Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

1. Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 03/01/2021 - 02:06h

Hoje como estou inspirado estou tendo aqui umas ideias e uma coisa que vinha pensando há alguns dias ficou mais forte agora: autoconhecimento.

Eu tenho um vício (vício mesmo não é brincadeira) de cálculos, sou viciado em calcular previsões, adquiri isso em 2015, é uma desgraça quando estou em crise e ainda não consegui me livrar disso. Pois bem, o que isso tem a ver com o que eu disse acima? Tem tudo a ver, my friend.

O único meio possível de eu quebrar o ciclo do meu vício é com autoconhecimento, isso funciona tão bem ou mais do que com remédio.
"Ok e onde isso encaixa com a falta de privacidade?"
É justamente autoconhecimento o que mais falta na maioria (creio eu) porque veja o seguinte:
-um algoritmo automático do youtube conhece você tão bem que é capaz de lhe indicar um vídeo com maior chance de você clicar nele. O que isso significa? Oras, você não se conhece tão bem quanto o algoritmo do youtube! Ele sabe mais sobre você do que você sobre você mesmo.

Pode parecer bobagem minha mas isso faz uma 'rameira' diferença na vida das pessoas.
Você pode pensar: isso não me serve de nada, nem vícios eu tenho.
E eu digo: você já ficou sem acessar internet de forma NENHUMA por mais de 1 ano nesses últimos 2 anos?
Você alguma vez na sua vida já se perguntou por que bebe bebida alcoólica mesmo que de vez em quando? O famoso, socialmente?
Você alguma vez na sua vida se perguntou por quais motivos leva a vida que leva? Ou melhor, você tem certeza absoluta que a vida que possui no momento é a ideal pra você? Ou você prefere fazer como a maioria e culpar as circunstâncias ou outras pessoas pela vida não ideal que leva? Pense no seu porquê pr essa questão.
Você já acusou seus pais por terem lhe colocado no mundo?

É com esse tipo de pergunta embaraçosa que se aprende a ter autoconhecimento. É assim que eu consigo força pra me livrar dos vícios (que não são só um bobo de cálculo).
O que você prefere: saber quem você realmente é, ou deixar que um programa de computador faça o trabalho de conhecer você mesmo?

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2. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

LinuxWalker
Delusion

(usa Debian)

Enviado em 03/01/2021 - 09:39h

Interessante reflexão...
Acredito na máxima de que o homem é o animal mais viciado de todos.
Eu não bebo, não fumo, já fui viciado em jogos MMORPG e às vezes ainda bate aquela saudade de jogar, mas sei que melhor não, pois o meu nível era patológico. Porém ainda tenho muitos outros vícios que a maioria não dá importância e que bom, pois assim sou aceito socialmente, mas tenho consciência de que tais vícios funcionam como travas que limitam potencial.
Acredito também que não só os algoritmos sabem mais sobre mim do que eu mesmo, mas também aqueles que têm acesso aos resultados desses algoritmos e, isso é o pior!
O autoconhecimento, ao mesmo tempo que é capaz de libertar, também limita a felicidade e a capacidade de sonhar e realizar o impossível, pois o que nos move na maior parte das vezes é a ilusão; ilusões que nos levam a realizações.
Quanto a deixar que máquinas decidam por nós, isso a todo tempo já vem sendo implementado de maneira não sutil e a maioria não apenas aceita, mas gosta da ideia. Em todos os níveis do comportamento humano, vendemos nosso poder de decisão por uma suposta comodidade. Os defensores desse modus operandi argumentam que nos sobram mais tempo e recursos de processamento cerebral para outras coisas mais importantes (importantes para quem?).
Além do mal-estar mental que essa (falta de) escolha traz também na década passada confirmamos que isso drena nosso QI e até mesmo a força física.



Linux User # 624552


3. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

leandro peçanha scardua
leandropscardua

(usa Ubuntu)

Enviado em 03/01/2021 - 09:55h

O filósofo bradileiro Luiz Felipe Pondé chegou a conclusões parecidas com a sua em relação aos algoritmos de recomendação. A reflexão é atualíssima.


4. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 03/01/2021 - 10:45h

Delusion escreveu:

Interessante reflexão...
Acredito na máxima de que o homem é o animal mais viciado de todos.
Eu não bebo, não fumo, já fui viciado em jogos MMORPG e às vezes ainda bate aquela saudade de jogar, mas sei que melhor não, pois o meu nível era patológico. Porém ainda tenho muitos outros vícios que a maioria não dá importância e que bom, pois assim sou aceito socialmente, mas tenho consciência de que tais vícios funcionam como travas que limitam potencial.
Acredito também que não só os algoritmos sabem mais sobre mim do que eu mesmo, mas também aqueles que têm acesso aos resultados desses algoritmos e, isso é o pior!
O autoconhecimento, ao mesmo tempo que é capaz de libertar, também limita a felicidade e a capacidade de sonhar e realizar o impossível, pois o que nos move na maior parte das vezes é a ilusão; ilusões que nos levam a realizações.
Quanto a deixar que máquinas decidam por nós, isso a todo tempo já vem sendo implementado de maneira não sutil e a maioria não apenas aceita, mas gosta da ideia. Em todos os níveis do comportamento humano, vendemos nosso poder de decisão por uma suposta comodidade. Os defensores desse modus operandi argumentam que nos sobram mais tempo e recursos de processamento cerebral para outras coisas mais importantes (importantes para quem?).
Além do mal-estar mental que essa (falta de) escolha traz também na década passada confirmamos que isso drena nosso QI e até mesmo a força física.

Linux User # 624552

Concordo. Uma coisa quanto a ilusões, meu vício em cálculo é justamente pela ilusão de ganhar dinheiro com isso. Se não tivesse tal ilusão eu simplesmente não teria este maldito vício. É engraçado como nos vícios nós temos consciência deles, sabemos do mal que nos causam mas não controlamos o impulso de usar.
Uma vez eu li naquele livro chamado O Poder do Hábito que os vícios no cérebro nunca somem, ou melhor, as conexões neurais sempre estão lá. O que acontece que akgumas pessoas conseguem controlar o vício é justamente porque há outras conexões que tomam o controle das conexões de vício, e assim, elas meio que cortam o vício no momento em que eles tenta se ativar.

Outra coisa que lembrei agora é que, vício são implantados de forma quase que intencional nas pessoas, eu sei disso porque estudei game design e sei que o objetivo no final das contas não é divertir o jogador, mas sim vicíá-lo para fazer voltar e voltar e voltar e gastar e gastar até que o jogo cesse seu propósito.
Vícios tem lá suas raízes sociais, a falta de "conexão"/contato social ou interação com pessoas reais, faz com que a gente fique desprotegido contra vícios, o que pode levar a criar vício de alguma maneira, até mesmo se viiar em água. Eu ví um vídeo que falava disso, e tambémm sobre uma pesquisa científica sobre vícios lá em portugal. Sentir que faz parte de uma sociedade, digo, sentir que é importante pras pessoas, faz com que os vícios não entrem na nossa mente e se instalem, devem ser por isso que (comigo pelo menos) essas perguntas de autoconhecimento funcionam muito bem quando estou em crise.

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"com o bug fix vem a perfeição"


5. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 03/01/2021 - 10:48h

leandropscardua escreveu:

O filósofo bradileiro Luiz Felipe Pondé chegou a conclusões parecidas com a sua em relação aos algoritmos de recomendação. A reflexão é atualíssima.

Eu conheço ele dos títulos de vídeos que o youtube me recomenda, eu digo título porque em geral eu clico raramente em vídeos de filosofias. Não que eu não goste do assunto, é que é muita coisa pra ver e tem uns filósofos ai que prefiro nem me dar o trabalho de assistir nada deles. Vou procurar o canal dele e ver alguns vídeos pra saber se eu gosto, valeu a indicação.


