Apresentando agora o Scientific Linux

É outra cópia do RHEL, só que feita por e para cientistas, com desenvolvimento a cargo do "Fermi National Accelerator Laboratory" e da "European Organization for Nuclear Research - CERN".
O objetivo é que laboratórios científicos ao redor do mundo possam usar um GNU/Linux de classe empresarial, tendo à disposição pacotes "científicos".

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Por: Andre (pinduvoz) em 04/11/2011 | Blog: http://casadopinduvoz.wordpress.com/


Generalidades



Sugiro aos leitores que antes de lerem este artigo, deem uma olhada no artigo que escrevi sobre o CentOS, encontrado no link abaixo: As duas distros são muito parecidas, e quase tudo que foi dito em relação ao CentOS se aplica também ao Scientific Linux. Também conhecido simplesmente como SL. Bem por isso, o artigo anterior deve ser usado como referência para realizar alguns dos passos deste artigo, e vice-versa (há conteúdo novo, senão não valeria a pena escrever).

Assim como o CentOS, o SL começa com o código-fonte do RHEL, ou Red Hat Enterprise Linux, que é feito para grandes empresas por uma grande empresa. O RHEL é clonado (recompilado) pela turma CentOS para ser usado em médios e pequenos negócios. O mesmo RHEL é mais uma vez clonado pela turma do Scientific para que laboratórios ao redor do mundo possam usufruir das vantagens de um "Linux de classe empresarial" com um "quê" científico. E ele, o RHEL, será clonado ainda uma terceira vez, criando o PUIAS (as iniciais são do Princeton University Institute for Advanced Study), feito por e para universitários.

Há também um quarto clone feito pela Oracle, a maior empresa de software para banco de dados do mundo, com propósitos comerciais. Ainda é software livre, como deveria ser (um "clone" pago seria "estranho"), mas o suporte é vendido (compra quem quiser ou puder) e você terá que se cadastrar para baixá-lo.

Para manter a linha do artigo anterior, vejamos como o Distrowatch descreve o SL:

   "O Scientific Linux é um Red Hat Enterprise Linux recompilado, co-desenvolvido pelo Fermi National Accelerator Laboratory e pela European Organization for Nuclear Research - CERN. Embora pretenda ser totalmente compatível com o RHEL, ele também oferece pacotes adicionais não encontradas no produto original. Os mais notáveis são: sistemas de arquivos Cluster Suite e Global File System (GFS), FUSE, OpenAFS, Squashfs e Unionfs; suporte a redes sem fio com Wireless Intel Firmware, MadWiFi e Ndiswrapper; programas como o Java original da Sun (e o Java Development Kit - JDK), o gerenciador de janelas leve IceWM, o "R" (uma linguagem e ambiente para computação estatística) e o cliente de e-mail Alpine."

E também como no artigo sobre o CentOS, siga o primeiro link para mais informações e o segundo para as screenhots: Notem que as imagens são do SL 4.9, mas pouca coisa muda (basicamente, muda o papel de parede, e o do SL 6.1 está na imagem do link anterior).
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Páginas do artigo
   1. Generalidades
   2. Instalação e configuração do ambiente desktop
   3. Repositórios extras e multimídia
   4. Aparência e efeitos
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Comentários
[1] Comentário enviado por eldermarco em 04/11/2011 - 10:08h

Bom, muito bom. A parte boa é o tempo de suporte e o fato de ainda ter o gnome 2 =)

[2] Comentário enviado por MoisanielMoraes em 04/11/2011 - 22:26h

Muito bacana o artigo. Infelizente o uso dessas ferramentas livres, para computação cientifica em muitos lugares, faculdades do Brasil, ainda é pequena ou desconhecida, a divulgação é sempre bem vinda. gostaria também de adicionar, o spin do fedora, para projetos eletronicos. é isso ai!

[3] Comentário enviado por izaias em 04/11/2011 - 23:12h

Será esta a distribuição Linux que a NASA usa? Pode ser.

Muito bom, Pinduvoz.

[4] Comentário enviado por removido em 05/11/2011 - 20:02h

kkkk Linux para todos os gostos

[5] Comentário enviado por willian.firmino em 05/11/2011 - 22:08h

Se tratrando de Linux A NASA utiliza o Red Hat Enterprise Linux e o Fedora extensivamente uma pesquisa no google demostra isso.

[6] Comentário enviado por removido em 07/11/2011 - 18:52h

Também estou utilizando uma das copias do RHEL.

Parabéns pelo artigo!

[7] Comentário enviado por removido em 07/11/2011 - 19:01h

PArabens pelo artigo!
Ainda não testei o Cientific Linux, mas assim que estiver tempo vou baixa-lo.

Sera que o Repo RPMFusion funciona na Scientific Linux ?? No CentOS ele funciona!

[8] Comentário enviado por pinduvoz em 07/11/2011 - 20:24h

RPMFusion é para Fedora.

Para os "Red Hats" os repos são:

- rpmforge

- epel

- atrpms

- elrepo

Eu uso os três primeiros.

[9] Comentário enviado por removido em 07/11/2011 - 21:31h

Sim, eu sei que são para Fedora, mas tambem para RHEL e CentOS.

Veja este no próprio site do RPMFusion:
http://rpmfusion.org/Configuration

http://download1.rpmfusion.org/free/el/updates/testing/6/i386/
http://download1.rpmfusion.org/nonfree/el/updates/testing/6/i386/

Mas parece que tem que ter o repo 'epel' habilitado.


[10] Comentário enviado por pinduvoz em 07/11/2011 - 21:48h

Acho que não se deve usar o RPMFusion, já que seguindo o link que vc passou vi que ele precisa de pacotes do EPEL-testing, cujo uso não é recomendado.

Todo o conceito dos clones do RHEL se perde quando vc usa pacotes possivelmente instáveis, como os o do EPEL-testing.

[11] Comentário enviado por removido em 07/11/2011 - 21:54h

OK, pinduvoz
Quando tinha usado no CentOS não qualquer tive problema.

Obrigado pelo esclarecimento, estou baixando o Scientific LInux.

VLW!

[12] Comentário enviado por removido em 03/07/2012 - 01:02h

Eu colei esse .fonts.conf da pág. 4 num sistema aleatório e terei que decifrar o que foi que ele fez com as fontes.
Esse sistema científico interessou-me. Gostaria de saber se há muitos "recompilados" do RH semelhante aos remasterizados de algumas distros.

[13] Comentário enviado por eldermarco em 03/07/2012 - 08:26h

@Listeiro 037, há também um spin do fedora (usando o KDE) que segue essa linha, dá uma olhada: http://spins.fedoraproject.org/.

[14] Comentário enviado por pinduvoz em 04/07/2012 - 14:55h

Os clones do Red Hat EL não são remasterizações. São sistemas construídos a partir do código fonte da Red Hat e quase cópias bit a bit do RHEL.

Esses clones são SL, CentOS, PUIAS e Oracle, apenas.


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