Software Livre: Migração de mentalidade

Este artigo visa compartilhar com a comunidade de Software Livre uma experiência de um processo que defino como "migração de mentalidade" de uma cultura pré-proprietária para cultura livre realizada com um usuário iniciante em computação. Abordarei os conceitos, métodos e processos utilizados na pesquisa e ao final convidarei o leitor a refletir sobre o problema e a avaliar os resultados.

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Por: Alessandro Silva em 13/03/2010 | Blog: http://alessandrosilva.info


Software Livre: Migração de mentalidade



Durante o I Fórum de Software Livre de Duque de Caxias, realizado em Outubro de 2009, conversava com Alexandre Oliva, conselheiro da Fundação Software Livre América Latina e palestrante no evento, sobre como os usuários são capturados pelas armadilhas impostas pela indústria do software proprietário.

Falávamos a respeito de uma experiência de migração realizada com um usuário iniciante que possuía conhecimentos mínimos de informática, basicamente em web (browsers e ferramentas de mensagens instantâneas) e que nunca teve contato com software livre. Alexandre, defensor das 4 liberdades, não hesitou em me dizer: "Cara, escreve isso e disponibiliza essa experiência para comunidade!"

Com o conhecimento que obtive em formação de pessoas em tecnologias livres, percebi que estava diante de uma oportunidade de realizar uma experiência fantástica: introduzir ferramentas livres em substituição às ferramentas proprietárias no ambiente de trabalho de um funcionário recém-chegado e verificar posteriormente se os resultados seriam satisfatórios.

É importante reafirmar que esse usuário carregava o que chamamos de cultura pré-proprietária, onde já existe alguma base de conhecimento adquirida, porém não consolidada, de software proprietário e nós propusemos a inserção de um novo paradigma, a cultura livre.

Após um período de 8 semanas, incluído o tempo disponível para treinamento, que costumo denominar de migração de mentalidade, onde conhecimentos em software livre são apresentados para teoricamente substituírem os proprietários, foi possível verificar uma satisfação do usuário e uma adaptação rápida aos softwares propostos ( GNU/Linux, BrOffice.org e Mozilla Firefox).

Nesse instante percebi que era o momento de realizar a experiência final, ou melhor, a engenharia reversa, migrando o desktop para software proprietário. Querem saber quais foram os resultados? Perda de produtividade, insatisfação do usuário e desejo de retornar ao ambiente anterior e de maior afinidade, ou seja, o livre.
Linux: Software Livre: Migração de mentalidade
Durante a experiência, observei que usuários de sistemas operacionais proprietários que contém uma fatia de mercado em torno de 90% como o Windows, têm resistência na utilização de sistemas livres como o GNU/Linux mesmo sem um conhecimento prévio do ambiente. Mas, por que é comum ouvir gente dizendo que "Linux não tem mercado" ou "Software Livre é de graça, então não tem valor" mesmo sem saber que o "Livre" não se refere à gratuidade, potencial ou modelo de negócio, mas ao conceito de liberdade de acesso ao código fonte e ao modelo de distribuição implementado pela Free Software Foundation? Como avaliar a qualidade de algo que não se conhece? O usuário de GNU/Linux encontrou dificuldades ao usar o Windows, mas, onde está o problema?

Fica comprovado, portanto, que o problema está nas pessoas, na capacidade de se adaptarem as NTIC - Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, de não optarem pela liberdade de informação e conhecimento, de não resistirem ao monopólio imposto por empresas de software proprietário, de se submeterem ao dilema do aprisionamento do código fechado e a programas que são conhecidos mundialmente por instabilidades e falhas de segurança.

   

Páginas do artigo
   1. Software Livre: Migração de mentalidade
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Comentários
[1] Comentário enviado por jonathasrr em 13/03/2010 - 09:42h

Muito bom o artigo, e muito bom tema!
Parabéns!
Acho que daria pra fazer um livro em cima disso aí.. hehe

[2] Comentário enviado por eldermarco em 13/03/2010 - 10:01h

O que mais me incomoda ao ler artigos assim é que a maior parte -- se não todos -- dos usuários que lerem ele, serão os que já estão devidamente "evangelizados" (com o perdão da última palavra..). Isso deveria atingir usuários de outros sistemas de alguma maneira e não por uma única vez, mas por muitas. Essa repetição de conceitos ajuda a sedimentar ideias na cabeça dos mesmos e pode levar a uma mudança de postura. Claro que não da maneira como a comunidade gostaria, mas ainda sim é uma maneira.

Uma outra forma, seria a veiculação em propagandas em jornais, revistas e, principalmente, na televisão. Mas isso é caro... acho que o governo, tão empenhado na migração, poderia dar uma mãozinha nisso, não?