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6. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Palomo
palomo

(usa Arch Linux)

Enviado em 03/01/2021 - 11:27h

Cara outro dia comentei isso com algumas pessoas, fui até chamado de louco.

Mas é a pura verdade, aquela nua e crua.

Vejo essa tendência de receber escolhas sem optar pelo questionamento na maioria das pessoas, quando digo escolhas não me refiro apenas a X ou Y, mas ideais, pontos de vistas, argumentos e tudo aquilo que o ser humano possa reproduzir sem verificar as fontes. Geralmente costumo usar o termo reprodutor de youtuber, para pessoas que vem com argumentos burros.

Esse Dogma aceito pela maioria, não que eu seja o dono da razão; mas basta questionar os argumentos e tornar-se o maior fóbico de todos tempos, após a pessoa responder você com "você vive numa bolha", "o mundo não é assim".

Essa é a sociedade que estamos criando ? Seres que adotaram uma democracia digital baseada nos vídeos em alta do youtube ? O que aconteceu com os jovens que estudavam para tornar o país melhor, qualquer faculdade que você ir e perguntar por exemplo política você vai ver a maioria reproduzindo argumentos dos famosos "influencers".

Ahh esses influencers, são uma vergonha para a sociedade, chegando ao ponto de se tornarem "deuses" e o povo aceitar sem o menor questionamento....
Já vi muitas meninas que vão no baile funk, andam praticamente peladas na rua; dizer que vive numa sociedade machista... sabe quem usa esse mesmo argumento Anita.

Acho que esse é meu maior vicio, o questionamento.

"Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que têm a coragem de não serem atuais." - G.K Chesterton

O maior exemplo de questionamento é se a terra é plana, muitos dizem que é apenas um pessoal zuando, mas se fosse aposto que não duraria nem 1 mês na internet; Então depois de um tempo terra plana começou a encher o saco das pessoas... aqueles comentários tipo os terra planistas nunca foram para escola.. mas sabe isso reflete aos três princípios de toda verdade.

"Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria." - Schopenhauer

É assim na vida devemos questionar aquilo que é apresentado, estudar por conta e tirar nossas conclusões....

É a mesma coisa quando falamos sobre liberdade financeira... primeiro você é chamado de louco por colocar seu dinheiro em algum investimento, depois você escuta comentários como "isso é difícil demais, você devia fazer outra coisa"... Ou seja os três princípios da verdade.

Parece que tudo aquilo que não foi condicionado ao ser humano "não aprendido na escola" quebra seu paradigma da vida e todos que fogem disso são loucos, É o famoso mito da caverna de Platão.

Alguns dados interessantes,

Em 2019 apenas 52% dos brasileiros tem o habito de leitura, esse índice nunca passou dos 60%..

Esse eu não conseguir achar o link de ref, mas já vi uma pesquisa dizer que as pessoas preferem videos no lugar de textos; Quando podem ver apenas textos... escolher os curtos com imagens no lugar de textos longos. Sendo que mais da metade dos entrevistados confiava cegamente nas informações apresentadas independente do tipo de mídia.

No Paraná a população ficou divida quanto a quem passa mais credibilidade o Bolsonaro ou William Bonner, sendo que apenas 25% dos entrevistados disseram que não confiam em nenhum dos dois... "Pois é a Globo e o Presidente ainda consegue manipular as pessoas"

Serio Felipe Neto na lista das pessoas mais influentes do mundo em 2020, só mostra o quanto o povo brasileiro sabe reproduzir ideais sem questionar.

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Agora sobre como eu busco conhecimento, primeiro que eu nunca fico logado em nada... eu não quero que um algoritmo possa me dizer o que é bom e o que é ruim...

De resto eu vivo participando de debates assim eu aprendo e retiro boas referencias sobre certo e errado.. Sim ainda existe pessoas maduras para um debate saudável.

