Processos no Linux

Este artigo descreve de maneira básica o tão importante conceito de processos no Linux e, em seguida, mostra quais os meios mais usados para controlá-los e manipulá-los.

[ Hits: 153.896 ]

Por: Emerson Alecrim em 23/11/2005


Sinais de processos



Os sinais são meios usados para que os processos possam se comunicar e para que o sistema possa interferir em seu funcionamento. Por exemplo, se o usuário executar o comando kill para interromper um processo, isso será feito por meio de um sinal.

Quando um processo recebe um determinado sinal e conta com instruções sobre o que fazer com ele, tal ação é colocada em prática. Se não houver instruções pré-programadas, o próprio Linux pode executar a ação de acordo com suas rotinas.

Entre os sinais existentes, tem-se os seguintes exemplos:
  • STOP - esse sinal tem a função de interromper a execução de um processo e só reativá-lo após o recebimento do sinal CONT;
  • CONT - esse sinal tem a função de instruir a execução de um processo após este ter sido interrompido;
  • SEGV - esse sinal informa erros de endereços de memória;
  • TERM - esse sinal tem a função de terminar completamente o processo, ou seja, este deixa de existir após a finalização;
  • ILL - esse sinal informa erros de instrução ilegal, por exemplo, quando ocorre divisão por zero;
  • KILL - esse sinal tem a função de "matar" um processo e é usado em momentos de criticidade.

O kill também é um comando que o usuário pode usar para enviar qualquer sinal, porém, se ele for usado de maneira isolada, ou seja, sem o parâmetro de um sinal, o kill por padrão executa o sinal TERM.

A sintaxe para a utilização do comando kill é a seguinte:

kill -SINAL PID

Como exemplo, vamos supor que você deseja interromper temporariamente a execução do processo de PID 4220. Para isso, pode-se usar o seguinte comando:

$ kill -STOP 4220

Para que o processo 4220 volte a ser executado, basta usar o comando:

$ kill -CONT 4220

Se o sinal precisa ser enviado a todos os processos, pode-se usar o número -1 no lugar do PID. Por exemplo:

$ kill -STOP -1

Como já dito, usar o comando kill isoladamente - por exemplo, kill 4220 - faz com que este use o sinal TERM por padrão. Esse sinal, no entanto, pode ser ignorado pelos processos. É por isso que é boa prática usar o comando "kill -9 PID" para "matar" um processo, pois o número nove representa o sinal kill e este não pode ser ignorado. Isso deixa claro que se você conhecer o número que é atribuído a um sinal, você pode usá-lo no lugar de seu nome. Com exceção de alguns sinais, a numeração de cada um pode mudar de acordo com a distribuição ou com a versão do kernel.

Agora, imagine que você não saiba qual o PID de um processo e tenha se esquecido que o comando ps (visto mais à frente) descobre tal informação. Neste caso, pode-se usar o comando killall, desde que você saiba o nome do processo. A sintaxe é:

killall -SINAL processo

Por exemplo:

$ killall -STOP vi

Estado dos processos


Quando um processo é criado, isso não significa que ele será imediatamente executado. Além disso, determinados processos podem ser temporariamente paralisados para que o processador possa executar um processo prioritário. Isso quer dizer que os processos, em certos momentos, podem estar em situações de execução diferentes. O Linux trabalha, essencialmente, com quatro tipos de situação, isto é, estados:
  • Executável: o processo pode ser executado imediatamente;
  • Dormente: o processo precisa aguardar alguma coisa para ser executado. Só depois dessa "coisa" acontecer é que ele passa para o estado executável;
  • Zumbi: o processo é considerado "morto", mas, por alguma razão, ainda existe;
  • Parado: o processo está "congelado", ou seja, não pode ser executado.

