O fantástico mundo dos instrumentos MIDI (parte 1)

Neste primeiro artigo da série veremos como os músicos e aficionados podem usar da tecnologia para criar suas músicas usando os recursos disponíveis com relação a software e hardware.

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Por: hermes nunes pereira junior em 16/06/2009


Introdução



Nós gostamos muito de música, isso é uma afirmação unânime. Estamos sempre assobiando, cantarolando alguma música. Às vezes aquele refrão daquela música que você detesta não sai da cabeça, quem já não passou por isso? Aquela música irritante, aquele pancadão que irrita ficou gravado na memória, horrível não?

Este fato é uma representação clara daquilo que vivemos hoje. A tecnologia tomou conta de grande parte do processo de criação, gravação, edição e execução de uma música, mas antes, num passado não tão distante o processo não era assim.

Antes do computador passar a fazer parte do processo de criação e edição de uma música, tudo era feito de forma analógica, usando gravadores e instrumentos elétricos ou acústicos (detalho este assunto em um artigo publicado anteriormente). Com a inclusão do computador, o som dos instrumentos passaram a ser gravados diretamente no computador, dando ao músico uma gama muito grande de recursos que poderiam ser introduzidos na música, começando pela gravação individual de cada instrumento, ou pela liberdade de gravar cada trilha (instrumento) em locais e horários diferentes.

Mas houve um momento importantíssimo que foi um divisor de águas para a criação musical. Foi quando o computador pode controlar e interagir com um instrumento musical. Antes deste momento o computador gravava e introduzia na trilha gravada algum efeito, a partir deste momento há uma interação real, o computador controla ou reproduz em tempo real uma sequência musical gravada.

Em 1983, após pesquisas feitas foi feito o primeiro padrão que especificava como um computador poderia interagir com um instrumento, foi criado o protocolo MIDI.

O protocolo MIDI (Musical Instrument Digital Interface) definiu as bases desta interação, mas os fabricantes de sintetizadores, teclados e computadores criaram padrões próprios, dificultando que um instrumento de um fabricante interagisse com outro instrumento de um outro fabricante. Por conta desta babel de protocolos, foi criada a partir de um consórcio a segunda geração do protocolo MIDI, chamada de General MIDI. O padrão GM (General Midi) foi especificado em 1991 pela MIDI Manufacturers Association (MMA) e pelo Japan MIDI Standards Comitee (JMSC). Em 1999 o padrão foi revisto e criado a terceira geração do protocolo, o "GM Level 2 (GM nível 2)", que trouxe mais recursos que estavam sendo usados pela Roland e Yamaha.

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Páginas do artigo
   1. Introdução
   2. Como o MIDI funciona
   3. A conexão entre os equipamentos
   4. O funcionamento do protocolo MIDI
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Comentários
[1] Comentário enviado por edersonhonorato em 17/06/2009 - 02:58h

Parabéns! Muito bom o artigo.

Guando fiz a migração para Linux (isso em 1998) o que mais me fazia falta (e me obrigava a manter o windows em dual-boot) era um bom seqüenciador midi para linux.

Demorou alguns anos até o Rosegarden me fazer abandonar o Cakewalk de vez.

Hoje, já existem várias ferramentas para seqüenciar midis no linux como o NoteEdit, Muse, Denemo, Music Score(concorrente de peso do Rosegarden), etc...

Sempre precisei de sequenciadores com notação devido à naturesa da minha atividade (musico clássico), e precisava de uma ferramenta que me permitisse escrever a composição nota por nota.

Apesar de pesadinho, o Rosegarden juntamente com o Timidity++/jackd supre com louvor as minhas necessidades na hora de compor ou fazer arranjos em pautas musicais(já que minha placa de som não é uma SoundBlaster da vida, hehehe).

Gostaria que abordasse nos próximos artigos o Timidity++ como solução para quem não tem (como eu) uma placa de som Creative no linux.

Aguardo com anciedade os proximos artigos.:-)

abraços

[2] Comentário enviado por dailson em 17/06/2009 - 15:31h

Show de Bola Hermes.
Perfeito!

[3] Comentário enviado por cleysinhonv em 17/06/2009 - 21:36h

E ai gente boa!
Bom esse artigo em? Parabéns cara. O que mais chama atenção nos seus artigos são os conceitos aplicados ao contexto. Sem contar o nome do artigo!


[4] Comentário enviado por Teixeira em 18/06/2009 - 06:48h

Parabéns!
Aguardo com ansiedade pela continuação.

[5] Comentário enviado por rogerio_gentil em 11/07/2011 - 13:36h

Errei o lugar do comentário. Lerei o artigo e comentarei de novo! Abs


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