Arduino - Visão Geral

Atualmente a plataforma Arduino esta difundida por todo o mundo, sendo que esta é utilizada por vários tipos de pessoas e de acordo com a Homepage dos desenvolvedores o Arduino é uma plataforma de protótipos eletrônicos de código aberto (open source) baseada em hardware a software flexíveis e fácil de usar.

[ Hits: 31.446 ]

Por: Leandro Rodrigo em 22/07/2011 | Blog: http://leandro-robotica.blogspot.com/


Mais Características e Conclusão



Comunicação

O Arduino Uno tem uma série de facilidades para se comunicar com um computador, outro Arduino, ou outros microcontroladores. O ATmega328 fornece comunicação serial, UART TTL (5V), que está disponível nos pinos digitais 0 (RX) e 1 (TX). Um ATmega8U2 na placa canaliza as comunicação serial através da USB e aparece como uma porta COM virtual para o software no computador. O software Arduino inclui um monitor serial que permite que dados simples de texto possam ser enviado a e da placa Arduino.

A biblioteca SoftwareSerial (1) permite a comunicação serial em qualquer um dos pinos de digital do Arduino Uno.

O ATmega328 também suporta I2C (TWI) e comunicação SPI. O software Arduino inclui a biblioteca Wire para simplificar a utilização do bus I2C. Para a comunicação SPI, usa-se a biblioteca de SPI (Herrador, 2009; Arduino, 2011).

Programação

De acordo com (Arduino, 2011) o Arduino Uno pode ser programado com o software do Arduino (2). Para programadores que estão aprendendo a usar a placar Arduino existem uma seria de tutoriais (3) disponíveis no site dos desenvolvedores.

O ATmega328 no Arduino Uno vem pré programado com um bootloader (4), que permite que você envie novos códigos a placa sem a utilização de um programador de hardware externo. Ele se comunica o protocolo original STK500.

O usuário também pode ignorar o bootloader e programar o microcontrolador através do ICSP (In-Circuit Serial Programming)(5).

Links de referência:
  1. http://www.arduino.cc/en/Reference/SoftwareSerial
  2. http://arduino.cc/en/Main/Software
  3. http://arduino.cc/en/Tutorial/HomePage
  4. http://arduino.cc/en/Tutorial/Bootloader
  5. http://arduino.cc/en/Hacking/Programmer

Reset Automático (Software)

De acordo com (Arduino, 2011) ao invés de requerer uma pulsação física do botão reset antes de um upload (enviar um novo programa a placa), o Arduino Uno é projetado de uma maneira que permite que ele seja resetado pelo software rodando em um computador conectado. Uma das linhas de hardware de controle de fluxo (DTR) da ATmega8U2 está ligado à linha de reset do ATmega328 através de um capacitor de 100 nF. Quando esta linha tem o valor (LOW), a linha de reset cai o tempo suficiente para resetar o chip. O software Arduino usa esse recurso para permitir que o usuário envie o código, apenas pressionando o botão de upload no software Arduino.

Proteção contra sobrecarga da USB

O Arduino Uno tem um poli fusível reajustável que protege as portas USB do seu computador de cortes e sobrecorrentes. Embora a maioria dos computadores fornecem sua própria proteção interna, o fusível fornece uma camada de proteção extra. Se mais de 500 mA é aplicado à porta USB, o fusível irá quebrar automaticamente a conexão até que a sobrecarga ou curto sejam eliminados (Herrador, 2009; Arduino, 2011).

Características físicas

O comprimento e a largura máxima do Uno PCB são 2,7 e 2,1 polegadas, respectivamente, com o conector USB e conector de alimentação que ultrapasse a dimensão anterior. Quatro furos permitem que a placa seja conectada a uma superfície ou em um estojo (Herrador, 2009; Arduino, 2011).

Conclusão

Este artigo teve por objetivo que o leitor tenha um maior e melhor conhecimento sobre a placa Arduino e seu hardware, e que com o conhecimento adquirido passe a se interessar pela plataforma, quem sabe até trabalhar com a mesma. Grande parte das informações aqui contidas foram retiradas do site dos desenvolvedores.

Referências

Arduíno - Homepage. Disponível em: http://www.arduino.cc/, acessado em março de 2011.
HERRADOR, R. E., Guía de Usuario de Arduíno, 2009. Disponível em: http://www.uco.es/aulasoftwarelibre/wp-content/uploads/2010/05/Arduino_user_manual_es.pdf, acessado em março de 2011.
Página anterior    

Páginas do artigo
   1. Plataforma Arduino, Hardware e Visao Geral
   2. Características Gerais
   3. Mais Características e Conclusão
Outros artigos deste autor

Um pouco do protocolo HTTP

Windowbuilder, o plugin do Google para trabalhar com interface gráfica no Eclipse

Leitura recomendada

Instalando Token da OAB no Linux Mint 17.3 (Rose)

Esclarecendo a questão dos drivers: o problema do suporte a hardware

A história do hardware

Rodando o Linux no Pegasos

Qual é o melhor Sistema Operacional?

