Linux também pode ser bom para a terceira idade - "Ginástica" mental pode ajudar a prevenir Alzheimer

O objetivo não é absolutamente fazer nenhuma gozação, pelo contrário, ao fugir da "mesmice" do NNF (next, next, finish), ou usando a expressão típica dos gringos fugindo dos "no-brainers", até mesmo a terceira idade pode alcançar benefícios adicionais através do uso do Linux.

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Por: meinhardt, jorge g em 21/05/2009


Outros pontos a considerar



A informação disponível indica também que mesmo para aqueles que ainda não chegaram a terceira idade, a prática de fugir a atividades rotineiras, obrigando o cérebro a efetuar seu trabalho usando circuitos distintos, pode beneficiar a todos incluindo aos mais jovens.

Obviamente o conforto de seguir rotinas praticamente sem precisar pensar é sempre mais comodo. Mas será o mais conveniente? A lógica diz que não.

Outra prova de que o cérebro pode e deve ser exercitado com resultados que obviamente vão variar em função do esforço e empenho de cada um, é a recuperação de pacientes que ficaram com sequelas após sofrer algum AVC (Acidente Vascular Cerebral) em que tenha ocorrido dano irreversível em algumas áreas do cérebro.

Mediante exercícios de estimulação apropriados e inclusive associados a fisioterapia, é possível re-treinar o cérebro humano a criar caminhos alternativos (novas sinapses) para suprir senão todos pelo menos parte das perdas ocorridas que provocaram as sequelas.

Seguindo esta mesma linha de raciocínio, o uso do Linux será verdadeiramente como uma prática de "musculação mental", já que requer que se leia e pense mais além do simples uso do mouse.

Eis aí outra grande vantagem do uso do Linux, que ainda não havia visto listada em nenhum dos tantos artigos e publicações sobre as vantagens do mesmo. Isto não é nem pretende ser uma colocação leviana ou em tom de brincadeira ou mesmo ironia, até porque minha formação não é médica. Estou avaliando esta situação e submetendo a sugestão com base apenas na lógica.

Corroborando as informações acima, é sabido de longa data que o desenvolvimento mental desde a infância será acelerado e incrementado, bastando para tal o aprendizado de um segundo idioma. Os estudos de música com prática de instrumentos musicais também provocam os mesmos efeitos e seguem a mesma fenomenologia.

Isto ocorre porque, tanto um segundo idioma como a música, obrigatoriamente passam a utilizar outro "lobo cerebral", ou seja, outra área do cérebro, oposta àquela que usa a língua materna, aquele idioma que apreendemos de nossos pais e no qual recebemos a primeira alfabetização.

Dominando apenas um idioma, deixamos de usar e exercitar nosso cérebro além daqueles parcos e talvez máximos 10% de nossa capacidade cerebral, que em geral também poucos atingem.

Outro ponto importante é o fato de que depois de apreender um segundo idioma, o terceiro, quarto etc se tornam muito mais fáceis, mesmo naqueles casos em que a raiz (latina, anglo-saxônica, oriental etc) destes seja distinta. De quebra ainda conseguimos desenvolver mais o nosso QI, o verdadeiro e não o também popular "Quem Indica".

O uso do Linux ou quaisquer outras linguagens de programação e sistemas operacionais não deixam de ser outros "idiomas", usados porém para a comunicação entre homem e máquina. Da mesma forma que os idiomas / línguas faladas e escritas, por lógica, as linguagens de programação de sistemas operacionais também devem gatilhar a utilização do lobo oposto do cérebro, ou seja, daquela outra metade que não tem utilização a não ser quando se usa a língua materna.

Hoje em dia, para grande quantidade de pessoas que estão na minha faixa etária, o uso de computadores pessoais segue sendo um verdadeiro tabu.

Isto não é novidade, pois mesmo nos Estados Unidos com o propalado porém questionável desenvolvimento tecnológico de primeiro mundo, desde os anos 80 e 90, companheiros de trabalho da mesma geração que a minha já reagiam contra o uso dos computadores pessoais.

Talvez alguns já tivessem o pressentimento de que ao passar a usar computadores, perderiam a ajuda de secretárias, auxiliares, assessores etc, precisando fazer praticamente todo o trabalho por conta própria, sendo por esta razão tão contrários.

Possivelmente hoje, devido a maior divulgação e popularização da Internet, este sentimento antagônico ao uso da informática pelos mais velhos tenha reduzido.

Existem agora até mesmo cursos de iniciação a Informática específicos para a terceira idade.

Como mencionei acima, aquele sistema do NNF pode perfeitamente servir como ponto de partida para quebrar o gelo. O ideal entretanto seria já começar pelo Linux, que atualmente ficou sensivelmente mais fácil e amigável.

O Linux entretanto funcionará como verdadeira "musculação mental", já que gradativamente será necessário voltar a pensar e sair da rotina.

