Guia Introdutório do Linux V

Quando você digita um comando, pode escolher em adicionar características para alterar o comportamento do comando. Opções e argumentos são exemplos do que usar para tal mudança. Neste novo artigo da série "Guia Introdutório" veremos o uso dos comandos e que não precisamos ficar intimidados diante da shell.

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Por: Cicero Juliao da Silva Junior em 07/08/2007


Usando o shell no Linux



Existem algumas coisas que podem ser 'acrescentadas' aos comandos para alterar sua funcionalidade. Na shell, além dos comandos você pode utilizar:

Opções

Muitos comandos possuem (geralmente várias) opções disponíveis. Tais opções normalmente são indicadas por letras. Podemos inclusive combinar diversas opções ao usar um comando. Já vimos isso no artigo anterior desta série, quando usamos o comando ls:

$ ls -sh

O comando acima exibirá o conteúdo do diretório atual juntamente com o tamanho em forma 'humanamente compreensível' (daí a opção 'h', que indica 'human').

Quando a opção é indicada por uma palavra e não uma letra, é comum ser precedida por dois 'traços' em vez de um. Por exemplo, a opção "help" disponível em muitos comandos deve ser usada assim:

$ comando --help

Argumentos

Muitos comandos também aceitam argumentos. Um argumento é uma informação extra, como o nome de um arquivo a ser usado pelo comando, por exemplo, se você usar:

$ cat /home/fulano/agenda

verá na tela o conteúdo arquivo 'agenda', que está no diretório /home/fulano. Neste exemplo, '/home/fulano/agenda' é o argumento.

Variáveis locais

A shell pode guardar informações a fim de serem usadas pelo usuário naquela sessão. Chamamos a tais de 'variáveis de ambiente'. Mais a frente falaremos com mais profundidade sobre este tema.

Metacarateres

Estes são caracteres com significado especial para a shell. Eles podem ser usados para direcionar a saída de um comando para um arquivo (>), enviar a saída de um comando para outro comando (|), e rodar um comando no background (&), entre outros.

Outra característica interessante da shell é a capacidade de guardar um 'histórico' dos últimos comandos listados. Isto facilita o nosso trabalho, pois comandos que usamos freqüentemente não precisam ser digitados. Veremos como isto funciona um pouco mais adiante.

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Páginas do artigo
   1. Usando o shell no Linux
   2. Rodando comandos
   3. Edição e conexão de comandos
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