Página anterior     Próxima página

Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Sinais de processos
   3. Comandos nice e renice
   4. Verificando processos com o ps
   5. Verificando processos com o top
   6. Os recursos jobs, fg e bg, fuser, pstree, nohup
Outros artigos deste autor

Máquina Virtual Java (Java Virtual Machine)

O gerenciador de boot GRUB

Usando cron e crontab para agendar tarefas

Leitura recomendada

Remastersys: Crie seu próprio Live-CD do Ubuntu Linux

Sony Ericsson k550i no Linux

Asterisk com PostgreSQL e unixodbc

Controle de banda com HTB-Tools

Sistema de Informações Geográficas - Softwares Livres ou Proprietários?

  
Comentários
[1] Comentário enviado por mascote24 em 23/11/2005 - 10:19h

Parabéns Weber, excelente artigo !

Para conhecer/saber como funcionam processos nos *nix está completo. Começar a aprender com este artigo é no mínimo começar por um bom começo.

Acrescentei-o aos meus favoritos.

[2] Comentário enviado por mms_ba em 23/11/2005 - 16:03h

Parabens pela qualidade/ conteúdo do material. :) Ja adicionei aqui nos favoritos.

[3] Comentário enviado por silviojunior em 23/11/2005 - 19:37h

Artigo de excelente qualidade!

[4] Comentário enviado por in54no em 23/11/2005 - 21:24h

Muito bom,
Parabens!

[5] Comentário enviado por Cybertitan em 24/11/2005 - 01:55h

Otimo artigo, resumiu muito bem, esta de parabens.

[6] Comentário enviado por luiscarlos em 24/11/2005 - 10:29h

Sempre percebi que a maquina depois de inciar mesmo com os serviços não essenciais todos parados, ainda rodam em médiua de 60 a 70 processos, a maioria em estado sleeping ou em espera, alguém sabe quais os processos minimos necessários para que a maquina funciona usando o mínimo de memória? eu gostaria de rodar uma console com o mínimo necessário e tmb depois rodar o KDE com o mínimo necesário, já retirei tudo que nao precisava, mas ainda tem muito processo, queria diminuir pra uns 30 no maximo

[7] Comentário enviado por xith em 24/11/2005 - 17:24h

Cara parabens pelo artigo, tirei uma duvida vital nele!
Excelente

[8] Comentário enviado por PCMasterPB em 26/11/2005 - 17:50h

Realmente muito bom esse artigo! Emerson, você está de parabéns!!!

[9] Comentário enviado por brunomark em 01/08/2006 - 19:41h

Excelente material Emerson, matéria fundamental para sobreviver no modo texto

[10] Comentário enviado por decohab em 17/10/2006 - 13:42h

Legal einh boa dica para iniciantes
Ai vai mais um bom tutorial pra galera GNU
http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=4152&pagina=6

Só uma complementação a vezes até util para não deixar o SHELL preso é usar recursos em background .. util para quando se quer copiar arquivos acima de 200 megas e não se ker ficar preso esperando terminar.. basta usar no final do comando &.

ex.

# cp arquivo.xxx /home &

!!Valew!!!

[11] Comentário enviado por cassimirinho em 16/01/2008 - 13:52h

Uma pergunta sobre processos, a cada reinício do sistema o número do PID é sempre o mesmo pra cada "executável" ?

[12] Comentário enviado por stickybit em 21/01/2009 - 17:04h

Vale lembrar que, os números nice vão de -20a +19. Qualquer usuário pode iniciar um processo com um número nice positivo, mas apenas o superusuário (root) pode diminuir o número nice de um processo, aumentando com isso a sua prioridade.

[13] Comentário enviado por thiagomadeira em 04/01/2013 - 09:51h

Maninho muito bom o seu artigo, parabéns !!!

[14] Comentário enviado por removido em 23/01/2014 - 10:18h

Excelente artigo! Obrigado por compartilhar conhecimento!


Contribuir com comentário




Patrocínio

Site hospedado pelo provedor RedeHost.
Linux banner
Linux banner

Artigos

Dicas

Tópicos

Top 10 do mês

Scripts