Passo meu tempo lendo, estudando, aprendo historia, vejo documentários... aqueles de verdade não me venha com History Channel ou Discorver

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"Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo" - Evelyn Beatrice Hall

Fontes:

https://polo-producao.s3.sa-east-1.amazonaws.com/SyzjJzfYvKPxDSsuGrPsVTXEWeTXNcaCSyPRydAwFfcfSJbyWkm... => Índice de leitura
https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/claudio-humberto/2020/06/5613460-levantamento-mostra-que-brasilei... => Bonner vs Bolsonaro
https://time.com/collection/100-most-influential-people-2020/ => Felipe Neto entre as pessoas mais influentes de 2020






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#!/bin/bash
echo "Acredite que vale a pena viver, e a tua convicção ajudará a criar este fato."

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7. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

leandro peçanha scardua
leandropscardua

(usa Ubuntu)

Enviado em 03/01/2021 - 18:53h

SamL escreveu:

Delusion escreveu:

Interessante reflexão...
Acredito na máxima de que o homem é o animal mais viciado de todos.
Eu não bebo, não fumo, já fui viciado em jogos MMORPG e às vezes ainda bate aquela saudade de jogar, mas sei que melhor não, pois o meu nível era patológico. Porém ainda tenho muitos outros vícios que a maioria não dá importância e que bom, pois assim sou aceito socialmente, mas tenho consciência de que tais vícios funcionam como travas que limitam potencial.
Acredito também que não só os algoritmos sabem mais sobre mim do que eu mesmo, mas também aqueles que têm acesso aos resultados desses algoritmos e, isso é o pior!
O autoconhecimento, ao mesmo tempo que é capaz de libertar, também limita a felicidade e a capacidade de sonhar e realizar o impossível, pois o que nos move na maior parte das vezes é a ilusão; ilusões que nos levam a realizações.
Quanto a deixar que máquinas decidam por nós, isso a todo tempo já vem sendo implementado de maneira não sutil e a maioria não apenas aceita, mas gosta da ideia. Em todos os níveis do comportamento humano, vendemos nosso poder de decisão por uma suposta comodidade. Os defensores desse modus operandi argumentam que nos sobram mais tempo e recursos de processamento cerebral para outras coisas mais importantes (importantes para quem?).
Além do mal-estar mental que essa (falta de) escolha traz também na década passada confirmamos que isso drena nosso QI e até mesmo a força física.

Linux User # 624552

Concordo. Uma coisa quanto a ilusões, meu vício em cálculo é justamente pela ilusão de ganhar dinheiro com isso. Se não tivesse tal ilusão eu simplesmente não teria este maldito vício. É engraçado como nos vícios nós temos consciência deles, sabemos do mal que nos causam mas não controlamos o impulso de usar.
Uma vez eu li naquele livro chamado O Poder do Hábito que os vícios no cérebro nunca somem, ou melhor, as conexões neurais sempre estão lá. O que acontece que akgumas pessoas conseguem controlar o vício é justamente porque há outras conexões que tomam o controle das conexões de vício, e assim, elas meio que cortam o vício no momento em que eles tenta se ativar.

Outra coisa que lembrei agora é que, vício são implantados de forma quase que intencional nas pessoas, eu sei disso porque estudei game design e sei que o objetivo no final das contas não é divertir o jogador, mas sim vicíá-lo para fazer voltar e voltar e voltar e gastar e gastar até que o jogo cesse seu propósito.
Vícios tem lá suas raízes sociais, a falta de "conexão"/contato social ou interação com pessoas reais, faz com que a gente fique desprotegido contra vícios, o que pode levar a criar vício de alguma maneira, até mesmo se viiar em água. Eu ví um vídeo que falava disso, e tambémm sobre uma pesquisa científica sobre vícios lá em portugal. Sentir que faz parte de uma sociedade, digo, sentir que é importante pras pessoas, faz com que os vícios não entrem na nossa mente e se instalem, devem ser por isso que (comigo pelo menos) essas perguntas de autoconhecimento funcionam muito bem quando estou em crise.

