Exherbo Linux: sacrificando a cabra

Exherbo Linux talvez, seja a primeira distribuição hostil ao usuário. Sua principal dificuldade é a falta de documentação. Este artigo visa a sanar este problema (dentro de minhas limitações) e deixar minha opinião pessoal sobre a distro.

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Por: Xerxes Lins em 08/09/2014 | Blog: https://voidlinux.org/


Introdução



Sobre o Exherbo

Distribuição criada em 2008 por um dos ex-desenvolvedores do Gentoo, Bryan Østergaard, que conta com uma lista de desenvolvedores que pode ser vista, em:
- Trata-se, mais ou menos, de um fork do Gentoo. Por que "mais ou menos"?
- Porque é independente do Gentoo, mas foi inspirada em sua filosofia.

Dentre as principais diferenças entre Exherbo e Gentoo, destaco o gerenciador de pacotes Paludis, ao invés do Portage, e o seu nível de "hostilidade" ao usuário.

- Por que Exherbo é considerado hostil ao usuário?
- Esta é minha opinião: Exherbo tem pouca documentação e é recomendado ao usuário ter prévia experiência com distribuições source-based. Os usuários de Exherbo são incentivados a serem também desenvolvedores do projeto, de acordo com a página oficial.

Ainda na página oficial da distribuição, podemos encontrar o seguinte:
"You're to think for yourself. Exherbo is not a system where we document everything so you'll need a basic understanding of how Linux systems work to be able to set up many things and work out problems efficiently when necessary."
Numa tradução livre:
"Pense por si mesmo. Exherbo não é um sistema onde se documenta tudo, então o que você vai precisar é de uma compreensão básica de como funciona o Linux para ser capaz de fazer as coisas e resolver problemas de forma eficiente quando necessário."

O site oficial do Exherbo contém apenas a documentação mínima, como processo de instalação da distro e pouco mais:
Exherbo passa a imagem de ser uma distribuição hermética e os responsáveis por ela, aparentemente, não querem facilitar muito o seu uso por parte de usuários "comuns", de propósito, ao contrário de Gentoo e Funtoo, onde os responsáveis se esforçam para ajudar os usuários.

Num texto de manifesto do Exherbo, podemos encontrar coisas como:
"Exherbo is a distribution designed for people who know what they're doing with Linux... In other words, go and use Gentoo or Ubuntu please."
"Exherbo é uma distribuição voltada para usuários que sabem o que estão fazendo com Linux... Em outras palavras, vá e use Gentoo ou Ubuntu, por favor."
"We don't provide support."
"Não damos suporte."

E também:
"It's not that we hate you (unless we do). It's just that we have nothing to offer you, and you have nothing to offer us."
"Não que odiemos você (a menos que odiemos), nós apenas não temos nada a lhe oferecer e você não tem nada a nos oferecer."

Meio radical, não? Por essas e outras, Exherbo não é apenas considerada uma distribuição hermética, pouco documentada, voltada para desenvolvedores e hostil ao usuário, mas possivelmente, também seja elitista.

Sobre o artigo

O artigo é curto, simples e direto, primeiro porque Exherbo Linux é para usuários que não precisam de explicação sobre o que cada comando faz e segundo, porque eu sou completamente iniciante em Exherbo e ainda não tenho bagagem para dissecar esse sistema e detalhá-lo como merece.

Não sou usuário avançado (longe disso), mas fui capaz de instalar o Exherbo. Agora, mantê-lo é outro problema e eu ainda não decidi se vou tentar fazer isso, pois não gostei da distro.

Mesmo assim, espero que este artigo ajude outros usuários a instalá-lo também, como um pontapé inicial e, a partir disso, espero que surjam cada vez mais material sobre Exherbo para, quem sabe, desmistificarem esse lance de distribuição difícil. O que existe é distribuição pouco documentada e com poucas pessoas dispostas a compartilhar conhecimento.

Não que Exherbo seja fácil, mas creio que a maior dificuldade do Exherbo não é a distribuição em si, mas a falta de documentação e suporte.

Início da instalação

Eis a minha tabela de partição durante a instalação:

  Dispositivo Inicializar    Início      Fim     Blocos  Id Sistema
  /dev/sda1                    2048    206847    102400   7 HPFS/NTFS/exFAT
  /dev/sda2                  206848 205123583 102458368   7 HPFS/NTFS/exFAT
  /dev/sda3               205123645 625142447 210009401+  5 Extended
  /dev/sda5               205123647 305128208  50002281  83 Linux
  /dev/sda6   *           305128272 405132178  50001953+ 83 Linux
  /dev/sda7               405132897 614848511 104857807+ 83 Linux
  /dev/sda8               614850560 625141759   5145600  82 Linux swap / Solaris


Meu objetivo, conforme você verá lendo o artigo, é instalar Exherbo em /dev/sda6 e montar a /home em /dev/sda7, compartilhando assim a /home com os dois sistemas (Exherbo e Funtoo). Usei o stage amd64 current.

Levo em consideração que o suporte para a instalação (seja live-CD ou um GNU/Linux instalado em outra partição) esteja com internet funcionando e que o particionamento já esteja feito ao gosto e/ou necessidade do usuário.

Por favor, se familiarize com o guia de instalação do Exherbo, antes de tudo:
Para evitar confusões, como já vi antes: este artigo não tem intenção de substituir ou complementar o manual oficial. É apenas um método que funcionou e está documentado e pode servir como material de consulta.

Comandos iniciais para instalação:

# mkfs.ext4 /dev/sda6
# mkdir /mnt/exherbo && mount /dev/sda6 /mnt/exherbo && cd /mnt/exherbo
# wget http://dev.exherbo.org/stages/exherbo-amd64-current.tar.xz
# wget http://dev.exherbo.org/stages/sha1sum
# grep exherbo-amd64-current.tar.xz sha1sum | sha1sum -c

Saída deve ser:

  exherbo-amd64-current.tar.xz: SUCESSO

Para outros stages, por favor, veja:
Continuando:

# tar xJpf exherbo*xz
# vi /mnt/exherbo/etc/fstab

Configurei-o da seguinte maneira:

  #/dev/BOOT       /boot           ext2        noauto,noatime       1 2
  /dev/sda7        /home           ext4        noatime              0 2
  /dev/sda6        /               ext4        noatime              0 1
  /dev/sda8        none            swap        sw                   0 0
  /dev/cdrom       /mnt/cdrom      auto        noauto,ro            0 0
  #/dev/fd0        /mnt/floppy     auto        noauto               0 0


Agora, algo importante, pois usaremos o "maledetto" systemd. Use o comando blkid para gerar a UUID de cada partição e substitua na tabela, deixando, por exemplo, assim:

  #/dev/BOOT       /boot           ext2        noauto,noatime       1 2
  UUID="1cd40733-c1a9-4137-a872-73bc98432201" TYPE="ext4" PARTUUID="0005f439-07"    /home           ext4        noatime              0 2
  UUID="e0df6c87-7fbb-4256-802c-4ad9df30e643" TYPE="ext4" PARTUUID="0005f439-06"    /               ext4        noatime              0 1
  UUID="3b741cf6-98c5-43c2-a7d8-97578a5d5f71" TYPE="swap" PARTUUID="0005f439-08"    none            swap        sw                   0 0
  #/dev/cdrom       /mnt/cdrom      auto        noauto,ro            0 0
  #/dev/fd0        /mnt/floppy      auto        noauto               0 0


Se não fizer isso, ao dar boot, cairá em Emergency Mode.

