Slackware 100% Livre

Publicado por Jefferson Rocha em 01/07/2019

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Slackware 100% Livre



Hoje eu to que tô, no estilo Stallman.

Vamos por um Slackware 100% Livre para rodar?

O Slackware é uma distribuição potente e que vem com um conjunto de softwares que, sem internet, você está bem abastecido. E nesse conjunto, alguns softwares proprietários e com licenças que não são do agrado do Stallman, estão presentes.

Depois de procurar e vagar por um tempo, eu achei uma alternativa para por o Slackware em estado Debian. Calma, sem apt! Estou falando do estado livre que o Debian vem por padrão, os repositórios do mesmo são padronizados com o MAIN, que por sua vez só possuem softwares livres. Vamos fazer isso com o Slackware, por um repositório 100% Livre.

Então, como fazer essa mágica? Simples, vamos usar como base o Freenix, antigo Freeslack, que é baseado em Slackware, mas 100% Livre. O Freenix possui uma lista de pacotes não livres retirados da base do Slackware. Vamos usar esta base para tornar nosso Slackware 100% Livre.

Para começar, vamos precisar mexer na listas de repositório do Slackware e adicionar na última linha, o repositório do Freenix. Como root, executamos:

# echo '
# 100% Libre
https://freenix.net/fxp/freeslack64-14.2/
' >> /etc/slackpkg/mirrors


Se caso você já tenha uma instalação mais antiga do Slackware em seu HD, comente o antigo repositório e adicione # na frente do mesmo.

Após isso, vamos precisar alterar/adicionar a variável SLACKKEY presente em /etc/slackpkg/slackpkg.conf. Vamos achar a variável SLACKKEY na linha 65. Se caso a antiga varíavel SLACKKEY não está comentada, comente. 2 mesmas variáveis entram em conflito.

SLACKKEY="Connie Dobbs (Free eXpansion Pack for Slackware)"

Após feito isso, precisamos atualizar a chave GPG do projeto em seguida atualizar a lista de repositório:

# slackpkg update gpg && slackpkg update

Repositório está em pé e agora chegou a hora mais divertida, desinstalar softwares não livres e com licenças, que não são bem vistas pela FSF. Como diria Júlio Neves: "se for em uma linha, é melhor ainda". E vamos fazer exatamente isso, vamos rodar o comando removepkg com alguns pacotes:

# removepkg               \
  getty-ps              \
  lha                   \
  unarj                 \
  amp                   \
  seamonkey-solibs      \
  bluez-firmware        \
  ipw2100               \
  ipw2200               \
  trn                   \
  zd1211-firmware       \
  font-bh-ttf           \
  font-bh-type1         \
  mozilla-thunderbird   \
  mozilla-firefox       \
  seamonkey             \
  xfractint             \
  xgames                \
  xv                    \
  kernel-firmware       \
  kernel-generic        \
  kernel-huge           \
  kernel-modules        \
  kernel-headers        \
  kernel-source  


Sim, o mozilla é livre, mas permite plugins não livres. Por tanto, você vai ficar sem browser. Você pode compilar e instalar o IceCat, presente no Slackbuilds. Ou, até mesmo ficar com o Firefox. A decisão é sua, só remova da lista. Porém, não ficará 100% Livre.

NOTA: o IceCat precisa de um processador potente para compilar, seu dual-core não vai dar conta do recado. Sinto-lhe informar, se você é do time "Pc Fraco", use um pacote pré compilado, busque no site do SlackOnly esse pacote.

Próxima etapa, é instalar o Linux Libre, o kernel Linux que foi removido todos os Blobs. Vamos fazer isso com o slackpkg, agora estamos puxando do repositório do Freenix. :)

# slackpkg install        \
   linux-libre-headers  \
   linux-libre-image    \
   linux-libre-source


Passo feito? Ok, estamos na reta final, precisamos agora apontar o nosso novo kernel no "lilo.conf", porém, o Linux Libre Generic não vai rolar, não por enquanto. Vamos precisar apontar o Huge primeiramente, reiniciar a máquina para depois gerar os módulos e finalmente fazer o apontamento no "lilo.conf".