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"com o bug fix vem a perfeição"


Eu trabalhei uma vez num lugar e lá tinha um cara q era viciado em jogo de loteria. Ela tinha toda uma teoria, vários "algoritmos" p jogar. Pelo q me lembro uma vez ela ganhou na loteria e tinha comprado um carro e depois disso vivia jogando achando q ia ganhar de novo. No final gastou a longo prazo mais do q tinha ganho. Ele vivia com a ilusão de que poderia controlar o acaso da loteria.


8. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 03/01/2021 - 21:27h

palomo escreveu:

Cara outro dia comentei isso com algumas pessoas, fui até chamado de louco.

Mas é a pura verdade, aquela nua e crua.

Vejo essa tendência de receber escolhas sem optar pelo questionamento na maioria das pessoas, quando digo escolhas não me refiro apenas a X ou Y, mas ideais, pontos de vistas, argumentos e tudo aquilo que o ser humano possa reproduzir sem verificar as fontes. Geralmente costumo usar o termo reprodutor de youtuber, para pessoas que vem com argumentos burros.

Teu comentário foi bem informativo, vou tentar acrescentar alguma coisa em cima de alguns pontos.
Depois de eu ensinar meu pai a gostar de matemática, sim é possível ensinar a gostar, eu já vejo a coisa um tanto mais digamos, como tu disse, por escolhas. Só que o seguinte, eles (o brasileiro médio) escolhe esse caminho fácil, na minha humilde opinião, por simplesmente não saber de uma alternativa melhor.
Por exemplo, com meu pai, segundo ele, não gostava de matemática de jeito nenhum e achava o bicho mais horrível que se pode imaginar. Só que eu o obriguei (de ecrta forma) a pelo menos tentar enxergar diferente, por meio de técnicas simples de ensino eu percebi que o que ele achava o monstro não era bem a maetmática em si mas apenas a dificuldade aparente da matéria. Nesse caso específico é questão de balanceamento entre o nível de habilidade e a vontade pra tentar. Ou seja, é como aquele lei de newton: um corpo permanece em repouso se nenhuma força é aplicado a ele. O que isso quer dizer? Que por mais absurdo que possa parecer, é preciso algo que impulsione a pessoa em direção a uma mudança, uma escolha diferente da habitual. Então, idealisticamente, eu diria que existe alguma luz no fim do túnel pra essas pessoas num sentido de mais conhecimento, porém, isso exige atitude por parte de quem está mais adaptado em questão de conhecimento, pra ensinar quem ainda está preso na caverna. Pegando ai a analogia da caverna de Platão que tu citou, seria algo como: quer ver mais de 60% de BRs lendo? Então, é preciso fazer um esforço pessoal pra acordar de um por um cada um. Eu digo que isso é um idealismo porque na prática funciona mesmo, aplicar essa força num corpo adormecido vai fazer com que ele entre em movimento, porém, isso exige uma quantidade muito grande de esforço e dedicação por parte de quem irá aplicar tal força.

Só pegando mais um exemplo, faz uns 2 anos que venho de vez em quando tentando aplicar tal força de movimento numa criança vizinho meu. Eu quase consegui fazer com que ele gostasse de ler, acontece que devido falta de energia minha (primeiramente isso) e uma falta também de livros adequados pra ele, nem a escola tem livros interessantes, são em geral livros que agradam pedagogas mais do que leitores/alunos.
Eu realmente gostaria de fazer mais para mudar tal realidade pelo menos de alguém ao meu redor, acontece que, devido essa exigência de muita energia, que é o primeiro entrave pra mim, não tenho conseguido muitos resultados positivos. E ainda tem essa questão da escolha, que vem em forma de "eu quero, logo eu aceito. Eu não quero, então, dane-se". Ou melhor, não adianta tentar fazer o burro pra beber água da sabedoria se o burro insiste em ficar com sede. Sem querer pelo menos uma vontadezinha pequena,. não adianta mesmo, pode ter toda energia do universo aplicada nesse indivíduo, mas se ele não quer nada, vão ser esforços perdidos.