Continuando:

# mount -o rbind /dev /mnt/exherbo/dev/
# mount -o bind /sys /mnt/exherbo/sys/
# mount -t proc none /mnt/exherbo/proc/
# cp /etc/resolv.conf etc/resolv.conf

No meu caso, o /home já estava montado. No seu caso, se for necessário, monte o /boot ou o /home, se for preciso.

Continuando:

# env -i TERM=$TERM SHELL=/bin/bash HOME=$HOME $(which chroot) /mnt/exherbo /bin/bash
# source /etc/profile
# export PS1="(chroot) $PS1"
# cd /etc/paludis
# ls

Resultado:

  bashrc        licences.conf  platforms.conf  repository_defaults.conf
  general.conf  options.conf   repositories    repository.template


Agora, se faz necessário ler sobre o Paludis e seus arquivos de configuração. O link para a página do Paludis, é:
Aqui, uma breve introdução sobre os arquivos de configuração.

* general.conf :: este arquivo contém a localização dos arquivos world (algo como o set world do Gentoo). O padrão, é:

world = ${root}/var/db/paludis/repositories/installed/world

* platforms.conf :: arquivo onde se configuram as variáveis dos pacotes que serão aceitos. O padrão, para o stage que usei, é:

*/* amd64 ~amd64

O "~" inclui pacotes instáveis.
Você pode configurá-lo, por exemplo, com aplicativos específicos assim:

app-misc/blah amd64 ~amd64

Ou então:

*/*                      amd64 ~amd64
app-misc/blah            -* amd64

Os sinais se acumulam, e os pacotes instáveis não são aceitos automaticamente. Você pode usar -* para negá-lo. O sinal "*", pode ser usado para aceitar tudo, inclusive sinais vazios.

* options.conf :: arquivo com mais opções para compilação dos pacotes. O padrão tem:

*/* build_options: jobs=2

Aqui, é onde se faz mais necessário modificá-lo. De acordo com a página do Paludis, há o seguinte exemplo:

*/* -doc nls -apache2
*/* LINGUAS: en
*/* INPUT_DEVICES: keyboard mouse
*/* VIDEO_CARDS: -* ati
app-editors/vim -nls

Com base nisso, e principalmente nas minhas necessidades iniciais, eu alterei para:

*/* build_options: -recommended_tests jobs=5
*/* video_drivers: intel vesa fbdev
*/* input_drivers: keyboard synaptics evdev
*/* linguas: pt_BR
*/* X systemd ncurses nl80211 xfce -kde -gnome

* mirrors.conf :: este arquivo não existe por padrão, é preciso criá-lo. O site do Paludis tem o seguinte exemplo de seu conteúdo:

gentoo http://gentoo.blueyonder.co.uk/distfiles/
gnu http://gnu.blueyonder.co.uk/
debian http://debian.blueyonder.co.uk/

Eu resolvi não criá-lo.

* bashrc :: mais opções de compilação, mas não deve incluir nenhum valor que seja relacionado a dependências, como USE, LINGUAS, etc. É para definir CFLAGS e similares. Para mais informações veja a página do Paludis, cujo link foi mostrado antes.

Para a minha realidade, eu alterei, comentando o padrão e adicionando as mesmas especificações do Funtoo. Deixei assim:

#CHOST="x86_64-pc-linux-gnu"
#CFLAGS="-march=native -pipe -O2"
#CXXFLAGS="${CFLAGS}"

CFLAGS="-march=native -fomit-frame-pointer -O2 -pipe"
CXXFLAGS="${CFLAGS}"
CHOST="x86_64-pc-linux-gnu"

* repositories :: diretório onde há um arquivo para cada repositório. De imediato, não fiz alterações nele, mas é bom que leia sobre o mesmo no site do Paludis. O principal repositório é o arbor, de árvore em latim.

Após checar esses arquivos. Atualize o Paludis:

# cave resolve paludis -x
# cave sync

Saída:

  Sync results

  * accounts:                   no syncing required
  * arbor:                      success
  * installed:                  no syncing required
  * installed-accounts:         no syncing required
  * installed-unpackaged:       no syncing required
  * repository:                 no syncing required
  * unavailable:                success
  * unavailable-unofficial:     success
  * unwritten:                  success
  * x-graveyard:                success

    * Regenerating cache for installable repositories...
  Fixing cache for accounts...
  Fixing cache for arbor...
  Fixing cache for graveyard...
  Fixing cache for unavailable...
  Fixing cache for unavailable-unofficial...
  Fixing cache for unwritten...
    * Done regenerating cache for installable repositories

    * You have 2 unread news items (use 'eclectic news' to read)


Para ler os itens, execute:

# eclectic news list
# eclectic news read all

Como instalar um pacote pelo Paludis? Como exemplo, vamos instalar o Axel.

# cave resolve axel -x

Sem o -x, ele não executa.

Vai dar erro, com a seguinte mensagem:

  Masked by unavailable (In a repository which is unavailable)

Consulte o FAQ sobre isso:
E lá, vai dizer que basta executar:

# cave resolve repository/nome-do-repositório -x

Então, executo:

# cave resolve repository/rorgoroth -x

E tento novamente instalar o Axel:

# cave resolve axel -x

Dessa vez, com sucesso.

Na próxima página, veremos o kernel e outras configurações.

    Próxima página

Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Kernel
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Comentários
[1] Comentário enviado por zezaocapoeira em 08/09/2014 - 00:47h

Salve xerxeslins . Parabéns pelo trabalho .

[2] Comentário enviado por xerxeslins em 08/09/2014 - 00:59h


[1] Comentário enviado por zezaocapoeira em 08/09/2014 - 00:47h:

Salve xerxeslins . Parabéns pelo trabalho .


Salve, zeza! Muito incentivo e informação da sua parte. Obrigado!

[3] Comentário enviado por moisespedro em 08/09/2014 - 03:53h

xerxes, parece que nao sao tao elitistas assim e parece que o objetivo eh mesmo focar o user:

"The users. Not the real users, but the annoying few dozen vocal users, many of whom haven't
used Gentoo for years, who go around yelling "Gentoo is about community!" because they don't
actually use anything Gentoo provides any more. And, combined with that, the disproportionate
attention that is paid to those users' demands as opposed to real users' needs."

[4] Comentário enviado por tiekookeit em 08/09/2014 - 10:23h

Cara, parabéns pelo trabalho (esforço), mas quando vejo algo assim me pergunto: Por que não usar uma distro convencional com o debian que está ai desde 1995 com fluxbox?
Ou seja, por que eu iria utilizar uma distro desta, além de nerdisse pura e simples, o que eu ganho? eu sei que tempo vou perder... então, o que eu ganho?

Não fiquem bravos por favor, só são provocações que talvez traga alguma luz... claro que com software livre, fazemos o que queremos por que é livre xD! Mas tem algum outro motivo?

[5] Comentário enviado por removido em 08/09/2014 - 10:43h


[4] Comentário enviado por tiekookeit em 08/09/2014 - 10:23h:

Cara, parabéns pelo trabalho (esforço), mas quando vejo algo assim me pergunto: Por que não usar uma distro convencional com o debian que está ai desde 1995 com fluxbox?
Ou seja, por que eu iria utilizar uma distro desta, além de nerdisse pura e simples, o que eu ganho? eu sei que tempo vou perder... então, o que eu ganho?

