Criando um repositório criptografado de dados com Cryptsetup (dm-crypt) sem (re)particionamento do HD

Aprenda a criar um repositório criptografado para arquivos e diretórios sem a necessidade de (re)particionar o disco rígido.

[ Hits: 35.103 ]

Por: Stefano Fontes em 17/08/2010


Finalizando



Quando desejar proteger seus dados, você deverá desmontar, "fechar" e desassociar do dispositivo de "loop" o volume criptografado, como por exemplo:

# umount /mnt/teste
# cryptsetup luksClose /dev/mapper/teste
# losetup -d /dev/loop1


Apesar de não ser pelo visto estritamente necessário, talvez seja conveniente, para assegurar que seus dados confidenciais não fiquem expostos, você criar um "script" para esta finalidade, a ser executado quando você se ausentar de sua máquina e/ou quando desligar o sistema operacional.

Finalmente, nunca é demais lembrar:
  • Mantenha sempre uma cópia ("backup") atualizada de seus dados confidenciais, em um local seguro e acessível por você, para o caso de o volume criptografado falhar, for corrompido ou você perder ou esquecer-se da senha;
  • Crie uma senha "forte", com letras e números aleatórios e pelo menos 8 caracteres; NÃO guarde a senha em um arquivo no micro, nem junto ao mesmo, pois em caso de roubo ela poderá ser utilizada para acesso indevido e não autorizado a seus dados confidenciais;
  • Lembre-se que não é só o ser humano quem falha, a máquina falha também; portanto, não confie totalmente em nenhum dispositivo de segurança; um bom nível de segurança é obtido através de um CONJUNTO de hábitos, procedimentos e técnicas que, se adotados simultaneamente, visam dificultar ao máximo a violação e o acesso indevido e não autorizado aos dados; entretanto, impedir completamente tais ações invasivas é praticamente impossível, já que o conhecimento técnico atualmente é altamente disseminado, e como sabemos, ele pode ser utilizado tanto para o bem como para o mal;
  • Assim como você leu este artigo e esperamos que seja-lhe útil, esperamos também que você corresponda ao esforço e tempo empregados em disponibilizar-lhe tal conhecimento; colaborando e contribuindo de sua parte, com a disseminação voluntária, não onerosa e criteriosa de conhecimentos, que possam ser úteis à comunidade que utiliza Software Livre, pois esta é a base mais importante de seu desenvolvimento.

Por ora muito grato pela atenção e até breve!

Página anterior    

Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Provendo os suportes no kernel
   3. Provendo outros pré-requisitos
   4. Criando o volume criptografado
   5. Formatando o volume criptografado
   6. Finalizando
Outros artigos deste autor

Provendo dados em um servidor PostgreSQL através do Apache e PHP

Configurando disquete e pendrive para boot sem suporte na BIOS

Leitura recomendada

Instalando Bind9 + chroot no Debian

Instalando Snort e Guardian no Slackware

Protegendo seu Linux de ataques de brute force via ssh

Hotspot rápido com Coovachilli

OUTGUESS: Oculte mensagens em fotos

  
Comentários
[1] Comentário enviado por Arthur Andrade em 17/08/2010 - 15:15h

Cara, apesar de te dar os meus parabéns pelo texto.
Devo adimitir que não compreendi nada, e anda longe de ser
devido á tua didática, que por sinal é muito boa.

Mas devido a minha falta de conhecimento. Eu sonho com
o dia em que eu leia um texto de tal complexidade e o
compreenda.

Parabéns pelo texto! ;]

[2] Comentário enviado por rogeriojlle em 18/08/2010 - 07:24h

@Arthur

uso uma forma diferente de criptografar meus dados, me pareceu mais simples, mas não sei te dizer se é equivalente em segurança à do artigo acima, eu ao menos estou satisfeito
meu sistema é o OpenSuse 11.3

instale o pacote "encfs" (não é necessário, mas se você reiniciar a máquina logo depois disso, não precisa passar um parâmetro extra aos comandos a seguir, vou assumir que a máquina foi reiniciada ...)

crie uma pasta onde ficarão fisicamente os dados criptografados ex:

mkdir /home.... (tá use o nautilus mesmo, é mais fácil)

crie/use outra pasta onde os dados vão aparecer para uso

mkdir ...(já sabe)

o comando é equivalente ao "mount", só troca por "encfs" (aí faz no terminal mesmo, não tem gui pro OpenSuse, só pra Ubuntu até onde sei, é o Gencfs)

$ encfs /pasta/onde/ficará/o/conteúdo criptografado /pasta/de/onde/eles/devem/ser/acessados

da primeira vez tem um wizard pra criar, sugestão: use a opção "P"
para desmontar é igual a qualquer outro FUSE

$ fusermount -u /pasta/de/onde/eles/devem/ser/acessados

é rapidinho e precisa ser root só pra instalar as coisas
outra sugestão: crie a pasta onde ficam os dados, em sua pasta de disco virtual (ex: Dropbox), já ajuda no backup

[3] Comentário enviado por removido em 18/08/2010 - 14:27h

Tenho uns arquivos que são super secretos, então uso o encfs dentro de uma partição criptografada com o cryptsetup.Segurança duplicada.

[4] Comentário enviado por nicolo em 21/08/2010 - 16:55h

Se quiserem fazer isso tudo mais fácil ainda é só instalar o truecrypt , é tudo gráfico.

[5] Comentário enviado por rogeriojlle em 21/08/2010 - 18:58h

@nicolo

o truecrypt tem alguns problemas quando executado por usuário comum, e se voce dar "sudo" mesmo que só pro truecrypt, ele pode usar todo o sistema como root, se não fizer uma série de outras modificações, agora se for o unico usuario do computador, concordo com voce o truecrypt é bastante fácil de usar


Contribuir com comentário




Patrocínio

Site hospedado pelo provedor RedeHost.
Linux banner
Linux banner
Linux banner

Destaques

Artigos

Dicas

Tópicos

Top 10 do mês

Scripts