Porque troquei do Ubuntu LTS para o openSUSE

Conto o porque resolvi trocar de distribuição, minhas primeiras experiências, situações que quase me fizeram voltar à antiga distribuição..

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Por: Arthur Alexsander Martins Teodoro em 08/02/2017


Porque resolvi trocar de distribuição



Já faço uso de distribuições Linux a um ano e meio, uma vez que curso Ciência da Computação e alguns compiladores são do projeto GNU, como o GCC, então não sendo necessário usar simuladores ou máquinas virtuais. A transição entre o Ubuntu 14.04 (LTS de quando comecei a utilizar Linux) e o Windows ocorreu de forma muito fluida, com grande parte do tempo utilizando somente o Ubuntu no lugar do Windows, uma fez que ainda mantenho tal no computador (isso se deve que algumas plataformas são compatíveis somente com o Windows. Ex: FPGA's Altera).

Porém nem tudo são flores. O Ubuntu tinha alguns pequenos bugs que, quando raramente aparecia causava certo desconforto. Os principais envolviam o Wi-Fi e o touchpad (este que até escrevi um post sobre o problema aqui e não consegui solucioná-lo). O Wi-Fi às vezes simplesmente parava de funcionar, e sem demora, consegui achar a resolução do problema, que necessitava de instalar um driver especifico. Porém quando existia uma atualização de kernel era necessário a recompilação do driver, nada de mais.

Já o problema do touchpad era um pouco mais chato. Quando o sistema voltava da suspensão, o touchpad não funcionava. Ele não era desligado, e sim saia da lista de dispositivos sendo necessário o reiniciamento do sistema para voltar a funcionar. Isso era um inconveniente, uma vez que como faço faculdade às vezes é necessário ficar carregando o notebook, e para fazer isso, ou tinha que desligar o computador e ligar novamente, carregar o notebook aberto ou levar um mouse.

Então o Ubuntu 16.04 foi lançado e fiz a atualização na esperança de que tais erros tinhas sido corrigidos. Fiz a instalação do Ubuntu Gnome e nada. Todos os mesmos problemas se mantinham, porém como encarava os mesmos sempre é até com um certo entendimento pela parte dos desenvolvedores uma vez que sei o quão é difícil debugar um sistema, não importei muito.

Foi então que conversando com um professor meu ele me apresenta o openSUSE, me diz que a distribuição é super estável e que talvez se mudasse para tal poderia dar certo. Como era meio de semestre não queria correr o risco de formatar um computador então continuei usando o Ubuntu. E foi ai que o sistema começou a apresentar mais erros. Às vezes o sistema não desligava, os periféricos eram desligados porém o sistema continuava e nunca desligava, já deixei o computador nesse estado por uma hora e nada. Além disso, raramente o sistema congelava, com o indicador de Caps Lock piscando e simplesmente parava de funcionar, sem motivo aparente. Então resolvi seguir a ideia do professor e mudei para o openSUSE.

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Páginas do artigo
   1. Porque resolvi trocar de distribuição
   2. Instalação do openSUSE
   3. Primeiras impressões
   4. O momento em que pensei em voltar ao Ubuntu
   5. Yast, o aplicativo que toda distribuição deveria ter
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Comentários
[1] Comentário enviado por lordestark em 08/02/2017 - 15:34h

Bom artigo para novatos que estão querendo testar novas distribuições.
Se vc quiser testar, há outras que aparentam ser mais estáveis (porém, mais manuais). Como o Arch Linux, o lendário Slackware, e os da equipe BSD (como o FreeBSD, NetBSD e o chato OpenBSD), mas eles são realmente bem manuais (nem interface gráfica iniciam sem vc configurar), mas.....A aventura neles é incrível.
Estou a testar o lendário Slackware como distro primaria no meu mísero noot. É boa sorte se quiser testar

[2] Comentário enviado por mrroot em 08/02/2017 - 17:27h

Ótimo artigo, e obrigado por compartilhar sua experiência conosco.
Eu utilizei o ubuntu por 1 ano, e de uns tempos pra cá, aquilo foi me enjoando pois eu observo muito a filosofia Stallman e a própria filosofia do Linux, e percebi que a Canonical, assim como a Red Hat está fazendo do Linux um windows vestido de pinguim.
Por esta razão eu migrei para o Debian, e gosto muito.
Embora a empresa que da suporte ao OpenSuse também está interessada em lucros, mas pelo que analisei no OpenSUSE é que ele mantém a filosofia do software livre.

[3] Comentário enviado por freeakytux em 08/02/2017 - 18:17h

Qual foi sua dificuldade na configuração da rede wireless na instalação?
Você chegou a encontrar esse script[0] para instalação do spotify?

0 - https://github.com/cornguo/opensuse-spotify-installer

[4] Comentário enviado por bilufe em 09/02/2017 - 08:16h

Provavelmente os bugs atribuídos ao Ubuntu vieram de algum pacote não suportado oficialmente, como o laptop mode tools, ou ainda atualizações não oficiais oferecidas por PPAs de terceiros.

