A História que se perde...
A maioria dos participantes do VOL é bastante jovem e não se recorda da evolução dos sistemas operacionais. Fragmentos desta História são facilmente encontrados, mas há coisas curiosas que o tempo está se encarregando de apagar.
Parte 4: Conclusão
Nada parece mais equivocado que atribuir habilidades ardilosas ao pessoal da Microsoft.
Olhando o passado, erros e acertos tornam-se óbvios, só e somente só, porque as conseqüências são conhecidas. No idos dos anos 80 quando as coisas se formaram o futuro era apenas uma espectativa e uma escuridão.
A IBM abriu o hardware, fechou o software e acabou perdendo mercado para uma nanica Microsoft, que vendia um produto tão ruim (o Windows 3.1 e o 95) que não dava para ser levada a sério por profissionais. A IBM não apenas deixou o espaço para a Microsoft como participou do crescimento da Microsoft, antes que as duas se tornassem concorrentes.
Nisso a informática segue a velha lei da correnteza principal determinada pela maioria: O usuário comum. Os desenvolvedores mostraram que eles são o fiel da balança, eles escrevem os softwares que agradam os usuários, sejam eles pagos ou gratuitos. Os desenvolvedores são os formadores de gostos e opiniões que influenciam os usuários comuns, e esses determinam o sucesso ou o fracasso.
Em amplo sentido, cada um assume a decisão para a qual está preparado.
A IBM tinha a maior clientela, precisava oferecer o melhor produto. A Microsoft precisava vender alguma coisa, qualquer coisa e depressa. Quem "comprou" o Windows foram os desenvolvedores porque a IBM não quis "vender". Significa que a IBM não abriu as necessárias oportunidades para os desenvolvedores. A Microsoft viu os desenvolvedores como colaboradores e a IBM viu os desenvolvedores como concorrentes. Este detalhe decidiu o futuro, mais que outros fatos importantes.
Todos sabem que a partir de 2000 a Microsoft tratou de consertar seu sistema operacional, ou ainda continua tentando, mas há que se reconhecer que a partir do Windows 2000, tecnicamente, o Windows adquiriu uma seriedade que não possuía antes.
Talvez o sucesso venha da sorte, não no sentido de ganhar na loteria, mas da sorte de ter tomado decisões, que só o futuro mostra se foram corretas ou não.
Não é apropriado, além de deselegante, insultar o Windows. Ele não é obra de uma intenção ardilosa, nem de um jogo sujo, mas da preferência da massa.
Obrigado pela leitura.
Olhando o passado, erros e acertos tornam-se óbvios, só e somente só, porque as conseqüências são conhecidas. No idos dos anos 80 quando as coisas se formaram o futuro era apenas uma espectativa e uma escuridão.
A IBM abriu o hardware, fechou o software e acabou perdendo mercado para uma nanica Microsoft, que vendia um produto tão ruim (o Windows 3.1 e o 95) que não dava para ser levada a sério por profissionais. A IBM não apenas deixou o espaço para a Microsoft como participou do crescimento da Microsoft, antes que as duas se tornassem concorrentes.
Nisso a informática segue a velha lei da correnteza principal determinada pela maioria: O usuário comum. Os desenvolvedores mostraram que eles são o fiel da balança, eles escrevem os softwares que agradam os usuários, sejam eles pagos ou gratuitos. Os desenvolvedores são os formadores de gostos e opiniões que influenciam os usuários comuns, e esses determinam o sucesso ou o fracasso.
Em amplo sentido, cada um assume a decisão para a qual está preparado.
A IBM tinha a maior clientela, precisava oferecer o melhor produto. A Microsoft precisava vender alguma coisa, qualquer coisa e depressa. Quem "comprou" o Windows foram os desenvolvedores porque a IBM não quis "vender". Significa que a IBM não abriu as necessárias oportunidades para os desenvolvedores. A Microsoft viu os desenvolvedores como colaboradores e a IBM viu os desenvolvedores como concorrentes. Este detalhe decidiu o futuro, mais que outros fatos importantes.
Todos sabem que a partir de 2000 a Microsoft tratou de consertar seu sistema operacional, ou ainda continua tentando, mas há que se reconhecer que a partir do Windows 2000, tecnicamente, o Windows adquiriu uma seriedade que não possuía antes.
Talvez o sucesso venha da sorte, não no sentido de ganhar na loteria, mas da sorte de ter tomado decisões, que só o futuro mostra se foram corretas ou não.
Não é apropriado, além de deselegante, insultar o Windows. Ele não é obra de uma intenção ardilosa, nem de um jogo sujo, mas da preferência da massa.
Obrigado pela leitura.
Peraí... então o filme "Piratas do Vale do Silício" está errado ?
O que é mostrado no filme é que Bill gates foi oferecer à IBM um sistema operacional que ele não tinha. O mais interessante é que o filme é tido como a história real das duas gigantes.