O que fazer com o BASIC LINUX

Desta vez vamos tratar daquilo que podemos e/ou não podemos fazer com esse "sabor" da GNU/Linux. Ele vem em diversas versões, sendo que de forma estranha, uma não é necessariamente "atualização" da outra como poderíamos imaginar, mas cada uma cumpre com uma finalidade diferente.

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Por: Sergio Teixeira - Linux User # 499126 em 05/06/2008


Observações finais



O Basic Linux trabalha em rede, o que é evidente, por tratar-se de um Linux. Dizer isso é até mesmo uma redundância.

Para ligar vários PCs em uma rede doméstica, não há problema algum, já que todos os usuários serão de nossa inteira confiança.

Mas em uma rede "séria", temos de atentar para o aspecto SEGURANÇA, de vez que no Basic Linux, por padrão, todo usuário é sempre "root".

Isso foi feito no intuito de facilitar as coisas e ao mesmo tempo diminuir o tamanho da distro.

Portanto, se desejarmos reimplementar os itens de segurança normais, deveremos baixar os arquivos competentes, em especial da Slackware 4.0.

Basic Linux foi desenvolvido para ser leve, prático e extremamente rápido, não para ser necessariamente bonito ou completo.

Por consumir muito pouca memória, dificilmente precisaremos de uma 'swap', mas nada nos impede de implementá-la.

Seu tamanho segue a 'regra geral' para PCs de RAM reduzida. Então ideal será o dobro da memória já instalada.

Tenha-se em mente que o BASIC LINUX também não foi feito para ser parecido com o Windows.

Atende porém às necessidades normais de computação de um usuário mediano, mas não dos "top users".

Sendo uma distribuição minimalista, as coisas não vêm prontas, mastigadas.

Temos de personalizar nossa instalação.

E se por um lado isso pode ser um tremendo incômodo, por outro lado nos dá a chance de entender melhor o seu funcionamento, suas particularidades, e as pequenas diferenças com relação a outras distros.

Ao final, diferentemente de outras distros, pode-se bater no peito e dizer com orgulho: "Fui eu que fiz!!!" muito embora o mérito verdadeiro seja do Steve (o desenvolvedor) e mais da Sindi, do David e de tantos outros colaboradores espalhados pelo mundo afora. E olha que isso abrange desde os Estados Unidos até a Bósnia, ou a Austrália, o Reino Unido, a Rússia, a Itália etc.

Em minha observação particular, vejo que outras distros minimalistas são praticamente estanques, isto é, não se consegue progredir além daquilo que já vem com elas. Por isso resolvi dedicar-me ao Basic Linux.

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Páginas do artigo
   1. Em que máquinas posso instalar o BASIC LINUX?
   2. O que podemos fazer em um 486 DX com 16mb ram?
   3. O que podemos fazer com um Pentium I ou II com 32mb ram
   4. O que não posso fazer com o BASIC LINUX?
   5. Observações finais
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Comentários
[1] Comentário enviado por gjr_rj em 05/06/2008 - 14:20h

Excelente artigo Teixeira.
Tenho um 386 com 4Mb de ram, 170 MB de HD, placa de som e rede. Não me desfiz dele por ter sido meu primeiro micro. Na época foi um sufoco para meus pais comprarem pois computador era coisa de "rico". Atualmente está com um windows 3.11 que não serve para nada, vendo este artigo, me deu vontade de dar uma utilidade a ele.
Seria possível instalar o BL-3 nele e por servidores http, ftp, pop, smtp e dns. Além de usar o bcc ?

[2] Comentário enviado por pintofree em 05/06/2008 - 14:23h

Legal, mais com os precos de um pc hj em dia é ate meio inviavel usar um pc velho assim a nao ser q vc so tenho ele, e esteja funcionando tudinho o q é dificil.

