GNU/Linux + Dogmas

Precisamos nos libertar de alguns dogmas medievais e entender, de uma vez por todas, a complexidade e a individualidade de cada um.

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Por: Vinicius Araujo Lopes em 18/05/2017


Não existe isso de Linux, sem usar terminal



Nós, que utilizamos o sistemas baseados em Linux, precisamos nos libertar de alguns dogmas medievais. Um deles, é o dogma de que "não existe isso de Linux sem usar terminal".
Linux: GNU/Dogmas
Em pleno século 21, na era do touch e de comandos gestuais, é estranho constatar que algumas pessoas ainda se prendem ao terminal e às linhas de comandos complexos.

Alguns acham mais prático, já outros veem como um bicho de sete cabeças. Cada um trabalha como consegue ser mais produtivo. O que me incomoda é aquele sujeito que não sabe aproveitar os recursos da interface, não se esforça para aprender a realizar tarefas no modo gráfico e ainda acredita que Linux se resuma à janelinha preta do console.

Quando queremos que um usuário de Windows passe a utilizar sistemas com Kernel Linux, temos que apresentar facilidades e melhores soluções. Empurrar goela abaixo instruções e comandos que, provavelmente, ele não esteja disposto a assimilar, é o mesmo que desencorajá-lo.

Quanto menor for o choque de cultura na utilização do novo sistema operacional e quanto menos o recém-chegado usuário precisar aprender para realizar suas tarefas, maior será sua aderência ao sistema, seja qual for a distribuição.

Se no futuro esse novo usuário se interessar no funcionamento do sistema, é outra história mas, no início, ele só quer fazer o que já fazia antes no Windows. Simples assim!

Meu primeiro computador tinha o incrível MS-DOS 5.0 com o magnífico Windows 3.10. Passei por quase todas as versões do Windows (3.11, 95, 98, XP, Server, 7, 8, 8.1, 10). Eu utilizo Ubuntu (e derivados) desde o Karmic-Koala.
Linux: GNU/Dogmas
A invenção do mouse, nos 'libertou' do prompt de comando. cd, md, rm e afins, tornaram-se obsoletos e deram lugar a cliques fáceis. Era o futuro, a tecnologia a nosso serviço! Da mesma forma, nos sistemas com Linux, cd, mkdir e rmdir, foram substituídos por cliques, simples e intuitivo.

Conheço pessoas que utilizam o Ubuntu faz muito tempo e nem sabem que existe o terminal. Atualmente, só utilizo o terminal se não tiver outro jeito. Sei utilizar, mas prefiro clicar, é como libertar-me do passado!

Em minha opinião, o terminal é só mais um RECURSO de acesso ao sistema, assim como as janelas e os ícones, que são outros recursos, com a diferença de serem mais modernos e mais sofisticados que o ultrapassado console.

A interface gráfica é uma camada importantíssima dos sistemas computacionais e foi criada para facilitar a vida dos usuários.

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   1. Não existe isso de Linux, sem usar terminal
   2. É tão fácil!
   3. Usar sem saber como funciona
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Comentários
[1] Comentário enviado por izaias em 18/05/2017 - 20:07h

Há casos que resolve-se graficamente, e a maioria das soluções que indico, são gráficas.
Mas, não há como resolver tudo graficamente.

Particularmente, acho muito melhor e mais prático a linha de comando. O que eu sei, faço pelo terminal.
Essa é a filosofia do Linux. Mudar isso de forma brusca como determinante para facilitar a vida de novos usuários, NÃO É MINHA INTENÇÃO.

No caso acima, de troca do papel de parede via comandos, de fato, foi mais que exagero...


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* https://www.linuxcounter.net/cert/620448.png *
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[2] Comentário enviado por hrcerq em 18/05/2017 - 21:30h

Caro Vinicius, compreendo sua preocupação com o tema. Partilho de algumas ideias suas, outras eu não concordo muito.

Linux sem terminal é possível. Nisso estou de acordo. Agora, dizer que terminal é algo ultrapassado, aí já não concordo. Um servidor que não vai usar interface gráfica deve ser acessado via linha de comando mesmo, pra não desperdiçar recursos do sistema. É esperado de um sysadmin que ele tenha domínio sobre o terminal. Mas mesmo no desktop não acho que terminal seja algo ultrapassado. Para mim, por exemplo, ele é extremamente prático e uso com frequência para verificar pacotes que tenho instalados, localizar arquivos e automatizar tarefas.

Agora veja que ironia, quando você diz: "O que me incomoda é aquele sujeito que não sabe aproveitar os recursos da interface, não se esforça para aprender a realizar tarefas no modo gráfico e ainda acredita que Linux se resuma à janelinha preta do console."

