Narrarei as aventuras e desventuras, e deixarei algumas lições que aprendi no caminho, de forma que outros poderão tirar proveito das dicas ou tentarem sua própria aventura!
Meu micro, apesar de ter só 4 GB, desde 2001 é dual-boot com Windows98 e distribuições
Linux: Corel, Conectiva, Slackware e Ubuntu. Linux foi de 1/3 do HD até passar para mais da metade.
O fato é que como se trata de micro antigo, a gente não tem tanto ânimo para formatar, particionar e instalar tudo novamente. Assim, parto do pressuposto de HD já particionado e com Windows instalado. Se no seu caso o Windows ocupa 100%, não é difícil reinstalá-lo, fazendo-o ocupar menos espaço (vários tutoriais já falaram sobre). Se você não quer reinstalá-lo e sim diminuir o tamanho da partição do Windows já instalado, veremos o caso adiante (notas do 2° dia).
Pessoalmente, desanima reinstalar a parte de configurar. Tá certo que o micro nem usa mais a conexão discada e a impressora (pois essas tarefas passaram para o computador novo com banda larga), mas é desanimador por exemplo ver só 256 cores na tela do Windows98 recém-instalado, ou seja, um sistema mimado que precisa de drivers para tudo, enquanto que Linux tenta adivinhar o vídeo e outros itens. Aliás, o Windows98 precisa de driver para Usbhub, e o mais ridículo: não tem driver para pendrive no 98 primeira edição (meu caso)! O que por sua vez dificulta o backup.
Bem, mãos à obra! Experimentar algo novo evitando mexer na partição Windows. Ah, e um agravante: também não queria perder dados da partição /home que tinha criado com Ubuntu. O Ubuntu aceitava o pendrive, e por isso até tinha feito backup, mas é a preguiça de recuperar o backup... Assim, somando as partições Windows e /home, só sobravam 1.9 GB de HD. Aí veio a idéia de experimentar XUbuntu, que dizia usar só 1.5GB.
Mas daí a frustração: gravei a ISO do XUbuntu 8.04, mas no micro velho apareceu a mensagem de que o kernel era incompatível com aquele CPU. Pois é, quando o equipamento é velho tem esses riscos.
OBS: A mesma ISO instalou no computador novo. Ah, mas o XUbuntu não detectou a mesa gráfica, coisa que Ubuntu fazia. E o XUbuntu, que instalei legal no velho, não instalou tão bem num laptop. Mas esse laptop se deu bem com Kurumin (e por sua vez, o Kurumin também não detectou a mesa). Tem gente que desiste do Linux na 1ª distribuição que não agradou, mas tem mesmo é de experimentar alguns. Sete anos atrás propagandeavam o Caldera Linux como porta de entrada para os Linux, mas nunca consegui instalá-lo, felizmente insisti com outras distribuições.
Bem, não deu, mas como disse, experimentei instalar no outro micro, e cheguei a conclusão de que para meu caso não valia a pena e era melhor continuar com o Ubuntu 5.04 do que XUbuntu 8.04. Isso porque Ubuntu vem com OpenOffice 1.1.1, que é compatível com os documentos que produzia no Windows98 (onde também tenho o OpenOffice 1.0). O Abiword do XUbuntu é leve, mas não abre os arquivos .sxw e .sdw e não realiza algumas coisas que a versão antiga do OpenOffice faz.
Espero que desenvolvedores estejam lendo isso, pois com XUbuntu, Dizinha etc tentando entrar em máquinas velhas, o Abiword seria melhor se lesse esses arquivos ou que houvesse um conversor ou algo assim. O problema das mini-distribuições é que muitas partem do pressuposto de reaproveitar máquinas jogadas fora e não a migração. E se houver o reaproveitamento mesmo, o OpenOffice bem que podia se adaptar para aceitar os arquivos .abw do Abiword, para que as máquinas Linux, mais velhas ou novas, troquem documentos entre si.