Mais sobre terminais leves....

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Esse artigo descreve uma pequena experiência que tive com terminais leves, me deparei com um estranho problema de rotas e descrevo os passos que segui para solucioná-lo. Para quem não sabe, terminais leves são máquinas que possuem poucos recursos e se utilizam de um servidor parrudo para carregar a interface gráfica remotamente.

[ Hits: 13.601 ]

Por: Sidney Alexandre Pagel em 26/11/2004


As minúcias dos terminais leves



Em primeiro lugar, leiam:
Esse artigo do Morimoto é realmente fantástico. Para iniciantes, é uma verdadeira mão na roda. Quero, porém, fazer uma ressalva e relatar algo que me aconteceu para que a comunidade avalie e teste, pois não agüento mais pensar se isso é realmente parte do processo ou foi um problema isolado.

Ocorre que montei uma rede de terminais leves. No servidor, instalei Slackware 10 e em 4 terminais leves (k5 de 90 MHz) instalei Slackware 9.1.

Em seguida, montei um velho 486 90 MHz com duas placas de rede e usei-o como gateway (ele recebe a internet de uma outra rede, por meio de um cabo e a repassa ao servidor de terminais para que ele e as estações possam navegar).

O servidor de terminais é um Athlon 1.7, com 512 MB de memória RAM e uma placa de rede via-rhine on-board. Configurei a rede no servidor, sendo que a placa via rhine ficou com a seguinte configuração:
  • IP: 192.168.0.10
  • NETMASK: 255.255.255.0
  • Gateway: 192.168.0.1
  • DNS: 200.138.162.2

Até aí tudo certo. Navegou.

Em seguida configurei os terminais. Tudo funcionou, mas não perfeitamente. Notei que quando eu desligava o gateway, as estações não conseguiam adquirir a tela de login do servidor e mesmo quando eu "cortava" a internet ocorria o mesmo.

Tive as mais absurdas idéias, imaginei as mais mirabolantes teorias, mas nada resolvia meu problema. Era sempre a mesma história: enquanto a internet estivesse funcionando, as estações logavam, quando a internet não estava disponível, não conseguiam a tela de login.

Como última tentativa, reconfigurei a rede no servidor uma última vez, deixando de fora, dessa vez, as configurações de gateway e DNS e qual não foi minha surpresa ao notar que dera certo! As estações logaram. Percebi então, que, para meu espanto, depois de várias experiências, que aquela era realmente a razão do problema.

Descoberto o problema, a solução foi de fácil aplicação. Criei um arquivo contendo os seguintes comandos:

# setando meu DNS
echo nameserver 200.138.162.2 > /etc/resolv.conf

# setando meu gateway
route add default gw 192.168.0.1

Coloquei-o dentro da pasta /home/usuário/.kde/Autostart (pois foi no único lugar que encontrei que rodava o script depois de aberto o KDM). Dessa forma, a internet estaria configurada somente quando um usuário efetuasse login (os comandos puderam obter efeito graças ao sudo).

Em seguida, editei o arquivo rc.6, contido em /etc/rc.d e inseri a seguinte linha:

echo > /etc/resolv.conf

Dessa forma, toda vez que o micro fosse desligado ou mesmo reiniciado, as configurações de internet seriam zeradas, permitindo o login das estações em qualquer situação.

Com essa longa explanação, quero apenas saber da comunidade se isso que me ocorreu faz parte do processo de logins remotos ou foi um caso isolado.

Por favor, testem e mandem seus resultados para [email protected]

Desde já, agradeço. : )

   

Páginas do artigo
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Comentários
[1] Comentário enviado por Marco Carvalho em 26/11/2004 - 04:22h

Faltou algumas informação aí para análise:

1-Em qual máquina está rodando o DHCP?
no gateway?
no terminal server?
nos dois?

2-No DHCP é informado para a estação o DNS e o gateway?

Ao que parece, 'a primeira vista e sem as informações acima, é que isso é erro de configuração e, sendo assim, essa sua solução não seria correta.

[2] Comentário enviado por gnu em 26/11/2004 - 09:16h

Primeiramente, quero agradece-lo pela atenção, pois esta é uma questão que me deixou meio "encucado". Bom, vamos lá:
Eu não uso dhcp nesta rede. Ela opera por ip estático.

[3] Comentário enviado por Marco Carvalho em 27/11/2004 - 20:16h

Uh? não tem DHCP? e como vc atribui o IP para a estação se no terminal server isso é feito por dhcp?

[4] Comentário enviado por gnu em 28/11/2004 - 16:04h

Primeiramente, o dhcp se aplica a terminais burros, e não a terminais leves. Meus terminais tem hd, com uma instalação básica do slackware 9.1 rodando, com o X configurado. O que eles (os terminais) fazem é simplesmente puxar o gerenciador de janelas da máquina servidora. Para isso, basta configurar o server para aceitar conexões X remotas e configurar nas estações o inittab ou outro arquivo qualquer que rode no boot para que elas "puxem" o gerenciador de outra máquina da rede, com o comando X -query broadcast. Portanto, não estou usando dhcp simplesmente porque não se aplica ao meu caso.

[5] Comentário enviado por agk em 01/12/2004 - 11:36h

Parabéns pelo artigo, só lembrando de uma coisa, dhcp não se aplica somente a terminais burros como você diz, dhcp é utilizado para atribuir ip para às estações, isso pode ser feito de forma dinâmica, estática ou fixa.
Dhcp geralmente é utilizado em redes maiores para facilitar as configurações da rede, onde as estações obtem todas as configurações necessárias do servidor dhcp, como ip, dns, domínio, mascara da rede entre outras, são diversas as opções existentes em um servidor dhcp. Evitando assim que o administrador da rede necessite configurar uma a uma as estações da sua rede, imagine você com uma rede de 200 computadores, seria loucura configurar tudo a mão.
[ ]'s

[6] Comentário enviado por gnu em 02/12/2004 - 08:37h

Eu compreendo as atribuições do DHCP. O que eu quis dizer é que no caso específico dos terminais leves, eu não uso DHCP, porque tratam-se apenas de 4 terminais, tornando-se masi fácil usar ips estáticos, e, o comentário postado por nosso amigo Marco Carvalho trata das obrigatoriedades da configuração de terminais burros, sem hd, que dão boot por um disquete contendo um Room da placa de rede utilizada, e que obtém seus ips, obrigatoriamente, por dhcp, que deve estar rodando no servidor de terminais. Mas discussões afora, gostaria de saber se o que aconteceu comigo trata-se mesmo de algo inerente ao processo de terminais leves ou de um caso á parte. Qual sua opinião a este respeito?

[7] Comentário enviado por juliaojunior em 11/11/2006 - 21:51h

muito bom: o artigo e o "debate".


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