Da mesma forma que você se incomoda com quem se limita ao terminal, há também quem se incomode com quem só sabe usar a interface gráfica e nem sonhe com a existência de terminais. De toda forma não creio que seja muito saudável ficar se preocupando com a maneira que os outros preferem usar seus computadores.

Quanto a querer que usuários de Window passem a usar Linux, isso é algo que eu já parei de me preocupar. Penso que cada um deve usar aquilo que se sentir mais confortável para usar. O propósito de nenhum sistema decente é ser o sistema dominante, o sistema que todo mundo usa, mas sim um sistema que seja útil para aqueles que escolheram usá-lo. Se serão poucos esses usuários, então que assim seja.

O choque cultural pode realmente ser um fator que faz o usuário desistir. Mas da mesma forma pode também motivar. Foi o meu caso. Eu me interessei por Linux justamente por ele ter um paradigma bem diferente, que me forçou a rever os meus conceitos sobre computação, dentre eles o conceito de modernidade e sofisticação. Um programa de linha de comando pode muito bem ser mais moderno e mais sofisticado que outro que tenha interface gráfica. Perceba que a interface gráfica é apenas uma camada acima de um motor interno, sem o qual essa interface será totalmente inútil.

Concordo também que o que é fácil para um não necessariamente será para outro. Para ensinar é preciso entender o outro, é preciso ter didática. Mas vejo isso como um problema separado da questão "terminal x interface gráfica". Assim como é preciso ser didático na explicação da linha de comando, é preciso ser didático na explicação da interface gráfica. Outro problema é que sempre existirão aquelas pessoas que não querem aprender mas sim que alguém resolva o problema delas por elas. E sempre que tiverem problemas vão ter que recorrer a terceiros. Eu não alimento esse tipo de coisa, não gosto de alimentar a dependência, mesmo que seja de mim. As pessoas tem cérebro não é por acaso, é pra aprender a pensar.

Novamente concordo que não é preciso entender como tudo funciona. Mas dependendo do que você deseja fazer, precisará aprender alguma coisa ou outra, ou então ficar sempre dependendo da ajuda de outros, que poderão ou não querer ajudar.

---

Atenciosamente,
Hugo Cerqueira

[3] Comentário enviado por otaviobrito77 em 19/05/2017 - 08:00h

O bom do linux é exatamente essa possibilidade. Temos várias distribuições com foco no usuário novato e no desinteressado no aprendizado mais profundo do linux.
Para esses, nada melhor que ubuntu, mint e etc.
Alguns desse vasto grupo, com o tempo, acabam por se interessar pelo funcionamento do sistema, passando a adotar distros mais específicas para tanto (arch, slack, gentoo, etc...)
Nesse "cardápio" temos pratos para todos os gostos.

[4] Comentário enviado por listeiro_037 em 19/05/2017 - 16:09h

Não uso Synaptic, centro de softwares em Debian e outras coisas.
Gráfico mesmo só editor de texto, que permite vantagens.
Navegadores browsers, nem tem como sem. Fremebuffer é legal :-)

Não é por ser difícil, mas ficar sem terminal perde que um pouco a graça.
Já copiei arquivos em que a janela travou. Melhor com cp via terminal.

Cada um é cada um. Mesmo assim nem todo mundo quer ou pode ser da área de informática e devem fazer outras tarefas.
Gostei do artigo.

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Nem direita, nem esquerda. Quando se trata de corrupção o Brasil é ambidestro.
(anônimo)

Encryption works. Properly implemented strong crypto systems are one of the few things that you can rely on. Unfortunately, endpoint security is so terrifically weak that NSA can frequently find ways around it. — Edward Snowden

[5] Comentário enviado por ru4n em 20/05/2017 - 11:18h

Usar Linux sem terminal é possível, se você utilizar apenas aplicações web, como 90% da população.

O terminal é o centro de controle do Linux. Poucas distribuições oferecem GUIs completas e funcionais para realizar tarefas administrativas. Posso citar o OpenSUSE, com o Yast2, que possui GUIs para diversas ferramentas administrativas, desde configuração de hardware até para adicionar módulos ao kernel. Tudo via GUI.

Edições de arquivos do sistema como super usuário - onde é preciso abrir um editor de texto informando o caminho completo do arquivo desejado - é preciso usar o terminal. Salvo exceções onde o gerenciador de arquivos possui uma opção para abrir pastas do sistema como root, como é com o gerenciador de arquivos do Mint. Assim o usuário realmente nem passa pelo terminal, pois através desse recurso ele pode abrir qualquer arquivo do sistema em um editor de texto como root.

