Introdução ao Fortran (parte 1)

Neste artigo veremos como programar em Fortran no GNU/Linux.

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Por: André em 31/07/2010 | Blog: http://127.0.0.1


O comando PRINT



Vamos começar vendo algumas funções simples, especificadamente funções de E/S (entrada e saída). Antes de mais nada, vamos conhecer a estrutura de um código em Fortran...

program estrutura
! Codigo do programa
END

Vamos agora analisar basicamente o corpo do programa...

Na linha:

program estrutura

Nós definimos o nome do nosso programa, que neste caso era "estrutura". Quem já programou em Pascal já está acostumado com isso.

Na linha:

! Codigo do programa

Nós deixamos um comentário. Os comentários são linhas que são simplesmente ignoradas pelo compilador. Elas servem para se dar referência, deixar um lembrete ou até mesmo explicar o código.

Na linha:

END

Nós encerramos o programa. Como eu disse anteriormente, quem já programou em Pascal provavelmente já viu isso, e cá entre nós, isso foi uma das coisas que me facilitou o aprendizado do Fortran, é o conhecimento que eu tinha sobre a linguagem Pascal.

Vamos agora fazer nosso primeiro e clássico "Ola mundo ! ", onde nós simplesmente exibimos "Ola mundo ! ", isto já é um começo para aprendermos a programar.

Nós temos o código:

program estrutura

! Imprime: Ola mundo !
PRINT *, 'Ola mundo ! '

END

A única novidade que nós temos é na linha:

PRINT *, 'Ola mundo ! '

PRINT traduzindo do inglês para o português quer dizer "Impressão", sendo assim, nem preciso lhe contar que esta função imprime dados na tela. :)

Logo após devemos ter um * (asterisco) e uma vírgula. A mensagem a ser imprimida deve estar entre aspas simples.

Outra coisa interessante é que nós mudamos o comentário, repare na linha:

! Imprime: Ola mundo !

Ele não fez a mínima diferença, eu só usei ele para mostrar a vocês que aquela linha abaixo exibia uma mensagem. Daí eu poderia deixar um comentário do tipo:

! AAAAaaaaaaaaaAAAAAAAaaaa

Não teria a mínima diferença. ;)

Agora, antes que eu me esqueça, para compilar um programa Fortran, usamos o comando:

gfortran 1.f90

Neste caso o meu arquivo chama-se 1 e sua extensão é f90 (fortran 90). Logo após, repare que no mesmo diretório será gerado o arquivo:

a.out

Será ele que nós vamos executar...

./a.out

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. O comando PRINT
   3. Variáveis - Integer
   4. Variáveis - Real
   5. Conclusão
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Comentários
[1] Comentário enviado por albfneto em 31/07/2010 - 14:27h

Puxa que legal, trazendo de volta o Fortran!

[2] Comentário enviado por andrezc em 31/07/2010 - 14:48h

Fortran é uma ótima linguagem, creio que muitos aqui assim como eu são fãns de linguagens antigas.

[3] Comentário enviado por danilo21 em 31/07/2010 - 16:00h

Depois de C e Assembly, a linguagem "classica" mais simpática ao meu ver. Nunca aprendi, mas está na lista "To-Learning" tem um tempinho, deu até vontade de começar agora.

[4] Comentário enviado por andrezc em 31/07/2010 - 16:02h

Oi Danilo, C e Assembly são as melhores, porém, nunca conseguir aprender Assembly a fundo :-(

Um dia eu chego lá :)

Um abraço.

[5] Comentário enviado por danilo21 em 31/07/2010 - 16:23h

Assembly é sofrimento puro, eu sei um pouco de assembly X86(nasm), mas nada surpreendente. O assembly x86_64 me assusta com sua quantidade absurda de registradores.
Um dia eu chego lá[2]
abraços.

[6] Comentário enviado por andrezc em 31/07/2010 - 16:30h

Como você disse, é puro sofrimento mesmo, o pouco que eu mexi com Assembly sintaxe Intel já deu pra me tirar o sono :p

Um abraço.

[7] Comentário enviado por nicolo em 02/08/2010 - 14:10h

Que legal, já estudei fortan 3 vezes, comecei em 1973 com o fortran 77 furando cartões numa máquina parecida com uma escavadeira.
Era um desespero, nada dava certo.
A última vez foi com um XT que tinha dois drives de floppy de 5 1/4 polegadas.
Até hoje não aprendi nada.
Não é agora que vou aprender.

[8] Comentário enviado por gomes-fdr em 02/08/2010 - 17:30h

Vou programar em Fortran neste semestre - estava em dúvida como faria isso no Linux, obrigado pela dica.
Saudações.
Fabiano

[9] Comentário enviado por upaf em 04/08/2010 - 14:31h

O Fortran ganhou um cara boa, desde a época em que eu o vi no colégio a algumas décadas atrás... :)

André, no começo do artigo você mencionou que o Fortran é indicado para aplicações científicas e cálculos numéricos. É claro que aqui você deu exemplos bem simples, mas além do lado saudosista, qual é a vantagem do Fortran perante as linguagens mais modernas? Mesmo comparado à velha linguagem C ou Java, o que é que o Fortran faz que os outros não fazem?

[10] Comentário enviado por andrezc em 05/08/2010 - 08:19h

Oi upaf , comparado a linguagem C nenhuma. Mas já em linguagens modernas como Java, C# e etc. Temos algumas diferenças grandes, e nestas linguagens temos a famosa OOP (oriented object programming). Vejo o Fortran ideal para aplicações cientificas, mas se quer mesmo saber o que eu gostei mais, foi um pouco da dificuldade, comparado com o Java, que é uma linguagem "fácil". Este tipo de llinguagem ajuda no aprendizado e na lógica no meu ponto de vista.

Um abraço.

[11] Comentário enviado por andopes em 08/10/2010 - 11:04h

Uma das grandes vantagens do Fortran é a sua impressionante eficiência e praticidade ao se implementar cálculos numéricos.
Um código escrito em Fortran, para cálculos numéricos, chega ter QUASE o mesmo desempenho do equivalente em C, com o diferencial da facilidade de implementação devido a gama de bibliotecas disponíveis.
O Fortran também dispõe de OOP, se você estiver utilizando os recursos do Fortran 90, 95 e 2000.

[12] Comentário enviado por Djalma_Jr em 11/03/2012 - 06:50h

Muito bom o artigo, estou precisando aprender FORTRAN para usar no meu projeto de iniciação científica, ajudou bastante.

[13] Comentário enviado por jarlisson em 17/07/2012 - 21:02h

Ainda é muito visto em cursos de Matemática e Física pelas Universidades do país.
É rápido e eficiente para coisas que necessitem de foco nos cálculos, e nada mais.

[14] Comentário enviado por crafaelsdo em 30/05/2017 - 10:16h

Cara, o arquivo a.out é só um arquivo de saída você pode gerar um executável em si acrescentando "-o nome_do_executável" (no seu caso ficaria "gfortran 1.f90 -o nome_do_excutável" assim ele cria uma arquivo binário (sem extensão).


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