[1] Comentário enviado por
michelazzo em 12/05/2008 - 12:28h:
Olá Fábio,
Fiquei numa dúvida cruel diante de meus anos de software livre lendo o seguinte parágrafo:
"Hoje vemos distribuições lançando uma versão atrás da outra, e cada vez elas deixam mais de lado o antigo espírito do Linux, e se preocupam cada vez mais em facilitar nossa vida. "
Sempre acreditei que o "espírito do Linux" é ser código aberto licenciado sob GPL, a qual permite e inclusive incentiva a criação derivada de software. Assim sendo, qual é o "espírito do Linux" que está sendo deixado de lado?
Sds
[3] Comentário enviado por
evaldo1 em 12/05/2008 - 15:49h:
A despeito do pouquíssimo conhecimento que tenho em Linux, vivo andando atrás de informações que possam ser convertidas em conhecimento. O Linux é o caminho perfeito para isso. Entretanto, trabalho e convivo com pessoas que querem fazer no Linux o que faziam no Win, ou seja, ver seus vídeos, ouvir suas músicas, ler e-mail, navegar na internet, jogar, editar seus textos, produzir em outras áreas do conhecimento. Essas pessoas não estão dispostas a conhecer o que eu quero conhecer. Eu gosto de acessar aplicativos pelo terminal, só pra aprender, mas quero que minha mãe encontre o programa em um atalho pra que ela não fique perdida na tela.
Linux trouxe liberdade, tanto para aqueles que buscam conhecimento na área da tecnologia da informação quanto para aqueles que buscam e produzem conhecimento em qualquer outra área.
Gosto do Linux por ser assim, sou livre pra aprender e pra não aprender também.
Viva o Linux!
Evaldo
[5] Comentário enviado por
Teixeira em 13/05/2008 - 12:57h:
Há alguns anos atrás, nos tempos do DOS, ninguém se aventurava sequer a ligar um computador sem que tivesse um mínimo de conhecimentos, inclusive de linguagens de programação como Basic ou Pascal.
Quem tocava no botão "power" já sabia de antemão o que era o POST, o que era "prompt", como acertar data e hora, como abrir e fechar aplicativos, como copiar, deletar, etc.
Particionar e formatar o "winchester" (HD), instalar o sistema operacional, etc. eram prerrogativas unicamente dos técnicos, e não do usuário.
Conforme as coisas foram ficando mais fáceis, algumas carroças passaram a andar na frente dos bois (e até foram inventados os antes inimagináveis automóveis com tração dianteira) o que nem sempre é ruim, mas que provoca uma série de efeitos colaterais, efeitos esses que certamente motivaram o artigo do amigo Maran.
Acontece que tal facilidade vem atropelando gradativamente a necessidade de um conhecimento empírico (porém necessário) para evitarmos uma sub-utilização do computador doméstico.
É muito difícil aprender o básico do Linux (bem como de qualquer outro sistema operacional, diga-se a verdade) fora dos bancos de uma Faculdade.
Isso ora porque as informações se encontram disponíveis em todos os lugares porém de forma esparsa, ora porque decidimos que "não temos tempo" para fazer uma pesquisa melhor e BEM mais profunda.
Para que alguém seja iniciado no Linux, se possui um PC atual e com um razoável poder de fogo, qualquer distro poderá ser utilizada, por "pior" (ou "menos adequada") que possa ser.
Máquinas mais antigas, em contraparte, requerem um conhecimento bem mais profundo.
O próprio Maran me deu de forma direta um valioso auxílio quando eu estava literalmente apanhando do Basic Linux, pois para um novato instalar um sistema antigo é realmente muito complicado.
Nós cheagamos a trocar muitos emails cheios de interrogações até que eu pudesse chegar finalmente a um resultado positivo.
Acontece que tudo fica muito difícil quando não temos onde reconhecer nossas balisas.
Em geral, as informações dadas a novatos (não é de forma alguma o caso aqui no VOL) parecem presumir que o tal novato já seja um expert e que DEVERIA saber disso ou daquilo.
Complementando o Maran, acho que deveriam haver tutoriais (e há em bom número!), porém facilmente localizáveis.
Isso facilitaria a vida de todo mundo.
Parabéns pelo seu artigo, meu velho!