Ai esbarramos em outra questão que é pertinente aos usuários Linux: padronização. Não temos como sugerir que o usuário abra uma pasta do sistema como root através do gerenciador de arquivos, pois pouquíssimos Ambientes Gráficos oferecem o recurso o qual o Cinnamon do Mint possui que é abrir pastas do sistema como root em apenas um clique.

É por isso que sugerimos sempre comandos para o usuário executar no terminal. Enquanto as principais distribuições não criarem uma interface única para mostrar por exemplo a saída do lspci para obtermos informações relativas ao hardware do usuário, não temos outras opções a não ser pedir que o usuário rode o dito comando no terminal.

Ademais, pouco importa se um usuário avançado utiliza mais o terminal do que a interface gráfica, ou vice-versa. Eu por exemplo continuo usando mais o terminal no Mac OS X pela praticidade que o mesmo oferece, mesmo tendo o Finder a disposição.
--
Linux Counter: #596371

[6] Comentário enviado por raserafim em 21/05/2017 - 11:51h

Em nome da preocupação com os dogmáticos do terminal ...acabou-se sendo um dogmático das interfaces gráficas.

Há atividades que são mais produtivas e eficientes quando realizadas em ambientes gráficos... há atividades que são mais produtivas e eficientes quando realizadas em terminal... assim como há atividades que são produtivas e eficientes quando realizadas, semelhantementes, tanto em ambientes gráficos quanto em terminal.

Relacionar o terminal há algo arcaico e ultrapassado, associando-o a foto de uma máquina de escrever e a "usuários resistentes à mudanças, às novas tecnologias, ao novo", me parece que é um significativo equívoco. sequer pode ser considerado um exagero; trata-se mesmo de um equivoco.

Considerar o terminal algo arcaico e ultrapassado é, sobretudo, assim me parece, uma incompreensão do papel que cumpre um terminal na administração de um sistema.

Porque será que a Microsoft, buscando atender as reivindicações de seus usuários avançados (admin's), vem tentando implementar um terminal funcional para o Windows?

[7] Comentário enviado por hrcerq em 21/05/2017 - 13:29h


[6] Comentário enviado por raserafim em 21/05/2017 - 11:51h

Porque será que a Microsoft, buscando atender as reivindicações de seus usuários avançados (admin's), vem tentando implementar um terminal funcional para o Windows?


Muito bem colocado. E o custo dessa implementação certamente não foi baixo. Ainda assim a Microsoft escolheu arcar com esse custo, mesmo quando já existia o Power Shell. Isso ilustra muito bem o valor que tem um bom terminal.

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Atenciosamente,
Hugo Cerqueira

[8] Comentário enviado por Done em 21/05/2017 - 18:19h

Parabéns pelo artigo. Veja que ele proporcionou discussões construtivas. A opinião que tenho a respeito deste assunto é a seguinte: Usar ou não usar linha de comando ou gráfico, talvez esteja mais relacionado com a experiência de pessoas individuais. A partir do momento que a pessoa passa a enxergar que, a objetividade e simplicidade do terminal é a mesma do modo gráfico, pronto, acabou a questão de ser ou não ser melhor. Entende-se também, que, a pessoa passará a entender as exigências do uso do terminal dado contexto.

Abraços.

[9] Comentário enviado por CapitainKurn em 22/05/2017 - 12:47h

Trabalhei em uma empresa onde migrei mais de 30 máquinas de Windows/Office para CentOS/LibreOffice com pleno sucesso. Houve uma pequena resistência de alguns usuários no início mas se adaptaram muito bem em uma semana. O maior benefício foi a redução de "incidentes" a quase zero. Em seis meses o único problema que teve foi de hardware que foi resolvido com um compressor de ar e uma borracha de correção. E vou contar mais um segredo para dar quase 100% de aprovação dos usuários. https://store.kde.org/content/show.php/win7?content=168632

[10] Comentário enviado por ricardogroetaers em 22/05/2017 - 15:16h

Parabéns pelo artigo, muito bom e objetivo. Embora alguns participantes concentraram sua atenção no terminal, o foco do artigo, no meu entendimento, não era esse.