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9. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Cézar Augusto
cizordj

(usa Debian)

Enviado em 03/01/2021 - 21:41h

Escutar músicas pode ser tão viciante quanto usar drogas, Spotify tá aí pra isso.


10. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Samuel Leonardo
SamL

(usa XUbuntu)

Enviado em 03/01/2021 - 21:43h

cizordj escreveu:

Escutar músicas pode ser tão viciante quanto usar drogas, Spotify tá aí pra isso.

Pois é, eu vi alguém que era viciado até em beber água, pra tu ver como coisas simples podem viciar.


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11. Re: Autoconhecimento contra a falta de privacidade (conheça-te a ti mesmo)

Palomo
palomo

(usa Arch Linux)

Enviado em 04/01/2021 - 00:49h

SamL escreveu:

palomo escreveu:

Cara outro dia comentei isso com algumas pessoas, fui até chamado de louco.

Mas é a pura verdade, aquela nua e crua.

Vejo essa tendência de receber escolhas sem optar pelo questionamento na maioria das pessoas, quando digo escolhas não me refiro apenas a X ou Y, mas ideais, pontos de vistas, argumentos e tudo aquilo que o ser humano possa reproduzir sem verificar as fontes. Geralmente costumo usar o termo reprodutor de youtuber, para pessoas que vem com argumentos burros.

Teu comentário foi bem informativo, vou tentar acrescentar alguma coisa em cima de alguns pontos.
Depois de eu ensinar meu pai a gostar de matemática, sim é possível ensinar a gostar, eu já vejo a coisa um tanto mais digamos, como tu disse, por escolhas. Só que o seguinte, eles (o brasileiro médio) escolhe esse caminho fácil, na minha humilde opinião, por simplesmente não saber de uma alternativa melhor.
Por exemplo, com meu pai, segundo ele, não gostava de matemática de jeito nenhum e achava o bicho mais horrível que se pode imaginar. Só que eu o obriguei (de ecrta forma) a pelo menos tentar enxergar diferente, por meio de técnicas simples de ensino eu percebi que o que ele achava o monstro não era bem a maetmática em si mas apenas a dificuldade aparente da matéria. Nesse caso específico é questão de balanceamento entre o nível de habilidade e a vontade pra tentar. Ou seja, é como aquele lei de newton: um corpo permanece em repouso se nenhuma força é aplicado a ele. O que isso quer dizer? Que por mais absurdo que possa parecer, é preciso algo que impulsione a pessoa em direção a uma mudança, uma escolha diferente da habitual. Então, idealisticamente, eu diria que existe alguma luz no fim do túnel pra essas pessoas num sentido de mais conhecimento, porém, isso exige atitude por parte de quem está mais adaptado em questão de conhecimento, pra ensinar quem ainda está preso na caverna. Pegando ai a analogia da caverna de Platão que tu citou, seria algo como: quer ver mais de 60% de BRs lendo? Então, é preciso fazer um esforço pessoal pra acordar de um por um cada um. Eu digo que isso é um idealismo porque na prática funciona mesmo, aplicar essa força num corpo adormecido vai fazer com que ele entre em movimento, porém, isso exige uma quantidade muito grande de esforço e dedicação por parte de quem irá aplicar tal força.

Só pegando mais um exemplo, faz uns 2 anos que venho de vez em quando tentando aplicar tal força de movimento numa criança vizinho meu. Eu quase consegui fazer com que ele gostasse de ler, acontece que devido falta de energia minha (primeiramente isso) e uma falta também de livros adequados pra ele, nem a escola tem livros interessantes, são em geral livros que agradam pedagogas mais do que leitores/alunos.
Eu realmente gostaria de fazer mais para mudar tal realidade pelo menos de alguém ao meu redor, acontece que, devido essa exigência de muita energia, que é o primeiro entrave pra mim, não tenho conseguido muitos resultados positivos. E ainda tem essa questão da escolha, que vem em forma de "eu quero, logo eu aceito. Eu não quero, então, dane-se". Ou melhor, não adianta tentar fazer o burro pra beber água da sabedoria se o burro insiste em ficar com sede. Sem querer pelo menos uma vontadezinha pequena,. não adianta mesmo, pode ter toda energia do universo aplicada nesse indivíduo, mas se ele não quer nada, vão ser esforços perdidos.

