A Evolução do Linux e suas Distribuições

Neste artigo, serão retratados aspectos básicos a respeito do GNU, GPL, Linux e suas distribuições. De forma a
proporcionar ao leitor um conhecimento sucinto sobre o Software Livre, suas licenças, seus conceitos, destacando as seis
distribuições mais utilizadas, segundo sítios virtuais conceituados, como TuxRadar e DistroWatch.

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Por: Kleber Cardoso em 14/05/2012


O que é Software Livre?



Antes de se falar em qualquer conceito, ou tentar vislumbrar qualquer outro entendimento, deve-se inicialmente conhecer de fato, o que vem a ser Software Livre.

A definição, mediante conhecimento público e empírico, é que Software Livre é um software gratuito. Na verdade, de acordo com definições encontradas no Portal do Software Livre do Governo Federal (2012) , em referência à 'Free Software Foundation', Software Livre é:
“ Qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído, com algumas restrições. ”

Campos (2001), destaca ainda que Software Livre não se confunde com software de domínio público. No primeiro caso, o software utiliza licenças típicas (GPL e BSD), garantindo os direitos autorais do desenvolvedor/proprietário.

No segundo caso, os direitos autorais são renunciados, e o software se torna um bem comum.

O Software Livre tem como base, a existência simultânea de quatro tipos de liberdade vinculadas aos usuários do software.

Estas liberdades foram definidas pela 'Free Software Foundation', organização criada por Richard Stallman, em 1983, com o objetivo de expandir a utilização de Software Livre por todo o mundo.

A saber, estas liberdades são:
  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
  • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Se o software utilizado se enquadrar nestes quatro requisitos de liberdade, então este será considerado Software Livre, e poderá ser utilizado nas formas definidas pela 'Free Software Foundation'.

Desta forma, entende-se que Software Livre não se restringe somente aos softwares gratuitos. Trata-se da liberdade que se tem de utilizar o software da forma que bem entender, cobrando pela utilização, ou não, em qualquer lugar, compartilhando o código fonte ou utilizando da maneira que achar correto.

Um pouco sobre GNU

Fundado por Richard Stallman, cientista do MIT, em 1984, o projeto GNU buscava, em poucas palavras, fornecer um Software Livre de qualidade. De acordo com Stallman (2001), no Manifesto GNU:
“ [...] GNU, que significa Gnu Não é Unix, é o nome para um sistema de software completo e compatível com o Unix, que eu estou escrevendo para que possa fornecê-lo gratuitamente para todos os que possam utilizá-lo. ”

O próprio Stallman (2001) menciona em nota de rodapé que, foi descuidado ao escolher as palavras, ao se referir sobre a gratuidade do software neste manifesto:
“ A escolha de palavras aqui foi descuidada. A intenção era de que ninguém teria que pagar pela 'permissão' para usar o sistema GNU. Mas as palavras não deixam isso claro, e as pessoas frequentemente interpretam que elas significam que as cópias do GNU têm sempre que serem distribuídas gratuitamente, ou por um valor simbólico. Esta nunca foi a intenção. ”

Ainda, segundo Stallman (2001), o sistema GNU não é necessariamente livre, podendo, em alguma variação de versão, ser distribuído, com o objetivo de lucro, como expressa na mesma nota:

“ [...] posteriormente, o manifesto menciona a possibilidade das empresas fornecerem o serviço de distribuição objetivando o lucro. Subsequentemente eu aprendi a distinguir cuidadosamente entre "free" no sentido de liberdade e "free" no sentido de preço. ”

Ele destaca o sentido de que Software Livre se refere à liberdade de como proceder com o software, podendo este ser distribuído gratuitamente ou não:
“ O Software Livre (Free Software) é o software que os usuários têm a liberdade distribuir e modificar” (STALLMAN, 2001). ”

Um pouco sobre GPL

GPL é a sigla de GNU General Public License, ou em português, GNU Licença Pública Geral, conhecida também como 'Copyleft', ou simplesmente GPL, que garante ao usuário o direito de copiar ou modificar um trabalho.

Essa licença busca garantir a liberdade de compartilhar e alterar Softwares Livres, garantindo que o software será livre para os seus usuários. Este tipo de licença é utilizada pela Free Software Foundation e por outros que buscam classificar seus softwares como livres.

Entretanto, esta licença não obriga que o software desenvolvido seja distribuído de forma gratuita, como é de conhecimento convencional, conforme se pode destacar no trecho extraído do preâmbulo do GPL (2012):
“ When we speak of free software, we are referring to freedom, not price. Our General Public Licenses are designed to make sure that you have the freedom to distribute copies of free software (and charge for them if you wish)[…]. ”

Pode-se notar que, tanto no manifesto do GNU mencionado anteriormente, quanto no preâmbulo do GPL, a ideia de Software Livre nada tem a ver com gratuidade, sendo explicíta este entendimento do autor, para compreensão dos interessados.

O Linux

O sistema operacional GNU/Linux, mais conhecido como Linux, é responsável por servir de interface entre o Hardware do sistema e os outros programas, de maneira a abstrair detalhes do funcionamento deste Hardware.

Esta é a característica do núcleo deste Sistema Operacional, o qual foi batizado de kernel.

Outra característica fundamental do Linux, é a sua licença GNU Public Licence (GPL), que garante que este continue livre para cópia, estudo e alteração.

Em termos gerais, significa que este sistema pode ser copiado, distribuído, adaptado, executado, melhorado, sem nenhum tipo de ônus ao autor destas ações.

Diante da liberdade explicita pelas licenças, diversas variações do seu código-fonte foram desenvolvidas. Estas variações, mais conhecidas por Distribuições, foram disponibilizadas no mercado tecnológico de forma gratuita, ou comercial.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. O que é Software Livre?
   3. Distribuição GNU/Linux
   4. As Seis Principais Distribuições Linux
   5. Conclusão
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Comentários
[1] Comentário enviado por removido em 14/05/2012 - 11:49h

gostei do artigo !!

Realmente possui distros para todo o tipo de pessoas sejam usuários ou não e que atendam suas necessidades, porém essa associação que muitos fazem de usuários avançados usam distros avançadas ou é mais indicado para usuários avançados e usuários iniciantes usam distros mais fáceis ou é mais indicado usar distros mais fáceis de administrar é algo que discordo, pois quem faz o conhecimento é você.

É apenas apenas uma opnião não crítica.

[2] Comentário enviado por r7alves em 14/05/2012 - 11:56h

Ótimo artigo escrito pelo kleber-rr compartilhando informações importantíssimas a respeito do Linux, tornando possivel um aprendizado rapido e facil!!!

[3] Comentário enviado por pinduvoz em 16/05/2012 - 05:29h

Uma pequena crítica: vc deveria ter usado imagens das distros como elas são por padrão, e não "decoradas" por usuários.

No mais, gostei.

Obrigado por contribuir.

[4] Comentário enviado por kleber-rr em 16/05/2012 - 15:23h

Obrigado pela crítica, pinduvoz. Fica para a próxima.

[5] Comentário enviado por sedan75 em 16/05/2012 - 16:06h

quem aki comeou no kurumin 3.2?!
wohoo!! \o/

[6] Comentário enviado por sedan75 em 16/05/2012 - 16:06h

quem aki comecou no kurumin 3.2?!
wohoo!! \o/

[7] Comentário enviado por sedan75 em 16/05/2012 - 16:08h

Quem aki comecou no Kurumin 3.2?!
WooHoo!! \o/


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