Qualidade dos profissionais de TI

Com essa pequena história - ou "causo" - quero incitar a discussão sobre a qualidade do profissional de TI, o que podemos fazer para melhorá-la e porque ainda existem tantos profissionais de TI despreparados.

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Por: Joao Vitorino em 02/04/2015


Breve causo que todos nós já tivemos situações semelhantes



Pequeno causo para meus amigos de TI.

- Oi, tudo bem, tem como você retirar o usuário X do grupo ABC para mim por favor?
- Tem como não.
- Como assim não tem como? - Acredito que não fui claro na minha solicitação então decido explicar melhor. - Preciso que o usuário X do Active Directory seja removido do grupo ABC, também do AD. - Não tem como fazer isso não.

(Silêncio constrangedor)

Ele diz que não é possível fazer isso com tanta ênfase que eu até fico em dúvida: Eu não trabalho com Windows Server tem anos, mas será que as coisas mudaram tanto assim? Não, isso é algo básico, devo ter me expressado mal.
- O usuário X, aquele cara lá do outro andar, então, preciso que ele não mais faça parte do grupo ABC, sabe, remover ele de lá.
- Cara, não tem como fazer isso no Windows não. - me responde o administrador de redes coroa.

(Mais silêncio constrangedor)

Tem alguma coisa muito estranha aqui, ou ele está errado ou eu estou errado. Bem, ele é administrador de redes, trabalha com isso tem um bom tempo (eu acho, supondo pela cara de coroa dele), deve saber do que está falando e... Não, não não não! Eu estudei isso, tem como fazer sim, não trabalho com isso tem 5 ou 6 anos mas não deve ter mudado tanto assim.

Viro-me para outro lado e pergunto em voz alta para um outro administrador de redes - Fulano, tem como remover o usuário X do grupo ABC por favor?

O administrador de redes coroa obviamente escuta minha pergunta e decide interferir.

- Fulano, ele quer que o usuário X seja removido do grupo ABC, tem como fazer isso?
(Nesse exato momento minha mente solta um sonoro "Hein?")
- Tem como sim, vem aqui que te mostro como faz. Responde o outro administrador de redes.

Fico pasmo, sem reação, não consigo falar nada. Tento fazer rapidamente as conexões entre o que vi, ouvi e o que sei para achar uma reposta lógica que satisfaça a pergunta:

O cara é um administrador de redes, coroa, já com seus cabelos grisalhos e não sabe como retirar um usuário de um grupo do AD, tarefa simples e corriqueira em qualquer empresa com Active Directory, como isso é possível?

Ou pior ainda seria ele me informar de maneira categórica que essa tarefa simples e corriqueira não é possível de ser feita?

Tento achar uma reposta porém mais perguntas aparecem em ondas.

Ele é um estagiário? Não.
Ele é um júnior? Não.
Não é formado em TI? Não, para administrador de redes a empresa pede no mínimo MCSE. Como esse cara conseguiu esse emprego? Porque ele tem um salário 3x maior que o meu?

Minha solicitação foi atendida, claro, o fulano removeu o usuário do grupo conforme solicitei em menos de 1 minuto, mas as dúvidas continuaram.

Não consegui achar uma reposta satisfatória, mas o que me traz alento é pensar que esse coroa administrador de redes tem que ser muito bom em alguma coisa - que até hoje 1 ano e meio depois não descobri o que é - para justificar seu cargo, seu salário e principalmente o fato de não saber algo que é básico para administração de redes Windows.

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Comentários
[1] Comentário enviado por emilioeiji em 02/04/2015 - 15:18h

Ele é apenas Administrador de Redes?

Não seria o caso de ser o "cara" de confiança da diretoria ou gerencia? Aqui eu tenho um caso assim ;)

[2] Comentário enviado por erisrjr em 02/04/2015 - 16:21h

Uma entidade de classe forte e atuante, ajudaria mais na questão salarial de modo geral e para alguns cargos(Exigência de qualificação acadêmica), mas no caso especifico do gerente acredito que não, este ainda é para muitas instituições um cargo de "confiança"(Leia-se amigo pessoal ou familiar de alguém. Nem sempre confiança por questões de ética profissional e técnica), claro que em ambientes altamente profissionais(Empresas bem estruturadas), isto já não é mais aceitável e tipos assim duram pouco.

Neste caso especifico, acredito que o problema é o próprio "profissional" (Infelizmente algo muito comum, não apenas em TI), que não se importa em saber nem mesmo o "básico" que sua posição exige, não se atualiza, não busca mais conhecimento, mais um dos que andam por aí soltando frases como: "funcionou esta bom" "isso não é comigo" "não me comprometa" "deixe para depois" "ninguém vai notar, então deixa assim mesmo" "Eu não ganho para isto" e por ai vai....


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Keep it Simple, Stupid - UNIX Principle.



[3] Comentário enviado por Gabrielcastro em 02/04/2015 - 16:29h


João, não sou formado em nenhuma área relacionada a TI, entretanto, acumulei uma boa gama de conhecimentos trabalhando na área, parte por incentivo da empresa (cursos), mas a maior parte por interesse próprio. Não nego a importância de uma formação acadêmica para o desenvolvimento do profissional, entretanto o que percebo é a falta de interesse que muitos dos profissionais apresentam. Há muita gente que se acomoda em sua situação atual, sem se atualizar ou buscar desenvolver mais seus conhecimentos em suas areas ou simplesmente encara a profissão como um bico.

[4] Comentário enviado por Campacci em 02/04/2015 - 17:40h

O conselho de classe é algo que faria uma boa diferença, pra melhor é claro. E esta questão já é das antigas, já vi em vários lugares também. Mais não sei por que não existe, acho isso um absurdo.

Em empresas bem estruturadas e que principalmente sabem da existência das subdivisões de T.I ... acabam subdivido de fato, até para que aquela divisão da empresa seja bem sucedida, focada e que tenha profissionais qualificados de fato naquela área (Redes, DB, Programação e etc).

Porem nem todas são ... veja um exemplo: Hoje eu trabalho em uma empresa que antes de eu vir, não possuía um domínio de rede, servidor de arquivo, dhcp, vpn, backups, logs, monitoramente entre outros recursos. Sempre trabalharam da forma antiga, costumes e hábitos antigos.
Com muito, mais muito esforço, paciência e didática pra explicar .... consegui ingressar estes serviços. Mais sabe aquele costume antigo, conservador dos usuários ... não é porque são de idade, percebi que todos e até os jovens são assim. Tenho um sistema de chamados o GLPI, muito bom por sinal. Até passei treinamento vendo a cara de desinteresse daquele bando de braço curto ... mais acha que abrem chamado? kkkkk eu mesmo abro e atendo. Conclusão ... se a empresa tem este habito de serem conservadores "digamos assim, pra não dizer um monte de coisa né" .... jamais vai mudar, infelizmente!!!

Como o amigo disse aew sobre "interesse", se o cara é desinteressado, jamais vai mudar e se a empresa valoriza um profissional assim ela sempre ira fazer isso. O problema não é só o profissional, a empresa também tem culpa nisso, até porque se ele diz que não ... qual a documentação que diz que não, cade os processos utilizados e documentados sobre isso??? Não deve ter ... então como uma estrategia/ governança sabe que o trabalho esta de acordo com suas estrategias!!! Simplesmente não sabe. Se tem e o cara não sabe, esse cara não sabe nem o que ta fazendo ... ta só cozinhando o galo ai.