[3] Comentário enviado por guess17 em 13/03/2010 - 11:49h

mudar a mentalidade um usuário windows é bem complicado , vejo vários usuários windows dizendo é porque no linux não tem isso não tem aquilo , aquilo não roda como no windows , mais muitas vezes não procuram se informar e geralmente eles não tem paciência , usam o que aprendem fácil e o que é mais fácil de manusear exemplo windows,isso também vem das primeiras experiências na informática porque geralmente as derivadas lojas apenas vende windows ou coloco windows na cabeça das pessoas assim ficando difícil mudar a mente das pessoas.

[4] Comentário enviado por tulios em 13/03/2010 - 13:51h

Falou muito bem. Excelente artigo!
Como já devem ter escutado por ai: 'Tudo o que é novo assusta'. Logo um usuário com a consciência proprietária, ira se sentir inseguro quanto ao uso do GNU/Linux e softwares livres em geral. Porém, a recíproca foi verdadeira: um usuário GNU/Linux com a mentalidade livre não sentiu-se a vontade usando sistema e softwares proprietários. Enfim, se não dermos a 'cara a tapa', nunca saberemos se é realmente bom ou ruim aquele sistema/programa, a única opnião que teremos é: É ruim, porque meu amigo usou e não gostou!

[5] Comentário enviado por cruzeirense em 13/03/2010 - 14:40h

Prezado Alessandro Silva

Vou discordar com você, acho que o problema não é "as pessoas", o problema é que não existem um marketing forte em cima do software livre para "as pessoas" conhecerem melhor o sotware livre e confiarem mais nela.

Nenhuma pessoa está fazendo algo errado por não utilizar software livre, mesmo porque a maioria das pessoas nem sabe o que é isso. E mesmo que soubesse todos tem direita a escolhas.

Acho realmente meio difícil competir com o sofware proprietário pelos altos investimentos que tem.
Acho que o linux deveria ser mais padronizado.
Acho que os proprios divulgadores do software livre tinham que conhecer as suas limitaçoes.
Acho a Microsoft mercenária, visando apenas lucro, mas toda empresa, de software ou não, tem o lucro como objetivo principal.
Acho que devemos falar do software livre apontando os seus pontos fortes e não apontando os pontos fracos do concorrente (as vezes até inventando).

Lembre-se: "As pessoas não são o problema, são a solução."

Abraço,

Renato

[6] Comentário enviado por Teixeira em 13/03/2010 - 16:05h

É exatamente pelo fato de as pessoas terem direito a escolha que somos defensores do software livre.
É um total contrasenso as pessoas em um país democrático serem obrigadas a pagar regiamente por um fruto de monopólio, sem direito algum a alternativas.
Isso não me parece democracia, mas a pior e mais corrupta forma de um sub-comunismo perverso.
E o pior, é que a lavagem cerebral predominante não permite que as pessoas em sua maioria sejam convidadas a usar pelos menos 2% de sua capacidade de raciocínio.
Vivemos em um curral tecnológico e, o que é pior, por "vontade própria", ou seja, por "livre e espontânea pressão". Algo parecido com a Síndrome de Estocolmo, só que isso nem Freud explica...

O problema pode estar concentrado em um conceito perverso intitulado "prejulgamento".
É um fato amplamente demonstrado que pessoas leigas, que jamais tiveram o mínimo contato com algum computador, se introduzidas aos sistemas livres, apresentarão alguma dificuldade inicial, porém rapidamente passarão a entender o que estão fazendo e o que podem fazer, sendo capazes de fazer novos experimentos por conta própria e experimentar uma indescritível sensação de prazer a cada nova descoberta.
Pelo contrário, usuários acostumados aos produtos proprietários têm uma vivência de submissão e de adequação ao que lhes foi estatuído (como dizia Henry Ford: "Pintem de qualquer cor, contanto que seja preto"). Na verdade, foi criado todo um ambiente para que sua única ação ou conjuto de reações seja de acordo com a conveniência dos proprietários de produtos não-livres.
Quem já assistiu ao filme "Fahrenheit 351"?
O prejulgamento provém do medo que as pessoas desenvolvem de sair de tais ambientes controlados (ou, se preferirem, da mesmice).
Portanto, e isso é um fato, as pessoas têm medo de sair de sua comodidade inercial, de experimentar o que é novo. Seria recomendável a elas a leitura de "O Pequeno Príncipe" e de "Fernão Capelo Gaivota".
Por favor, não pensem tratar-se de literatura infantil. O Antoine de Saint Exupery, por exemplo, foi considerado subversivo. O nosso Monteiro Lobato também.
Se hipoteticamente todas essas pessoas pudessem experimentar convenientemente o software livre a ponto de entender os seus fundamenteo, AÍ SIM teriam condição de FAZER ALGUMA ESCOLHA. Mas nesse caso, e isso está demonstrado com bastante clareza, a maioria escolheria a liberdade de escolha, e não um produto ou outro especificamente.
E não estou falando em defesa especificamente do Linux, mas dos "Free-qualquer-coisa", seja BSD, seja Unix-like, sem perder de vista que o software proprietário também tem suas qualidades.