  
Comentários
[1] Comentário enviado por julio_hoffimann em 23/07/2011 - 09:05h

Parabéns Leandro,

O artigo é interessante, mas senti falta de um exemplo/aplicação. Quem sabe da próxima vez? :-)

Outro membro do VOL escreveu um artigo parecido no ano passado, deixo o link como referência:

http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arduino-Crie-o-seu-proprio-robo-ou-sensores-inteligentes

Abraço!

[2] Comentário enviado por piquen0 em 23/07/2011 - 15:09h

Bom exemplos, posso postar sim no futuro.
Estou usando a placa Arduíno em um projeto de automação predial na minha Universidade, é meu projeto de TCC, quando eu terminar posto algo mais interessante aqui no VOL.

[3] Comentário enviado por jcristiano em 25/07/2011 - 12:47h

Legal o artigo, como introdução.

Meu projeto de conclusão usa arduino dentro de uma arquitetura segura de controle, usando ferramentas opensource (por isso do arduino).

Assim que tiver oportunidade, publicarei algumas aplicações.


[4] Comentário enviado por bitetti em 25/07/2011 - 16:45h

Na pagina do Arduino tem varios showcases, incluindo um que os kras criaram um GameBoy!!
Eu com certeza me afastaria o maximo de hardware, mas a ideia do Arduino anda me entusiasmando.
Infelizmente se eu chegasse num "SENAI da vida" aqui da cidade duvido que o pessoal saiba oque é issu.

[5] Comentário enviado por piquen0 em 25/07/2011 - 17:35h

Olha, antes de conhecer o Arduíno eu tinha medo do hardware, só de pensar nisso os neurônios ficavam agitados, mas o Arduíno facilita muito a vida de quem pretende mexer com hardware, é simples, sem falar na programação que também é bem fácil, eu recomendo...

[6] Comentário enviado por Teixeira em 26/07/2011 - 13:43h

Lá pelos anos de "mil-novecentos-e-Teixeira" não havia um projeto abrangente como esse.
E lá pelos idos de 70 pipocavam daqui e dali os projetos acadêmicos de circuitos eletrônicos para serem utilizados nos Apples, porque eram mais fáceis de abrir, embora não fosse muito fácil desenvolver alguma coisa para o processador 6502.
O "paraíso" dos programadores e desenvolvedores sempre foi o Z-80, porém as máquinas que usavam esse processador estranhamente davam muito mais trabalho de abrir, fechar e acessar os pontos certos no circuito.
Cada um fazia seu hardware, e espetava em algum slot específico (no Apple II cada slot tinha uma finalidade predeterminada).
Já havia quem fizesse robôs e outros gadgets, porém nada era padronizado, sendo portanto equiparável a uma "babel eletrônica".
Pelo menos hoje quem desejar fazer sua "gambiarra" ou seus "pequenos monstros" (rsrs) já faz sua bagunça em cima do Arduíno e não em cima do micro em si.
Boa idéia para quem desejar implementar uma chiforínfula ou mesmo uma blêufura mais caprichada.

[7] Comentário enviado por pinduvoz em 30/07/2011 - 16:27h

Dá para traduzir, Teixeira?

No meu dicionário não existem as palavras "chiforínfula" e "blêufura".

[8] Comentário enviado por Teixeira em 30/07/2011 - 22:51h

Tanto uma chiforínfula quanto uma blêufura são artefatos da classe dos supercalifragilisticspiralidosos, empregados geralmente por bípedes implumes na elaboração criteriosa da rebimboca da parafuseta.
Ou não.

[9] Comentário enviado por pinduvoz em 31/07/2011 - 09:31h

Ah, bom! Agora "intendi".

[10] Comentário enviado por Teixeira em 31/07/2011 - 10:52h

Porém as blêufuras, ao contrário das chiforínfulas, podem determinar qualitativamente certas formações cristalinas não influenciáveis e depois, ao fim e ao cabo, até mesmo por uma lava patética.
Porque uma blêufura está para uma chiforínfula assim como um corolário está para seus correlatos, ou um celenterado está para o próprio mar.
(Esta é uma explicação à moda do ator José Wilker. Aquela primeira foi à moda Microsoft)...


Explicação "no popular":
Uma blêufura é uma p**** qualquer.
A chiforínfula também.

[11] Comentário enviado por chespanhol em 02/02/2012 - 15:29h

Pessoal,
Acesse o site da EMPRETECNET, eles fabricam um KIT com uma placa compatível com arduino duemilanove, uma placa de rele, de potenciômetro, de sensor de luz, de sensor de luminosidade, de buzzer, de botão e demais componentes que podem ser realizados vários experimentos sem a necessidade de solda. Qualidade excelente!!


Contribuir com comentário




Patrocínio

Site hospedado pelo provedor RedeHost.
Linux banner
Linux banner

Destaques

Artigos

Dicas

Tópicos

Top 10 do mês

Scripts