[5] Comentário enviado por Donizetti em 03/04/2015 - 01:00h

Parabéns (Campacci) pelas sábias palavras.
Olha, João Vitorino, são diversos fatores relacionados. Como acertadamente disseram, grande parte da culpa é de pessoas que se dizem profissionais, mas pouco ou quase nenhum esforço dedicam em continuar estudando e lapidando o conhecimento através da prática. Um outro fator é a culpa das próprias empresas que sem ter a mínima ideia criam um quadro perfeito para se contratar e manter funcionários que são péssimos "profissionais". Para a contratação de um profissional na área de TI, é necessário conhecimento pertinente, ou seja: não é um serviço a ser feito única e exclusivamente por um psicólogo. Atualmente trabalho num local onde tem uma pequena rede. É comum máquinas apagarem junto com a luz. Outro dia fui falar com o técnico responsável sobre criar um padrão simples de segurança e disponibilidade de dados, visto que corre dados da "saúde" nessa rede. Ele não fazia a mínima ideia do que era uma simples RAID. Até aí tudo bem..! Mas, me pergunte se tem a humildade de pelo menos perguntar do que se trata, porque seria importante etc. Quando fiz meu curso técnico, diga-se de passagem "Completo",Manutenção de impressoras, Rede, Proxy, Linux e Windows Server, uma moça que tinha acabado de terminar graduação em Ciência da Computação logo também ingressou neste curso. Dizia ela, que não sabia consertar seu próprio computador e por isso estava ali. Então a grande questão é: ninguém veio ao mundo sabendo isso ou aquilo, mas é fundamental a pessoa saber se colocar no seu "lugar". Agora me diga: num mundo pautado no capitalismo, com exemplos horríveis como o dos vilões da (Operação Lava Jato), quantas pessoas estarão interessadas em priorizar o conhecimento e a qualificação profissional antes do salário que determinada posição ou responsabilidade dentro de uma empresa possa lhe proporcionar? Resta aqueles de nós que de fato são estudiosos e determinados procurar empresas que estejam a nossa altura. Do mais podemos ajudar sim, aqueles que desejarem tal ajuda. Como disse o Senhor Jesus, não vale a pena lançar pérolas aos porcos.

[6] Comentário enviado por wagnerfs em 04/04/2015 - 07:04h

Muito interessante a abordagem do seu tema a respeito de um tema tão atual.

Eu sou a favor que haja sim uma regulamentação BA área de ti, bem como um órgão responsável para isso. A área está muito bagunçada.

O cara estuda, faz curso técnico, graduação, certificação... E precisa de reconhecimento profissional para fazer valer o seu esforço.

_________________________
Wagner F. de Souza
Graduado em Redes de Computadores
"GNU/Linux for human beings."
LPI ID: LPI000297782

[7] Comentário enviado por olivam em 04/04/2015 - 12:30h


[3] Comentário enviado por Gabrielcastro em 02/04/2015 - 16:29h


João, não sou formado em nenhuma área relacionada a TI, entretanto, acumulei uma boa gama de conhecimentos trabalhando na área, parte por incentivo da empresa (cursos), mas a maior parte por interesse próprio. Não nego a importância de uma formação acadêmica para o desenvolvimento do profissional, entretanto o que percebo é a falta de interesse que muitos dos profissionais apresentam. Há muita gente que se acomoda em sua situação atual, sem se atualizar ou buscar desenvolver mais seus conhecimentos em suas areas ou simplesmente encara a profissão como um bico.


como disse nosso amigo Gabriel, não sou formado em nenhuma área de TI, no entanto sou Gerente de TI de um Grupo Empresarial, graças aos meus conhecimentos na área de TI, sempre busco me atualizar bem como melhorias para empresa, também não sou um gerente no papel ou seja aquele que só ocupa o cargo e fica em uma sala linda, sempre ponho a mão na massa trabalhando igual ou mais que meus subordinados.

[8] Comentário enviado por olivam em 04/04/2015 - 12:36h


Olivam C Moraes
Seja Livre use Linux!

[9] Comentário enviado por joao_vitorino em 04/04/2015 - 13:51h


[1] Comentário enviado por emilioeiji em 02/04/2015 - 15:18h

Ele é apenas Administrador de Redes?

Não seria o caso de ser o "cara" de confiança da diretoria ou gerencia? Aqui eu tenho um caso assim ;)


Não, esse não é o caso, eles é apenas um dos Admin's de Redes. Sei que tem casos, mas um cara com esses conhecimentos não tem como ser "o cara" de confiança.

[10] Comentário enviado por joao_vitorino em 04/04/2015 - 13:53h


[3] Comentário enviado por Gabrielcastro em 02/04/2015 - 16:29h


João, não sou formado em nenhuma área relacionada a TI, entretanto, acumulei uma boa gama de conhecimentos trabalhando na área, parte por incentivo da empresa (cursos), mas a maior parte por interesse próprio. Não nego a importância de uma formação acadêmica para o desenvolvimento do profissional, entretanto o que percebo é a falta de interesse que muitos dos profissionais apresentam. Há muita gente que se acomoda em sua situação atual, sem se atualizar ou buscar desenvolver mais seus conhecimentos em suas areas ou simplesmente encara a profissão como um bico.


Conheço muitos que simplesmente se acomodaram, para mim, só o fato de não estar evoluindo intelectualmente - aprendendo mais e se esforçando - já um retrocesso. Obrigado pelo comentário,

[11] Comentário enviado por joao_vitorino em 04/04/2015 - 14:07h


[5] Comentário enviado por Donizetti em 03/04/2015 - 01:00h

Parabéns (Campacci) pelas sábias palavras.
Olha, João Vitorino, são diversos fatores relacionados. Como acertadamente disseram, grande parte da culpa é de pessoas que se dizem profissionais, mas pouco ou quase nenhum esforço dedicam em continuar estudando e lapidando o conhecimento através da prática. Um outro fator é a culpa das próprias empresas que sem ter a mínima ideia criam um quadro perfeito para se contratar e manter funcionários que são péssimos "profissionais". Para a contratação de um profissional na área de TI, é necessário conhecimento pertinente, ou seja: não é um serviço a ser feito única e exclusivamente por um psicólogo. Atualmente trabalho num local onde tem uma pequena rede. É comum máquinas apagarem junto com a luz. Outro dia fui falar com o técnico responsável sobre criar um padrão simples de segurança e disponibilidade de dados, visto que corre dados da "saúde" nessa rede. Ele não fazia a mínima ideia do que era uma simples RAID. Até aí tudo bem..! Mas, me pergunte se tem a humildade de pelo menos perguntar do que se trata, porque seria importante etc. Quando fiz meu curso técnico, diga-se de passagem "Completo",Manutenção de impressoras, Rede, Proxy, Linux e Windows Server, uma moça que tinha acabado de terminar graduação em Ciência da Computação logo também ingressou neste curso. Dizia ela, que não sabia consertar seu próprio computador e por isso estava ali. Então a grande questão é: ninguém veio ao mundo sabendo isso ou aquilo, mas é fundamental a pessoa saber se colocar no seu "lugar". Agora me diga: num mundo pautado no capitalismo, com exemplos horríveis como o dos vilões da (Operação Lava Jato), quantas pessoas estarão interessadas em priorizar o conhecimento e a qualificação profissional antes do salário que determinada posição ou responsabilidade dentro de uma empresa possa lhe proporcionar? Resta aqueles de nós que de fato são estudiosos e determinados procurar empresas que estejam a nossa altura. Do mais podemos ajudar sim, aqueles que desejarem tal ajuda. Como disse o Senhor Jesus, não vale a pena lançar pérolas aos porcos.


Concordo com você Donizetti.
A culpa é também de quem contrata, trabalhei uma vez com um técnico de informática que nunca havia trabalhado ou estudado com TI - quando suas falhas começaram a afetar toda a equipe tivemos uma conversa, ele confessou que que era mecânico de carro, estava desempregado e como tinha um computador em casa achou que poderia trabalhar com isso. Ou seja, como e porque o RH contratou ele? Acho que parte da resposta disso é porque não há essa definição do que o profissional de TI faz ou que conhecimentos ele precisa para realizar o trabalho. Por exemplo: Já vi vaga pedindo nível superior para um cargo de técnico que iria apenas trocar o toner das impressoras. Já vi vaga de nível técnico em TI e a descrição das atividades dizia que iria trabalhar com Dreamweaver e Ilustrator (coisa de design).
Enfim, nada é definido em TI, o lado bom disso é quem é possível migrar de uma área pra outra com certa facilidade ( de BD para desenvolvimento, para analise de requisitos, para suporte) entretanto perde-se esse conhecimento de "o que" é necessário saber para trabalhar com determinada área de TI.

[12] Comentário enviado por hrcerq em 04/04/2015 - 15:43h

Como colocou muito bem o nosso colega Donizetti, a contratação exige muito mais do que uma avaliação por psicólogos. É claro que isso é importante, pois o perfil do profissional precisa ser avaliado por esse ângulo também, mas a proficiência técnica também deve ser criteriosamente testada.

Tive a oportunidade de passar por um processo seletivo muito interessante quando buscava um estágio: depois de todo o processo de avaliação pelo RH, tive de completar um desafio técnico em que eu deveria fazer a instalação e configuração de algumas ferramentas (de uma suite de Business Intelligence, que eu usaria mais tarde) as quais eu nunca tinha visto ou ouvido falar. Diga-se de passagem, na época eu nem sequer tinha mexido com Linux, e toda a instalação deveria ser feita numa VM com Linux. Somente após completar esse desafio é que minha contratação foi aprovada. Assim foi comigo e com todos os meus colegas que entraram na empresa como estagiários. Resultado: não há um só colega meu que demonstre má vontade quando alguém precisa de ajuda.