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Exatamente, foi uma das coisas que me questionei quando ajudava alguém... Tipo será que apliquei energia suficiente para mover essa pessoa ? O que me fez continuar, foi independente de quem seja... para aquela pessoa eu fiz a diferença.

É como aquela historinha, onde um menino caminhava pela praia atirando as estrelas do mar de volta ao mar; infelizmente eram tantas estrelas que um homem o questionou dizendo: "Você não vê que são muitas estrelas, não vai fazer diferença salvar uma ou duas...", Mas o menino pegou uma estrela atirou no mar... e disse: "Eu fiz a diferença para essa estrela".

A vida é assim, cada dia quando participamos desse fórum por exemplo, estamos fazendo a diferença para alguém.

Embora hoje em dia, haja muitas pessoas que estão cegas para as verdades deste mundo... A criança questiona o pai; "Porquê vamos fazer uma pipa, se podemos comprar uma." então o pai diz que a graça está em fazer a pipa e vê-la voar.

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echo "Acredite que vale a pena viver, e a tua convicção ajudará a criar este fato."

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12. OK

João Santos Vieira Junior
runlevel

(usa Debian)

Enviado em 20/01/2021 - 10:43h


palomo escreveu:

SamL escreveu:

palomo escreveu:

Cara outro dia comentei isso com algumas pessoas, fui até chamado de louco.

Mas é a pura verdade, aquela nua e crua.

Vejo essa tendência de receber escolhas sem optar pelo questionamento na maioria das pessoas, quando digo escolhas não me refiro apenas a X ou Y, mas ideais, pontos de vistas, argumentos e tudo aquilo que o ser humano possa reproduzir sem verificar as fontes. Geralmente costumo usar o termo reprodutor de youtuber, para pessoas que vem com argumentos burros.

Teu comentário foi bem informativo, vou tentar acrescentar alguma coisa em cima de alguns pontos.
Depois de eu ensinar meu pai a gostar de matemática, sim é possível ensinar a gostar, eu já vejo a coisa um tanto mais digamos, como tu disse, por escolhas. Só que o seguinte, eles (o brasileiro médio) escolhe esse caminho fácil, na minha humilde opinião, por simplesmente não saber de uma alternativa melhor.
Por exemplo, com meu pai, segundo ele, não gostava de matemática de jeito nenhum e achava o bicho mais horrível que se pode imaginar. Só que eu o obriguei (de ecrta forma) a pelo menos tentar enxergar diferente, por meio de técnicas simples de ensino eu percebi que o que ele achava o monstro não era bem a maetmática em si mas apenas a dificuldade aparente da matéria. Nesse caso específico é questão de balanceamento entre o nível de habilidade e a vontade pra tentar. Ou seja, é como aquele lei de newton: um corpo permanece em repouso se nenhuma força é aplicado a ele. O que isso quer dizer? Que por mais absurdo que possa parecer, é preciso algo que impulsione a pessoa em direção a uma mudança, uma escolha diferente da habitual. Então, idealisticamente, eu diria que existe alguma luz no fim do túnel pra essas pessoas num sentido de mais conhecimento, porém, isso exige atitude por parte de quem está mais adaptado em questão de conhecimento, pra ensinar quem ainda está preso na caverna. Pegando ai a analogia da caverna de Platão que tu citou, seria algo como: quer ver mais de 60% de BRs lendo? Então, é preciso fazer um esforço pessoal pra acordar de um por um cada um. Eu digo que isso é um idealismo porque na prática funciona mesmo, aplicar essa força num corpo adormecido vai fazer com que ele entre em movimento, porém, isso exige uma quantidade muito grande de esforço e dedicação por parte de quem irá aplicar tal força.