A outra vantagem do Linux para a terceira idade será o maior nível de proteção com relação a programas mal intencionados (malware) e infecções viróticas, já que não será preciso tanta preocupação com antivírus e navegação por caminhos menos arriscados nos mares da Internet.

O aprendizado do Linux também pode ser perfeitamente gradativo e com o mesmo nível de dificuldade do outro sistema, começando apenas pelo uso do mouse e navegação na Internet sob riscos reduzidos devido ao maior nível de segurança intrínseco do sistema.

O uso do terminal e outras tarefas de maior complexidade, como instalação de aplicativos, pode perfeitamente ser um passo adicional quando o usuário já tiver mais confiança e conhecimento, já que por padrão a maioria das distros já vem com uma quantidade e variedade imensa de aplicativos instalados, ao contrário do outro sistema, além de outra quantidade imensa de aplicativos adicionais para instalar diretamente dos repositórios das distros respectivas.

Na verdade o título deste artigo poderia ser também referido especificamente ao uso de informática, porém o Linux, além de todas as outras vantagens de uso apresentadas por tantos outros artigos excelentes, agrega várias outras neste caso específico, como o aprendizado de um "idioma" adicional, fuga da rotina, colocar o cérebro para trabalhar e de quebra muito mais segurança durante a inevitável e importante parcela de tempo usado para navegação nos mares muitas vezes bravios da Internet.

Não me atreveria a escrever um artigo com este conteúdo em outro fórum onde a frequência dos membros fosse maioria do outro sistema, pois com toda a certeza seria linchado. Vai ai apenas uma opinião honesta e pessoal.

Abaixo segue farto material de consulta / leitura adicional com artigos de muito maior riqueza que esta minha modesta contribuição que me levou a adicionar por lógica esta outra grande vantagem do uso do Linux.

Leitura adicional (links):
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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Outros pontos a considerar
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Comentários
[1] Comentário enviado por fabio em 21/05/2009 - 15:15h

Muito bem colocado o artigo! Eu particularmente sou fão de assuntos que envolvem o cérebro. Ultimamente tenho testado e aprovado uma tecnologia que se diz aumentar a capacidade cerebral através de ondas neurais, quem se interessar pode pesquisar por Holosync.

Um abraço.

[2] Comentário enviado por hellnux em 21/05/2009 - 18:57h

Belo artigo! Gostei da sua linha de raciocínio.

[]'s

[3] Comentário enviado por Teixeira em 21/05/2009 - 21:22h

Muito bom o artigo.
Eu mesmo tenho procurado por em prática um esforço sempre constante do cérebro, visto que após nada menos de quatro AVC, noto uma certa tendência de não fixar bem as coisas na memória.
Também quanto à coordenação motora, foi muito bom o fato de ter sido músico (contrabaixo e bateria) e praticante de artes
marciais (judô, jiu-jitsu, e luta livre romana), pois os reflexos adquiridos naquela época têm sido bastante úteis hoje em dia.
Considero-me vitorioso e honrado em apenas poder participar desta comunidade, pois se me houvesse permitido desanimar, certamente não estaria nem mesmo vivo.
Tenho procurado manter o cérebro funcionando em um regime um pouco acima do que eu consideraria normal há algum tempo atrás.
Desta forma, tenho podido lidar com o Linux e com outros assuntos novos para mim, ao lado de outros mais antigos e de grande abrangência.
Continuo fluente em Português e Inglês, porém o Francês, o Espanhol e o Italiano têm deixado bastante a desejar.
Algumas palavras e mesmo conceitos básico se perderam de minha lembrança.
Tenho um amigo que tem o mal de Alzheimer, mas que tem sabido (e podido) contornar as adversidades a contento, e de tal forma que poucas pessoas sabem que ele sofre daquele mal.
Está com cerca de 82 anos e os sinais de senilidade (natural naquela idade) são praticamente imperceptíveis. É uma pessoa ágil, gentil, risonha e altamente socializada.
Acho muito importante para o idoso fazer o cérebro enfrentar desafios, ter trabalho constante.
Muitos, até mais jovens, têm receio "do computador" e de qualquer novidade tecnológica. Alguns têm receio até mesmo de usar o telefone celular, ou um simples controle remoto.
A verdade é que o mundo tecnológico muda a cada dia. Não somente os jovens, mas também os idosos têm de manter um exercício constante de todas as suas capacidades, tanto físicas quanto mentais, no intuito de prolongar sua sobrevida com qualidade.
A ginástica mental é excelente como medida profilática, mas pode ser empregada como auxiliar no tratamento da senilidade.
Vamos deixar bem claro que senilidade não é uma doença, mas um estado pelo qual certamente iremos passar, em geral depois de entrar na terceira idade.