Abra o "lilo.conf" e adicione no final da linha:

image = /boot/vmlinuz-huge-4.4.172-gnu
  root = /dev/sda1
  label = Huge-Libre
  read-only

Perceba que na chamada da "image =", mudará futuramente a este artigo! Por isso, faça a chamada de acordo com o kernel Huge do sistema. Faça a listagem em /boot/ e veja qual arquivo apontar.

Execute o lilo e reinicie a máquina:

# lilo

Ok, depois que a máquina foi reiniciada e se NÃO deu um kernel Panic, o que é meio dificil se você seguiu este HOW-TO, chegou a hora de fazer o carregamento do Kernel Generic. Vamos usar o script presente em /usr/share/mkinitrd.

# /usr/share/mkinitrd/mkinitrd_command_generator.sh
# mkinitrd -c -k 4.4.172 -f ext4 -r /dev/sda1 -m
# hid-logitech-hidpp:hid-lenovo:hid-microsoft:hid_multitouch:jbd2:mbcache:ext4
# -u -o /boot/initrd.gz

A saída será para os módulos que podem ser carregados na minha máquina. A sua vai ser variável. Execute o mkinitrd que foi gerado.

# mkinitrd -c -k 4.4.172 -f ext4 -r /dev/sda1 -m
# hid-logitech-hidpp:hid-lenovo:hid-microsoft:hid_multitouch:jbd2:mbcache:ext4
# -u -o /boot/initrd.gz

Após isso, faça a chamada novamente do script, mas dessa vez apontando o kernel Generic em /boot/. Utilize o parâmetro "-l":

# /usr/share/mkinitrd/mkinitrd_command_generator.sh \
# -l /boot/vmlinuz-generic-4.4.172-gnu

A saída será com uma configuração para o "lilo.conf". Adicione em "lilo.conf" a saída gerada, em seguida execute o lilo para pegar as novas chamadas no menu:

image = /boot/vmlinuz-generic-4.4.172-gnu
  initrd = /boot/initrd.gz
  root = /dev/sda1
  label = Generic-Libre
  read-only


# lilo

Feito isso, aproveite o que a liberdade tem a lhe oferecer! Vamos fazer uma outra dica de uma maneira mais simples de deixar o Slackware 100% Libre. Até lá, tome maracugina.

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Comentários
[1] Comentário enviado por vmmello em 01/07/2019 - 17:06h

Sim, o mozilla é livre, mas permite plugins não livres.


Algumas dúvidas. O Firefox sem nenhum plugin, é composto só por software de código fonte aberto e de licença livre? E o Seamonkey e Thunderbird sem plugins?

Gostei muito do artigo! Não conhecia o linux-libre. Vou testar. Obrigado.

[2] Comentário enviado por slackjeff em 04/07/2019 - 23:24h


[1] Comentário enviado por vmmello em 01/07/2019 - 17:06h

Sim, o mozilla é livre, mas permite plugins não livres.

Algumas dúvidas. O Firefox sem nenhum plugin, é composto só por software de código fonte aberto e de licença livre? E o Seamonkey e Thunderbird sem plugins?

Gostei muito do artigo! Não conhecia o linux-libre. Vou testar. Obrigado.


Por padrão o Firefox é livre! Mas permite o uso de plugin não livres, por exemplo o Debian vem com o Firefox por padrão, pois ele é livre, o problema é os plugins mesmo.
Seamonkey não sei lhe responder pois nunca usei. O thunderbird é na mesma vibe, MPL compátivel com a GPL. Porem plugins não livres podem ser instalados.
Mas a ideia que eu dou é não se apegue a detalhes, se é livre vai na fé e usa.



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