[11] Comentário enviado por vivalinuxforumjb em 23/05/2017 - 18:37h

Oi Vinicius Araujo Lopes

Gostei muito da sua matéria, um S.O (distros) tem que ser o mais prático possível mas não vejo problema algum em usar o terminal ou não. O meu amor pelo Linux é tão grande que eu não consigo ver defeitos. Um forte abraço

[12] Comentário enviado por albfneto em 24/05/2017 - 18:12h

Olha, em Linux, você distros para tudo.. Minha opinião, tem gente que gosta só linha de comando, outros gostam só de interface gráfica e clicar, tem até os (como eu) que gostam as duas coisas... interface gráfica e comando, também...

para quem só quer usar, não quer aprender... para isso existe o profissional de TI Linux, para configurar o micro para ele...
usuário final.... alguém instala e acerta para ele! ele não quer saber colocar a impressora no CUPS... e nem resolver gerenciamento de energia...

o que lembro ao autor, é que tem muita gente que só quer usar.... Windows também! tem gente que leva o micro na oficina para passar antivírus,,,, ele não quer saber de instalar nada... Android! a maioria só usa.... nem muda os aplicativos!

Linux tem para todos os gostos, todas as pessoas.... da criança ao super hacker... o que cria esses "dogmas" é que tem emprêsas que vendem os micros com linux "não usáveis" pelo usuário final.... ou pq são muito velhos ou porque estão configurados "de qualquer jeito".....!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Albfneto,
Ribeirão Preto, S.P., Brasil.
Usuário Linux, Linux Counter: #479903.
Distros Favoritas: [i] Sabayon, Gentoo, OpenSUSE, Mageia e OpenMandriva[/i].

[13] Comentário enviado por hrcerq em 24/05/2017 - 21:01h


[12] Comentário enviado por albfneto em 24/05/2017 - 18:12h

[...] para isso existe o profissional de TI Linux [...]


Nem sempre podemos (ou queremos) usar do nosso tempo para aprender algo. Nessas circunstâncias devemos buscar um profissional especialista no assunto que vai saber resolver a questão da melhor maneira.

Mas por estarmos falando de profissionais, é premissa básica que serão pagos, certo? Todo profissional deve ser valorizado, afinal. Então quem não está disposto a aprender deve estar disposto a pelo menos mexer no bolso. Não é questão de ser mercenário não, é simplesmente a valorização daquele que está assumindo a responsabilidade por computador alheio, quando o próprio dono não quer fazê-lo. Isso é bem diferente de ajudar, é um serviço.

Só que infelizmente há quem confunda ajudar com prestar serviço. Acho perfeitamente legítimo que a pessoa não queira ter qualquer envolvimento com a solução do problema, mas quando este é o caso ela deve buscar serviços de suporte e não ajuda.

Coisa que me dá nos nervos é quando alguém me pede ajuda pra resolver um problema (afinal profissional de TI sabe de tudo mesmo, inclusive calculadoras, microondas, relógios, enfim...) mas larga o computador comigo esperando que eu faça alguma mágica e simplesmente vai embora. Pra mim isso chega a ser falta de respeito e não compactuo. A menos que a pessoa se comprometa a acompanhar a solução pra aprender alguma coisa e ter mais autonomia depois, eu devolvo o computador, porque isso não é ajudar, isso é alimentar uma dependência. E eu falo de coisas bem simples, às vezes é só a configuração da impressora ou do layout do teclado. Eu nem sou profissional de suporte, mas essas coisas a gente aprende pra não ficar na mão. Agora, deixar de aprender apenas por preguiça e por medo pra mim é o cúmulo.

Tenho o maior prazer em ajudar, e acho super legal quando as pessoas pedem ajuda, querendo aprender algo, querendo ter mais autonomia. Agora, serviço de suporte é algo completamente diferente.

---

Atenciosamente,
Hugo Cerqueira

[14] Comentário enviado por viniciusalopes em 25/05/2017 - 07:31h

Opa!
Obrigado a todos que comentaram!
Se possível, peço que releiam o meu artigo, tendo em vista que todo o texto foi elaborado com o seguinte cenário em mente:
a) Um usuário, leigo e/ou recém chegado a um sistema linux, que procura soluções para atividades corriqueiras;
b) Usuários com certo conhecimento, julgando-se melhores por saberem mais;
c) Sistemas para desktop (servidores não estão inclusos);
d) Tecnologias avançadas que dispensam o uso do teclado físico como dispositivo de 'input';
e) Interesse em difundir e propagar a utilização do linux;
f) Usuários dogmáticos que resistem à interface gráfica, como que se não for pelo terminal, não é linux.

E pasmem, esse cenário é comum e constante.

[15] Comentário enviado por viniciusalopes em 25/05/2017 - 07:39h

O 'estopin' do presente artigo foi este post:
https://www.vivaolinux.com.br/topico/Iniciantes-no-Linux/Mapear-Unidade-de-Rede-via-Interface-Grafic...


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