[1] Comentário enviado por
jeroavf em 16/06/2008 - 11:04h:
O Open Hardware existe há muito tempo , desde a divulgação dos circuitos eletronicos em revistas como Antena , Nova Eletronica, Saber Eletronica etc. O que é novo e está chamando atenção é a convergencia de programação de microcontroladores usando GCC , linux embarcado em placas construidas com a divulgação de seus equemas, pabx de baixo custo usando asterix, uClinux para populações carentes e softwares de CAD para placas de circuito impresso Open-Source ou freeware (gEda , Eagle). Esta convergencia permite a qualquer um criar dispositivos de acordo com a sua necessidade e complexidade maior ou menor de acordo com a sua habilidade com eletronica. Um bom exemplo disso é o Arduino (http://arduino.cc) que conseguiu criar um ecosistema de criação de hardware livre usando GCC,JAVA e microcontroladores de baixo custo que contabiliza mais de milhares de placas construidas para as mais diversas utilizações.
Eu sou um entusiasta do assunto e sempre que posso divulgo este conceito:
Jeronimo Avelar Filho
www.blogdoje.com.br
Avr , Arduino, Arm e Tecnologia em geral
[3] Comentário enviado por
Teixeira em 16/06/2008 - 15:00h:
A idéia em si é muito boa e merecedora de aplausos e incentivo, porém de muitas considerações ainda - o que todavia não chega a ser um obstáculo.
As primeiras dificuldades a serem vencidas são exatamente de natureza legal, envolvendo patentes e forma de licenciamento, que devem ter apoio no Direito Internacional.
Acho que uma boa forma de licenciamento seria aquela em que todas as empresas do mundo pudessem fabricar dispositivos "open" desde que não pretendessem futuramente apoderar-se ("legalmente") de nenhuma das particularidades do projeto, e em caso contrário sofressem PESADAS sanções.
De vez que ainda não existe uma licença com tais características, teria portanto que ser MUITO bem redigida e ter abrangência mundial.
Em nosso país temos de considerar ainda a - pesadíssima - carga tributária sobre os assim-chamados "produtos industrializados", onde o simples ato de colocar uma embalagem mais apropriada a um produto constitui-se em "industrialização" e gera impostos cumulativos (embora o governo sempre jure de pezinhos juntos que não está praticando tributação múltipla sobre o mesmo produto).
Aprende-se na Faculdade de uma forma, mas governo após governo, vão negando tudo aquilo que aprendemos.
A grande indagação é: Quem fabricará o "nosso" mouse a partir do zero, em escala industrial, mas sem nenhum incentivo fiscal?
Devemos considerar que "nosso" mouse talvez não seja nenhum campeão de vendas e que os custos iniciais sejam altos (moldes, estamparia, etc.).
Com uma carga tributária de quase 50% (ou mais, considerando encargos sociais) a tendência é que o projeto seja inviabilizado no nascedouro.
Um mouse "standard" pode custar cerca de R$ 6,50 a R$ 20,00 (se importado da Ásia) porém custará muito mais do que isso se for fabricado - e não apenas montado - aqui.
Contudo, muitas coisas que eram impossíveis há alguns anos, atualmente são perfeitamente viáveis.
Cito como exemplo o telefone, inventado por Alexander Graham Bell, uma ferramenta de inegável utilidade nos lares e sobretudo nas empresas, podendo-se até ousar dizer que foi o que tornou viável a internet da forma como a conhecemos.
Pois bem, esse invento teria passado totalmente despercebido, se nosso querido D. Pedro II não se houvesse admirado de tal invenção (ao ponto de exclamar: "Meus Deus! Isto fala!") e literalmente "vestido a camisa" do Graham Bell, financiando-o durante um bom tempo.
O identificador de chamadas (Bina) foi inventado por um brasileiro e 8 anos após haver finalmente saído o seu registro de patente, foi lançado um produto similar, canadense, cujos sucessivos clones são o que hoje chamamos de "caller ids".
Infelizmente, D. Pedro II não estava mais entre nós e parece que depois da sua época os governantes pararam de ter aquela visão excelente.
Como já disse, pode até ser mais difícil. MUITO difícil.
Mas não impossível.
[5] Comentário enviado por
GilsonDeElt em 18/06/2008 - 12:41h:
celioishikawa, d+ seu artigo, cara
realmente, é um bom ponto para se debater
mas há todo o já citado problema da 'legalidade' dos projetos, e as leis para tal
bem, depois eu volto aqui,
Gilson