Acho que se a pessoa usar, entender ambas as partes, poderá decidir-se perfeitamente pelo Internet Explorer em vez do Firefox, pelo Windows Vista em vez do Ubuntu, e assim por diante, apenas como exemplos mais marcantes.
Uma pessoa que já tenha experimentado as duas modalidades e feito alguma avaliação desapaixonada tem o direito de dar sua opinião, de exercer sua preferência.
Não interessaria a elas se o sistema tal tem mais bugs que o outro, se é pesadão, se é inseguro, se vai ficando lento com o passar do tempo.
Ponderaram, avaliaram, e diante dos prós e contras escolheram aquilo que lhes pareceu melhor. Nada mais justo.
Mas PREJULGADORES NÃO TÊM DIREITO ALGUM.
Têm mais é que ficar calados e submissos em suas "prisões" particulares, onde seus cérebros são impedidos de funcionar.

[7] Comentário enviado por Teixeira em 13/03/2010 - 16:22h

Quanto ao termo "evangelismo", o colega eldermarcos não dete ter receio em empregá-lo, pois o termo "evangelho" significa "boas notícias" (boas novas), qualquer que seja o assunto tratado.
Aquele que prega o Evangelho de Jesus Cristo é um evangelista de Cristo.
Aquele que divulga os produtos da Apple Computer é um evangelista da Apple.
Da mesma forma, podemos ser todos evangelistas do software livre, sem precisar sentir remorsos por utilizarmos um termo encontrado na Bíblia.

Alguns termos vem sendo modificados com o tempo.
Por exemplo, "Hospício" significa tão-somente "hospitaleiro", e no entanto tem sido usado como sinônimo de "manicômio".
Até em inglês, chamam os manicômios de "instituições".
De 4 em 4 anos no calendário católico, comemora-se o dia de São Hospício (dia 23 de setembro).
Se ele é um santo canonizado, não tem nada de maluco, não é?
(Tirar essa informação de nosso padre-capelão - o Cap. José Taitson - foi a maior dureza!...)

Também o termo "Apocalipse", temido pela esmagadora maioria das pessoas religiosas, significa apenas "Revelação" e não é de forma alguma um fato DETERMINANTE do fim do mundo, embora refira-se a tal assunto.

[8] Comentário enviado por Cuiudo em 13/03/2010 - 23:04h

Testando....

[9] Comentário enviado por Cuiudo em 13/03/2010 - 23:13h

Muito bem, depois deste teste posso continuar...

O Windows é uma b....é. O Linux é uma b... tbm!

Me pergunto como uma iniciativa como o linux pode perder para o Windows......não tem explicação....

Milhares de desenvolvedores espalhados pelo mundo imbuidos por um espírito não conseguem fazer um produto melhor...

Faz algum tempo que leio sobre o linux, e resolvi instalar uma distribuição para rodar pelo usb. Depois de alguns testes resolvi instalar em dual boot com Windows. Resultado, deu pau no windows, deu pau na partição... e não consigo configurar o meu monitor nem regular o brilho do note... parece q regredi uns 10 anos. Os pacotes desta distribuição, só rodam nela. O kernel linux reconhece o meu hardware... a distribuição não... isto é inconcebível...

[10] Comentário enviado por Vagner_Fonseca em 13/03/2010 - 23:33h

Ao Alessandro, meus parabéns pelo artigo e concordo em parte com você.
Sim as pessoas resistem ao novo e não querem ter trabalho de aprender novamente.
Mas a falta de investimento em marketing também dificulta a expansão do sistema.


Ao Cuiudo:
Não fale de algo que você mal conhece (supondo que você nem deve conhecer o Windows direito também).
Se você não leu antes, não procurou saber como se instala, não procurou alguém com experiência no sistema e nem entende como um SO se comunica com o hardware (Tanto no Linux como no Windows temos RPC, hal, kernel, drivers, entre outras coisas).
Não culpe o sistema por um erro que foi humano.

Linux não foi criado para ser melhor que Windows, nem pior, nem pensaram no Windows quando o criaram. Foi criado para ser estável, open source e seguro. Se você não compreende estes conceitos ou se contenta com as janelas fique com elas. Mais uma coisa: "Se você acha que o Windows te atende e nunca deu problemas, travou ou teve vírus, não precisa de nenhum outro SO"


Vagner.

