KDE Plasma - porque pode ser a melhor opção de interface gráfica

Nesse artigo faço um contraponto com esse outro artigo - https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Como-o-GNOME-conseguiu-o-feito-de-ser-preterido-por-outras-interfaces-grficas - onde considero a melhor opção de interface gráfica em funcionalidade, beleza e recursos frente outras que falam que são leves, muitas vezes consumindo o mesmo de recursos oferecendo menos funcionalidades que o KDE.

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Por: Sidnei Serra em 31/01/2026 | Blog: https://www.youtube.com/channel/UCRgokKtNlttdmg2RJEa2VYw


KDE Plasma: liberdade, poder e algumas mancadas no caminho



Durante muito tempo, o KDE foi tratado como o "patinho feio" dos desktops Linux. Pesado, bugado, cheio de opções inúteis pelo menos essa era a fama e com usuários até hoje falando que "não precisa de tudo isso". Só que o tempo passou, o projeto amadureceu, e hoje a situação se inverteu de forma quase irônica: o KDE Plasma virou o refúgio de quem quer controle, enquanto outros ambientes parecem cada vez mais decididos a dizer ao usuário como ele deve usar o computador.

Mas calma. O KDE não é perfeito, longe disso. A grande vantagem do KDE é que ele respeita o usuário e o maior mérito do KDE Plasma é simples de resumir: ele não parte do princípio de que o usuário é burro, mesmo que seja, hehehe. O usuário quer:
  • Mudar o comportamento da janela?
  • Alterar atalhos?
  • Ajustar animações?
  • rocar compositor?
  • Customizar painel, menu, tema, borda, fonte, sombra, transparência?

O KDE responde: "Beleza, tá aqui."; enquanto outros ambientes escondem opções, removem funcionalidades ou simplesmente dizem "não", o KDE mantém uma filosofia clara: a bagaça do sistema é seu, não nosso.

Isso é ouro para usuários intermediários e avançados, e também para quem vem do Windows e não quer reaprender a usar um computador do zero. Plasma não é só bonito, é funcional mas o ponto mais importante é que a estética não sacrifica produtividade:
  • Painel configurável de verdade;
  • System tray completo;
  • Janelas com controles previsíveis;
  • Comportamento clássico disponível sem gambiarra.

Você pode usar o KDE como:
  • um desktop tradicional;
  • algo parecido com Windows;
  • algo parecido com macOS;
  • ou uma aberração linda criada por você mesmo.

E tudo isso sem extensões frágeis, sem hacks malucos, sem rezar pra próxima atualização não quebrar tudo. E ainda dá a liberdade para o usuário colocar as extensões que achar mais conveniente que não estejam presentes nativamente no sistema.

Linux: KDE Plasma - porque pode ser a melhor opção de interface gráfica


KDE e Wayland: tropeçando mas andando

Aqui entra a parte das mancadas. O KDE demorou e ainda demora pra acertar 100% no Wayland. Melhorou muito nos últimos anos, especialmente no Plasma 6, mas ainda há:
  • bugs esquisitos;
  • comportamento inconsistente com apps X11;
  • drivers que se comportam melhor no Xorg;
  • recursos que funcionam "quase sempre".

A diferença é que o KDE não finge que o problema não existe. O Xorg continua sendo uma opção clara, funcional e suportada, sem aquele papo de "use por sua conta e risco", coisa que o Gnome 49, por exemplo, abandonou em prol do uso único do Wayland. Aí, nesse caso, usuários que precisam do X11 para usar em máquinas mais antigas - como eu - vai pro espaço e o jeito é usar interfaces gráficas com suporte ao X11 e que o KDE suporta.

Atualizações: liberdade demais também cobra preço

Outro ponto fraco do KDE é que ele escala muito mal em distros Rolling Release mal cuidadas. Como o Plasma evolui rápido, em distros RR você pode pegar:
  • regressões;
  • bugs visuais;
  • configurações que se perdem;
  • comportamento estranho após updates grandes.

