Linux na IPTV do Brasil - difícil caminho

Publicado por Cleber Campos em 28/11/2007

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Linux na IPTV do Brasil - difícil caminho





Um grande nicho para o Linux - o desenvolvimento da IPTV no Brasil, não depende apenas de questões técnicas. Existem três 'barreiras' ou 'abismos' enormes a serem vencidos:

1. As cinco famílias detentoras das principais redes de TV não querem nem ouvir falar em IPTV. Alguma coisa me fez lembrar da palavra 'cartel'...

2. As distribuidoras de TV a cabo também não querem saber da IPTV. Vale destacar que esse modelo de negócio (IPTV) depende de tecnologia que está intimamente ligada à penetração/acesso da banda larga e da TV por assinatura; então, porque eles não querem?

3. O ministro das comunicações Hélio Costa é um crítico(?) corrente da IPTV, e segundo Alberto Luchetti, fundador da AIITV e presidente da Associação Brasileira de IPTV, o ministro defenderia os interesses da Rede Globo de Televisão.

Cerca de 85% das operadoras a cabo da América Latina prestam serviço analógico, por isto têm pouco espaço em sua rede para trafegar serviços de valor adicionado.

Com compressão oferecida pela tecnologia IP é possível dobrar o número de canais oferecidos e ainda oferecer interatividade, sem muita alteração na rede das operadoras.

Estima-se que em três anos o que hoje é cabo poderia virar IP, se deixarem...

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Comentários
[1] Comentário enviado por albertguedes em 28/11/2007 - 13:11h

Se deixarem ? Isso vai ficar travado até que o mundo inteiro esteja no IPTV primeiro, depois vão COMEÇAR a falar sobre o assunto.
Isso se esperarmos pelos canais (trocadilho) convencionais, ou se tivermos mais empresas independentes que ofereçam serviços de cabo.
Concorrência é a única coisa que sempre rompou as barreiras tecnológicas no Brasil, vide a TV digital, se não fosse a instalação de fábricas concorrentes aqui no país, quando íamos ter isso ? Ia ser nesta década, pois o mundo inteiro tá indo pra esse caminho, mas ia demorar mais.
E considerando a classe mais desprivilegiada, que dependem do sinal aberto, a concorrencia embarata equipamentos e serviços, que nem acontece coma banda larga hoje.
É uma idéia para os empreendedores no país, um bom nicho com demanda, pode ter certeza.



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