Editores e processadores de texto para GNU/Linux

Este artigo descreve as várias opções existentes de editores de texto e suítes de escritório para os ambientes operacionais GNU/Linux.

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Por: Alberto Federman Neto. em 01/04/2010 | Blog: https://ciencialivre.blog/


Introdução



Se você recentemente migrou, ou quer entrar em contato com o GNU/Linux pela primeira vez, deve estar curioso e se perguntar:

1) O Linux "tem" ou "instala" MSOffice? Posso usar MSOffice no Linux?

2) Com Linux posso escrever cartas? Posso fazer apresentações "PowerPoint"?

3) O Linux "escreve" ou "faz" arquivos de texto? Tem "Notepad", "Bloco de Notas"?

4) Tem planilha "Excel" no Linux? Posso usar?

Perguntas como essa são naturais, pois quem chega ao Linux, vai se perguntar se a secretária, a dona de casa ou a namorada pode usar para fazer a carta e se é fácil!

Essas perguntas poderão ser respondidas com a leitura deste artigo.

Vamos então conhecer os editores de texto e as suítes de escritório para Linux...

As primeiras respostas básicas são:

1) Não, Linux não usa MSOffice. MSOffice é um software pago, e só funciona em Windows.

Na realidade, pode eventualmente funcionar em Linux, sob Wine, ou Crossover ou outros programas, mas MSOffice não é nativo de Linux, nem feito para Linux.

Linux usa outros softwares gratuitos e não raro, também de código aberto e de livre acesso.

Você pode baixar o software (em Linux, nós chamamos softwares de pacotes) usá-lo e até modificá-lo, aperfeiçoá-lo, se quiser ou souber como!

2) Não, o Linux não tem Notepad nem Bloco de Notas, mas tem muitos outros editores de texto simples e de uso imediato, até mais aperfeiçoados!

A razão principal para isso é que em Linux, arquivos de texto simples são muito mais importantes do que em Windows.

Em Windows você usava Bloco de Notas ou Notepad apenas para escrever lembretes, uma senha, ou guardar um rascunho e só.

Em Linux (como em Unix), arquivos de texto especiais (chamados arquivos de configuração e scripts) podem controlar e regular os aplicativos e os periféricos, e portanto PRECISAM ser editáveis com rapidez e com eficiência, portanto Linux não tem Notepad nem Bloco de Notas, mas tem várias outras "coisas muito melhores que o Notepad".

Vamos ver os processadores de texto para Linux, os substitutos do Bloco de Notas, do Notepad e do MSOffice.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Os editores mais simples e em linha de comando
   3. Os editores de texto de uso geral
   4. Editores de texto para uso em escritórios e suítes de escritório
   5. Editores e visualizadores de arquivos em formato PDF
   6. Editores especiais
   7. Sugestões ao iniciante e instalação
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Comentários
[1] Comentário enviado por bilufe em 01/04/2010 - 16:14h

Há outros processadores de texto para Linux, cito algumas delas abaixo:

* TextMaker: faz parte da suíte OfficeMaker e é comercial.
* Juba: editor de textos e visualizador de PDF, foi criado por um brasileiro.

Uma correção: o StarOffice é a versão comercial do OpenOffice.org que é desenvolvida pela Sun Microsystems (nada de Google). A última versão do StarOffice é idêntica ao OpenOffice.org 3.0

Outra correção: o BrOffice.org não é uma suíte diferenciada do OpenOffice.org, os dois são o mesmo programa. Apenas o BrOffice.org tem este nome por conta de um processo que foi tramitado na justiça brasileira com relação ao nome OpenOffice (que é marca registrada de uma empresa no Rio de Janeiro).



[2] Comentário enviado por bilufe em 01/04/2010 - 16:21h

Também tem o Siag Office:
http://linux.softpedia.com/get/Text-Editing-Processing/Word-Processors/Siag-Office-202.shtml

Também tem o Corel WordPerfect, foi descontinuado mas ainda está disponível em alguns FTP pra download.

Existe também o ThinkFree Office http://linux.softpedia.com/get/Office/Office-Suites/ThinkFree-Office-6131.shtml

[3] Comentário enviado por removido em 01/04/2010 - 16:36h

Apesar de haver outros editores de texto não abordados no artigo, nunca vi, nem mesmo em inglês, nenhuma matéria tão completa sobre as opções do tipo para Linux. Estás de parabéns, excelente artigo e uma mina de ouro para aqueles que gostam de testar novos softwares.