Em outras palavras, o profissional de TI deve ter sempre boa vontade e estar disposto a fazer aquilo que precisa ser feito, e deve ter sede de conhecimento, especialmente quando ele sabe que esse conhecimento será necessário no futuro. Acredito que existem dois fatores principais que podem fazer um "profissional" se acomodar. Um é a vivência pessoal dele, ou seja, se a educação que teve em casa e na escola não derem uma boa base e estrutura para ele, isso poderá acontecer. Outro fator é o processo seletivo da empresa: quando a empresa começa a aceitar muitos profissionais com perfis desfavoráveis, ela cria um ambiente que favorece esse tipo de comportamento, porque os novos profissionais que forem contratados terão péssimos exemplos para seguir.

Acredito que a regulamentação da TI é importantíssima, mas não creio que garanta que esse tipo de situação não venha a acontecer. O que acho que sim resolve essa questão, é um processo seletivo de qualidade nas empresas e ao mesmo tempo uma educação mais eficiente, que prepare os estudantes para serem bons profissionais no futuro.

---

Atenciosamente,
Hugo Cerqueira

[13] Comentário enviado por erisrjr em 04/04/2015 - 16:00h


[11] Comentário enviado por joao_vitorino em 04/04/2015 - 14:07h
A culpa é também de quem contrata...


Concordo, porem aí o problema é mais complicado de resolver. As empresas que tem produtos/serviços de TI como atividade fim, conseguem ter um processo seletivo melhor (Incluindo alguém da área técnica no processo, seja na definição de requisitos e/ou mesmo na entrevista, na elaboração de testes).
Porem empresas de outras áreas, muitas vezes não tem muita ideia sequer do que precisam e acabam contratando por achismos, baseadas em indicações de conhecidos "entendidos em TI" ou por afinidade pessoal mesmo.

Para evitar isto hoje, as empresas de fora da TI, somente contratando através de consultorias especializadas neste tipo de recrutamento (Em TI de qualidade, existem poucas).
Daí a importância da regulamentação da nossa área, seja por falhas no processo seletivo das empresas ou pelo desleixo de alguns "profissionais", somos quase sempre nivelados por baixo, pois muita gente se aventura em TI criando a falsa impressão de grande oferta de mão de obra.

Existindo exigências mínimas padronizadas, teríamos uma boa melhora de qualidade e conhecimento, o que além de melhorar os salários(Formação custa tempo e dinheiro), melhora tambem a imagem da categoria (Adeus menino(a) da Informática! Ola Profissional de TI) e manterá a área interessante para quem esta chegando. As empresas tambem ganhariam, pois ao contratar um profissional, já saberiam que este tem o conhecimento para a vaga (Ao menos o mínimo), pois possui registro para atuar naquela atividade.

1* - Notem que estas exigências mínimas, não precisam (ao meu ver nem devem) ser obrigatoriamente um diploma universitário na área, mas sim provas especificas (Estilo OAB) ou comprovação de experiencia, visto que temos vários casos de pessoas vindas de outras áreas e que ainda assim, possuem muito conhecimento e são excelentes profissionais.

-> Aqui um adendo, ao fazer uma prova para SUA área de atuação, se um profissional não passar, ele não é tão bom quanto imaginava ser, e são estes que se julgam/colocam-se em posição de especialistas sem de fato serem, que denigrem nossa profissão.

2 *- No meu primeiro post "culpei" a postura do "administrador de redes", pois estando alguém exercendo uma função (Tenha experiencia ou não), é OBRIGAÇÃO do profissional buscar aperfeiçoamento (Para crescimento pessoal mesmo). Se a empresa for inteligente, ela incentivara isto, com treinamentos e ajuda de custo para os estudos, mas o profissional tem que ter em mente, que quem construirá sua carreira será ele, não a empresa. Se o ambiente não o incentiva/valoriza, azar da empresa que em pouco tempo perdera um profissional de excelência, porem o desejo de evoluir, tem que vir da pessoa.


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[14] Comentário enviado por fulllinux em 05/04/2015 - 22:44h


Amigo, excelente monólogo ideológico que escreveu... Eu chamo esse tipo de profissional de profissional “Pirata”.

Concordo com 90% de suas palavras, os outros 10% fica por conta do seu livre arbítrio...

Uma coisa é certa, precisamos arrancar esses que usam TAPA-OLHO, GANCHO E PERNA-DE-PAU, do ambiente corporativo.

Parabéns pela inciativa!

[15] Comentário enviado por MarcioCarneiro em 06/04/2015 - 03:18h


Convido os colegas a ler meu comentário sobre o assunto em https://alnbr.wordpress.com/2015/04/06/conselhos-federais-profissionais-e-a-liberdade-onde-fica/.


[16] Comentário enviado por demoncyber em 06/04/2015 - 05:12h

Olá,

Na prática, este processo só se organiza tendo algum orgão fiscalizando e auditando a área de TI. Atualmente são poucos os seguimentos que tem esta obrigatoriedade. Destaco o segmento de bancos e cartões, onde hoje existe um processo de auditoria e exigência do governo e do próprio segmento financeiro.

No entanto como seria necessário alguma organização fiscalizar, estamos com problemas. Em uma país corrupto ;) ... bom nem preciso completar...
Vejamos o caso da petrobras que é uma empresa auditada, fiscalizada, que deveria se publico os demonstrativos financeiros dos investimentos.. isto .. sem contar as áreas de Ti, dos municípios e orgãos publicos que também tem falhas...
O que fazer, sinceramente a curto/medio prazo que venha a solucionar o problema a você, vejo apenas solução fugir para um país onde os processos de TI, funcionem...
Todos os outros caminhos são burocráticos, e dependem do processo de política, e como isto não convém aos governantes .. não emplaca em menos de 5 anos a 10 anos..

O que podemos fazer para ajudar? contribuir como você fez, com textos, palestrando, dando aulas, instruindo pessoas da sua equipe.
Cobrar das instituições de ensino mais qualidade, na prática .. eu só vejo cada vez mais baixar a qualidade do ensino.. pq cada vez mais os estudantes querem facilidades e menos estudo... ou vemos professores sem experiências de mercado .. apenas vida acadêmica ..

Acho que isto :) espero ter contribuído, e feito alguém refletir e pensa sobre o que escrevi...

Att

[17] Comentário enviado por luizcarlos18rj em 06/04/2015 - 09:26h

Como esse cara conseguiu esse emprego? Porque ele tem um salário 3x maior que o meu?

R: O sucesso profissional depende mais de suas habilidades de relacionamento interpessoal e networking, do que aprimoramento técnico propriamente dito...

[18] Comentário enviado por genailto em 06/04/2015 - 11:39h


infelizmente hoje em dia as empresas estão mais preocupadas com pessoas que falem bem do que um profissional que realmente conheça sua área de atuação.

[19] Comentário enviado por Campacci em 06/04/2015 - 14:26h

O fato deste profissional ter um bom relacionamento interpessoal e networking, ajuda é claro. Pode ser que ele nem tenha o conhecimento técnico. Neste caso acredito que esteja na função errada dentro do ambiente corporativo "mais um problema estratégico/governança". O problema vem la de cima e quando isso ocorre nem adianta dar murro em ponta de faca kkkkkkk.

A empresa que trabalho é de médio porte e extremamente conservadora, já dei muito murro em ponta de faca e olha que faço tudo sozinho. Não adianta!!! Coloca esse profissional aqui pra trabalhar comigo que a primeira coisa que vou ensinar é ... "nunca diga não de cara". Tudo é possível, só precisa dos recursos certos e se a empresa quer ter!!! Tem que investir $$$ "equipamento, serviços e conhecimento".

[20] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 12:57h

Gente, sou coroa 48 anos e não vejo um AD a uns 8 mas sinceramente eu responderia um sonoro "-Eu não sei." nunca tive problemas em dizer "-Eu não sei.". Rssssssss.