[5] Comentário enviado por bilufe em 09/02/2017 - 08:18h

Já usei o OpenSuse, e não o uso novamente por diversos problemas: dificuldade com codecs, sistema pesado mesmo se comparado ao Ubuntu, e claro, o Ubuntu é mais fácil de instalar/atualizar.

[6] Comentário enviado por clodoaldops em 09/02/2017 - 08:31h

Ainda bem que existem várias distribuições
Sempre haverá uma que adaptará melhor ao perfil , às necessidades e ao hardware do usuário.
Sendo assim cada um terá sua melhor distribuição

*******************************************
Meu Blog
http://dicaslinuxmint.blogspot.com.br/

[7] Comentário enviado por Fabio_Farias em 09/02/2017 - 10:17h

Minhas considerações:

Fiz o download da ISO do openSUSE Leap 42.2, que se diga de passagem, é bem grande em relação às outras distribuições, com 4.2 GB...


E então descobri o porque a ISO era tão grande. Em certo momento da instalação é pedido que interface gráfica será utilizada no sistema...


Não é só por esse motivo que a imagem ISO do openSUSE é bem grande. Além de todas essas interfaces gráficas a ISO traz também muitos pacotes para a instalaçaõ de servidores (de internet, de arquivos, de impressão, etc) bem como pacotes para desenvolcimento em uma série de linguagens (C, Java, Ruby, PHP, etc). Isso torna o openSUSE uma distro completa. A exceção são os codecs, por serem proprietários. Pode parecer um exagero para um usuário doméstico, mas a distro conserva suas origens quando era voltada exclusivamente para empresas. No entanto, tem o disco de instalação via rede onde você só baixa o necessário para seu uso.

Uma das coisas que também me vez instalar o openSUSE foi a curiosidade para conhecer o famoso Yast.


É a melhor ferramenta que já vi no Linux. No entanto, muitos não gostam dele porque "ele facilita demais as coisas". Vai entender....

Para a instalação de aplicativos o Yast se mostra preferível até ao uso do zypper (gerenciador de aplicativos) via linha de comando.


O YaST tem como "motor" o Zypper para o gerenciamento de pacotes no sistema. É o Zypper que trabalha quando você está usando o YaST. Então não tem diferença.

Por ser muito fácil o uso do Yast e poupar muito tempo nas configurações necessárias que digo que o Yast deveria ser um dos aplicativos padrão de todas as distribuições, uma vez facilita completamente a vida do usuário do sistema.


Deveria, até porque seu código fonte é livre. Mas não é, pelos motivos que citei acima.

O Yast é a central de configurações que todo administrador de sistemas deseja ter.


Como disse, acho que não é o desejo de muitos não. É uma excelente ferramenta, mas poucos gostam dele.

Porém pretendo trocar ainda de sabor do SUSE, trocando a versão Leap pelo Tumbleweed, a versão rolling realise do openSUSE. O grande diferencial desta versão é a entrega dos aplicativos, kernel, interface gráfica mais recentes, porém tão estável quanto o Leap.


Sim, de fato. Mas tenha ciência de que a quantidade de atualizações em uma distro como o openSUSE é tão grande quanto a própria distro. Tem que tem banda de internet bem larga mesmo rsrsrsr

Uso o openSUSE desde 2007 com a versão 10.2. Claro que ela já me deu problemas, isso é normal. Mas foi a distro com quem mais me identifiquei e o YaST foi fundamental para permanecer nela.

Abraço!

[8] Comentário enviado por Fellype em 10/02/2017 - 17:02h

Rapaz... 1GB de RAM no startup... Meus PCs com míseros 2GB não aguentariam tanto.
openSUSE só depois de um upgrade hehehehe
Por hora, fico com o Slackware mesmo: 250-300MB de RAM no startup, com KDE :-)

[9] Comentário enviado por millemiglia em 10/02/2017 - 21:53h


[1] Comentário enviado por lordestark em 08/02/2017 - 15:34h
Estou a testar o lendário Slackware como distro primaria no meu mísero noot. É boa sorte se quiser testar


Divirta-se com o Slack. Estou usando ele num Sony Vaio VGN-SZ340P com 2GB RAM. Uso XFCE como interface gráfica e ele fica muito leve e rápido. Outra vantagem é que ele é realmente muito estável e dificilmente dá problema. Já faz uns 3 anos que estou usando o Slack e não tive metade dos problemas que tive com o Ubuntu.

[10] Comentário enviado por arthurmteodoro em 11/02/2017 - 09:55h


[3] Comentário enviado por freeakytux em 08/02/2017 - 18:17h

Qual foi sua dificuldade na configuração da rede wireless na instalação?
Você chegou a encontrar esse script[0] para instalação do spotify?

