Enviado em 06/05/2013 - 20:18h
De minha parte, não tenho qualquer apreço pelo deputado Marco Feliciano, e menos ainda pelo pastor Marco Feliciano. Muito pelo contrário, até: já em torno do ano 2000, se não antes, Marco Feliciano era uma das principais fontes de spam em servidores de e-mail que eu administrava, usando inclusive meios anti-éticos de disfarçar endereço origem para, seguidamente, desviar de listas de bloqueio. E não conheço patavinas do trabalho ou da biografia do deputado João Campos, que é o verdadeiro autor do PDL 234/2011.
Feliciano pode ter evoluído do ponto de vista ético -- pelo menos spam eu não recebo mais (mas também não administro mais serviços de e-mail). E tomara, para bem dele e do Brasil, que tenha! Mas não acompanho sua carreira, e nem sabia que ele era deputado até a gritaria em torno do seu nome ter vindo à tona por causa de sua eleição ou nomeação à presidência da CDHM. Mas é inegável que ele chegou ao posto em que está seguindo as regras do jogo. Goste-se ou não dele ou delas, usurpador ele não é (ao menos não nesse caso). Usurpação, portanto, seria "virar a mesa" para tirá-lo de lá por fora da via institucional.
Ele é anti-gay? Não sei, mas não consta que ele saia por aí hostilizando homossexuais, nem que comande tal hostilidade aos membros de sua igreja. Ele já disse publicamente que não considera homossexualidade como doença, e eu não sei se há algum vídeo que desminta isso. Mas eu entendo perfeitamente bem que ele a considere como pecado ou até mesmo, eventualmente, como "doença espiritual", porque tal consideração é comum não apenas a praticamente toda a cristandade, mas também no judaísmo, no islamismo e em outras religiões. Pelo que me consta, ainda existe liberdade religiosa no Brasil. E, dado que a lei brasileira é suficientemente moderna para não incluir regulação sobre pecados, qualquer religioso pode chamar de pecado qualquer atitude, desde beber álcool até envolver-se sexualmente com alguém do mesmo sexo, sem infrigir lei alguma, até o limite de não pregar que se cometa qualquer ato ilegal, como assassinatos e violência.
Um outro ponto curioso sobre Feliciano é que ele supostamente representa, sim, uma minoria, que são os evangélicos, ou ao menos uma parte deles, de linha pentecostal. O argumento, portanto, de que ele deveria ser tirado de lá porque ofende uma minoria (homossexuais) perde um pouco de força especialmente quando se ressalta -- como se fez na imprensa, a meu ver, de modo contraproducente, supondo que interessava desgastar sua imagem -- o choque de interesses entre os valores do deputado e aqueles da minoria que ele possivelmente quer perseguir. No momento em que interesses de duas "minorias" se chocam, qual dos dois deve prevalecer?
Feliciano pode ter evoluído do ponto de vista ético -- pelo menos spam eu não recebo mais (mas também não administro mais serviços de e-mail). E tomara, para bem dele e do Brasil, que tenha! Mas não acompanho sua carreira, e nem sabia que ele era deputado até a gritaria em torno do seu nome ter vindo à tona por causa de sua eleição ou nomeação à presidência da CDHM. Mas é inegável que ele chegou ao posto em que está seguindo as regras do jogo. Goste-se ou não dele ou delas, usurpador ele não é (ao menos não nesse caso). Usurpação, portanto, seria "virar a mesa" para tirá-lo de lá por fora da via institucional.
Ele é anti-gay? Não sei, mas não consta que ele saia por aí hostilizando homossexuais, nem que comande tal hostilidade aos membros de sua igreja. Ele já disse publicamente que não considera homossexualidade como doença, e eu não sei se há algum vídeo que desminta isso. Mas eu entendo perfeitamente bem que ele a considere como pecado ou até mesmo, eventualmente, como "doença espiritual", porque tal consideração é comum não apenas a praticamente toda a cristandade, mas também no judaísmo, no islamismo e em outras religiões. Pelo que me consta, ainda existe liberdade religiosa no Brasil. E, dado que a lei brasileira é suficientemente moderna para não incluir regulação sobre pecados, qualquer religioso pode chamar de pecado qualquer atitude, desde beber álcool até envolver-se sexualmente com alguém do mesmo sexo, sem infrigir lei alguma, até o limite de não pregar que se cometa qualquer ato ilegal, como assassinatos e violência.
Um outro ponto curioso sobre Feliciano é que ele supostamente representa, sim, uma minoria, que são os evangélicos, ou ao menos uma parte deles, de linha pentecostal. O argumento, portanto, de que ele deveria ser tirado de lá porque ofende uma minoria (homossexuais) perde um pouco de força especialmente quando se ressalta -- como se fez na imprensa, a meu ver, de modo contraproducente, supondo que interessava desgastar sua imagem -- o choque de interesses entre os valores do deputado e aqueles da minoria que ele possivelmente quer perseguir. No momento em que interesses de duas "minorias" se chocam, qual dos dois deve prevalecer?