Um ponto que ilustra exatamente isso é a versão mais atualizada do Plasma 6 em distribuições RR como o Arch, onde a interface simplesmente força o usuário a ter uma máquina que tenha suporte ao OpenGL mais novo se quiser manter certos recursos - algo acima do 3.3 - e que não pode ser dado por máquinas mais antigas devido às limitações de drivers. Na versão usada no Debian isso ainda não acontece.

Linux: KDE Plasma - porque pode ser a melhor opção de interface gráfica


Não é exatamente culpa do KDE - é o preço de um projeto grande, modular e em constante evolução. Em distros de ciclo fixo ou LTS, o Plasma costuma ser muito mais sólido - novamente, como exemplo o Gnome (48) do Debian.

Configuração demais pode virar bagunça

Aqui vai uma crítica justa: o KDE não se ajuda em alguns momentos:
  • Configurações duplicadas;
  • Nomes confusos;
  • Opções que afetam coisas parecidas em lugares diferentes;
  • E até a retirada de itens - pois é - como o Serviços do KDE (KDED) mas pode ser instalado.

Linux: KDE Plasma - porque pode ser a melhor opção de interface gráfica


Para usuários novos, isso pode parecer um caos e para usuários experientes, é só mais uma tarde ajustando tudo mas, uma vez ajustado, é só "esquecer".
O KDE confia tanto no usuário que às vezes esquece de guiar melhor quem está chegando.

KDE vs outros desktops: a escolha ideológica

Hoje, escolher KDE não é só uma escolha técnica, é quase ideológica:
  • Você prefere liberdade ou opinião imposta?
  • Quer adaptar o sistema ao seu fluxo ou adaptar seu fluxo ao sistema?
  • Quer escolher ou aceitar o que decidiram por você?

O KDE claramente escolheu o primeiro caminho, com todos os riscos que isso traz. Conclusão: o KDE não é perfeito - e ainda bem pois o KDE Plasma:
  • não tenta ser minimalista à força;
  • não trata o usuário como criança;
  • não remove recursos "porque sim" MAS, caso removido, o recurso pode ser recuperado.

Ele erra, quebra às vezes, exagera nas opções e tropeça no Wayland mas erra tentando dar poder, não tirando. E talvez seja por isso que, enquanto outros ambientes perdem usuários, o KDE continua sendo escolhido por quem quer um desktop que funcione do seu jeito, e não do jeito que alguém decidiu numa reunião.

O KDE ainda tem umas coisas que o usuário precisa mas continuam enrolando em implementar: o Quick Preview aos moldes do Sushi no Gnome. O recurso até existe mas não é "selecionar e apertar espaço", tem que abrir o Dolphin, abrir um painel lateral com F11 e é algo que tem que ficar permanente se quiser sempre utilizar o recurso mas perde espaço no desktop e isso é muito chato em notebooks, por exemplo.

Linux: KDE Plasma - porque pode ser a melhor opção de interface gráfica


Seja como for, o KDE está "muitíssimo" satisfatório, entrega um ótimo desempenho com tudo que pode oferecer sem pesar o sistema, diferente de outras interfaces gráficas que, para serem leves, tiram recursos que os desenvolvedores acham que "não são necessários" e capam a usabilidade do sistema.

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Comentários
[1] Comentário enviado por xerxeslins em 31/01/2026 - 10:54h

Hoje, se eu tiver que escolher apenas UM ambiente, escolho KDE Plasma.
Melhor ter do que faltar.
Além disso, tenho a impressão de que o KDE Plasma é tão leve quanto o Xfce, sendo muito mais completo.




[2] Comentário enviado por Zoiudo em 31/01/2026 - 11:48h


[1] Comentário enviado por xerxeslins em 31/01/2026 - 10:54h

Hoje, se eu tiver que escolher apenas UM ambiente, escolho KDE Plasma.
Melhor ter do que faltar.
Além disso, tenho a impressão de que o KDE Plasma é tão leve quanto o Xfce, sendo muito mais completo.






E pior que está mesmo, minha máquina é essa imagem da gatinha, mais fluída que Gnome, Cinnamon e outras "mais leves"...


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