Não fiquem bravos por favor, só são provocações que talvez traga alguma luz... claro que com software livre, fazemos o que queremos por que é livre xD! Mas tem algum outro motivo?


Do ponto de vista didático, tudo é compreensível. O cara quer usar a distro mais difícil de todas, porque quer aprender mais sobre Linux, aí tudo bem.

Mas é claro que sempre vai existir os ciclaninhos que só querem gritar aos 4 ventos que usam uma distro que ninguém consegue usar.

Porém, tenho certeza de que este não é o caso do Xerxes, que conhecemos a tempos aqui nessa comunidade e sabemos que é um entusiasta do Linux e que não só gosta de aprender mas também de compartilhar o que sabe.

Já não posso dizer o mesmo sobre aquele nosso amiguinho que apareceu usando o Exerbo pela primeira vez aqui. Ele odiava o Ubuntu, jogava na cara de todo mundo que usava uma distro que só ele conseguia usar, mas certa vez deixou escapar que usava o Ubuntu em dual boot.

Ri muito nesse dia! hahaaahha

[6] Comentário enviado por xerxeslins em 08/09/2014 - 13:44h


[3] Comentário enviado por moisespedro em 08/09/2014 - 03:53h:

xerxes, parece que nao sao tao elitistas assim e parece que o objetivo eh mesmo focar o user:

"The users. Not the real users, but the annoying few dozen vocal users, many of whom haven't
used Gentoo for years, who go around yelling "Gentoo is about community!" because they don't
actually use anything Gentoo provides any more. And, combined with that, the disproportionate
attention that is paid to those users' demands as opposed to real users' needs."


Interessante. Valeu!

[7] Comentário enviado por xerxeslins em 08/09/2014 - 14:07h


[4] Comentário enviado por tiekookeit em 08/09/2014 - 10:23h:

Cara, parabéns pelo trabalho (esforço), mas quando vejo algo assim me pergunto: Por que não usar uma distro convencional com o debian que está ai desde 1995 com fluxbox?
Ou seja, por que eu iria utilizar uma distro desta, além de nerdisse pura e simples, o que eu ganho? eu sei que tempo vou perder... então, o que eu ganho?

Não fiquem bravos por favor, só são provocações que talvez traga alguma luz... claro que com software livre, fazemos o que queremos por que é livre xD! Mas tem algum outro motivo?


Olá!

Eu entendo completamente o seu ponto de vista!

Claro que não fico bravo rsrsrs

em 2009 eu fiz um artigo abordando esse tema da facilidade no Linux:
http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Quero-facilidade

Eu, hoje, continuo pensando a mesma coisa com relação ao uso do Linux. Para usar Linux, simplesmente usar, eu recomendo Linux Mint ou Ubuntu de uma forma geral.

Ubuntu é mais fácil que Debian, mas tem gente que prefere a filosofia e o jeito de ser do Debian, outros preferem Slackware, etc. Ninguém se incomoda muito quando alguém usa uma distribuição binária, incluindo Arch Linux.

Ninguém pergunta: porque usar "Arch Linux, que vem pelada, ao invés de Ubuntu que é mais fácil?" Eu acho que ninguém pergunta, porque há um consenso de que se a pessoa escolheu Arch Linux, é porque há características do Arch Linux que o usuário gosta e que leva mais em conta do que a facilidade.

A grande questão, ou os maiores questionamentos, recaem sobre as distribuições de compilação (source-based) que são principalmente: CRUX, Gentoo, Funtoo, Lunar, Sorcerer, Source MAGE, Exherbo.

Todas essas são distribuições demoradas e complicadas, algumas nem tem CD de instalação. Por que esse "sofrimento" de usar uma distribuição dessas? Ao meu ver, há DUAS principais respostas. Primeiro, tem aqueles que querem se gabar de usar uma distro difícil, uma distribuição fodástica, para mostrar que sabe. Segundo há os curiosos que querem provar para si mesmo se podem, querem curtir a experiência como montar um quebra-cabeça.

Recentemente eu instalei Funtoo numa partição Linux, e ao lado dela, eu estava com Elementary OS (Ubuntu based), sabe por quê? Porque Funtoo era para brincar, eu ia montando aos poucos. E quando precisava usar, eu dava boot no Elementary OS.

Depois eu removi o Elementary OS e instalei Exherbo na mesma partição, com o mesmo objetivo: brincar. Mas nisso o Funtoo já estava configurado o suficiente para eu usar de forma fácil, com jogos, flash, java, etc.

Eu aprovo e recomendo a facilidade. Não vejo demérito NENHUM em buscar facilidade. Apenas, no meu momento atual, pessoalmente, eu estou com tempo e disposição para brincar com distribuições source-based. Só isso.

Imagina a situação. Um cara experiente em Gentoo disse uma vez que levou 17.5 horas para configurar Gentoo com KDE. Nesse mesmo tempo, o usuário de Ubuntu já está com Ubuntu TODO configurado com TUDO o que ele precisa há muito tempo. E o ganho de desempenho do Gentoo nem compensa (opinião minha).

Por isso eu só vejo essas duas opções, repetindo: 1) mostrar que sabe ou 2) se divertir com o processo.

Eu escolhi instalar Exherbo pelo segundo motivo. Eu já até removi do HD e estou pensando em testar Debian SID puro, que eu nunca usei.

Então, meu amigo, espero que tenha entendido meu ponto de vista. Não recomendo perder tempo com essas distribuições se você quer USAR o sistema. Mas se você quiser BRINCAR (perder tempo) com o sistema, eu recomendo sim.

Abraço!

[8] Comentário enviado por xerxeslins em 08/09/2014 - 14:19h


[5] Comentário enviado por Gedimar em 08/09/2014 - 10:43h:

Do ponto de vista didático, tudo é compreensível. O cara quer usar a distro mais difícil de todas, porque quer aprender mais sobre Linux, aí tudo bem.

Mas é claro que sempre vai existir os ciclaninhos que só querem gritar aos 4 ventos que usam uma distro que ninguém consegue usar.

Porém, tenho certeza de que este não é o caso do Xerxes, que conhecemos a tempos aqui nessa comunidade e sabemos que é um entusiasta do Linux e que não só gosta de aprender mas também de compartilhar o que sabe.

Já não posso dizer o mesmo sobre aquele nosso amiguinho que apareceu usando o Exerbo pela primeira vez aqui. Ele odiava o Ubuntu, jogava na cara de todo mundo que usava uma distro que só ele conseguia usar, mas certa vez deixou escapar que usava o Ubuntu em dual boot.

Ri muito nesse dia! hahaaahha


Obrigado Gedimar!

Realmente eu resolvi fazer um "auto desafio" e tentei instalar Exherbo, não para dizer "eu uso Exherbo", pois eu não uso. Foi só uma experiência pessoal. Claro que eu fiquei orgulhoso, mas não que eu me sinta superior. Acho que qualquer pessoa com tempo e disposição pode usar qualquer distribuição, até Linux From Scratch. Ninguém é melhor, mais inteligente ou superior por causa disso. A maioria não tem tempo e nem todo mundo, dos que tem tempo, tem disposição, pois tem coisas mais importantes para fazer do que passar horas ou dias configurando um sistema. rsrs aconteceu de eu ter tempo e disposição, só isso.

