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Artigo

Liberte seus documentos
Linux user
michelazzo
07/04/2008
Na busca por padrões abertos de documentos, acontece no dia 26 de março, em todo o mundo, o Document Freedom Day. Participe você também desta iniciativa!
Por: Paulino Michelazzo | Blog: http://www.michelazzo.com.br
[ Hits: 3099 ]
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Document Freedom Day

Libertar meus documentos? Sim, isso mesmo. Mas ao contrário do que pode estar pensando em dispor de seus documentos, sigilosos ou não para qualquer pessoa, o movimento DFD - Document Freedom Day é uma atividade mundial que visa divulgar a promoção dos padrões abertos entre documentos, "libertando-os" para serem usados independentemente de plataforma de sistema operacional, de hardware e padrões proprietários, tal como .doc, .xls, ppt e outros. Esta iniciativa é desenvolvida por dezenas de grupos e empresas espalhados por todo o planeta com o intuito de mostrar aos usuários de computadores as vantagens do uso de padrões abertos de documentos.

No Brasil ela conta com vários grupos, organizações e empresas que na próxima quarta-feira estarão também divulgado informações sobre os padrões abertos e suas vantagens.

E o que são documentos com padrões abertos?

São documentos que usam um formato aberto cuja as especificações são conhecidas por qualquer pessoa e que permite a fácil criação de softwares que podem ler estes documentos, independente da plataforma adotada.

Mas eu preciso dar meus documentos para alguém?

Não, de forma nenhuma. A iniciativa é de conscientização para que você comece, se já não o faz, a criar e quando disponibilizar, documentos em formatos que são reconhecidamente abertos e possuem interoperabilidade entre as várias plataformas de software. Com isso você permite que qualquer pessoa possa ler seu documento usando qualquer software que atende padrões mundialmente reconhecidos.

E por quê isso é bom?

É bom porque usando documentos em padrões abertos o leitor de seus documentos poderá, sem sombra de dúvida, ler corretamente aquilo que foi escrito em qualquer software que siga estes mesmos padrões, não ficando engessado por causa de um padrão proprietário de uma empresa ou software.

Mas eu ainda não entendi

Exemplificando, se eu escrevo uma apostila e permito o download dela neste site mas ela está em um formato proprietário de um software, como por exemplo o Adobe Pagemaker, você somente poderá ler esta apostila se possuir o Adobe PageMaker em seu computador. Mas se eu coloco para download esta mesma apostila em um formato considerado de padrão aberto, como o PDF, você poderá ler no Adobe Acrobat Reader, no XPDF e no Evince em Linux/Unix, no Preview em Macintosh ou ainda no Foxit em seu celular.

Então se eu uso um padrão aberto eu não preciso me preocupar com o software que será usado para a leitura do documento?

Isso mesmo. Se você usa um padrão aberto para criar seus documentos, dificilmente será necessário se preocupar com o software que será usado para a leitura do documento. Se o leitor não possuir um software específico ele poderá encontrar diversas opções na Internet para ler ou converter este documento para outro formato.

Mas isso serve somente para documentos?

Não, serve para todo o tipo de conteúdo digital, seja um arquivo de áudio, um filme, uma planilha, uma apresentação e muitos outros.

Mas e se eu não uso um padrão aberto, o que pode acontecer?

Você terá uma audiência menor para seus documentos e pode se tornar um refém do padrão. Imagine que você grava o nascimento de seu filho em uma filmadora que usa um padrão fechado. Isso obriga você a possuir um software específico que compreenda aquele padrão e, se precisar atualizá-lo, certamente a empresa que detém o padrão irá cobrar por isso. Entretanto se você usa um padrão aberto, poderá encontrar dezenas de aplicativos que compreendem os dados e poderá manipular o vídeo sem depender de um software específico daquela empresa.

E o que preciso fazer para "abrir" meus documentos?

Somente ter a cultura de não criar documentos em formatos fechados. Nada mais que isso.

E quais são os padrões abertos?

São dezenas deles. Como exemplos de padrões abertos são o PNG (para imagens), o ODF e o PDF (para textos), o HTML e o OGG (para áudio e vídeo). Uma boa lista pode ser encontrada em http://pt.wikipedia.org/wiki/Formato_aberto.

E quem é que cuida dos padrões abertos de documentos?

Diversas organizações mundiais como a ISO, a ITU ligada a ONU e a IETF trabalham com o intuito de criar padrões de interoperabilidade independentes de empresas ou interesses comerciais.

Existem empresas que adotam padrões abertos?

Sim, existem várias empresas que fazem parte dos esforços para a criação de padrões abertos de documentos, dentre elas a IBM, o Google, a RedHat, a SUN, etc.

E onde posso saber mais sobre o Document Freedom Day e sobre padrões abertos?

Em http://www.documentfreedom.org/ você pode saber tudo sobre esta iniciativa no site oficial.

E você usa documentos com padrões abertos?

Sim! Os textos aqui disponíveis para download estão sempre em um formato aberto, seja em PDF ou ainda em ODF. Assim você pode tranquilamente ler estes documentos em qualquer sistema operacional e em qualquer equipamento de hardware.

Se você ainda tem dúvidas sobre os padrões abertos de documentos ou sobre o Document Freedom Day, envie sua dúvida para mim que terei o maior prazer em respondê-la.

Liberte seus Documentos! HOJE!





Páginas do artigo
   1. Document Freedom Day

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Comentários
[1] Comentário enviado por gregorye em 08/04/2008 - 01:24h:

Massa! Parabéns ai!

[2] Comentário enviado por foguinho.peruca em 08/04/2008 - 09:56h:

Olah!

Bom artigo! É legal estimular essa visão.

Gostaria da sua ajuda:

Tenho um projeto que está em asp .net com o sql server 2000, não possuo o compilador full só o express, e para o momento, o cliente precisa de um relatório e que ele seja feito no word.

No caso, eu vou utilizar o writer e preciso saber um pouco sobre como criar uma relatório para que ele possa ser lido no writer, mantendo as caracterísitcas do texto, como negrito, sublinhado, etc.

Eu não consegui achar a documentação nos projetos open office e broffice.

Att.
Jefferson Luiz.


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