0 - https://github.com/cornguo/opensuse-spotify-installer


Cheguei a usar sim este script, porém nele as versões do spotify e caminhos de pastas não estavam condizendo com o instalador baixado pelo próprio script. Atém cheguei a reorganizar tais versões e caminhos, porém isso levou a ter que rodar o script várias vezes, o que acarretou o spotify ser "instalado" algumas vezes, com vários binários em caminhos diferentes. Porém o Spotify Web até que me atende bem, então tentarei esta instalação depois.

[11] Comentário enviado por angeloo em 15/02/2017 - 20:04h


PORQUE RESOLVI TROCAR DE DISTRIBUIÇÃO
Já faço uso de distribuições Linux a um ano e meio, uma vez que curso Ciência da Computação e alguns compiladores são do projeto GNU, como o GCC, então não sendo necessário usar simuladores ou máquinas virtuais. A transição entre o Ubuntu 14.04 (LTS de quando comecei a utilizar Linux) e o Windows ocorreu de forma muito fluida, com grande parte do tempo utilizando somente o Ubuntu no lugar do Windows, uma fez que ainda mantenho tal no computador (isso se deve que algumas plataformas são compatíveis somente com o Windows. Ex: FPGA's Altera).

Porém nem tudo são flores. O Ubuntu tinha alguns pequenos bugs que, quando raramente aparecia causava certo desconforto. Os principais envolviam o Wi-Fi e o touchpad (este que até escrevi um post sobre o problema aqui e não consegui solucioná-lo). O Wi-Fi às vezes simplesmente parava de funcionar, e sem demora, consegui achar a resolução do problema, que necessitava de instalar um driver especifico. Porém quando existia uma atualização de kernel era necessário a recompilação do driver, nada de mais.

Já o problema do touchpad era um pouco mais chato. Quando o sistema voltava da suspensão, o touchpad não funcionava. Ele não era desligado, e sim saia da lista de dispositivos sendo necessário o reiniciamento do sistema para voltar a funcionar. Isso era um inconveniente, uma vez que como faço faculdade às vezes é necessário ficar carregando o notebook, e para fazer isso, ou tinha que desligar o computador e ligar novamente, carregar o notebook aberto ou levar um mouse.

Então o Ubuntu 16.04 foi lançado e fiz a atualização na esperança de que tais erros tinhas sido corrigidos. Fiz a instalação do Ubuntu Gnome e nada. Todos os mesmos problemas se mantinham, porém como encarava os mesmos sempre é até com um certo entendimento pela parte dos desenvolvedores uma vez que sei o quão é difícil debugar um sistema, não importei muito.

Foi então que conversando com um professor meu ele me apresenta o openSUSE, me diz que a distribuição é super estável e que talvez se mudasse para tal poderia dar certo. Como era meio de semestre não queria correr o risco de formatar um computador então continuei usando o Ubuntu. E foi ai que o sistema começou a apresentar mais erros. Às vezes o sistema não desligava, os periféricos eram desligados porém o sistema continuava e nunca desligava, já deixei o computador nesse estado por uma hora e nada. Além disso, raramente o sistema congelava, com o indicador de Caps Lock piscando e simplesmente parava de funcionar, sem motivo aparente. Então resolvi seguir a ideia do professor e mudei para o openSUSE.



Você poderia ter mudado para a distro MINT LINUX, que é muito melhor que a Ubuntu, a Ubuntu realmente é cheia de bugs, se você usar o MINT LINUX tenho certeza que você iria gostar. Você não teria qualquer problema com MINT, pois qualquer aplicativo .deb funciona no MINT, pois a base é Debian..

https://www.linuxmint.com/download.php


[12] Comentário enviado por kennerc em 20/02/2017 - 11:45h


Você poderia ter mudado para a distro MINT LINUX, que é muito melhor que a Ubuntu, a Ubuntu realmente é cheia de bugs, se você usar o MINT LINUX tenho certeza que você iria gostar. Você não teria qualquer problema com MINT, pois qualquer aplicativo .deb funciona no MINT, pois a base é Debian..

https://www.linuxmint.com/download.php


Amigo esse "muito melhor" aí já é demais não? Linux mint basicamente é o Ubuntu, com exceção de alguns programas próprios, como o atualizador de aplicações por exemplo, toda a base utilizada no Mint é a mesma do Ubuntu, caso você instale o Ubuntu Mate, vc basicamente terá o Mint.

Já sobre o tópico, eu fiz o processo contrário esse fds, após 2 anos utilizando LM fiz o teste do Open suse e particularmente não gostei, tive problemas com um monitor externo, dificuldade extrema de instalar codecs de vídeo, mesmo utilizando o modo "1-click" disponível na Wiki, e alguns problemas com o KDE salvando sessão, esse último foi o único que consegui resolver.

Como estava tendo um problema similar com o Wi-fi, que achei que era devido ao LM, precisei trocar de distro, e após a tentativa fracassada do Open suse acabei voltando ao Ubuntu (que usei a primeira vez em 2009), o Ubuntu, apesar dos ocasionais bugs, é uma distro que simplesmente "funciona", você não precisa fuçar tanto e configurar tanto, é plug and play.



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