Quando se fala em software livre, normalmente pensamos logo
em sua licença. Logo depois nós lembramos das polêmicas patentes
de software. Mas existe um terceiro ponto que muitas vezes fica
esquecido, a liberdade do usuário. Ela na verdade é uma
restrição puramente técnica que nos é imposta e, como com todas
as outras restrições, o projeto GNU pretende acabar.
Os usuários avançados não usam o sistema como receberam. Eles
costumam modificar todas as suas configurações, usam seus
softwares favoritos, dos editores de texto aos editores de
imagens. Mas nos sistemas
GNU/Linux, mesmo que usando
somente softwares livres, ainda encontramos restrições, já que
não é possível trabalhar facilmente com sistemas de arquivos,
protocolos de rede ou formatos binários que você queira ou tenha
criado, sem possuir privilégios especiais. Nos Unix,
tradicionalmente a liberdade do usuário é fortemente restringida
pelo administrador.
O
Hurd pretende mudar esse quadro e dar liberdade aos
usuários. Fornecer uma interface de sistema flexível, sem deixar
de ser compatível com os padrões POSIX e sem perder a segurança.
Essa é a filosofia do Hurd.