Calma! Eu não sou o "coroa" em questão mas o fato é o seguinte: O coroa está lá... tá ganhando a graninha dele, não está nem um pouco preocupado com uma carreira, pois quando estamos próximos aos 50 o máximo no que pensamos é num emprego. Eu disse emprego e não carreira! Não é você que paga o coroa, se o coroa sair da empresa o seu salário não irá aumentar em vista da economia feita com a saída do coroa, não é atribuição sua avaliar o coroa ou questionar a decisão de seus superiores. Se continuar pensando e agindo assim não irá amealhar amigos que lhe arranjem um emprego quando você ficar "coroa". Rsssss

Meus jovens, meus filhos... Sim... tenho idade para ser pai de muitos dos meus colegas aqui do Vol de do trabalho, não acreditem nas besteiras que dizem em palestras motivacionais e coisas do gênero, é tudo mentira! Não dêem seu sangue pela empresa, limitem-se a trabalhar com eficiência e alegria. Sangue se dá por nossa família, para qualquer empregador você é tão somente um recurso que será descartado no momento que não for mais necessário, mas para sua família e amigos sinceros que lhe darão uma mão quando vocês ficarem "coroas" você não é. Muito mais importante que contruir uma carreira é construir amizades sinceras, um amigo pode fazer muito mais por você que todos os seus títulos.
Em suma torne-se amigo do "coroa" admin e quem sabe ele não consiga aquela tão almejada promoção para você!

[21] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 13:11h

Só para complementar...
Somos lembrados pelas cagadas que fazemos, um grande acerto não é mais do que a obrigação.

[22] Comentário enviado por hrcerq em 09/04/2015 - 13:18h


[20] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 12:57h

Gente, sou coroa 48 anos e não vejo um AD a uns 8 mas sinceramente eu responderia um sonoro "-Eu não sei." nunca tive problemas em dizer "-Eu não sei.". Rssssssss.

Calma! Eu não sou o "coroa" em questão mas o fato é o seguinte: O coroa está lá... tá ganhando a graninha dele, não está nem um pouco preocupado com uma carreira, pois quando estamos próximos aos 50 o máximo no que pensamos é num emprego. Eu disse emprego e não carreira! Não é você que paga o coroa, se o coroa sair da empresa o seu salário não irá aumentar em vista da economia feita com a saída do coroa, não é atribuição sua avaliar o coroa ou questionar a decisão de seus superiores. Se continuar pensando e agindo assim não irá amealhar amigos que lhe arranjem um emprego quando você ficar "coroa". Rsssss

Meus jovens, meus filhos... Sim... tenho idade para ser pai de muitos dos meus colegas aqui do Vol de do trabalho, não acreditem nas besteiras que dizem em palestras motivacionais e coisas do gênero, é tudo mentira! Não dêem seu sangue pela empresa, limitem-se a trabalhar com eficiência e alegria. Sangue se dá por nossa família, para qualquer empregador você é tão somente um recurso que será descartado no momento que não for mais necessário, mas para sua família e amigos sinceros que lhe darão uma mão quando vocês ficarem "coroas" você não é. Muito mais importante que contruir uma carreira é construir amizades sinceras, um amigo pode fazer muito mais por você que todos os seus títulos.
Em suma torne-se amigo do "coroa" admin e quem sabe ele não consiga aquela tão almejada promoção para você!


Concordo em parte com você. Estou de acordo quando vc diz que construir uma boa relação com a família e com amigos é mais importante do que a carreira. Estou de acordo também quando diz que é por essas pessoas que devemos dar o sangue. Agora, não estou de acordo quando diz que um profissional de 50 anos pode se limitar a se preocupar em manter o emprego.

Eu acredito nos exemplos, acho que um profissional mais velho deve dar exemplo para os profissionais mais jovens. Quando eu tiver 50 anos, vou querer que os mais jovens pensem: "este é o tipo de profissional que eu quero me tornar". Quando vc se entrega e cai na rotina, tudo fica sem graça. Trabalhar sem motivação é a pior coisa que pode acontecer no trabalho. Para mim, a pessoa deve gostar do que faz, deve ter paixão pela profissão. Não deve priorizá-la sobre a família e os amigos, claro, mas deve sim dar a devida importância.

Também não estou de acordo quando diz que o cultivo das amizades pode servir para a conquista de um emprego. Não acho que ninguém deve ser empregado por ser amigo de alguém, mas sim por ser capaz de fazer um trabalho de qualidade e por ter ética profissional. De fato, contatos ajudam você a encontrar oportunidades de emprego, mas acho que é importante também estar à altura dessas oportunidades.

[23] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 20:20h


[22] Comentário enviado por hrcerq em 09/04/2015 - 13:18h


[20] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 12:57h

Gente, sou coroa 48 anos e não vejo um AD a uns 8 mas sinceramente eu responderia um sonoro "-Eu não sei." nunca tive problemas em dizer "-Eu não sei.". Rssssssss.

Calma! Eu não sou o "coroa" em questão mas o fato é o seguinte: O coroa está lá... tá ganhando a graninha dele, não está nem um pouco preocupado com uma carreira, pois quando estamos próximos aos 50 o máximo no que pensamos é num emprego. Eu disse emprego e não carreira! Não é você que paga o coroa, se o coroa sair da empresa o seu salário não irá aumentar em vista da economia feita com a saída do coroa, não é atribuição sua avaliar o coroa ou questionar a decisão de seus superiores. Se continuar pensando e agindo assim não irá amealhar amigos que lhe arranjem um emprego quando você ficar "coroa". Rsssss

Meus jovens, meus filhos... Sim... tenho idade para ser pai de muitos dos meus colegas aqui do Vol de do trabalho, não acreditem nas besteiras que dizem em palestras motivacionais e coisas do gênero, é tudo mentira! Não dêem seu sangue pela empresa, limitem-se a trabalhar com eficiência e alegria. Sangue se dá por nossa família, para qualquer empregador você é tão somente um recurso que será descartado no momento que não for mais necessário, mas para sua família e amigos sinceros que lhe darão uma mão quando vocês ficarem "coroas" você não é. Muito mais importante que contruir uma carreira é construir amizades sinceras, um amigo pode fazer muito mais por você que todos os seus títulos.
Em suma torne-se amigo do "coroa" admin e quem sabe ele não consiga aquela tão almejada promoção para você!

Concordo em parte com você. Estou de acordo quando vc diz que construir uma boa relação com a família e com amigos é mais importante do que a carreira. Estou de acordo também quando diz que é por essas pessoas que devemos dar o sangue. Agora, não estou de acordo quando diz que um profissional de 50 anos pode se limitar a se preocupar em manter o emprego.

Eu acredito nos exemplos, acho que um profissional mais velho deve dar exemplo para os profissionais mais jovens. Quando eu tiver 50 anos, vou querer que os mais jovens pensem: "este é o tipo de profissional que eu quero me tornar". Quando vc se entrega e cai na rotina, tudo fica sem graça. Trabalhar sem motivação é a pior coisa que pode acontecer no trabalho. Para mim, a pessoa deve gostar do que faz, deve ter paixão pela profissão. Não deve priorizá-la sobre a família e os amigos, claro, mas deve sim dar a devida importância.

Também não estou de acordo quando diz que o cultivo das amizades pode servir para a conquista de um emprego. Não acho que ninguém deve ser empregado por ser amigo de alguém, mas sim por ser capaz de fazer um trabalho de qualidade e por ter ética profissional. De fato, contatos ajudam você a encontrar oportunidades de emprego, mas acho que é importante também estar à altura dessas oportunidades.

Faz uma coisa....
Imprima meu comentário, guarde-o bem em uma cápsula do tempo talvez... E quando você tiver 50 anos abra-a e leia meu post novamente e veja se continuará discordando.

[24] Comentário enviado por hrcerq em 09/04/2015 - 21:09h


[23] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 20:20h


[22] Comentário enviado por hrcerq em 09/04/2015 - 13:18h


[20] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 12:57h

Gente, sou coroa 48 anos e não vejo um AD a uns 8 mas sinceramente eu responderia um sonoro "-Eu não sei." nunca tive problemas em dizer "-Eu não sei.". Rssssssss.