PS: Se você gosta do Windows Compre a Licença.

PS2: @Alessandro: Fisl de novo esse ano?

[11] Comentário enviado por Cuiudo em 13/03/2010 - 23:57h

Para instalar a distribuição, segui as instruções ditadas pelo manual, só que quem escreve, por não ter preparo axa que está sendo suficientemente claro, o que pode não ser real...

Estável? isto não é qualidade, é obrigação....quem vai usar algo q não é estável?

Por acaso o Linux não utiliza janelas?

[12] Comentário enviado por Cuiudo em 14/03/2010 - 00:33h

Tinha Windows no meu note há um ano e nunca tinha dado problema.

O q não gosto no Windows é a demora no boot e no desligar que me irrita profundamente. Quando entrava num site com imagens em movimento, o mouse se arrastava uma sobrecarga do sistema.
O Windows sempre exigirá que se atualize o hardware, o que provocou o fracasso do Vista e mostrou que o usuário esta descontente com esta situação.

Muito bem, qual outra opção eu tenho? Linux? Mac OS? BSB? Minix? Axo que não temos muitas opções. Se correr o bixo pega, se ficar o bixo come.

[13] Comentário enviado por Vagner_Fonseca em 14/03/2010 - 01:07h

Quando escrevi janelas fui sarcástico com a palavra inglesa windows.

Você é sysadmin?
Porque apenas sysadmins usam o SO, usuário usa aplicativos. Portanto se você tiver aplicativos que precisa, não importa o sistema que roda por baixo.

[14] Comentário enviado por cruzeirense em 14/03/2010 - 09:06h

Prezados amigos,

O que chateia são as pessoas que criam esse "preconceito" sobre o sistema.
Ex. Aquele vendedor da loja que vende um note com linux mas fala com o cliente:
Linux é ruim. É só formatar e instalar o windows depois..."
Mas acho que temos que ver os dois lados da moeda.
Quando comprei um note positivo que vem com linux (mandriva) o vendedor, como de costume, falou pra eu formatar depois e instalar o windows.
Eu fui dando corda só pra ver o ponto de vista dele. Perguntei:
-Então porque vocês já não instalam pra mim?
Aí ele me explicou abertamente que não podia porque era pirata. Ou então eu deveria pagar uma licensa que inviabilizaria a compra daquele aparelho.
Então eu dei uma dura nele, falei que ele tava me instruindo a fazer uma coisa ilegal e perguntei porque eu não podia deixar o linux, já que ele vinha configurado e funcionando perfeitamente.

O cara me deu e explicação dele. Ele falou o seguinte:

"Esse linux é a maior bosta que existe. O cara compra o computador com linux aqui, chega em casa vai instalar a impressora ou a webcam, o negócio não funciona, as vezes porque nem tem driver para o dispositivo. Aí você acha que ele liga para quem para reclamar? O vendedor é que sofre. Eu prefiro mil vezes vender um computador com Windows por isso, não tenho que ficar semanas depois com um cliente brigando comigo, falando que vendi uma porcaria, e as vezes até perdendo um cliente antigo por isso."

Achei isso interessante, os maiores divulgadores do linux deveriam ser os vendedores, mas eles acabam fugindo do linux para não precisar dar um suporte depois. Acho que o que o Cuiudo falou tem um pouco de razão. As vezes os caras que escrevem os manuais tem a maior boa vontade do mundo, mas não tem preparo para isso. Então o manual não é claro o suficiente e o usuário acaba não entendendo.

Bom, é um ponto de vista.

Abraço,

Renato

[15] Comentário enviado por nicolo em 14/03/2010 - 13:06h

Concordo com o Cruzeirense. As pessoas falam de nova mentalidade como se isso fosse uma coisa fácil de obter. Uma pessoa compra um computador .... Ninguém quer chegar em casa com um nó górdio para desatar, tendo que decifrar o enígma da pirâmide e estudar os segredos do Ramsés II.

O Morimoto escreveu um tutorial para o Ubuntu 8.04... Se o cara pegar o cd do ubuntu e o tutorial dá para chegar bem longe sem sofrimento.
Seria mais efetivo trabalhar nesta direção do que dizer que "o problema são as pessoas".
Se "o problema são as pessoas", o problema não tem solução.