Só pegando mais um exemplo, faz uns 2 anos que venho de vez em quando tentando aplicar tal força de movimento numa criança vizinho meu. Eu quase consegui fazer com que ele gostasse de ler, acontece que devido falta de energia minha (primeiramente isso) e uma falta também de livros adequados pra ele, nem a escola tem livros interessantes, são em geral livros que agradam pedagogas mais do que leitores/alunos.
Eu realmente gostaria de fazer mais para mudar tal realidade pelo menos de alguém ao meu redor, acontece que, devido essa exigência de muita energia, que é o primeiro entrave pra mim, não tenho conseguido muitos resultados positivos. E ainda tem essa questão da escolha, que vem em forma de "eu quero, logo eu aceito. Eu não quero, então, dane-se". Ou melhor, não adianta tentar fazer o burro pra beber água da sabedoria se o burro insiste em ficar com sede. Sem querer pelo menos uma vontadezinha pequena,. não adianta mesmo, pode ter toda energia do universo aplicada nesse indivíduo, mas se ele não quer nada, vão ser esforços perdidos.

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Exatamente, foi uma das coisas que me questionei quando ajudava alguém... Tipo será que apliquei energia suficiente para mover essa pessoa ? O que me fez continuar, foi independente de quem seja... para aquela pessoa eu fiz a diferença.

É como aquela historinha, onde um menino caminhava pela praia atirando as estrelas do mar de volta ao mar; infelizmente eram tantas estrelas que um homem o questionou dizendo: "Você não vê que são muitas estrelas, não vai fazer diferença salvar uma ou duas...", Mas o menino pegou uma estrela atirou no mar... e disse: "Eu fiz a diferença para essa estrela".

A vida é assim, cada dia quando participamos desse fórum por exemplo, estamos fazendo a diferença para alguém.

Embora hoje em dia, haja muitas pessoas que estão cegas para as verdades deste mundo... A criança questiona o pai; "Porquê vamos fazer uma pipa, se podemos comprar uma." então o pai diz que a graça está em fazer a pipa e vê-la voar.

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echo "Acredite que vale a pena viver, e a tua convicção ajudará a criar este fato."

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Gostei da tua analogia,do menino na praia e a estrela,assim temos que ser,entretanto não entendi direito os 3 passos da verdade,talvez porque para mim fato e verdade são praticamente a mesma coisa,por exemplo:Fato é a realidade que pode ser comprovada,como sei disso,sei disso pois sou viciado em investigação,tenho pensamento investigativo para certas coisas,explico que investigação é o ato de seguir pistas ou indícios para comprovar o fato,e fato é a realidade que pode ser comprovada.Minha professora de física dizia que eu era péssimo em física por não saber a tabuada,por isso fui empurrado na escola na matemática e na física por bom comportamento,mas nas outras matérias eu tirava nota boa sem estudar,porque entendia que inteligência é o ato de forçar o pensamento.O raciocínio é a base da inteligência(Frase de minha autoria),vai dizer para um investigador como um cientista que ele não tem dom para explicar,ele não saberia explicar o que é investigação,mas eu que sou especial portador da síndrome de noonan sei explicar o que é investigação,vai entender,outra explicação que faço é que os cientistas não afirmam nem se Deus existe ou não existe,mas eles sabem que o universo é perfeito,por causa da energia escura,seguida de um 0,vários zeros,e um 1 no final senão me engano,o universo é como é hoje,e estamos vivos por isso,se fosse mudado um numero sequer nessa quantia calculada pelos cientistas o universo seria diferente e nos seres humanos não estaríamos vivos,e o curso do planeta terra poderia ser outro.Legal tudo que vocês falaram,agora eu fiz minha parte.





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