Calma! Eu não sou o "coroa" em questão mas o fato é o seguinte: O coroa está lá... tá ganhando a graninha dele, não está nem um pouco preocupado com uma carreira, pois quando estamos próximos aos 50 o máximo no que pensamos é num emprego. Eu disse emprego e não carreira! Não é você que paga o coroa, se o coroa sair da empresa o seu salário não irá aumentar em vista da economia feita com a saída do coroa, não é atribuição sua avaliar o coroa ou questionar a decisão de seus superiores. Se continuar pensando e agindo assim não irá amealhar amigos que lhe arranjem um emprego quando você ficar "coroa". Rsssss

Meus jovens, meus filhos... Sim... tenho idade para ser pai de muitos dos meus colegas aqui do Vol de do trabalho, não acreditem nas besteiras que dizem em palestras motivacionais e coisas do gênero, é tudo mentira! Não dêem seu sangue pela empresa, limitem-se a trabalhar com eficiência e alegria. Sangue se dá por nossa família, para qualquer empregador você é tão somente um recurso que será descartado no momento que não for mais necessário, mas para sua família e amigos sinceros que lhe darão uma mão quando vocês ficarem "coroas" você não é. Muito mais importante que contruir uma carreira é construir amizades sinceras, um amigo pode fazer muito mais por você que todos os seus títulos.
Em suma torne-se amigo do "coroa" admin e quem sabe ele não consiga aquela tão almejada promoção para você!

Concordo em parte com você. Estou de acordo quando vc diz que construir uma boa relação com a família e com amigos é mais importante do que a carreira. Estou de acordo também quando diz que é por essas pessoas que devemos dar o sangue. Agora, não estou de acordo quando diz que um profissional de 50 anos pode se limitar a se preocupar em manter o emprego.

Eu acredito nos exemplos, acho que um profissional mais velho deve dar exemplo para os profissionais mais jovens. Quando eu tiver 50 anos, vou querer que os mais jovens pensem: "este é o tipo de profissional que eu quero me tornar". Quando vc se entrega e cai na rotina, tudo fica sem graça. Trabalhar sem motivação é a pior coisa que pode acontecer no trabalho. Para mim, a pessoa deve gostar do que faz, deve ter paixão pela profissão. Não deve priorizá-la sobre a família e os amigos, claro, mas deve sim dar a devida importância.

Também não estou de acordo quando diz que o cultivo das amizades pode servir para a conquista de um emprego. Não acho que ninguém deve ser empregado por ser amigo de alguém, mas sim por ser capaz de fazer um trabalho de qualidade e por ter ética profissional. De fato, contatos ajudam você a encontrar oportunidades de emprego, mas acho que é importante também estar à altura dessas oportunidades.
Faz uma coisa....
Imprima meu comentário, guarde-o bem em uma cápsula do tempo talvez... E quando você tiver 50 anos abra-a e leia meu post novamente e veja se continuará discordando.


Bom, pode ser que no fim das contas você tenha razão sobre o que disse e até que chegue aos 50 anos sou obrigado a te dar o benefício da dúvida. Ainda assim, para meu próprio bem, torço para que você tenha se enganado sobre isso e eu continue discordando. Simplesmente não consigo me imaginar ganhando emprego de favor, muito menos enrolando o dia inteiro sem trabalhar. Me envergonho só de pensar nessa possibilidade.

De pesos mortos este país já está cheio e eu definitivamente não quero ser mais um. Acho que ninguém deveria querer, pra ser mais exato.

[25] Comentário enviado por Campacci em 10/04/2015 - 09:08h

Eu entendi o que o capitainkurn disse e vendo por este lado, faz sentido sim.
Como eu tinha dito em um dos comentários anteriores, para o "coroa" estar ali naquela posição algo de bom deve ter. Pode não ser conhecimento técnico, mais sim saber lidar com as pessoas, delegar atividades, acompanhar e medir desempenho ... entre outras coisas. Até disse que "ele pode estar na posição errada" dentro da empresa. Algo como supervisor e ou gerente ... seria o indicado. Senão a governança da empresa merece um tapa na cara né.

Agora ... se analisarem o mercado verão que "muitos" gestores de T.I não são da área de T.I. O motivo é porque eles conhecem regras de negocio, pensam em custos. Obvio que podem deixar a "demanda de lado". Por isso o ideal é os dois ... técnico X regras de negocio.

Com 50 anos, não da pra concorrer com essa molecada que já vem com a tecnologia do berço. Nesta idade as atividades tendem a curvar para o lado administrativo de T.I. Pode ser essa a posição que o "coroa" ocupa na empresa atualmente. (O próprio artigo diz ... ele pediu a outro administrador de redes). Vai saber a maneira que ele pediu esta atividade ao "coroa"!!!! As vezes o cara sabe fazer e simplesmente não quis fazer rsrsrsrsrs. Ou ele sabe do que precisa e delega aos mais novos realizarem as atividades. Por exemplo, chego em uma empresa e não tem backup. Sei do que precisa, mais delego para alguém fazer isso ... Preciso de um backup diário, semanal, mensal, anual e que seja feito a reciclagem das fitas. Passo esta atividade pra um china fazer e acompanho.

Até porque o gestor deve ser um facilitador, faça acontecer jovem que se tiver problema ou alguém reclamar peça pra falar comigo. Vamos fazer um plano de carreira pra você aqui na empresa, esta situação é normal ... sou "coroa" já passei por isso. Um coroa pode ajudar muito e acredito que eles ficam até felizes em ajudar. Detalhe "não sou coroa ainda". Mais onde trabalho as pessoas são muito conservadoras então me sobrecarrega diversas vezes, 6 servidores pra administrar e já perdi a conta de quantos usuários, alem do suporte local, gerir o t.i ... e faz falta dividir a responsabilidade.

A carreira deve ser construída quando jovens, pois nesta época é que podemos errar, mudar as escolhas e etc ....
Tenha uma responsabilidade como sustentar uma família, ai vai entender mais fácil.

Não mudei de ideia dos comentários anteriores que eu fiz, apenas expandi as ideias um pouco mais agora depois dos comentários do capitainkurn, vlw coroa é nois!!!

Ainda sou a favor de um conselho que regularize a profissão, que os profissionais sejam policiados para uma melhoria continua e valorização da nossa área. E se aquele coroa de fato for "preguiçoso" mesmo é porque esta cozinhando o galo!!!

Concordo também com os comentários do hrcerq, devemos ser capazes!!! Caso contrario deve ser descartado de cara ...
Então estudamos muito agora, formação acadêmica ... enquanto jovens para chegar lá na frente de boas lideres e admirados hehehe. E assim segue a humanidade rsrs.

[26] Comentário enviado por joao_vitorino em 11/04/2015 - 02:38h


[20] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 12:57h

Gente, sou coroa 48 anos e não vejo um AD a uns 8 mas sinceramente eu responderia um sonoro "-Eu não sei." nunca tive problemas em dizer "-Eu não sei.". Rssssssss.

"Eu não sei", é bem diferente de não dá para fazer. Imagina se o cara que solicita o serviço que pedi não é de TI, não entende nada disso, as implicações?

Meus jovens, meus filhos... Sim... tenho idade para ser pai de muitos dos meus colegas aqui do Vol de do trabalho, não acreditem nas besteiras que dizem em palestras motivacionais e coisas do gênero, é tudo mentira! Não dêem seu sangue pela empresa, limitem-se a trabalhar com eficiência e alegria. Sangue se dá por nossa família, para qualquer empregador você é tão somente um recurso que será descartado no momento que não for mais necessário, mas para sua família e amigos sinceros que lhe darão uma mão quando vocês ficarem "coroas" você não é. Muito mais importante que construir uma carreira é construir amizades sinceras, um amigo pode fazer muito mais por você que todos os seus títulos.
Em suma torne-se amigo do "coroa" admin e quem sabe ele não consiga aquela tão almejada promoção para você!


Não vou a palestras motivacionais, não tem muito sentido, a motivação é pessoal e inerente a cada pessoa. Não dou sangue pela minha empresa, sei muito bem que ela é só um meio de alcançar meus objetivos, um meio entre muitos outros, porém passo 7 horas no meu dia em uma empresa, para manter meu emprego, preciso produzir, fazer algo, e se o trabalho de outra pessoa está me atrapalhando, não há como ignorar isso, o "cara" não está afim, só está esperando a sua hora, ok, por mim tudo bem, mas dai a atrapalhar, a se recusar a fazer, ou não saber fazer e dizer que não é possível... onde está a eficiência e a alegria? Se você se torna amigo de alguém por interesse, quem sou eu pra te julgar, mas é algo que não farei, não condiz com meus princípios, mesmo sabendo que esse seria o caminho da água, o caminho mais fácil.


[27] Comentário enviado por removido em 11/04/2015 - 21:07h


[26] Comentário enviado por joao_vitorino em 11/04/2015 - 02:38h


[20] Comentário enviado por capitainkurn em 09/04/2015 - 12:57h

Gente, sou coroa 48 anos e não vejo um AD a uns 8 mas sinceramente eu responderia um sonoro "-Eu não sei." nunca tive problemas em dizer "-Eu não sei.". Rssssssss.
"Eu não sei", é bem diferente de não dá para fazer. Imagina se o cara que solicita o serviço que pedi não é de TI, não entende nada disso, as implicações?