[16] Comentário enviado por dolivervl em 14/03/2010 - 14:40h

Eu adoraria que a empresa em que trabalho usasse GNU/Linux, mas para isso um dos principais argumentos para isso seria o custo. Sendo que em nossa empresa somente compramos máquinas na DELL que já vem com licensa de windows com um custo não muito alto, isso facilita a sua proliferação pela empresa.
Eu migrei meu desktop de Windows XP para Ubuntu 9.10, algumas pessoas ao observarem que estou usando GNU/Linux se surpreendem e perguntam se consigo usar tudo que preciso, logicamente digo que "Sim!". E percebo que tbm querem tentar usar o GNU/Linux mas por falta de tempo para procurar por versões de softwares que usam no Windows para GNU/Linux acabam desistindo.
Pelo que vejo a única solução seria uma política que obrigue os usuários a usarem e tendo um tempo para se ambientarem nesse chamado "New World" do "SF".

[17] Comentário enviado por izaias em 14/03/2010 - 16:32h

Como vão todos?!

O tema é bem oportuno. O colega Cruzeirense mostrou uma realidade quando vamos comprar um computador.
Para muitos já é novidade comprar um computador, e ainda mais o coitado desinformado ainda tem que se preocupar com o sistema operacional, gente, é demais para ele!!!

Há poucos programas de tv destinados à informação do software livre, claro, não tem anunciantes né?! Não compensa pro canal disponibilizar o S.O. livre como tema constante de sua grade. Mesmo jornais, alguém conhece algum que fale do assunto?
Fica mesmo difícil essa migração.

O inaceitável é que até empresas que lutam tanto para reduzir custos ainda utilizem software proprietário, vai entender!
Os sistemas do tio Bill está tão inserido na mente das pessoas que muitas empresas, principalmente lanhouses, instalam ubuntu que é totalmente amigável, e depois disfarçam a interface com temas do vista e win7.

Muitos de vocês falaram que a maioria tem medo do novo, pois eu repito, porque eu também era assim.
Consegui o CD do Karmic e sabem o ditado: "o sapo dentro do poço desconhece o oceano", foi assim que me senti.
Se não fosse uma distro amigável, como usuário iniciante, já teria desistido.
Graças ao esforço da Canonical, o Ubuntu está crescendo cada vez mais, a aí, usando um termo postado aqui no VOL, o Ubunto se transformará
em WindowsKiller!

Excelente artigo Alessandro.

[18] Comentário enviado por Teixeira em 14/03/2010 - 17:41h

Amigo cuiudo, você tem toda a razão de ficar "P" da vida com o linux, diante de sua experiência fatídica e de sua inevitável frustração...

Acontece que você proferiu a palavra mágica "notebook". E foi aí que fedeu...

Tenho escrito muito aqui no VOL a respeito de notebooks (isso já está virando SPAM!...).
Notebooks são diferentes de desktops.
Eles têm problemas de espaço interno, refrigeração, etc. e portanto seus fabricantes usam soluções proprietárias para poder quebrar o galho e fazer a coisa funcionar assim meio na base do gatilho.

Repito pela enésima vez o "postulado de Teixeira":
'O melhor sistema operacional para um notebook é aquele que vem instalado de fábrica".
( Esse postulado baseia-se no "preceito científico" que diz que "o corcunda sabe como se deita" ).

Existem certos casos em que um note com Windows Vista, por exemplo, passa a funcionar mal com o XP (que teoricamente deveria ser melhor e mais leve). E nesses casos, estranhamente se colocarmos um Vista original, a emenda "inexplicavelmente" ficará pior que o soneto...
Portanto, diante do Linux fatalmente acontecerá a mesma coisa.

Para ser sincero, acho que uma pessoa medianamente sensata que pretenda ter uma BOA "máquina linux" tem de ser um pouquinho mais exigente e evitar certas marcas "populares ao extremo".
Por exemplo, chipsets VIA e SIS, nem pensar!
Existem no mercado algumas marcas de CPUs e de placas-mãe mais "populares" que sabidamente usam tais chipsets. Os vendedores deveriam entender pelo menos um pouquinho do produto que estão vendendo, a fim de melhor orientar o comprador; porém nem sempre isso é possível.
E para comprar um notebook então, é melhor se informar bastante antes de decidir pela compra. Senão, o barato certamente sairá muito caro.

Tenho certeza de que se um dia você conseguir fazer uma instalação limpa, e testar uma distro Linux das mais modernas, mesmo que continue preferindo o Windows por qualquer que seja o motivo, certamente verá o Linux com melhores olhos e até com profundo respeito.

