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(usa Nenhuma)
Enviado em 09/01/2026 - 08:39h
Na verdade, GPL v2/v3 só impõem obrigações quando há distribuição do software ou de binários. Se o código GPL for usado apenas no servidor, de forma interna, sem entregar o programa ao usuário final, não existe obrigação de abrir o código.
Por isso, modelos SaaS normalmente conseguem usar código GPL sem precisar liberar o fonte, já que o usuário acessa apenas o serviço, não o software em si.
Essa "brecha" foi justamente o motivo da criação da AGPL. Diferente da GPL tradicional, a AGPL exige a disponibilização do código-fonte mesmo quando o software é usado via rede, ou seja, em um SaaS.
Então, o ponto não é se o software é fechado ou aberto, mas se há distribuição. GPL permite uso em SaaS sem abertura de código; AGPL não.
Uma alternativa para quem quer manter o software livre, mas ao mesmo tempo viabilizar uso comercial em produtos proprietários, é o modelo de dual licensing. Nesse modelo, o software é disponibilizado sob GPL para uso livre e open source, enquanto empresas que desejam utilizá-lo em contextos comerciais sem cumprir as obrigações do copyleft podem adquirir uma licença comercial separada.
Assim, o autor preserva a liberdade do software para a comunidade, ao mesmo tempo em que cria um caminho legal e sustentável para monetização.