[4] Comentário enviado por removido em 01/04/2010 - 16:47h

Fora o filho-do-cão - o Vi - já usei vários...
Hj fico com o nano pois é excelente. A diferença em relação ao pico é que este era parte de um leitor de e-mail q nem m lembro mais..
exclente trabalho...

[5] Comentário enviado por edonato em 01/04/2010 - 18:17h

Ótimo artigo reunindo informações importantes de vários editores. Particularmente, gosto muito do kate, que é quase um mini-ide. Vc pode ter a árvore de diretórios à esquerda ou todos os arquivos que estiver usando, o texto do arquivo corrente na área principal e, ainda, uma janelinha na parte de baixo para executar comandos. Infelizmente nunca vi, nem no Linux em na "outra plataforma", um só editor que se compare aos do MS-Dos, onde era possível selecionar blocos no meio do texto, sem ter de selecionar toda a linha, sem contar outros inúmeros recursos encontrados no KEDIT.EXE e no Q.EXE, que os editores "modernos", pelo menos aparentemente, nunca terão.

[6] Comentário enviado por removido em 01/04/2010 - 18:39h

Meu amigo, muito bem documentado seu artigo, parabéns!.
Uma outra opção é a suite proprietária SoftMaker Office, até um tempo atrás seria possível conseguir uma licença da mesma mediante um cadastro (http://br-linux.org/2009/ajude-a-betterplace-org-e-ganhe-uma-copia-gratuita-do-softmaker-office).
Particularmente não tenho necessidade e nem gosto de usar esses tipos de aplicativos, prefiro o nano ou o mc, o mais pesado editor que uso é o leafpad.
Que fique registrado que não sou radical, tenho o BrOffice instalado (o chato é ter que atualizá-lo e ter que baixar quase 200 MB) e apenas porque minha esposa é professora e 'precisa' utilizá-lo, já que foi difícil abandonar o MSWord.

[7] Comentário enviado por mcnd2 em 01/04/2010 - 19:40h

Muito loko.

Quem estava amarrado ao Windows por causa do MSOffice já pode usar GNU/Linux porque você tem várias opções que desejar, desde a mais simples até a mais completa.

Parabéns pelo trabalho (artigo).

[8] Comentário enviado por removido em 01/04/2010 - 19:57h

Parabéns pelo artigo. Muito bom para quem está migrando.

[9] Comentário enviado por SMarcell em 02/04/2010 - 01:50h

Legal o artigo!

Mas chamar o Vim de "simples"! é heresia. Hehehehehehe...

Uma correção:

"... preferem usar o Vim ou o Vi (com mais recursos)"

Na verdade o Vim (Vi iMproved ou Vi Melhorado) é o que possui mais recursos avançados.

[10] Comentário enviado por dbahiaz em 02/04/2010 - 18:23h

Ótimo artigo, parabéns albfneto.

OpenOffice, Kwrite (kde), Gedit (gnome) e nano, me atende perfeitamente.

[11] Comentário enviado por carlosalberto4ti em 03/04/2010 - 21:53h

Poderia aproveitado e falar do uso de cliparts com o "openoffice" (open cliparts) ou outro , em um novo artigo ?

[12] Comentário enviado por Teixeira em 03/04/2010 - 23:00h

Não tenho como classificar seu artigo: "Ótimo" é pouco, "excelente" também. "Magnífico", aí também é bajular muito... rsrsrs
O melhor que tenho a dizer é que ele passará imediatamente para os meus favoritos.
E realmente, nunca vi um artigo tão completo, tão minucioso.
Parabéns.

[13] Comentário enviado por pardalz em 05/04/2010 - 09:44h

MCEDIT Ownz!
belo artigo

[14] Comentário enviado por albfneto em 07/04/2010 - 20:12h

Obrigado pelos comentários.
Obrigado a Bilufe pelas correções!
Gostei que postaram links com outros processadores e suites.
Quem conhecer outros,favor postar aqui, nestes comentários.
È informação útil a quem vai ler o artigo, e a pessoa terá outras sugestões!

ADENDOS AO ARTIGO:

1) Um artigo sôbre o uso do Latex e do Texmaker:

http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Aprendendo-LaTeX-com-o-Texmaker

2) Suite para escritório Calligra

[15] Comentário enviado por banto em 26/12/2012 - 17:27h

@edonato, no VIM é possível fazer isso com ctrl+v e depois marcar os limites do bloco com as setas do teclado

[16] Comentário enviado por joorlando3 em 02/01/2015 - 19:15h

Obrigado pela dica do pdfedit, embora os editores gráficos sejam muito úteis ainda gosto muito do mcedit para escrever scripts.


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