Enviado em 27/04/2013 - 11:01h
Eu realmente não vejo "irreversibilidade" que limite a cautelar nessas hipóteses, como propõe a linha de pensamento "majoritária" (aspas propositais: dizem "majoritária", mas entenda-se "dominante"). Minha mãe foi professora por 35 anos, e minha vida inteira ouvi sobre professores e funcionários da delegacia de ensino - no que inclui-se o próprio delegado de ensino: "Ganhou o cargo, mas AINDA não pôde assumir por pendência jurídica relativa..." Isso é no mínimo interessante: na área da educação e do funcionarismo público em geral, pode-se aguardar decisão para assumir ou não o cargo; já para parlamentares o "aguardo" é tido como algo "irreversível".
Se é apenas por uma questão de interpretação ou se envolvem-se normas internas das casas legislativas, não sei; mas no que refere-se apenas a "cautela" quanto ao direito proposto, quaisquer funcionários podem "esperar" sem isso ser tido como definitivo; só pra eles é que não.
Enfim: se a lei for cumprida, sabe-se que o proposto fim da autonomia entre os poderes é inconstitucional. Mas se acontecer como é costume tupiniquim, ferrou TUDO.
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Quanto aos comentários em torno do SUS: pois é, é a caneta perdida de um contra a caneta perdida do anterior.
Já pensou se o anterior na cadeira dos direitos humanos tivesse conseguido uma "canetada" de aval a sua ideia "genial" de que todos os presos do Brasil deveriam ter cela individual (já do jeito que está faltam 250.000) e que grupos de 20 detentos tivessem um médico próprio (lembrando das cidades com 1 médico pára cada 20.000 habitantes)? Já pensou quantas "canetadas" secundárias ia precisar pra tentar deixar coerente a primeira asneira?
Se é apenas por uma questão de interpretação ou se envolvem-se normas internas das casas legislativas, não sei; mas no que refere-se apenas a "cautela" quanto ao direito proposto, quaisquer funcionários podem "esperar" sem isso ser tido como definitivo; só pra eles é que não.
Enfim: se a lei for cumprida, sabe-se que o proposto fim da autonomia entre os poderes é inconstitucional. Mas se acontecer como é costume tupiniquim, ferrou TUDO.
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Quanto aos comentários em torno do SUS: pois é, é a caneta perdida de um contra a caneta perdida do anterior.
Já pensou se o anterior na cadeira dos direitos humanos tivesse conseguido uma "canetada" de aval a sua ideia "genial" de que todos os presos do Brasil deveriam ter cela individual (já do jeito que está faltam 250.000) e que grupos de 20 detentos tivessem um médico próprio (lembrando das cidades com 1 médico pára cada 20.000 habitantes)? Já pensou quantas "canetadas" secundárias ia precisar pra tentar deixar coerente a primeira asneira?