Abraço.


[9] Comentário enviado por lcavalheiro em 08/09/2014 - 16:18h

Essa questão do Exherbo, ao meu ver, conduz a uma outra muito mais relevante, a velha questão da facilidade.

Distros fáceis teriam o seu mérito, afinal de contas seria bastante confortável poder sentar o rabo na frente do computador e sair fazendo o que lhe interessa. Entretanto, afirmar que existem distros fáceis é falacioso, enganoso e capcioso. É contrassenso, para não dizer propaganda enganosa ou mentira descarada, afirmar que uma distro é fácil quando ela usa GNOME, Unity ou algum de seus derivados, posto que a maioria de suas configurações só pode ser feita usando o terminal e recorrendo a comandos não documentados ou mal documentados. É um contrassenso afirmar que usar um registro do sistema para gerenciar a inicialização da máquina tornam as coisas mais fáceis.

Quem quer facilidade deve usar Windows ou Mac, já que esses sistemas operacionais foram feitos para isso mesmo. O GNU / Linux, em nenhum de seus sabores, poderá um dia ter a esperança de competir nesse campo. As corporações desenvolvem hardware e software para Windows e Mac, obter um programa para ser instalado no Windows ou Mac é muito mais fácil do que obter um programa para GNU / Linux fora dos repositórios oficiais da distro - que podem não ter tudo que você precisa. E sempre vai ter a questão da coisa simplesmente não ser desenvolvida para GNU / Linux, como uma pá de programas que estão aí e sabemos muito bem quais são.

A força do GNU / Linux é ser simples, e é nisso que as distros deveriam apostar. Deveriam apostar em fazer algo que funciona, documentar isso direitinho e então distribuir a simplicidade. É axiomático que simplicidade e facilidade não caminham juntos, posto que a facilidade exige camadas de complexidade extras. A facilidade gera complexidade desnecessária, e consertar as cagadas que surgem em um cenário complexo não é nada fácil. Quantos usuários de Ubuntu, por exemplo, fazem perguntas no fórum do Viva o Linux sobre problemas que não existiriam se a distro focasse na simplicidade, como nos tempos do saudoso 10.04, e não na facilidade?

No entanto, a busca pela simplicidade pode gerar outro tipo de complexidade. Vide Gentoo, Funtoo e Exherbo, e me eximo de maiores comentários. Sobre a simplicidade, virtu in medio. Não vejo nessas distros uma busca pela auto-afirmação, mas uma busca por um modelo exacerbado mas ineficiente de simplicidade.

[10] Comentário enviado por xerxeslins em 08/09/2014 - 17:21h

Concordo em grande parte com o que lcavalheiro disse.

Acrescento uma informação:

O criador do Gentoo (distribuição que inspirou Exherbo) e que também é o criador do Funtoo, deixa claro porque alguém usaria uma distribuição desse tipo, de compilação:

Por que usar uma distribuição Linux como Funtoo?

Usar uma distribuição Linux de compilação pode ser comparado a dirigir um carro esporte exótico. É uma experiência que é apreciada por profissionais e entusiastas de tecnologia, porque é simples e oferece uma experiência mais direta de interação com a tecnologia que está por dentro, escondida .

Você tem mais contato com a tecnologia. Você tem mais controle. É mais gratificante.

Se você não está procurando por algo "especial" , há uma série de simples distribuições binárias para escolher. Elas vão do ponto A ao ponto B. Você não vai se divertir tanto ou não estará tão conectado com o que está acontecendo, mas talvez isso não seja o que você está procurando.

Mas se você aprecia uma conexão mais profunda com a tecnologia, e quer testar os seus limites, Funtoo Linux pode ser uma experiência de mudança de vida para você.


Eu acho que essa resposta serve para qualquer distro de compilação. As palavras chaves são: experiência, entusiastas em tecnologia, diversão, entender. Em nenhum momento ele disse que distro de compilação é a melhor opção. Está claro que é para quem se encaixa no que Daniel disse.


[11] Comentário enviado por tiekookeit em 08/09/2014 - 18:06h

Eu uso debian, por que tem a ideologia de software livre (não grátis) e vou usar debian por que é a distribuição mais velha e vai estar por ai por muito tempo.

Mas eu acredito que se gasta muita nerdice e muito tempo ao meu ver, ou se aprendendo e reinventando a roda ou simplesmente por nada. Eu era assim também, eu ficava mudando de distribuição para testar, só que eu percebi que eu perdia muito tempo e em nada contribuía. Passei então a contribuir aqui com dicas ou com desenvolvimento de script e guis e eu acho que é isso que leva a comunidade para frente. Então o fulano ao invés de aprender C e contribuir com script que seja para a comunidade de uma distro qualquer, vai e "forka" numa dristo que acaba ficando para trás e sendo descontinuada daqui uns anos. Então o que eu penso é, você é livre para fazer o que quiser, mas seria muito mais interessante para comunidade de software livre que gastasse energia com algo mais "perene" e útil. Afinal fazer uma dristo pegar o kernel e compilar uns pacotes e juntar tudo num cd com uns papeis de paredes não é tão difícil assim, principalmente hoje em dia que os softwares e o hardware já evoluiram a um ponto "facil" de se lidar.

Acho que é isso :), deveríamos ter passado desta fase, mesmo por que os projeto, mesmo o debian, estão dispostos a todo momento a receber colaboradores de todos os tipos. Afinal ninguém mais usa cartão perfurado só para mostrar que é nerd hard core.

[12] Comentário enviado por lcavalheiro em 08/09/2014 - 18:31h

Debian, a distro mais antiga? Oi? E o Slackware?

Tirando isso, concordo com o que você disse. Mais do que a [*****] mental que só infla o ego, o importante é contribuir.

[13] Comentário enviado por xerxeslins em 08/09/2014 - 19:00h


[11] Comentário enviado por tiekookeit em 08/09/2014 - 18:06h:

Eu uso debian, por que tem a ideologia de software livre (não grátis) e vou usar debian por que é a distribuição mais velha e vai estar por ai por muito tempo.

Mas eu acredito que se gasta muita nerdice e muito tempo ao meu ver, ou se aprendendo e reinventando a roda ou simplesmente por nada. Eu era assim também, eu ficava mudando de distribuição para testar, só que eu percebi que eu perdia muito tempo e em nada contribuía. Passei então a contribuir aqui com dicas ou com desenvolvimento de script e guis e eu acho que é isso que leva a comunidade para frente. Então o fulano ao invés de aprender C e contribuir com script que seja para a comunidade de uma distro qualquer, vai e "forka" numa dristo que acaba ficando para trás e sendo descontinuada daqui uns anos. Então o que eu penso é, você é livre para fazer o que quiser, mas seria muito mais interessante para comunidade de software livre que gastasse energia com algo mais "perene" e útil. Afinal fazer uma dristo pegar o kernel e compilar uns pacotes e juntar tudo num cd com uns papeis de paredes não é tão difícil assim, principalmente hoje em dia que os softwares e o hardware já evoluiram a um ponto "facil" de se lidar.

Acho que é isso :), deveríamos ter passado desta fase, mesmo por que os projeto, mesmo o debian, estão dispostos a todo momento a receber colaboradores de todos os tipos. Afinal ninguém mais usa cartão perfurado só para mostrar que é nerd hard core.


