Sintaxe:

ln [opções] [alvo] [nome do link]

Opções:
  • -b: Se houver um arquivo com o mesmo nome do link que está sendo criado no diretório de destino, cria um backup do arquivo existente;
  • -d: Permite ao administrador do sistema (root) criar um hardlink (link absoluto) para um diretório;
  • -f: Força a criação dos links;
  • -n: Trata um link simbólico pra um diretório como se fosse um arquivo normal;
  • -i: Pergunta antes de remover arquivos existentes;
  • -s: Cria um link simbólico;
  • --target-directory=[diretório]: Especifica em qual diretório o link deve ser criado;
  • -v: Exibe o nome de cada link antes de criá-lo.

Exemplos de uso:

Se você quiser criar um link simbólico para o arquivo /home/davidson/doc/ no diretório atual, com o mesmo nome do diretório real (no caso, doc):

$ ln -s /home/davidson/doc

Se você quiser fazer a mesma coisa, mas preferir que o link criado tenha o nome "documentos":

$ ln -s /home/davidson/doc documentos

Se você quiser criar um link absoluto (hardlink), oculte o parâmetro -s:

$ ln /home/davidson/doc

clear

Limpa a tela do terminal.

Uso:

$ clear

    Próxima página

Páginas do artigo
   1. Para que introdução? Vamos ao que interessa!
   2. Um pouco mais avançado 01
   3. Um pouco mais avançado 02
Outros artigos deste autor
Nenhum artigo encontrado.
Leitura recomendada

GNOME vs KDE - Usabilidade ou Personalização

Guia de Instalação do Arch Linux

Lógica para computação - parte III

Uma geral acerca do WindowMaker

Pós-instalação do Debian 9 para novatos

  
Comentários
[1] Comentário enviado por maran em 19/10/2007 - 19:55h

a uma boa iniciativa cara...

[2] Comentário enviado por edirlf em 19/10/2007 - 20:42h

eu achei show de bola esse artigo!! bem objetivo.
parabéns cara

[3] Comentário enviado por VonNaturAustreVe em 19/10/2007 - 23:41h

ficou muito bom,pratico e rapido,vai ajudar muita gente.

[]'s

[4] Comentário enviado por Teixeira em 20/10/2007 - 19:40h

Muito bom, andreiipiuco!
Já copiei para consulta offline.
Gostaria de colaborar, esclarecendo que "find" em inlgês não é propriamente "procurar" (que seria "search"), mas sim "localizar", "encontrar", embora no frigir dos ovos seja quase a mesma coisa.
Os termos ingleses utilizados em informática nem sempre são sinônimos perfeitos.
Outros exemplos que me lembro agora são "sort" e "merge" que significam genericamente "ordenar".
A diferença é que "sort" é "classificar" ou "colocar em ordem", enquanto "merge" é simplesmente incluir no meio, como se faz com uma carta no baralho.

[5] Comentário enviado por mrazec em 22/10/2007 - 13:24h

Muito bom artigo, de uma olhada no ótimo guia de referencia para Slackware em Portugês http://www.linuxhome.eti.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=573&Itemid=1

[]'s
Razec

[6] Comentário enviado por cirocolares em 23/10/2007 - 12:58h

Gostei desse artigo, muito direto e claro...
Parabéns!

[7] Comentário enviado por thiagoreis3p em 23/10/2007 - 19:33h

Excelente.. to iniciando e sei que vai quebrar varias...
abraço...

[8] Comentário enviado por andrade.ti em 23/10/2007 - 21:27h

Carinha, seu artigo ficou simplesmente NOTA 10! Esta me ajudando a estudar para as provas da LPI. Valeu...

[9] Comentário enviado por davidsonpaulo em 06/11/2007 - 10:52h

Faltou citar a fonte:

http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=5024

[10] Comentário enviado por cvs em 06/11/2007 - 11:54h

heuehueheue...
ja era malandro...

[11] Comentário enviado por andreipiuco em 08/11/2007 - 20:12h

quero deixar claro que peguei algumas informacoes de outros artigos, porque cada um falava um pouco de cada coisa, intao resolvi reescrever em um so.

[12] Comentário enviado por Teixeira em 31/03/2008 - 13:19h

Mas é isso mesmo!

Nenhum desses comandos é "novo".

O que o amigo fez foi colecionar as informações já existentes e enriquecê-las segundo o seu próprio "feeling" e passá-las adiante.

Nem sempre as primeiras informações sobre um determinado assunto são objetivas ou realmente esclarecedoras.

Se algo pode ser melhorado, isso certamente deve ser feito.

E se já era bom, deve ser divulgado.

Acho que seu trabalho não desmerece em nada aos demais artigos e dicas já publicados no VOL ou em outros sites.

Sempre que possível, em especial em nossa comunidade, será importante citar as fontes.




Contribuir com comentário




Patrocínio

Site hospedado pelo provedor RedeHost.
Linux banner
Linux banner
Linux banner

Destaques

Artigos

Dicas

Tópicos

Top 10 do mês

Scripts