Meus jovens, meus filhos... Sim... tenho idade para ser pai de muitos dos meus colegas aqui do Vol de do trabalho, não acreditem nas besteiras que dizem em palestras motivacionais e coisas do gênero, é tudo mentira! Não dêem seu sangue pela empresa, limitem-se a trabalhar com eficiência e alegria. Sangue se dá por nossa família, para qualquer empregador você é tão somente um recurso que será descartado no momento que não for mais necessário, mas para sua família e amigos sinceros que lhe darão uma mão quando vocês ficarem "coroas" você não é. Muito mais importante que construir uma carreira é construir amizades sinceras, um amigo pode fazer muito mais por você que todos os seus títulos.
Em suma torne-se amigo do "coroa" admin e quem sabe ele não consiga aquela tão almejada promoção para você!

Não vou a palestras motivacionais, não tem muito sentido, a motivação é pessoal e inerente a cada pessoa. Não dou sangue pela minha empresa, sei muito bem que ela é só um meio de alcançar meus objetivos, um meio entre muitos outros, porém passo 7 horas no meu dia em uma empresa, para manter meu emprego, preciso produzir, fazer algo, e se o trabalho de outra pessoa está me atrapalhando, não há como ignorar isso, o "cara" não está afim, só está esperando a sua hora, ok, por mim tudo bem, mas dai a atrapalhar, a se recusar a fazer, ou não saber fazer e dizer que não é possível... onde está a eficiência e a alegria? Se você se torna amigo de alguém por interesse, quem sou eu pra te julgar, mas é algo que não farei, não condiz com meus princípios, mesmo sabendo que esse seria o caminho da água, o caminho mais fácil.



HEHEHEHEHE!!!! O joao_vitorino botou pra f0der...

[28] Comentário enviado por capitainkurn em 12/04/2015 - 00:04h

Ao mencionar palestras motivacionais, não quis dizer que você seria necessariamente apreciador delas, se bem que os RHs não raros são muito persuasivos com suas técnicas de PNL e as pessoas mais jovens e ambiciosas facilmente se encantam com seus clichês. Quando ficamos coroas depois de muitas experimentações e observações passamos a ter uma visão mais ampla de como as coisas funcionam realmente, seja na vida, trabalho etc. Empresas nada mais são que associações de pessoas e por suas próprias características humanas há de tudo, inclusive flexibilidade e tolerância para com tudo, inclusive resultados, resultados financeiros mesmo. Não pense que em países com elevado índice de desenvolvimento humano há utopias corporativas, na verdade você só observa coisas que chegam perto disso em países com um desenvolvimento humano menor onde há grande competitividade, a competitividade ao contrário do que muitos possam supor acaba sendo inimiga ocasional da produtividade e é uma inimiga natural da boa convivência. Algumas empresas abarrotam seus quadros com notáveis e posso assegurar que é uma péssima estratégia por que acabam tendo que investir mais para reter esses talentos com salários mais altos bem como benefícios, e ainda assim não conseguem rete-los, acabam debandando para a concorrência ou empreitadas próprias. O ideal é um grupo mediano com uma autoconfiança menor que é muito mais barato de se manter e que obtém resultados aceitáveis visto o que custam. Claro que isso depende das características de cada negócio mas é assim em maior ou menor grau.
Essas idéias não vieram da minha cabeça mas da de empresários de muito sucesso, inclusive o meu patrão. É óbvio que quando homens como ele vão dar uma entrevista para o Valor Econômico, Exame e outras mídias especializadas em negócios eles não dizem uma coisa dessas.
Vou citar um caso real que aconteceu na empresa onde eu trabalho onde meu patrão contratou um jovem por volta de 27 anos, engenheiro civil oriundo de grandes empresas, com MBA, gestão de pessoas, IAG da Puc, certificações diversas na área dele, cursos no exterior etc. Esse jovem criou tantos problemas, desde técnicos causando prejuízos de fato à empresa, assim como toda sorte de problemas de convivência em todos os níveis, desde serventes até diretores. Devido a essa "incompatibilidade genética" esse jovem não durou 7 meses na empresa. Os chamados "dinossauros" estão lá até hoje trazendo resultados (...senão não estariam mais) e o jovem inovador, competente (...e de fato era.) se foi... ou melhor foram com ele. Ele era ruim tecnicamente ou mau caráter? Não penso que seja mas faltou a esse jovem experiência de vida, convívio com adversidades seja de ordem forem, é um jovem que foi forjado nas escolas de pensamento corporativas, teve pouco contato com as diversidades, seu meio de convívio era relativamente homogêneo. Isso tudo acabou por restringir seu campo de visão.

[29] Comentário enviado por hrcerq em 12/04/2015 - 12:59h


[28] Comentário enviado por capitainkurn em 12/04/2015 - 00:04h

Ao mencionar palestras motivacionais, não quis dizer que você seria necessariamente apreciador delas, se bem que os RHs não raros são muito persuasivos com suas técnicas de PNL e as pessoas mais jovens e ambiciosas facilmente se encantam com seus clichês. Quando ficamos coroas depois de muitas experimentações e observações passamos a ter uma visão mais ampla de como as coisas funcionam realmente, seja na vida, trabalho etc. Empresas nada mais são que associações de pessoas e por suas próprias características humanas há de tudo, inclusive flexibilidade e tolerância para com tudo, inclusive resultados, resultados financeiros mesmo. Não pense que em países com elevado índice de desenvolvimento humano há utopias corporativas, na verdade você só observa coisas que chegam perto disso em países com um desenvolvimento humano menor onde há grande competitividade, a competitividade ao contrário do que muitos possam supor acaba sendo inimiga ocasional da produtividade e é uma inimiga natural da boa convivência. Algumas empresas abarrotam seus quadros com notáveis e posso assegurar que é uma péssima estratégia por que acabam tendo que investir mais para reter esses talentos com salários mais altos bem como benefícios, e ainda assim não conseguem rete-los, acabam debandando para a concorrência ou empreitadas próprias. O ideal é um grupo mediano com uma autoconfiança menor que é muito mais barato de se manter e que obtém resultados aceitáveis visto o que custam. Claro que isso depende das características de cada negócio mas é assim em maior ou menor grau.
Essas idéias não vieram da minha cabeça mas da de empresários de muito sucesso, inclusive o meu patrão. É óbvio que quando homens como ele vão dar uma entrevista para o Valor Econômico, Exame e outras mídias especializadas em negócios eles não dizem uma coisa dessas.
Vou citar um caso real que aconteceu na empresa onde eu trabalho onde meu patrão contratou um jovem por volta de 27 anos, engenheiro civil oriundo de grandes empresas, com MBA, gestão de pessoas, IAG da Puc, certificações diversas na área dele, cursos no exterior etc. Esse jovem criou tantos problemas, desde técnicos causando prejuízos de fato à empresa, assim como toda sorte de problemas de convivência em todos os níveis, desde serventes até diretores. Devido a essa "incompatibilidade genética" esse jovem não durou 7 meses na empresa. Os chamados "dinossauros" estão lá até hoje trazendo resultados (...senão não estariam mais) e o jovem inovador, competente (...e de fato era.) se foi... ou melhor foram com ele. Ele era ruim tecnicamente ou mau caráter? Não penso que seja mas faltou a esse jovem experiência de vida, convívio com adversidades seja de ordem forem, é um jovem que foi forjado nas escolas de pensamento corporativas, teve pouco contato com as diversidades, seu meio de convívio era relativamente homogêneo. Isso tudo acabou por restringir seu campo de visão.


capitainkurn, eu concordo com o que vc diz em relação à competitividade. Ela coloca as pessoas umas contra as outras e estimula comportamentos contraprodutivos, como a insegurança, por exemplo. Mas acho que isso atinge países com alto IDH também (aliás, vamos lembrar que o Brasil tem um IDH alto, de 0,744). Mas se vc quer exemplos de IDHs mais altos, veja os Estados Unidos, por exemplo. Tem um IDH altíssimo (0,914), mas a comptetitividade é algo muito enraizado na cultura deles.

