Linux na automação comercial: estamos preparados?
Como todo geek e linuxer, toda vez que tenho de ir ao supermercado ou farmácia observo que tipo de sistema de automação comercial eles utilizam e na maioria das vezes ou são sistemas "tela preta", escritos em DOS/Clipper ou similares, ou são sistemas com interface gráfica semelhante ao Windows 3.11, que se limitam a registrar a saída do produto e imprimir o cupom fiscal.
Parte 2: Temos mão-de-obra qualificada?
Com exceção das consultorias altamente especializadas com foco em
implantar o Linux em empresas de médio e grande porte, não
vejo pessoal especializado para desenvolver e dar suporte a
projetos como o que estou sugerindo neste artigo.
Se por um lado existe a desconfiança e hesitação do micro-empresariado em relação a qualquer solução que não utilize software proprietário, há também um grande vazio na oferta de Software Livre direcionado à estes mesmos micro-empresários, proprietários de supermercados, farmácias, padarias, etc, fechando um círculo vicioso onde ambos saem perdendo.
É um quadro que tem de ser mudado o quanto antes, para nos desenvolvermos e atingirmos a excelência neste segmento, suplantando quem sabe a Índia, nação que hoje exporta dez vezes mais software que o Brasil.
Se por um lado existe a desconfiança e hesitação do micro-empresariado em relação a qualquer solução que não utilize software proprietário, há também um grande vazio na oferta de Software Livre direcionado à estes mesmos micro-empresários, proprietários de supermercados, farmácias, padarias, etc, fechando um círculo vicioso onde ambos saem perdendo.
É um quadro que tem de ser mudado o quanto antes, para nos desenvolvermos e atingirmos a excelência neste segmento, suplantando quem sabe a Índia, nação que hoje exporta dez vezes mais software que o Brasil.
Se um grupo de linuxer, por exemplo, se prontificasse a desenvolver e implantar sistemas nos estabelecimentos citados, será que isso já não seria um começo a o avanço do Linux em estabelecimentos pequenos? Creio que sim!