[4] Comentário enviado por meinhardt_jgbr em 22/05/2009 - 00:47h

Estimados parceiros do Viva o Linux, agradeço os comentários e me sinto muito gratificado pelos posts e particularmente pelo do Teixeira, corroborando se não todo o conteúdo, pelo menos boa parte dele, com experiencias em primeira mão.

Com toda a sinceridade, tinha grandes dúvidas em apresentar este artigo pensando que seria linchado e crucificado, porém durante a preparação, na busca de informações adicionais cujos links estão no final do artigo, depois de ler o conteúdo criei coragem e depois de quase duas semanas no forno, decidi compartilhar a informação.

O Linux definitivamente não serve para quem é mais acomodado ou tem preguiça sendo avesso a mudanças, tampouco seu aprendizado é tão complicado assim para criar uma barreira, já que o processo de familiarização pode ser gradativo como mencionei no artigo, partindo do uso exatamente igual aos Janelas da MicroMole, com navegação e exploração pelo sistema usando apenas o mouse, isto tudo sem falar na navegação pela Internet exatamente da mesma forma do outro.
O uso do terminal que definitivamente é o grande tabu e espantalho para os novos usuários, não será imprescindível durante a familiarização com o Linux já que uma gama muito ampla de aplicativos instalados por padrão já estará disponível. Outros tantos aplicativos estarão disponíveis para fácil instalação a partir dos repositórios da própria distro. Lógico que não está pronto nem perfeito, mas garanto que está muito melhor e mais amigável que quando tive o primeiro contato, lá pelo ano 2000.

[5] Comentário enviado por Teixeira em 23/05/2009 - 19:55h

E saiba que a turma do Basic Linux lá fora não usa interface gráfica nem a pau. É tudo no modo texto mesmo.
Geralmente a turma é muito radical e acha que interface gráfica é coisa de preguiçosos ("lazy people").
Portanto, não arredam mão do console e da consequente tela preta.

Há um bom número de colaboradores constantes já na terceira idade (ou quase lá).

Quando se fala em pessoas utilizando computadores, tem-se logo a idéia de um bando de gente sedentária que mata mosquito com o cursor do mouse.
No entanto, os "idosos" do Basic Linux fazem muitos passeios de bicicleta, praticam a agricultura familiar e prestam trabalhos voluntários de interesse comunitário.
Principalmente, consertam o hardware (o que aparecer), colocam-lhe o Basic Linux ou uma versão mais ampla, conforme o caso, e fazem doações às pessoas carentes.
É, também lá fora, nos lugares mais inimagináveis, ainda existem pessoas que não podem dispor de um centavo sequer para adquirir seu primeiro PC.
Precisamos repensar o Brasil, precisamos repensar o próprio mundo.

[6] Comentário enviado por pinduvoz em 23/05/2009 - 23:12h

<<Dicas e ensinamentos
« Enviada para: pinduvoz em: 26 de Dezembro de 2008, 10:48 »
« Você reencaminhou ou respondeu esta mensagem. »

Pessoas como vc. é que mantém o interesse pelo o Linux de gente, como eu (70 anos) que sou um fuçador metido. Muitíssimo obrigado! Feliz ANO NOVO, que 2000INOVE seja de saúde, paz e prosperidade.
[assinatura]>>

A mensagem acima eu recebi no Fórum do Ubuntu.

Foi uma mensagem de agradecimento (recebi várias, pois ajudava muito lá) que me deixou muito feliz.

Seu artigo está absolutamente correto.

[7] Comentário enviado por FilipeEngineer em 09/09/2012 - 15:31h

Artigo muito bom.

Tenho 18 anos, faço Engenharia de Produção, e estou começando a usar Linux agora, a distribuição que uso é a Mandriva.

Adorei o sistema, sempre tive vontade de usar, mas tinha medo. Hoje, sei que perdi tempo utilizando aquele outro sistema de preguiçoso.

Agora, cada dia usando Linux é um desafio para aprender mais. E isso é muito bom.

Sempre gostei de estudar, e com o Linux, nada melhor que aumentar meus conhecimento.

Parabens pelo Artigo, e Viva o Linux.

--
Filipe Melo
Futuro Engenheiro, Fisiculturista Natural e apaixonado por carros.


[8] Comentário enviado por meinhardt_jgbr em 17/09/2012 - 13:22h

Felipe,

A bem da verdade, nas atuais distribuições praticamente não será necessário apreender nada de novo para poder fazer um uso razoável de computador com sistema Linux.
Basta saber ler e começar a fuçar. Isto tanto é verdadeiro que os mais velhos e os jovens que nunca usaram algum Pc, podem começar a usar Linus sem nenhum preparo anterior. Basta ler e sair clicando.

Claro que para fazer alterações maiores ou mesmo algumas personalizações, já será necessário pelo menos ler alguma coisa a respeito. Para aqueles que não estiverem viciados nos Windows, como também para os iniciantes o uso do Linux é inclusive mais simples.


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