[19] Comentário enviado por alessandro.silva em 14/03/2010 - 23:46h

Eldermarco,

Esta experiência foi realizada no âmbito de um projeto de governo de uma fundação municipal. Lá implantamos cursos de iniciação profissional baseados em Software Livre responsáveis pela formação de mais de 50 mil alunos usando Linux e BrOffice. O que nós fizemos enquanto estavamos neste projeto, foi "passear" pelo país divulgando os resultados desse trabalho e compartilhando essas experiências como fizemos neste artigo. Outra coisa que fizemos foi promover no ano passado, em outubro de 2009, o I Fórum de Software Livre de Duque de Caxias (forumsoftwarelivre.com.br), evento direcionado ao usuário final, justamente pra divulgar essa filosofia livre aos que realmente não conhecem.




[20] Comentário enviado por alessandro.silva em 15/03/2010 - 00:12h

Cruzeirenze,

Quando disse que o problema está nas pessoas, me referi a capacidade de adaptação ao "NOVO" e não que as pessoas são o problema. Acho, inclusive, que a solução encontra-se nas mãos das pessoas.

Ningém está fazendo algo errado quando não usa software livre, mas estão comentendo um crime quando usam uma CÓPIA PIRATA DO SISTEMA OPERACIONAL PADRÃO DE MERCADO.

Será que as pessoas pagariam R$ 500,00 para obter uma licença se não houvesse a pirataria? A quem diga que até a pirtaria favorece a Microsoft.

Acredito que quando o Richard Stallman criou o conceito de software livre, ele não pensou em COMPETIR com ninguém, mas em apresentar uma alternativa que oferecesse uma LIBERDADE aos usuários de programas de computador. De qualquer forma, concordo que algumas empresas como A Red Hat, Canonical, entre outras que se beneficiam disso, poderiam investir mais na divulgação do GNU/Linux.

Também concordo que a padronização deveria ser respeitada, afinal de contas, para isso existe o LINUX STANDARD BASE. Parece que a Canonical e o projeto Debian estão começando a se entender. Vamos ver se a Red Hat e outras distros entrarão nessa onda.

Quanto às empresas, é inegável que o objetivo em geral, é maximizar os lucros e reduzir os custos e, como disse antes, acho que as empresas que se beneficiam do SL/CA deveriam dar um retorno maior a comunidade.
De qualquer forma, tenha certeza que conhecemos as limitações de sistemas GNU/Linux e acho que houve uma evolução muito grande nos desktops com o sucesso do Ubuntu. Lembro que ainda existe uma comunidade forte e grandes gigantes que brigam incansavelmente para divulgação da filosofia livre e acho que os eventos estão ai para isso.

Saudações Livres!

[21] Comentário enviado por alessandro.silva em 15/03/2010 - 00:35h

Bem pessoal, não pensei que meu artigo, apesar de ser um tema bastante polêmico, fosse causar tanta discussão.

Não acho que os vendedores de loja deveriam ser os maiores divulgadores do GNU/Linux, pois, em geral, eles mal conhecem computação, dirá diferenças entre sistemas operacionais.
O que atrapalha bastante também, são as distribuições pré-instaladas nesses computadores que são de péssima qualidade, não tem suporte e estão ali apenas para baratear o valor do micro. Quando chega em casa, a primeira coisa que o usuário faz é contratar um técnico que por miseros R$ 50,00 instala todo o pacotão pirata que conhecemos. Cabe ressaltar inclusive que o barateamento dos PC's nos últimos 5 anos aconteceu principalmente porque os equipamentos começaram a ser vendidos sem cobrar aquela licença imbutida.

Gostaria de deixar registrado que o usuário não usa o sistema operacional, quem usa é o computador, pois o SO irá gerenciar os recursos (processamento, alocação de memória, etc.). Um usuário precisa de aplicativos como editores de textos, planilhas eletrônicas e apresentações ( o BrOffice faz isso muito bem) e browser para acessar à Internet.

Para entender esses conceitos, recomendo a todos que tenham interesse, que assistam o filme RevolutionOS e o mais recente INProprietário que mostra a saga do Software Livre e do GNU/Linux.

Viva o Linux!


[22] Comentário enviado por guess17 em 15/03/2010 - 08:31h

concordo com o cruzeirense , muitas vezes os vendedores das lojas mal sabem oque estão vendendo, e você chega e pergunta porque ele acha que o linux é pior e ele mal tem resposta , jamais paro pra mexe nele ou tentar ver seu funcionamento e acaba dando uma resposta ridícula.Deveriam ter profissionais com melhores conhecimentos nas lojas ou com pelo menos um treinamento em linux como por exemplo casas bahia e compania.

[23] Comentário enviado por izaias em 15/03/2010 - 11:30h

É isso mesmo Alessandro!
O assunto é mesmo polêmico e está gritando os problemas de nossa sociedade no que tange informática.
Tem que gerar discussão, brigas e principalmente (o que ocorre aqui) esclarecimentos.