Agora, acho que o seu comentário dá a entender que o artigo ou os comentários defendem a competitividade, o que não me parece ser o caso. Defende-se sim a capacidade de fazer o trabalho que precisa ser feito e um comportamento condizente com a profissão. O admin citado no artigo falhou em ambos os quesitos. O erro dele foi muito pior do que um mero erro técnico, foi um erro de postura profissional. Pelo que foi descrito, ele não apenas não sabe fazer, como também não se dispõe a pesquisar sobre. Ele não precisava nem dizer que não sabe, bastava uma rápida pesquisa para resolver o problema. Em vez disso, simplesmente falou que não era possível. Essa postura, além de improdutiva, é antiética. Além disso, todo profissional de TI que se preze sabe que não existe o impossível. Tudo é possível se você tiver o tempo e os recursos necessários. Tratando-se de uma coisa tão trivial como remover um usuário de um grupo, então, nem se fala...

Quanto ao exemplo que vc citou, me parece um pouco desconexo com o caso citado aqui. Existem muitas pessoas por aí que são assim. Carregam seus títulos para lá e para cá, e se esquecem de que o mais importante é saber fazer e ter um perfil favorável à profissão. O jovem em questão pode estar acomodado, por acreditar que tais títulos lhe garantem o emprego. Já tive o desprazer de conhecer algumas pessoas que aos vinte e poucos anos já estavam jogando a toalha e nem títulos tinham. O comodismo é uma doença que pode afetar todas as idades. Vamos lembrar também que ninguém está questionando o "coroa" do artigo pelo fato de ele ser coroa, mas sim por agir da forma que agiu. A questão é que sendo um dos veteranos, ele deveria dar um bom exemplo e fez justamente o contrário.

[30] Comentário enviado por capitainkurn em 12/04/2015 - 16:34h


Se ler alguns de meus artigos e dicas imediatamente verá que não sou alguém que diz "-não dá....", mas as vezes o "-não dá" se dá por questões não técnicas. Há uma infinidade de questões envolvidas para o admin "coroa" haver dito que "não dava" além das meramente técnicas. Há muitas variáveis que você não menciona. Não duvido nem um pouco que houvesse algum componente político em questão. Eu trabalho com orgãos públicos e vejo essas coisas todos os dias e a quase duas décadas que não ligo nem um pouco para isso... Todas as implementações que cito em meus artigos e dicas foram tiradas de cenários reais e estão em produção e nenhuma está rodando em nenhum orgão público! Rssssssssss! Algumas até estão rodando em empresas relativamente grandes com mais de 500 colaboradores. Mas penso que propagar a idéia de queimar as bruxas e caçar os dinossauros não muda o mundo e ajuda a aumentar um vão social que já não é pequeno nesse país que precisa antes de tudo gerar oportunidades. Já parou para pensar que os dinossauros de hoje já foram os notáveis de outrora? Acha mesmo que um acadêmico da COPPEAD, Dom Cabral ou FGV conhece mais de inteligência de negócios do que um Jorge Paulo Lemann, Luiz Cezar Fernandes, Antônio José Carneiro "O Bode", Pasquale mauro, Carlos Carvalho Hosken, Rogério Schor, Alencar Zamboni e outros que não me lembro agora? Obviamente que não! Estariam tocando os seu próprios empreendimentos ao invés de lecionar.
Como você também sou fã de Game of [*****] e ao contrário da maioria observo com mais atenção o eunuco Varys e Petyr Baelish, não lí os livros ou algum spoiler mas baseado na minha experiência eu diria quer esses dois sobreviverão a tudo e ainda acabarão bem! Veja Eddard Stark... Perdeu a cabeça ao primeiro movimento de troca de poder. Daenerys Targaryen poderá reinar sobre Essos mas tenho minhas dúvidas que tomará o Trono de Ferro e se o fizer não conseguirá mante-lo. A manutenção de um cargo é em escala menor como manutenção de um reino, você não pode mante-lo indefinidamente pela força ainda que investido de direito e pautando pela eqüidade, somente com alianças e colaboração isso pode ser feito. E aliados e colaboradores não raro estão ligados a pessoas poderosas e não penso ser sábio opor-se a estes sem uma boa razão.

Valar Morghulis!

[31] Comentário enviado por capitainkurn em 12/04/2015 - 16:39h

Para reumir, deixa o coroa em paz ganhar a graninha dele... O Universo é muito grande e há muito espaço.

[32] Comentário enviado por nicolo em 13/04/2015 - 15:58h


[4] Comentário enviado por Campacci em 02/04/2015 - 17:40h

O conselho de classe é algo que faria uma boa diferença, pra melhor é claro. E esta questão já é das antigas, já vi em vários lugares também. Mais não sei por que não existe, acho isso um absurdo.

Em empresas bem estruturadas e que principalmente sabem da existência das subdivisões de T.I ... acabam subdivido de fato, até para que aquela divisão da empresa seja bem sucedida, focada e que tenha profissionais qualificados de fato naquela área (Redes, DB, Programação e etc).

Porem nem todas são ... veja um exemplo: Hoje eu trabalho em uma empresa que antes de eu vir, não possuía um domínio de rede, servidor de arquivo, dhcp, vpn, backups, logs, monitoramente entre outros recursos. Sempre trabalharam da forma antiga, costumes e hábitos antigos.
Com muito, mais muito esforço, paciência e didática pra explicar .... consegui ingressar estes serviços. Mais sabe aquele costume antigo, conservador dos usuários ... não é porque são de idade, percebi que todos e até os jovens são assim. Tenho um sistema de chamados o GLPI, muito bom por sinal. Até passei treinamento vendo a cara de desinteresse daquele bando de braço curto ... mais acha que abrem chamado? kkkkk eu mesmo abro e atendo. Conclusão ... se a empresa tem este habito de serem conservadores "digamos assim, pra não dizer um monte de coisa né" .... jamais vai mudar, infelizmente!!!

Como o amigo disse aew sobre "interesse", se o cara é desinteressado, jamais vai mudar e se a empresa valoriza um profissional assim ela sempre ira fazer isso. O problema não é só o profissional, a empresa também tem culpa nisso, até porque se ele diz que não ... qual a documentação que diz que não, cade os processos utilizados e documentados sobre isso??? Não deve ter ... então como uma estrategia/ governança sabe que o trabalho esta de acordo com suas estrategias!!! Simplesmente não sabe. Se tem e o cara não sabe, esse cara não sabe nem o que ta fazendo ... ta só cozinhando o galo ai.


Um conselho de classe serve para fazer o que o conselho de classe da minha profissão faz o tempo todo: ENFIA A MÃO NO MEU BOLSO E LEVA O MEU DINHEIRO, TODOS OS MALDITOS ANOS E JÁ SÃO 38 ANOS DE PROFISSÃO.
Não tem santo que ME protege. Se qualquer um pode fazer que eu faço então eu não estou valendo nada mesmo e mereço ser qualquer um. Me pagam pelo que sei fazer, com tal CONSELHO, SEM O TAL CONSELHO, APESAR DO TAL CONSELHO.
Se alguém sonha ou precisa de alguém que o proteja é melhor comprar lidocaína, vaselina....vai doer.
Médico estuda 6 anos mais quatro anos de trabalhos forçados chamado de "Residência". São 10 anos, e o governo quer pagar esmola.....O cara não vai nem amarrado, e com razão.
Fico chocado com quem tem liberdade querer abrir mão da liberdade!

[33] Comentário enviado por potterjohnpotter em 13/04/2015 - 23:48h


Esse tipo de coisa você vê acontecer em Multi-Nacionais etc, eu ja vi muito isso... e sempre vejo.

Dica pra quem esta querendo entrar nesse área: sai dela dela! Não vale apena!

[34] Comentário enviado por erisrjr em 14/04/2015 - 00:00h


[33] Comentário enviado por potterjohnpotter em 13/04/2015 - 23:48h


Esse tipo de coisa você vê acontecer em Multi-Nacionais etc, eu ja vi muito isso... e sempre vejo.

Dica pra quem esta querendo entrar nesse área: sai dela dela! Não vale apena!


Após alguns anos com TI, tem hora que realmente bate uma indignação (Para alguns até desanimo mesmo) com as condições gerais da nossa área, o problema é que para muitos de nós (Eu inclusive), além de trabalho, TI é vocação, paixão mesmo, aí fica complicado largar.
Mas no futuro quem sabe, o trabalho pode acabar virando só hobby (Conheço alguns que já saíram para outras áreas, por melhores salários ou condições de trabalho, mais perspectiva de futuro), principalmente se continuar esta bagunça que vemos hoje.