[3] Comentário enviado por Teixeira em 05/06/2008 - 15:47h

Agradeco pelos comentarios.

grj_rj:
Falando francamente, a equipe de colaboradores do Basic Linux tem por consenso que o Windows 3.11 ainda e' a melhor plataforma para o 386 quando utilizado na modalidade desktop.
E' a melhor relacao velocidade/desempenho/recursos do Windows em todos os tempos, e ainda o que menos exigia da memoria.
Sua versao do Word (6.0) e' a mais objetiva e enxuta que ja' existiu em todos os tempos.
Claro que por questoes do browser antigo (Netscape) e do socket desatualizado (o famoso Trumpet WinSock) seria um pouco incomodo navegar na internet com ele nos dis de hoje.
Os 386 sao otimos para trabalhar em Linux porem apenas no modo texto.
Rodando o Windows 3.11 voce tera' a sua disposicao todos os antigos programas compativeis com DOS (Clipper, etc.), cujo numero nao e' nada desprezivel.
Atualmente nos Estados Unidos as pessoas estao se descartando de seus 386 (por aqui isso ja' acontece ha' muito tempo).
Mas voce pode fazer uma experiencia: Instale a versao DOS em um diretorio diretamente abaixo do raiz e que devera' chamar-se C:\BASLIN.
Havera' um arquivo de lote chamado boot.bat que iniciara' o BL3 dentro de um loop cujo tamanho e' de 4mb (Da' para fazer bastante coisa nesse espaco).
Voce ficara' com os dois sistemas e podera' experimentar a vontade.

pintofree:
No momento em que estou respondendo ao seu post, estou usando o Pentium II com 48mb. Estou usando um browser grafico, mas ja' estou pegando o costume de navegar em modo texto. E' meio estranho a principio, mas e' tao rapido que vale a pena.
O grande problema e' que os webdesigners brasileiros enchem as paginas de recursos pesadissimos, que exigem muito do hardware.
Eles se esquecem de nos que ainda temos conexoes discadas.
A grande maioria dos sites de natureza tecnica la' fora usa HTML puro, de acordo com a padronizacao W3C, enquanto aqui se faz uma verdadeira salada de frutas com as ferramentas de desenvolvimento e seus inumeros plugins.
A proposito, o site do VOL pode ser aberto tranquilamente em modo texto pois sua formatacao nao atrapalha o ato de navegar. Mas e' claro que fica BEM diferente !...

Quero deixar claro que o projeto do Basic Linux visa atender principalmente aos usuarios de baixa renda (em varias partes do mundo, inclusive na terra do Tio Sam), onde outras pessoas de maior conhecimento tecnico se voluntariam para preparar hardware + software para que tais usuarios possam afinal ter a sua inclusao digital.

Esses usuarios costumam praticar o escambo, isto e', pagam e recebem pagamento por aguns servicos "in natura", ou seja, com frutas, verduras, bolo de chocolate, sucata de aluminio, etc.
O projeto em si e' portanto uma grande oportunidade de aperfeicoamento tecnico nao somente lo Linux mas tambem em hardware, visto que muitas das doacoes recebidas nao funcionam a contento, e sempre alguma coisa tem de ser pesquisada, consertada, revisada, adaptada, etc.

[4] Comentário enviado por gjr_rj em 05/06/2008 - 18:32h

Valeu Teixeira pela dica, vou tentar instalar o BL-3 em meu 386. Eu não estou preocupado com a parte gráfica, pois tenho um micro bom e não preciso do meu 386 para nada. Por isso ele está parado, não tem nada que eu queira fazer em um windows 3.11. Mas a possibilidades de usá-lo como um mini servidor me deixou animado, apenas para que ele tenha uma função lá em casa.

Quanto as páginas brasileiras, concordo plenamente. Algumas páginas tem até a opção de pular a apresentação. Todo mundo pula, não sei para que a apresentação existe.

Aqui na empresa mesmo é uma "guerra" entre mim e o webdesigner. Por ele, a tela seria uma "ala de escola de samba" do começo ao fim. Não que não fique bonito, mas leva "horas" para abrir, isso com conexão rápiado. Sem falar nos deficientes, principalmente visual, que fazem navegação em modo texto.

O problema com navegação em modo texto é que não conheço browser que faça conexão https. Você conhece ?

[5] Comentário enviado por pintofree em 05/06/2008 - 18:35h

Ola Analisando do ponto de vista da inclusao digital para pessoas de baixima renda, e muito nobre este projeto. mais e se a memoria ou hds desse pc queimar?? hehe os usuario tao [*****] pra comprar um nova

[6] Comentário enviado por cesar em 06/06/2008 - 07:33h

Parabéns excelente artigo.