Quando comprei meu PC, já sabia que tinha um Linux pré-instalado, só não sabia que o mesmo viria desatualizado, nem conhecia essa distro Fenix.
Um detalhe a acrescentar: sabe-se que é Linux, só não informam qual a distro.
Não sei se procede, mas parece que há acordos entre a Canonical e fabricantes para que futuros PCs venham com o Ubuntu pré-instalado.
Sabemos como o Ubuntu é amigável, não causará problemas quanto à aceitação. A boa divulgação começaria daí, fabricantes e Canonical.

Seu artigo é um sucesso!
Até mais.

[24] Comentário enviado por igr83 em 15/03/2010 - 18:41h

Alessandro esse tema chega em boa hora. Acho que as pessoas não são os problemas mais sim a solução. Vejo que temos que aprender e conhecer as técnicas
de como chegar e apresentar o software livre para todos. Como disse o nosso amigo temos que levar os software livre pras tv's, radios, jornais e revistas pra todos, só assim iremos tirar da cabeça desse povo proprietário que o software livre não vale nada. Usar software livre é estar à frente em todas as áreas.
Quem foi que primeiro mexeu na área de trabalho colocando vários efeitos e cores e muito mais. Nós os livres. Depois é que eles os proprietários vieram com o vista e 7. Então creio que temos que aprender chegar em todos os meios com o software livre, no que diz respeito a propaganda. Ai sim alcançaremos a migração de uma forma mais tranquila.

Até mais.
Um artigo com um tema muito bom.
VIVA O LINUX!!!

[25] Comentário enviado por izaias em 15/03/2010 - 21:06h

Está correto. A tecnologia já é rotina na mente de brasileiros.
Precisamos galgar para o próximo patamar da tecnologia, o hardware já está aí. Pessoas precisam saber o que move o hardware, o software.
Do software, o próximo passo é fazê-los entender que existe o LIVRE e o proprietário.
Conversando com muita gente, principalmente jovens, o desconhecimento sobre software livre é assustador. Nem sabem o significado disso. Percebi desinteresse também.
Como disse o filósofo Arthur Schopenhauer, uma idéia (ou mesmo discussão) passa por três fases: primeiro é fortemente rebatida, depois é discutida e finalmente é aceita. Acredito e tomara Deus, que estejamos na segunda fase.
É evidente que nosso "querido" Bill nunca sairá da primeira fase, não é mesmo?!

Difundir software livre na mídia de forma ampla seria surreal, são meios capitalistas e esse assunto não dá lucro pra eles, é quase um paradoxo.
Que tal camisetas?!
Abraços!!!



[26] Comentário enviado por Felippe16 em 18/03/2010 - 17:18h

Concordo é que as pessoas hoje se fecham muito a seus mundos e tem medo de tentar coisas novas. Bem não nvas mas diferentes.

Mas bem Ótimo artigo Nota 10.0

[27] Comentário enviado por removido em 21/03/2010 - 23:53h

Ótimo artigo.
Por anos, eu fui preso ao software proprietário,as pessoas de maior idade sempre diziam que Linux era muito complicado,que não poderia rodar nenhum jogo legal, que dava muitas dores de cabeça e que ao comprar um pc com um linux instalado bastava formatar e colocar um S.O melhor.Por diversas vezes eu tentei sair do proprietário e instalar uma distro linux, mas como foi citado aqui " o novo incomoda ".Ao me deparar com uma tela jamais vista antes,com design diferente e funções que eu nunca tinha visto,tudo parecia ser dificil de manusear.Até mesmo as tarefas mais simples.Resultado,eu corria e formatava o pc novamente para o proprietário.E essa dependencia durou muito tempo.Hoje estou curado e vou incentivando outras pessoas a migrar e vê o quanto é bom utilizar o Linux.Vou seguindo a filosofia do "Passe adiante".rs

Abraços.

[28] Comentário enviado por rotaran em 03/04/2010 - 23:31h

Olá a todos, assistí a um documentário no qual o próprio Richard Stallman forneceu informações históricas com relação ao projeto GNU e a interação do mesmo com o Linux, prefiro não discutir a respeito pois isso renderia 'flames' desnecessários .... O que ainda me intriga é "como as pessoas conseguem ganhar dinheiro com software livre" ????, não estou falando de trabalhar por 12 meses e no final do ano sair comprando um Ford Fusion no cartão de débito ... estou simplesmente falando em manter as despesas de uma vida em família ...