Posso estar engando, mas se a parte do "nerd hardcore" foi para mim, releia o que eu disse, pois em nenhum momento eu disse, no comentário anterior, que meu objetivo era " mostrar que é nerd hard core", falei justamente outra coisa.

Agora vamos falar de alguns pontos que foram levantados.

Usar uma distro pela ideologia livre é extremamente pessoal e ninguém tem obrigação de seguir essa ideologia. O próprio criador das 4 liberdades, Richard Stallman NÃO concorda que Debian seja livre.

Eu não entro na discussão, mas duvido que a maioria dos usuários Debian, incluindo os que dizem defender o software livre, desativem os pacotes contrib e non-free. Usar Debian e falar de software livre é muito cômodo, mas usar uma distro 100% GNU (http://www.gnu.org/distros/free-distros.html) e o kernel HURD, e apoiar o projeto GNU de verdade quase ninguém faz.

Velhice de distro é sim um indicativo de algo durável, mas isso só é argumento para quem tem medo de mudanças. Slackware é mais velha que Debian, por poucos meses, E se um dia Slackware descontinuar? Eu não vou chorar, vou me adaptar (me considero um slacker mediano). Para mim não importa se a distribuição é nova ou velha, não dependo da continuidade de uma distro específica para poder usar o meu computador, pois sou flexível e aprendi a me adaptar ao Linux, não a uma distribuição. Talvez alguém, no meio profissional, precise da continuidade específica de uma distribuição (exemplo: redhat), mas eu não.

Muitos criticam as ações dos outros usuários Linux, ou dos criadores de distribuição, criadores de programas, criadores de forks, criadores de remaster, etc... Aqui entra uma questão muito subjetiva. O que inútil para alguns, pode ser interessante, útil ou até mesmo divertido para outros.

Não acho racional julgar sob um olhar fragmentado se o que os outros fazem ou deixam de fazer é útil ou não, principalmente no mundo da TI, onde as motivações (e até gostos) pessoais se mesclam com as necessidades profissionais e empresariais.

Ubuntu já foi muito criticado, e ainda é, eu mesmo não gosto de várias coisas em Ubuntu, mas vejo muitas qualidades também, e muita contribuição para o mundo dos usuários Linux.

Por fim, não vejo nada de errado em testar distribuições, e não considero uma perca de tempo mais do que alguém perderia tempo com outro hobby. Hobby não se discute, é assunto particular.

Tem gente que brinca de ioiô, tem gente que pinta miniaturas, tem gente que faz crochê. Tem gente que coleciona cachimbos... Você não critica o hobby da outra pessoa, você entende que é só um hobby. Hoje meu hobby é usar Linux.

Abraço.


[14] Comentário enviado por pinduvoz em 09/09/2014 - 06:03h

Eu já tive uma fase assim. E nela instalei o Gentoo numa VM para ver como era. Atualmente, estou em outra e nem mesmo testo outras distros.

Como dito acima, acho que eu também tinha por hobby usar distros novas sempre que possível. Hoje, meu hobby é outro, talvez porque o Linux e suas distros não mais me surpreendam como antes.

Mas para constar, digo que respeito e apoio quem ainda gosta de se aventurar no vasto universo do SL e do Linux em geral, até porque são essas pessoas que costumam abrir portas como a deste texto.

Parabéns pelo artigo.



[15] Comentário enviado por levi linux em 09/09/2014 - 08:11h

É testando que encontramos nossa distribuição. Eu, por exemplo testei muito. Depois me encontrei no Slack, que para o que preciso é perfeito. Testar é necessário!

Com relação a distros de compilação, vejo o seguinte. São simples. Se olharmos o processo de instalação é bem 'limpo'. Na realidade às vezes se confunde dificuldade com trabalho. Essas distros são mais trabalhosas que difíceis. Exigem muita paciência e dedicação ao estudo. Mas se olharmos bem toda distro de compilação tem um processo de instalação semelhante e até linear: 1) Preparar partições; 2) Montar partições; 3) Descompactar um sistema base; 4) Configurar variáveis de ambiente e fazer Chroot para a nova partição; 5) Edição pré-liminar de arquivos básicos (fstab, arquivos do gerenciador de pacotes, etc); 6) Sincronizar o gerenciador de pacotes e instalar coisas necessárias; 7) Kernel. Se olharmos é trabalhoso, eu por exemplo não teria a determinação do Xerxes, mas é compreensível. Acho que vale a pena fazer isso ao menos uma vez!

Parabéns pelo artigo. A propósito gostei muito do config que usou para Kernel. Excelente! Risos!

[16] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 08:16h


[13] Comentário enviado por xerxeslins em 08/09/2014 - 19:00h:


[11] Comentário enviado por tiekookeit em 08/09/2014 - 18:06h:

Eu uso debian, por que tem a ideologia de software livre (não grátis) e vou usar debian por que é a distribuição mais velha e vai estar por ai por muito tempo.

Mas eu acredito que se gasta muita nerdice e muito tempo ao meu ver, ou se aprendendo e reinventando a roda ou simplesmente por nada. Eu era assim também, eu ficava mudando de distribuição para testar, só que eu percebi que eu perdia muito tempo e em nada contribuía. Passei então a contribuir aqui com dicas ou com desenvolvimento de script e guis e eu acho que é isso que leva a comunidade para frente. Então o fulano ao invés de aprender C e contribuir com script que seja para a comunidade de uma distro qualquer, vai e "forka" numa dristo que acaba ficando para trás e sendo descontinuada daqui uns anos. Então o que eu penso é, você é livre para fazer o que quiser, mas seria muito mais interessante para comunidade de software livre que gastasse energia com algo mais "perene" e útil. Afinal fazer uma dristo pegar o kernel e compilar uns pacotes e juntar tudo num cd com uns papeis de paredes não é tão difícil assim, principalmente hoje em dia que os softwares e o hardware já evoluiram a um ponto "facil" de se lidar.

Acho que é isso :), deveríamos ter passado desta fase, mesmo por que os projeto, mesmo o debian, estão dispostos a todo momento a receber colaboradores de todos os tipos. Afinal ninguém mais usa cartão perfurado só para mostrar que é nerd hard core.

Posso estar engando, mas se a parte do "nerd hardcore" foi para mim, releia o que eu disse, pois em nenhum momento eu disse, no comentário anterior, que meu objetivo era " mostrar que é nerd hard core", falei justamente outra coisa.

Agora vamos falar de alguns pontos que foram levantados.

Usar uma distro pela ideologia livre é extremamente pessoal e ninguém tem obrigação de seguir essa ideologia. O próprio criador das 4 liberdades, Richard Stallman NÃO concorda que Debian seja livre.

Eu não entro na discussão, mas duvido que a maioria dos usuários Debian, incluindo os que dizem defender o software livre, desativem os pacotes contrib e non-free. Usar Debian e falar de software livre é muito cômodo, mas usar uma distro 100% GNU (http://www.gnu.org/distros/free-distros.html) e o kernel HURD, e apoiar o projeto GNU de verdade quase ninguém faz.