[]'s

[7] Comentário enviado por Teixeira em 06/06/2008 - 11:58h

pintofree,

As antigas memórias SIMM de 30 pinos (comuns nos 386 e 486) as pessoas estão jogando fora, pois não tem nenhum valor comercial (R$ 1,00 cada?).

Elas só começam a ter valor de revenda, e aí sim são bastante caras, a partir das EDOs de 72 pinos (que também são SIMMs), encontráveis nos Pentium e em alguns 486, e das primeiras DIMMs.

O verdadeiro problema é se queimar a placa, ou o processador, ou pifar o HD (que naqueles primeiros micros já é jurássico).
E principalmente se pifar o monitor, cujo conserto em geral é muito caro, especialmente para uma pessoa de baixa renda.

Contudo, é muito mais fácil queimar um conjunto baseado em Pentium IV que um um outro baseado em 386 (isso por causa da tecnologia e do material empregados).
Claro que não estou falando em Pentium IV topo-de-linha, com os componentes escolhidos criteriosamente, mas o Pentium IV chamado de "popular" que hoje se encontra até em supermercados.

E também, se formos ver por esse lado, estaremos sendo apenas pessimistas. A realidade é que todo equipamento seja mecânico, elétrico ou eletrônico, por mais sofisticado que seja, tem a propriedade de apresentar defeito algum dia.

Agora você imagina em que situação ficaram os proprietários de automóveis Lada (não tem mais no Brasil), Hyundai (a fábrica faliu) Mini Cooper (só tem pneus aro 10 na Argentina) e da camionete Delahaye, cujos pneus enormes ninguém voltou a fabricar.

Ou se viraram e adaptaram daqui e dali, ou realmente se ferraram.

Acho que a necessidade faz as pessoas se movimentarem.


[8] Comentário enviado por agandhi em 06/06/2008 - 22:22h

Apenas uma observação em relação a última resposta: a coreana Hyundai continua em plena atividade no Brasil. Visite o site em http://www.hyundai-motor.com.br/.

[9] Comentário enviado por Teixeira em 07/06/2008 - 12:31h

agandhi, obrigado por sua oportuna intervenção.
Na verdade quem faliu foi a outra também coreana de nome parecido (e que não consigo me lembrar de jeito nenhum) e que também fabricava monitores de video, entre outras coisas.

Ps: O nome é Daewoo.

[10] Comentário enviado por cvv em 09/06/2008 - 16:58h

Só não vi o endereço da distro:

http://basiclinux.com.ru/

abraços

[11] Comentário enviado por Teixeira em 09/06/2008 - 18:17h

Desculpe não ter respondido antes, pois minha controladora Ide deu problema e não tive como consertar no fim de semana.

Os links corretos são:

Site europeu:
http://www.basiclinux.com.ru/

Site americano:
http://www.ibiblio.org/pub/linux/distributions/baslinux/

Como você poderá ver, esses sites são idênticos, e é por isso que sempre indico o site europeu (mais curto, e mais fácil de memorizar).

Contudo, o suporte é centralizado em uma mailing list americana, linkada por ambos os sites.


[12] Comentário enviado por kito.eag em 30/12/2008 - 18:06h

Li várias vezes o artigo. Porém, estou querendo saber como instalar o Basic Linux no HD sem usar partições Windows. Se alguém puder me dizer passo-a-passo como fazer isso ficarei muito grato.

[13] Comentário enviado por Teixeira em 31/12/2008 - 07:59h

Em primeiro lugar, você deverá baixar a versão não-DOS a partir de um dos sites indicados.
Assegure-se de ter dois disquetes PERFEITOS ou seja, sem NENHUM bad block.

Depois da primeira instalação (um pouquinho diferente de uma instalação "normal") você
instalará BL3 em menos de 10 minutos.

Eu o convido a visitar o site de nosso projeto BL3 BRASIL que está sendo tocado em
parceria com o amigo Marcelo Campos e onde tem esse tutorial que você precisa, e muitas outras informações sobre o Basic Linux com um certo sabor tupiniquim.

[14] Comentário enviado por Teixeira em 31/12/2008 - 08:24h

O tutorial que você deseja pode ser encontrado em

http://bl3brasil.freehostia.com

( clique em "Tutoriais" ).


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