Concordo que a liberdade para analisar o código fonte de um programa é algo indescritível, você pode aprender e MUITO com o trabalho de outras pessoas e intimamente não acredito que alguém possa fazer algo "sozinho" ...., apenas me pergunto como alguém consegue efetivamente cobrar R$ 30,00 por hora para desenvolver um trabalho qualquer que seja que envolva software livre ! No mínimo seu "possível cliente" irá rir da sua cara dizendo que qualquer profissional realiza tal tarefa utilizando o Google .... é claro que um cliente desses não merece o devido respeito, mas cá entre nós, uma pessoa que possui a oportunidade de baixar um software de qualidade de graça da Internet não irá querer gastar com configuração, customização ou algo do tipo, e se na pior das hipóteses quiser algo assim não estará disposto a pagar o preço que considero "no mínimo" justo por tal trabalho.

Respeito o ponto de vista das pessoas mas creio que a maioria dos defensores do software livre são universitários vivendo na casa dos pais, profissionais do setor público ou professores universitários concursados. Infelizmente a vida não é tão colorida como aparece na TV, as contas fazem parte do dia a dia e você só se dá conta quando tem de arcar com elas .... morando com os pais tudo acontece como um passe de mágica e idéias revolucionárias parecem extremamente paupáveis ... experimente morar sozinho ou casar ... difícil vai ser trazer comida à mesa com software livre ...

Na vida real é bem difícil encontrar empresas "privadas" interessadas em manter uma estrutura de software livre, sabe por quê ?, imagine que você possui um problema sério em um software de missão crítica, a cada minuto a empresa perderá milhares de reais se o problema não for consertado ... agora imagine você no papel de profissional responsável tentando abrir o código fonte deste software "gigantesco" e tentando achar e o pior "tendo de consertar", algo que você nem mesmo escreveu e nem teve tempo de pesquisar como realmente funciona .....?! Claro que você nunca se imaginou nessa situação pois só de pensar já dá calafrios em qualquer um ....

Bem finalizando, o mundo que vivemos é CAPITALISTA se você quer algo diferente disso sugiro que procure outro país e não caia nas garras dos EUA pois eles são capitalistas bem mais fervorosos que o Brasil .... respeito muito a ideologia do Stallman mas infelizmente acho que ele é só apenas mais um selvagem da motocicleta sem causa procurando em que se apoiar .... o mundo é assim .... temos de sobreviver ..... o difícil é arrumar quem NOS PAGUE !

SDS

[29] Comentário enviado por rotaran em 03/04/2010 - 23:32h

P.S Esquecí de mencionar .... Ninguém valoriza o que é "gratuito" .... Agora experimente "cobrar" ...!

[30] Comentário enviado por izaias em 04/04/2010 - 00:12h

Nem todos os adeptos do software livre, digo em sua maioria mesmo, é vagabundo ou parasita. Você está utilizando um espaço onde todos se respeitam e ajudam. Dividir o conhecimento é atributo de mentes evoluídas. Mais cuidado com os adjetivos.

[31] Comentário enviado por alessandro.silva em 04/04/2010 - 23:37h

Prezado Rotoran,

Certamente deve haver algum tempo que não entra num site de captação de talentos em busca de uma oportunidade de trabalho. Digo isso com toda propriedade, pois, se você procurar, achará vagas de emprego para adminsitradores de sistemas Linux dos mais diferentes níveis, Programadores que conheçam: PHP, PYTHON, PERL, Java, entre outras atividades. Salários que variam desde R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00, por exemplo. Então, como não é possível ganhar dinehiro com Software Livre? Certamente, o senhor deve ser um daqueles usuários lobistas, parasitas e escravos que SEQUER PAGARIA PARA TER UMA CÓPIA DO WINDOWS e OFFICE em sua casa.

Está enganado sobre a comunidade de Software Livre, mas, tudo bem, afinal de contas você não entende nada sobre assunto,portanto, pecar por desconhecimento merce perdão!
Este é um espaço democrático e de respeito. Antes de postar sobre algo que não conhece, pesquise por informações consistentes e de valor considerável.

Viva o Linux!

[32] Comentário enviado por izaias em 04/04/2010 - 23:39h

VIVA O LINUX!!!

[33] Comentário enviado por rotaran em 05/04/2010 - 11:24h

Prezado alessandro acho que você deveria tentar buscar algum contrato no mercado ou até tentar abrir uma empresa ... talvez adquirisse alguma maturidade, nada que algumas 'portas na cara' não resolveriam .....

SDS

[34] Comentário enviado por alessandro.silva em 05/04/2010 - 12:28h

Prezado colega,

Está enganado! Estou numa grande empresa e trabalhando com Software Livre. Só para encerrar esse assunto, afinal de contas, aqui não é espaço para isso, procure medir suas plavras e ser mais educado. O VOL é um apaço sério, portanto, escreva somente sobre o que você conhece e respeite as pessoas.



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