Velhice de distro é sim um indicativo de algo durável, mas isso só é argumento para quem tem medo de mudanças. Slackware é mais velha que Debian, por poucos meses, E se um dia Slackware descontinuar? Eu não vou chorar, vou me adaptar (me considero um slacker mediano). Para mim não importa se a distribuição é nova ou velha, não dependo da continuidade de uma distro específica para poder usar o meu computador, pois sou flexível e aprendi a me adaptar ao Linux, não a uma distribuição. Talvez alguém, no meio profissional, precise da continuidade específica de uma distribuição (exemplo: redhat), mas eu não.

Muitos criticam as ações dos outros usuários Linux, ou dos criadores de distribuição, criadores de programas, criadores de forks, criadores de remaster, etc... Aqui entra uma questão muito subjetiva. O que inútil para alguns, pode ser interessante, útil ou até mesmo divertido para outros.

Não acho racional julgar sob um olhar fragmentado se o que os outros fazem ou deixam de fazer é útil ou não, principalmente no mundo da TI, onde as motivações (e até gostos) pessoais se mesclam com as necessidades profissionais e empresariais.

Ubuntu já foi muito criticado, e ainda é, eu mesmo não gosto de várias coisas em Ubuntu, mas vejo muitas qualidades também, e muita contribuição para o mundo dos usuários Linux.

Por fim, não vejo nada de errado em testar distribuições, e não considero uma perca de tempo mais do que alguém perderia tempo com outro hobby. Hobby não se discute, é assunto particular.

Tem gente que brinca de ioiô, tem gente que pinta miniaturas, tem gente que faz crochê. Tem gente que coleciona cachimbos... Você não critica o hobby da outra pessoa, você entende que é só um hobby. Hoje meu hobby é usar Linux.

Abraço.



Desculpa, não quis criticar seu esforço. Pense comigo, por que estamos aqui, por que alguém resolveu fazer algo compartilhar e ajudou e foi ajudado. O que eu quis "lamentar" foi a questão de algumas pessoas "gastarem" tanto tempo em prol dele mesmo ou de coisas que ficaram para trás em pouco tempo. Eu me sinto membro integrante de uma comunidade, não um simples usuário Linux e talvez aqui esteja a grande diferença e ponto de atrito nas opiniões já que o ponto de vista sempre é formado a partir das variáveis consideradas. É claro que cada um pode gastar o seu tempo do jeito que quiser, mas ai eu pergunto, por que não fazer algo legal para todos, tentar fazer algo que não tenha sido feito ainda? um software, um manual...

Sei que o slackware é mais velho que o Debian, mas não considero uma distribuição que foca no usuário comum e se a meta da ideologia do software livre e que pessoas do mundo inteiro usem linux, a distribuição para usuário não podem serem complexas.

[17] Comentário enviado por lcavalheiro em 09/09/2014 - 11:07h


[16] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 08:16h:
(...)Sei que o slackware é mais velho que o Debian, mas não considero uma distribuição que foca no usuário comum e se a meta da ideologia do software livre e que pessoas do mundo inteiro usem linux, a distribuição para usuário não podem serem complexas.


E aí você defende o Debian, que precisa de tanta pajelança quanto o Slackware pra funcionar direito... é, a lógica mandou lembranças, véio.

[18] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 13:20h


[17] Comentário enviado por lcavalheiro em 09/09/2014 - 11:07h:


[16] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 08:16h:
(...)Sei que o slackware é mais velho que o Debian, mas não considero uma distribuição que foca no usuário comum e se a meta da ideologia do software livre e que pessoas do mundo inteiro usem linux, a distribuição para usuário não podem serem complexas.

E aí você defende o Debian, que precisa de tanta pajelança quanto o Slackware pra funcionar direito... é, a lógica mandou lembranças, véio.


Não sei de quando são suas experiências com o debian, mas o debian de hoje em dia é simples. Claro que existem distribuições baseadas no próprio debian, (.deb) que são mais fáceis de instalar... O cara do RH da minha empresa utiliza debian, e faz atualização do sistema ele mesmo pelo synaptic... ele não é um especialista. Quanto a você e eu não temos dificuldades em utilizar linux qualquer distribuição que seja, no entanto eu acredito que o linux tem muito a oferecer para todos, veja o exemplo do android com kernel linux, por que não podemos investir esforços em tornar o linux um sistema cada vez mais para todos, tirar essa ideia de que o linux é muito bom para servidor... minha namorada usa linux, meu melhor amigo um biólogo usa linux, o cara do rh que eu já citei usa linux, você que tem um android em mãos usa o kernel linux... e tudo isso é devido ao esforço unitário somado, e é isto que questiono, o que seria de nós sem este nerdes e uns nem tantos nerdes que contribuíram e contribuem para o software livre. É do foco de esforço que estou falando...

[19] Comentário enviado por removido em 09/09/2014 - 13:46h


[18] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 13:20h:


[17] Comentário enviado por lcavalheiro em 09/09/2014 - 11:07h:


[16] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 08:16h:
(...)Sei que o slackware é mais velho que o Debian, mas não considero uma distribuição que foca no usuário comum e se a meta da ideologia do software livre e que pessoas do mundo inteiro usem linux, a distribuição para usuário não podem serem complexas.

E aí você defende o Debian, que precisa de tanta pajelança quanto o Slackware pra funcionar direito... é, a lógica mandou lembranças, véio.

Não sei de quando são suas experiências com o debian, mas o debian de hoje em dia é simples. Claro que existem distribuições baseadas no próprio debian, (.deb) que são mais fáceis de instalar... O cara do RH da minha empresa utiliza debian, e faz atualização do sistema ele mesmo pelo synaptic... ele não é um especialista. Quanto a você e eu não temos dificuldades em utilizar linux qualquer distribuição que seja, no entanto eu acredito que o linux tem muito a oferecer para todos, veja o exemplo do android com kernel linux, por que não podemos investir esforços em tornar o linux um sistema cada vez mais para todos, tirar essa ideia de que o linux é muito bom para servidor... minha namorada usa linux, meu melhor amigo um biólogo usa linux, o cara do rh que eu já citei usa linux, você que tem um android em mãos usa o kernel linux... e tudo isso é devido ao esforço unitário somado, e é isto que questiono, o que seria de nós sem este nerdes e uns nem tantos nerdes que contribuíram e contribuem para o software livre. É do foco de esforço que estou falando...


O conversa está interessante, mas gostaria de deixar minha opinião;

O Android, sim, é talvez a melhor definição para "Linux fácil", já que usa o Kernel Linux, é popular e todo mundo usa; mas, veja também o que o Android "ganhou" com isso: um sistema pesado, bugado e cheio de falhas. Não estou criticando o Android, já que celular comigo não "dá certo", todos (os SOs de mobiles) tem seus lados bons e ruins. O que eu quero dizer é que o Android fugiu totalmente da filosofia Linux, ou melhor, GNU/Linux: eu pessoalmente nunca vi nada de simples nele, ele não apresenta nenhuma "proposta" ao uso de SL e, além disso, é "invasivo" e não respeita muito sua privacidade.

A filosofia GNU/Linux é, acima de tudo, manter as coisas simples, seguir o KISS, promover o uso de SL e respeitar a privacidade dos usuários; claro, isso tudo tira a facilidade do sistema, mas não é por isso que é difícil. O Linux não precisa ser "difícil" para seguir esses princípios, apenas não pode ser tão fácil, já que isso iria contra a ideia do projeto.