[35] Comentário enviado por capitainkurn em 15/04/2015 - 06:26h

Se acham que está ruim.... Esperem até passar a lei da terceirização no senado, e francamente acho que vai passar visto que os políticos que em tese deveriam representar-nos tem tanto compromisso conosco quanto eu tenho com os ucranianos.
Só para terem idéia, uma das coisas que a lei infame prevê é a recontratação indefinida de temporários, sabem o que significa? A cada 180 dias renovam o seu contrato de trabalho, sem férias, sem aviso prévio, sem 1/3... sem nada. E com nuvens negras de desemprego no horizonte já dá para ter uma idéia de como vai ser...

Agora... conselho, Já fui favorável a um, mas vendo como os outros conselhos de classe operam só vai servir para três coisas:
1 - Cabide de empregos para os dirigentes e seus correligionários
2 - Excluir quem é antigo na área e não fez uma faculdade relacionada.
3 - Arrecadar anuidades cada vez maiores e não retribuir com absolutamente nada.

ALguém sabe me dizer alguma coisa boa que algum conselho de classe hava feito?

[36] Comentário enviado por tomassoni em 15/04/2015 - 11:48h

Concordo com o capitainkurn, hoje trabalho em uma empresa e sou terceiro em outra o que passo com essa situação.
1o - Todos os clts de onde trabalho tem salários melhores, o dobro que o meu (Cubro férias de todos);
2o- Os fornecedores de TI seja de HW ou Softwares ou serviços, nunca querem falar com você, pois na verdade você é um terceiro dentro da empresa que por razões da natureza as vezes é seu concorrente, ou seja, eu da empresa X ligando para empresa Y que é concorrente da X pedindo auxilio ou suporte, logo você é um zero a esquerda;
3o - Piadinhas pelos corredores, por mais que você se mate para atender bem os usuários leigos e pregos e sem noção, você ainda sim é um terceiro e o cliente tem sempre a razão, logo engole as piadas e fica quieto para não sujar a imagem da empresa X;
4o - Ganho 3 salários, 1 para empresa X que ganha nas minhas costas, 1 para pagar os impostos de praxe pelo lado empregador nesse caso empresa X e o outro fico com 1/4 pois vem os descontos do lado CLT mais o que a empresa pode tirar de você, plando de saúde, VR, etc... Logo somos escravos de luxo.
Sim, sou formado, tenho diversos certificados já fiz pós graduação, curso de extensão e todo santo dia tem algo novo para aprender, quanto a isso é otimo, adoro aprender, mas pergunta se a empresa valoriza?!!!! Não, não valoriza o que escuto é, você tem que melhor seu curriculo, ai vou la, faço mais N cursos que não custam barato, naõ tenho ajuda alguma de nenhuma das partes, porém o que a empresa X faz ? Me vende como senior, aumenta o valor do contrato não aumenta meu salário, me paga como júnior se não como técnico.
Quanto ao órgão regulamentador não acredito que isso faria de nós melhores profissionais, o que eles podem fazer por nós ? Cobrar taxas para dizer que você é apto a exercer a profissão? isso o empregador que deviria fazer, estruturar o recrutamento dele e selecionar o profissional que irá atende-lo. Claro, uma analista de sistemas não pode operar nem um cachorrinho, mas um médico pode fazer software para rodar no seu Boing 777, isso é [*****], mas da para conviver.
Ainda comparando as profissionais não esqueça dos usuários braços curtos, preguiçosos e sem noção que abrem chamados ou liga para TI com o seguinte problema "TI não estou conseguindo acessar nada", ai vem nossa paciência... Imagina esse usuário ligando no consultório medico e falando "Dr. estou com muita dor, faça ela parar !" o Dr. pode ser bem educado como eles são, snq, e dizer querido paciente dói onde? quando? porque? aconteceu algo? e o paciente é obrigado a se expressar melhor, pois se não ele não terá seu problema resolvido, já com o analista, nos temos que trata-los como filhinho, querido usuário, não consegue acessar o que? onde? tem alguma mensagem de erro, se sim pode ler para mim, pode enviar um print, reposta do usuário "Sei la, não entendo nada disso, não sei o que print, fechei a mensagem", porra nego, mensagens são explicativas e feitas para detectar falhas, não são enfeites de natal, não sabe usar o print, vai fazer uma aula básica de informática, não sabe o que acontece porque não sabe nem o que acessar.
Então acho que variáveis tem que ser muito em explicadas tanto para o médico quando para nós, não temos bola de cristal e não somos Chico Chavier. Isso quando não temos chamados do tipo "Favor mapear unidade de rede mas o micro não pode estar na rede", ai que dor no coração, isso é fato e quem escreveu isso é P.H.D, eu passo por isso, a mas ela é P.H.d em biologia nao em informática, queridão, leia o que você escreveu veja que na própria escrita não faz sentido!!!! Então seu P.H.d, guarde sua carteirada e vá estudar informática e português, pois bife ali na mesa é diferente de bife a milanesa.
Outra grande coisa é sim tem os acomodados que não se atualizam, sim tem o gerente que ganha rios de dinheiro e não sabe nada de técnicas, hands on e leva o mérito de quem sabe e o pior dos piores o putos da profissão que fazem coisas complexas e cobram baratinho e prostitui a profissão isso quando não aceitam salários medíocres desqualificando quem investe muita verba para ficar bom.
Não adianta esperar da Dilma, do governo, do zé ... temos que fazer por cada um de nós, não prostitui a profissão, não responda algo que você não tem certeza se dá ou não para fazer, se não tem certeza instrua o usuário a aguardar a verificação da possível viabilidade de estar fazendo tal atividade/ação, instrua usuários e seja la quem for que não somos pasteleiros que nada sai na hora, espere, aguarde é complexo, pois se não fosse, ou se não fosse critico fazer tal atividade/ação vocês mesmo leigo atrás do telefone faria sem nossa ajuda.
Então galera de TI, vamos valorizar, o cara não sabia que dava para excluir usuário X do grupo ABC, paciência entre em contato de novo e cobre seu departamento e exponha as dificuldades em reunião, pois quem sabe ele não fica com vergonha e vai procurar se atualizar.
Já nego formado em faculdade de muito prestigio perguntar como ele cria uma base de dados XYZ no banco XPTO, com essas palavras, como se existisse o a base XYZ e o banco XPTO, pois ele leu no exemplo... O cara ganhava N vezes mais que eu só por vir de uma faculdade diferente e o bobo aqui, teve que ensinar o Drzinho que era só um exemplo... Então são coisas da vida.
Mas vamos nos valorizar... e por favor assinem a petição contra o projeto de terceirização se não melhor corrermos atrás de ser putos de luxo.

[37] Comentário enviado por CapitainKurn em 20/04/2015 - 01:05h

A terceirização para atividades fim não é uma coisa ruim, na prática não muda muita coisa.
O problema são alguns parágrafos no texto básico da lei que são literalmente "fudentes" , tais como recontratação indeterminada de temporários, isso de cara já extingüe, férias, 13º, aviso e multa rescisória, pois o contratato temporário parte do pressuposto que essas "vantagens" já estarão embutidas nos vencimentos e todos sabem que a banda não toca assim.
Outro ponto é que reza que a contratante não responde mais solidariamente em caso de contencioso trabalhista, isso só ocorre no caso de sub-contratação, os processos trabalhistas vão ficar mais emprerrados do que já são. E o pior de tudo é que vai ter muita empresa contratante, criando suas próprias contratadas e subcontratadas para se blindar.
Se essa infame lei fosse uma medida provisória, para atender tempos de vacas magras até seria uma coisa legal, mas o que querem fazer é um "bypass" na legislação trabalhista vigente em caráter permanente.

[38] Comentário enviado por Giovanni_Menezes em 20/10/2015 - 20:23h

O dia que existir um órgão similar a OAB para avaliar os profissionais de T.I, garanto que 90% não passaria na prova, e desses total acredito que uns 60% não acertaria metade das questões!

Tudo isso já começa nas instituições de ensino, o que tem de gente tirando MB só por ser puxa saco de professor e não sabe nem o que é um broadcast não ta no gibi!

Certa vez fui em uma lojinha de informatica atrás de um alicate de crimpagem, perguntei ao vendedor se ele tinha uma, ele fico olhando para a cara da balconista como se eu tivesse perguntando uma coisa de outro mundo, balanço a cabeça dizendo que não e não falo mais nada, obvio que ele não tinha a menor ideia do que eu estava perguntando, algo semelhante aconteceu a 2 anos atrás quando perguntei em outra loja se ainda tinha algum processador de soquete 755 para vender..

É de cair o queixo!


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