Dessa forma, existiram dois caminhos, que caberia ao usuário escolher: o primeiro, do Linux e demais projetos com ideais semelhantes, onde o usuário fica "a vontade" e tem que se dedicar um pouco mais para usar e o segundo, do Windows e demais projetos proprietários, onde o usuário tem total facilidade e acesso ao sistema, mas fica restrito ao(s) desenvolvedor(es).


Não estou criticando nenhum sistema aqui, apenas expondo o que eu acho do assunto, e a sua ideia é legal também, mas é aqui que eu gostaria de comentar: para facilitar o Linux e deixá-lo disponível ao público em geral, seria preciso, claro, torná-lo "fácil". Mas isso traria uma "complexidade" ao sistema, deixando-o de ser simples. Ninguém é obrigado a usar Linux (pelo menos ainda), isso é apenas uma escolha que vai de pessoa por pessoa - eu, por exemplo, optei por usá-lo pela sua filosofia e por toda a liberdade que ele te proporciona (editar códigos, deixá-lo do seu jeito, etc), além da segurança e tudo mais;



----------------------------------------------------------------



Agora, voltando ao artigo, ele está ótimo e bem explicativo mais uma vez!

Eu acompanhei a "experiência" de Xerxes com o Exherbo em seus screenshots, e vi a postura "supostamente etilista" por parte de seus desenvolvedores.

[20] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 13:57h


[19] Comentário enviado por unnamed em 09/09/2014 - 13:46h:


[18] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 13:20h:


[17] Comentário enviado por lcavalheiro em 09/09/2014 - 11:07h:


[16] Comentário enviado por tiekookeit em 09/09/2014 - 08:16h:
(...)Sei que o slackware é mais velho que o Debian, mas não considero uma distribuição que foca no usuário comum e se a meta da ideologia do software livre e que pessoas do mundo inteiro usem linux, a distribuição para usuário não podem serem complexas.

E aí você defende o Debian, que precisa de tanta pajelança quanto o Slackware pra funcionar direito... é, a lógica mandou lembranças, véio.

Não sei de quando são suas experiências com o debian, mas o debian de hoje em dia é simples. Claro que existem distribuições baseadas no próprio debian, (.deb) que são mais fáceis de instalar... O cara do RH da minha empresa utiliza debian, e faz atualização do sistema ele mesmo pelo synaptic... ele não é um especialista. Quanto a você e eu não temos dificuldades em utilizar linux qualquer distribuição que seja, no entanto eu acredito que o linux tem muito a oferecer para todos, veja o exemplo do android com kernel linux, por que não podemos investir esforços em tornar o linux um sistema cada vez mais para todos, tirar essa ideia de que o linux é muito bom para servidor... minha namorada usa linux, meu melhor amigo um biólogo usa linux, o cara do rh que eu já citei usa linux, você que tem um android em mãos usa o kernel linux... e tudo isso é devido ao esforço unitário somado, e é isto que questiono, o que seria de nós sem este nerdes e uns nem tantos nerdes que contribuíram e contribuem para o software livre. É do foco de esforço que estou falando...

O conversa está interessante, mas gostaria de deixar minha opinião;

O Android, sim, é talvez a melhor definição para "Linux fácil", já que usa o Kernel Linux, é popular e todo mundo usa; mas, veja também o que o Android "ganhou" com isso: um sistema pesado, bugado e cheio de falhas. Não estou criticando o Android, já que celular comigo não "dá certo", todos (os SOs de mobiles) tem seus lados bons e ruins. O que eu quero dizer é que o Android fugiu totalmente da filosofia Linux, ou melhor, GNU/Linux: eu pessoalmente nunca vi nada de simples nele, ele não apresenta nenhuma "proposta" ao uso de SL e, além disso, é "invasivo" e não respeita muito sua privacidade.

A filosofia GNU/Linux é, acima de tudo, manter as coisas simples, seguir o KISS, promover o uso de SL e respeitar a privacidade dos usuários; claro, isso tudo tira a facilidade do sistema, mas não é por isso que é difícil. O Linux não precisa ser "difícil" para seguir esses princípios, apenas não pode ser tão fácil, já que isso iria contra a ideia do projeto.

Dessa forma, existiram dois caminhos, que caberia ao usuário escolher: o primeiro, do Linux e demais projetos com ideais semelhantes, onde o usuário fica "a vontade" e tem que se dedicar um pouco mais para usar e o segundo, do Windows e demais projetos proprietários, onde o usuário tem total facilidade e acesso ao sistema, mas fica restrito ao(s) desenvolvedor(es).


Não estou criticando nenhum sistema aqui, apenas expondo o que eu acho do assunto, e a sua ideia é legal também, mas é aqui que eu gostaria de comentar: para facilitar o Linux e deixá-lo disponível ao público em geral, seria preciso, claro, torná-lo "fácil". Mas isso traria uma "complexidade" ao sistema, deixando-o de ser simples. Ninguém é obrigado a usar Linux (pelo menos ainda), isso é apenas uma escolha que vai de pessoa por pessoa - eu, por exemplo, optei por usá-lo pela sua filosofia e por toda a liberdade que ele te proporciona (editar códigos, deixá-lo do seu jeito, etc), além da segurança e tudo mais;


De fato, do que você explicitou eu concordo em quase tudo, o que não ficou explicito e comunidade SL ganho com relação ao android foi a meu ver e devo esquecer alguma coisa com certeza:
1 - alguns hardware (webcam, wifi, rede, display, som etc) que antes dava muita dor de cabeça para instalar, depois do android e em boa parte por questão de "compatibilidade" hoje em dia roda quase que sem configuração em um kernel atual. Isso é bom, o mundo do hardware por causa do android, hoje em dia passa a "considerar" o android como publico alvo, neste caso o kernel linux ganha muito respeito num ponto que sempre foi sofrido e sempre puxou o projeto para baixo que era a questão de compatibilidade de outros hardwares.
2 - a questão do marketing, hoje em dia eu olho na cara da pessoa e digo, sabia que o seu celular por baixo é operado pelo linux, elas se espantam como novidade, mas não com estranheza que se via na face das pessoas quando se dizia antigamente que ela ia usar linux. Por que hoje em dia elas continuam sem saber o que é linux, mas quando se fala que o android usa o linux elas pensa, android-> linux -> google -> ok acho que posso confiar, se o google usar eu posso...
3 - acelerou outros pontos de desenvolvimento do próprio kernel linux por parte de contribuição de pessoas interessadas no android e indiretamente no kernel linux...
4 - hoje você vê pessoas que chegaram pelo android e interagem com o kernel linux sem reclamar que a telinha é preta e tem que digitar comando como se ouvia antigamente o winusers que tentavam migra, e quando se apresenta um shell para estes usuários se escuta algo do tipo "ah eu vi meu primo mexer no meu android e era tipo assim"

Concluindo, o fato de usar e não infringir as regras do SOftware Livre (SL) já é benéfico para o próprio software uma vez que o coloca em produção e exposição (positiva)....

[21] Comentário enviado por xerxeslins em 09/09/2014 - 18:21h

Obrigado pinduvoz, unnamed e outros :)

as pessoas contribuem como podem e querem, não como determinada pessoa espera ou como exigido por uma "comunidade", essa escolha pessoal faz parte do cerne da filosofia livre, ao meu ver.

ABraço.

[22] Comentário enviado por mapintar em 11/09/2014 - 13:03h

Sinceramente eu não vejo motivos para alguém criar uma distro como essa. Bastaria instalar o Arch e ignorar completamente a documentação, passando noites sucessivas em claro tentando entender algo que é explicado em 3 linhas em tutoriais e documentação oficial das distribuições "amigáveis".

[23] Comentário enviado por lcavalheiro em 11/09/2014 - 13:15h


[22] Comentário enviado por mapintar em 11/09/2014 - 13:03h:

Sinceramente eu não vejo motivos para alguém criar uma distro como essa. Bastaria instalar o Arch e ignorar completamente a documentação, passando noites sucessivas em claro tentando entender algo que é explicado em 3 linhas em tutoriais e documentação oficial das distribuições "amigáveis".


Defina "distribuição amigável"

[24] Comentário enviado por xerxeslins em 12/09/2014 - 01:34h


[22] Comentário enviado por mapintar em 11/09/2014 - 13:03h:

Sinceramente eu não vejo motivos para alguém criar uma distro como essa. Bastaria instalar o Arch e ignorar completamente a documentação, passando noites sucessivas em claro tentando entender algo que é explicado em 3 linhas em tutoriais e documentação oficial das distribuições "amigáveis".


Eu entendo sua dúvida. Para mim eu classifiquei a distro exherbo como inútil. Mas isso foi no sentido pessoal.

Acredito que uma lida na pagina oficial da distro possa te responder adequadamente quais os motivos para alguém criar uma distro como essa.

Relembro que pessoas tem necessidades diferentes. O que pode ser de nenhuma importância para alguns, como definição de USE flags, pode ser um requisito imprescindível para outros usuários.

[25] Comentário enviado por mapintar em 12/09/2014 - 16:25h


[23] Comentário enviado por lcavalheiro em 11/09/2014 - 13:15h:


[22] Comentário enviado por mapintar em 11/09/2014 - 13:03h:

Sinceramente eu não vejo motivos para alguém criar uma distro como essa. Bastaria instalar o Arch e ignorar completamente a documentação, passando noites sucessivas em claro tentando entender algo que é explicado em 3 linhas em tutoriais e documentação oficial das distribuições "amigáveis".

Defina "distribuição amigável"


Penso que "distribuição amigável" é aquela em que a comunidade envolvida lhe dá respostas e orientações (daí o termo "amigável", que vem de "amigo"). Assim, uma comunidade que é centrada em si mesma, não seria amigável.

[26] Comentário enviado por mapintar em 12/09/2014 - 16:34h


[24] Comentário enviado por xerxeslins em 12/09/2014 - 01:34h:


[22] Comentário enviado por mapintar em 11/09/2014 - 13:03h:

Sinceramente eu não vejo motivos para alguém criar uma distro como essa. Bastaria instalar o Arch e ignorar completamente a documentação, passando noites sucessivas em claro tentando entender algo que é explicado em 3 linhas em tutoriais e documentação oficial das distribuições "amigáveis".

Eu entendo sua dúvida. Para mim eu classifiquei a distro exherbo como inútil. Mas isso foi no sentido pessoal.

Acredito que uma lida na pagina oficial da distro possa te responder adequadamente quais os motivos para alguém criar uma distro como essa.

Relembro que pessoas tem necessidades diferentes. O que pode ser de nenhuma importância para alguns, como definição de USE flags, pode ser um requisito imprescindível para outros usuários.


Realmente cada um pode ter sua necessidade específica. Mas supor que o conhecimento sobre a distro não é partilhado com a comunidade (pelo que entendi só entre os desenvolvedores) é que parece muito estranho. Quanto mais você mexe em um sistema, mais bugs aparecem. Mesmo em distros sólidas como o Arch ou o Debian se você alterar uma flag do GCC e sair recompilando tudo vários programas nem vão compilar, e muitos podem apresentar comportamento indesejados diversos.

[27] Comentário enviado por mapintar em 12/09/2014 - 16:38h

Bom, andei dando uma olhada básica na página da distro e parece que a coisa não é assim tão feia. Tem várias instruções e até um canal para discussões.

Parece-me que o que eles querem evitar, na verdade, são aqueles que diante do menor problema já corre nos fóruns buscando uma solução imediata sem ler uma página de documentação ou mesmo verificar que o problema já não foi discutido em outros tópicos, e quando acham solução desaparecem sem o menor retorno à comunidade.

[28] Comentário enviado por xerxeslins em 12/09/2014 - 22:54h


[27] Comentário enviado por mapintar em 12/09/2014 - 16:38h:

Bom, andei dando uma olhada básica na página da distro e parece que a coisa não é assim tão feia. Tem várias instruções e até um canal para discussões.

Parece-me que o que eles querem evitar, na verdade, são aqueles que diante do menor problema já corre nos fóruns buscando uma solução imediata sem ler uma página de documentação ou mesmo verificar que o problema já não foi discutido em outros tópicos, e quando acham solução desaparecem sem o menor retorno à comunidade.


Sim, verdade. Lembrando que para eles "usuários" é quase o mesmo que "desenvolvedores do exherbo".


[29] Comentário enviado por sarria em 27/10/2014 - 17:24h

Parabéns pelo trabalho, se eu tivesse tempo e corragem, por que eles nunca vem juntos, eu até tentaria, usando seu artigo como consulta, mas eu ainda to brigando (espero fazer as pazes logo) com meu Slackware... Ah! e digo ainda, você já me salvou em algumas configurações em que eu ia quebrar a cabeça... Valeu meu amigo!

[30] Comentário enviado por pinduvoz em 25/11/2018 - 18:01h


[5] Comentário enviado por removido em 08/09/2014 - 10:43h


[4] Comentário enviado por tiekookeit em 08/09/2014 - 10:23h:

Cara, parabéns pelo trabalho (esforço), mas quando vejo algo assim me pergunto: Por que não usar uma distro convencional com o debian que está ai desde 1995 com fluxbox?
Ou seja, por que eu iria utilizar uma distro desta, além de nerdisse pura e simples, o que eu ganho? eu sei que tempo vou perder... então, o que eu ganho?

Não fiquem bravos por favor, só são provocações que talvez traga alguma luz... claro que com software livre, fazemos o que queremos por que é livre xD! Mas tem algum outro motivo?

Do ponto de vista didático, tudo é compreensível. O cara quer usar a distro mais difícil de todas, porque quer aprender mais sobre Linux, aí tudo bem.

Mas é claro que sempre vai existir os ciclaninhos que só querem gritar aos 4 ventos que usam uma distro que ninguém consegue usar.

Porém, tenho certeza de que este não é o caso do Xerxes, que conhecemos a tempos aqui nessa comunidade e sabemos que é um entusiasta do Linux e que não só gosta de aprender mas também de compartilhar o que sabe.

Já não posso dizer o mesmo sobre aquele nosso amiguinho que apareceu usando o Exerbo pela primeira vez aqui. Ele odiava o Ubuntu, jogava na cara de todo mundo que usava uma distro que só ele conseguia usar, mas certa vez deixou escapar que usava o Ubuntu em dual boot.

Ri muito nesse dia! hahaaahha


Eu me lembro desse cara. Foi rude comigo quando perguntei sobre o Exherbo. Eu até ia tentar instalar (na época, tinha mais paciência do que tenho hoje), mas vendo o 'nível" dos usuários de Exherbo pelo nível do sujeito e lendo as (des)informações do site daquela distro, desisti.


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